Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jan 11
publicado por primaluce, às 15:21link do post | comentar

Nistagmas (ou Nistagmus, como são designados nos links que se podem consultar), são movimentos dos olhos; geralmente involuntários, que podem indiciar algum problema de saúde. No caso que conhecemos tratam-se de problemas de equilíbrio, em que os olhos e ouvidos estão inter-relacionados: concorrendo para gerar (ou alterar) esse mesmo equilíbrio. Na falta dele podem existir vertigens ou outros problemas, com sensações extremamente desagradáveis.

Este «dicionário» e a definição acima é uma síntese de quem já fez algumas Nistagmografias: exames que detectam desequilíbrios vestibulares, e não só. Também outra sintomatologia, aconselhando-se a que contactem várias fontes, no caso de estarem interessados no tema. 

Quer porque algumas das actividades e posturas físicas a que se é obrigado, em excesso, são causadoras de vários destes problemas. Quer, acima de tudo, porque há curiosidade e vontade de conhecer, quando se percebe que são assuntos muito próximos, e a ter em conta, nos trabalhos de que somos autores. 

É o que sucede, por exemplo, com algumas rampas - as mais suaves, as que os olhos não detectam - e que podem ser causadoras de algumas sensações de desequilíbrios e de vertigens. 

Não se deve esquecer que o corpo humano é uma máquina extremamente sensível, não apenas a pequenas diferenças de temperatura e humidade, como é mais conhecido, mas, também - e ensinámo-lo há dois dias aos nossos alunos - em movimento, relativamente a escadas. Os seus degraus têm que ser todos rigorosamente iguais. A não ser que queiramos que as referidas escadas sejam percorridas, não com a interiorização e a memória do movimento que se está a fazer. Mas, sempre a olhar para o sítio onde se põem os pés!*

Sobretudo em espaços mais cuidados, geralmente não é para o chaõ que apetece olhar...

No próximo post veremos que os «ventiladores» do Aqueduto na Arcaria do Vale de Alcântara obrigam a movimentos dos olhos, para os podermos comparar. Mas, graves, podem ser aqueles movimentos que somos obrigados a fazer, ao conduzir. Em que pode ser necessária uma longa, e trabalhosa, aplicação visual, por vezes até - à hora do crepúsculo - com condições lumínicas que esbatem os contrastes, entre a tarefa a executar, e o respectivo fundo luminoso (em que dificilmente se distinguem as formas, os textos, etc.).

 

1ª Conclusão: Fazer projectos, obras que se concebem (e desenham), exige uma longa formação: a recolha de conhecimentos específicos para cada caso. Mas, também, uma formação completa, geral, que acontece "a priori": a anteceder (muito antes de) os casos particulares que somos convidados a projectar. Depois, insistimos, conceber e desenhar são coisas completamente diferentes: justificando-se que ainda hoje, os melhores projectistas continuem a não gastar tempo a desenhar (tal como não são eles, que constroiem). Embora elucidem, e prestem assistência, à execução de todas essas tarefas...

2ª Conclusão: Se o corpo humano é a máquina mais sensível que conhecemos, e é para ela que trabalhamos, façamo-lo com todos os cuidados. Pois "...depressa e bem, não há quem."

 

http://www.youtube.com/watch?v=BbKU0AbbARg&feature=related

http://www.nystagmus.org/

http://pesquisa.sapo.pt/?barra=resumo&st=&channel=&q=nistagmas&where

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* Quem viajou no metropolitano londrino, sabe que se fazem avisos - permanentemente, há sinais visuais e auditivos - a chamar a atenção para a descontinuidade, perigosa, entre o cais e a  carruagem:

"mind the gap"!

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/b/b7/Mindthegap.png


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