Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
04
Jan 11
publicado por primaluce, às 08:19link do post | comentar

Faltou um provérbio que no Brasil todos conhecem. Por vir do tempo de um país que fez da accção a sua maior força, e com imigrantes de todos os lados do mundo se autoconstruiu: "Quem sabe faz, quem não sabe ensina"! Na área em que estamos é o cruzamento do saber e do fazer - o tão badalado "know how" - que é essencial, e para o qual se chama a atenção. Não há «sabedoria teórica», apenas, e desligada da prática. O "know how" de que o país e as empresas estão carentes, é essa reunião: o levar o saber para as empresas; o trazer o fazer, para as universidades.

Mas ontem também faltou o que se segue e fica agora - como lista, a prolongar o tema da Cultura e do Conhecimento, transpostos para a construção. 

Temos-lhe chamado materialização, e de facto foi isso: melhor, foram verdadeiras "máquinas falantes", como alguns autores se lhes referem*.

 

Vejam estes assuntos: Reabilitação Urbana e Valor Patrimonial das edificações. A importância da definição de critérios de intervenção. E, já agora, uma grande concordância nossa, relativamente às principais noções lançadas por Manuel Salgado: concretamente a divisão dos trabalhos por pequenas empresas, que são mais capazes de atender aos detalhes artesanais, e à preocupação de os refazer. Quer com técnicas actuais adequadas, ou, até, com as técnicas antigas; dando assim resposta para os trabalhos de conservação e restauro, necessários.  

http://www.youtube.com/watch?v=6tZMsYc1kU8&feature=related

 

Portão de Monserrate, junto à casa.

Inclui-se esta imagem, uma referência a Monserrate, porque, nunca saberemos, nem é possível avaliá-lo (será que interessa?) qual o contributo que conseguimos dar, relativamente à recuperação de Monserrate. Aliás, este caso mostra bem (tal como os exemplos muito mais antigos vindos de Horace Walpole) como o marketing pode ajudar a levar a bom termo obras que são essenciais. Monserrate - casa e parque - está hoje em óptimas mãos. Em nossa opinião poderia ser mais difundido a nível universitário, não tendo tanto a preocupação de realizar visitas para as crianças das escolas básicas do arredores de Sintra, podendo, por exemplo (parece?), querer chegar a estudantes universitários, de Arquitectura Paisagista de todo o mundo (ou de onde vieram muitas das espécies botânicas que estão no parque - uma verdadeira estufa ao ar livre...)

Mas, considerando o estado deplorável em que chegou a estar (temos fotografias, arrepiantes), é hoje um óptimo exemplo! 

Acontece que neste momento, há núcleos urbanos, na cidade capital, a Baixa Pombalina, até o Centro Histórico do Porto - que consta na Lista do Património Mundial - e inúmeras pequenas cidades e vilas, de todo o país, que deviam merecer a atenção de todos. Que haja marketing e publicidade, nesses casos, para alertar e ajudar a criar uma nova mentalidade, que é urgente passar a ter!       

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Neste ponto de fronteira, se dessemos mais informações ou as nossas fontes, estaríamos a dar os títulos dos capítulos e temas do doutoramento, que preservamos inda, claro, como exclusivamente nossos.    


03
Jan 11
publicado por primaluce, às 13:19link do post | comentar

Pedimos desculpa pela insistência…, mas, tal como em relação a Monserrate, há que não desistir, e lembrar a máxima que escolhemos: “bien faire et laisser dire”.  

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) considera que as propostas do Governo na área da reabilitação urbana deveriam envolver o comércio, e os serviços no centro das cidades. Assim como a própria "qualidade de vida".  

No nosso caso, sabemos há muito que a questão é totalmente transversal: por isso a Cultura e o Ensino Superior já deviam estar implicadas nestas questões.  

Se o escrevemos em 2004 quando registámos essas ideias, para nós já então todas essas noções eram velhas e antigas. Sobretudo o resultado de trabalho e de estudos. Nessa data, de mais um curso quase acabado!  

Todos sabemos, e isto não é novidade para ninguém, em Portugal, no ensino superior repetem-se – «de boca» e ad aeternum – as ideias que se sabe são a chave e a solução dos problemas. Mas, nada se põe em prática, pois todos se envolvem à procura de protagonismo!  

Depois, por tudo e por nada repete-se que o ensino é excelente. Assim como o são os resultados apurados por todas as agências e todos os observatórios do Ensino Superior; e «idem aspas», mais muita publicidade, sobre as ideias que esse ensino difunde. Mas, nada avança, ou se passa disso, como o estado do país consegue demonstrar…

Demonstração desnecessária, mas é o que se passa! 

As mentalidades têm que ser «desempantufadas», o instalamento desinstalado, e os provérbios antigos lembrados: "Quem quer vai, quem não quer manda"; "Ano Novo Vida Nova".

Que umas luzes nos ajudem a perceber aquilo que é preciso fazer.

E, finalmente, que haja acção.

http://aeiou.expresso.pt/reabilitacao-urbana-falta-abordagem-integrada-dos-problemas-nas-propostas-do-governo-ccp=f623711


02
Jan 11
publicado por primaluce, às 09:52link do post | comentar

O título acima, porque não temos que ficar aqui a «apodrecer», lá porque somos mal-governados e mal-dirigidos. Agir, enquanto ainda há capacidade para isso, é urgente.

Ideias precisam-se, e se "Eles" não as têm, o melhor é irmos dando. É que mesmo que não estejamos a vender essas ideias, pelo menos, se as seguirem já serviu para alguma coisa tê-las pensado e produzido. É melhor que sigam as boas ideias, do que sigam péssimas ideias que andam por aí a comprar, sabe-se lá a quem? E que na prática ainda as pagámos..., e vamos pagar mais!

A questão da Cultura e do Património, não é senão uma linha de pensamento antiga: que pretendia vender aos «turistas»*, a esses principalmente, as paisagens e os monumentos. No entanto, se num determinado período - a época áurea da DGEMN, e a da grande produção dos seus óptimos boletins, dedicados aos principais monumentos nacionais - se então se investiu ("tant bien que mal") nos restauros e salvaguarda, depois disso, sobretudo de 1974 em diante, essa política abrandou muito. Tal como várias Direcções Gerais, de toda uma «estrutura antiga», foram postas em causa, passando a fazer-se menos, até que houvesse uma estabilização. E assim houve IPPC, depois IPPAR, pelo meio outras instituições e estamos agora no IGESPAR.

Hoje haverá talvez (?) um funcionamento mais correcto, com a fusão de vários organismos sob a tutela do Ministério da Cultura. E há também, muitos mais profissionais envolvidos, embora nos pareça, que se está longe de responder (sabendo ter, em simultâneo, um grande pragmatismo) a todas as necessidades.

Muitos dirão que falta, principalmente, a respectiva dotação financeira, vinda do Orçamento do Estado. Mas, estamos em crer que também faltam, sobretudo, políticas e profissionais empenhados, verdadeiramente dedicados às causas em que devem trabalhar. Tratando os assuntos, com o pragmatismo que acima colocámos entre parêntesis, e não esquecendo que é essencial - a quem decide - conhecer muito, para chegar a saber escalonar as prioridades.  

  

Se em 2004, escrevemos que era preciso investir no Património, muitíssimo mais do que então já parecia se estar a fazer, e a uma escala mais conveniente (do que acontecia, por exemplo, nos idos anos 80 em que contactámos Monserrate). No entanto, verifica-se que para além da falta de dinheiro, é claro que faltam ideias, opções, planos, lucidez, etc., etc.; por isso, apesar da distância e das diferenças de escala, fazemos agora entrar o exemplo francês: é que em França, atempadamente, i. e., em 2009, e logo como resposta à «Crise»**, antes que o país empobrecesse mais, perceberam que era preciso agir. E, entre outras actividades, viraram-se para o Património, tal como o Economist noticiou em Maio desse ano, chamando a atenção para a lógica, e as principais componentes do French Model.

 

http://www.economist.com/node/13610197?story_id=13610197

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Ver em Memória, Propaganda e Poder, O Restauro dos Monumentos Nacionais (1929-1960), de M. João B. Neto, FAUP Publicações, Porto 2001, pp. 168 -169.  

**Aí a «Crise» terá sido imediatamente diagnosticada, em toda a dimensão, e, sem mais, terão percebido que antes de empobrecerem, era tempo de fazer investimentos em áreas determinadas. Pois parece preferível, pagar salários para trabalhos de que todos beneficiam; do que ter que pagar subsídios de desemprego, para ajudar alguns a sobreviver, sem que haja depois, dessa subsidiação, qualquer retorno. Pagando mais, deixa de ser desemprego, é trabalho, e há vantagens para todos...  E claro que isto nos parece também a nós, levando a que coloquemos a questão deste modo! Mais, esperando que alguns materiais que hão-de ser necessários, não venham da China, semi-prontos. Como já nos aconteceu em várias obras: haver a necessidade de se aplicarem perfis em gesso moldado, e os mesmos virem da China, em duas modalidades que podíamos escolher: 1ª - em estuque fingido, em poliestireno extrudido (ou expandido?), envolvido de gesso cartonado (ou cartão com gesso); 2ª - em «estuque verdadeiro», i. e., em gesso moldado, à maneira tradicional. Ora tudo isto, vindo do outro lado do mundo, serve para mostrar o lado anedótico a que se chegou, em investimentos e trabalho! 

Claro que haverá muito mais Crise, e para ela contribuiremos todos, se continuarmos a aceitar situações como estas, que são uma total demissão da indústria (ou do fabrico artesanal?), e do trabalho. A França concorre - pois criou, concebeu, fabrica e vende (entre muitos outros produtos) uns comboios chamados TGV. Aqui, para além das empresas destruídas, nem uns míseros "bâtons" de gesso se fabricam?!...  


01
Jan 11
publicado por primaluce, às 10:48link do post | comentar

 

Para a década, "novinha em folha", que hoje começa

 

Dont worry, be happy!

 

Feliz 2011


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