Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
10
Jun 22
publicado por primaluce, às 13:30link do post | comentar

Mas verdade é que para o melhor e para o pior continuamos a estar a par do mundo; vivemos o mesmo de 1976 a 2019

 

Como lembrou há minutos MRS...[2]

Como é exemplo a vida de Paula Rego...[3]

E como - aqui ao contrário dos bons exemplos, e agindo ainda em prol da supremacia daqueles que são sempre os mesmos (como se está habituado) - foram os comportamentos de quem nos quis expulsar (e conseguiu!), do Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Porquê?

Porque: "...as mulheres são uma onda, mas os homens é que decidem..." Uma frase que, naturalmente se tornou decisiva na maneira como passámos a olhar para a falta de nível – patenteada pelos próprios professores universitários – do ensino superior português[4].

Mas lendo os artigos do AJ como é este , que já colocámos no FB , e também este outro, (de onde vem a imagem que ilustra o post) naturalmente que nos lembramos por muito que temos passado, e aturado, na nossa vida; principalmente na vida profissional, mas a que, «a toda ela», e infelizmente, não tem escapado muita da parvoeira que nos rodeia.

AJ-BartletHarassment2.jpg

Mais, por não se ser surdo , e neste caso surda -, a colecção de dizeres (que por vezes reverberam na nossa mente) é a vários títulos um verdadeiro mimo. A qual ainda está longe de ser relatada como bem merece. Frases que dariam títulos de posts e de livros, frases fantásticas, que não lembrariam os melhores marketeers…

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[1] Claro que fazia sentido ampliar este post, pois é ainda mais o que se pode (e deve escrever) relacionado com a menorização dos outros…

[2] Lembrou hoje, 10.06.2022 no discurso feito em Braga.

[3] Cujo pai teve a clarividência de a afastar de Portugal, e de um «mundinho» que continua incrivelmente limitador. A tal ponto que décadas depois é ela que indica o filho Nick Willing para vir tratar dos assuntos relacionados com toda a sua obra e a riqueza que criou. Dizendo-lhe que Portugal ainda é  um país de homens...

[4] Frase de Fernando António Baptista Pereira, pronunciadas na FBAUL, várias vezes, talvez entre 2010 e 2012, quando deixei de lá ir, e naturalmente de ter paciência para o aturar. Frases que pretendiam contrariar e menorizar as minhas ideias e os meus argumentos, para o que pretendia fazer na Tese de Doutoramento (a tal que era suposto ele próprio orientar, e não o contrário, como me fez perder tempo durante 6 anos). Enfim, razão para várias vezes me lembrar de tanta mediocridade 

https://primaluce.blogs.sapo.pt/quem-nao-se-sente-nao-e-filho-de-boa-529486

https://primaluce.blogs.sapo.pt/as-mulheres-sao-uma-onda-460363

https://primaluce.blogs.sapo.pt/claro-que-tudo-comeca-no-pensar-408255

https://primaluce.blogs.sapo.pt/o-valor-do-feminino-390592

https://primaluce.blogs.sapo.pt/174061.html

https://primaluce.blogs.sapo.pt/80904.html

https://primaluce.blogs.sapo.pt/72822.html

 


14
Mai 22
publicado por primaluce, às 22:00link do post | comentar

há dias se escreveu sobre este assunto, mas é sempre possível ir mais longe - chegando aos detalhes menores - como se confirma pela nossa metodologia

 

O que aliás é possível mostrar porque temos (imensos) registos dos estudos e das investigações que foram feitas para conhecer a casa de Monserrate. E hoje, ao olhar para trás novamente, voltamos a pensar sobre o como e o porquê de termos entrado em temas de que não podíamos, minimamente, suspeitar. Que é como quem pergunta (de novo): como foram possíveis algumas/várias das nossas "trouvailles ?

É então que nos acontece encontrar exemplos - desenhos, notas ou reflexões, como estão nos esboços seguintes -, do que é sem dúvida um método muito nosso; quiçá especifico, ou talvez raro*?

Ora o que aconteceu, também remete para a Filosofia, e, mais concretamente para o Método. Porque, embora de forma muito inconsciente, não aceitámos, linearmente, os conhecimentos com que, em geral, a maioria se satisfaz ...

Conhecimentos que, é frequente verificar, foram memorizados. Por isso a maior parte das vezes também são incompreendidos, como facilmente se constata, no caso de se ser curioso. Ou nas aulas, se os alunos fizerem perguntas consideradas inoportunas, por virem de «fora-da-caixa».

Quando nas nossas buscas e investigações, de quem não quer apenas encontrar e ter que ler palavras bonitinhas, mas vazias - as quais podem agradar aos sentidos mas não â mente; quando um dia percebemos o que Rudolph Arnheim escreveu sobre Visual Thinking, e no que consistia esse pensamento. Ou também ainda, pela maneira como quase crianças, estudámos e aprendemos geometria - uma disciplina de lógicas e definições muito próprias (como por exemplo o que são "lugares geométricos"). Por tudo isso era impossível não termos passado a associar o Pensamento Visual a «um» Pensamento Geométrico. 

Em suma, e visto que é isso que aqui estamos agora a fazer - a pensar o pensamento - também reconhecemos que talvez estejamos a proceder como fez B. Pascal? Isto é, estamos a pensar e a raciocinar como ele pensou, e como ele raciocinou em De l'esprit géométrique :

" Ce n'est pas dans les choses extraordinaires et bizarres que se trouve l'excellence de quelque genre que ce soi

(...) Et l'une des raisons principales qui éloignent autant ceux qui entrent dans ces connaissances du véritable chemin qu'ils doivent suivre, est l'imagination qu'on prend d'abord que les bonnes choses sont inaccessibles, en leur donnant le nom de grandes, hautes, élevées, sublimes. Cela perd tout. Je voudrais les nommer basses, communes, familières : ces noms−là leur conviennent mieux ; je hais ces mots d'enflure..."

Ora no livro da nossa estante (que é em português **), o "je hais ces mots d'enflure"  está traduzido para:

 

"Odeio esses nomes de afectação..." 

 

Por último, quanto às imagens a seguir (os desenhos são esboços de vãos bífores do Claustro do Mosteiro dos Jerónimos, e o texto são notas de rodapé do nosso estudo sobre o palácio de Sintra) resta acrescentar que é possível, e desejável, que os estudos artísticos venham a ser feitos algum dia, com mais rigor. Que as palavras sejam menos enganadoras, tanto mais que - as imagens a que esses estudos, teóricos e demasiado palavrosos se referem -, essas imagens foram escolhidas por serem muito mais eloquentes, e portanto mais capazes de substituírem as palavras 

Vãos-bífores-rendilhadosJerónimos(2).jpg

Monserrate.nota-nº355(10).png

(abrir imagens em novo separador)

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* Ou seja, um método que actualmente não é muito usado. Pois ao termos combinado (de modo prático) o que é o mais típico da nossa profissão: experimentalismo e teoria, concretamente o experimentalismo próprio de quem não afirma nada que não possa provar ou confirmar, inclusivamente, com provas materiais. E com este a teoria que foi (ou foram as teorias), também elas práticas, vindas das várias disciplinas das Artes Liberais, a começar pela Geometria, para percorrer depois as restantes áreas do Saber (como se explica na Verbo Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura - VELBC, vol. 2, c. 1417 sobre as Artes Liberais). Essa junção permitiu perceber como as Artes Liberais estiveram ao serviço do sagrado.

** Na versão em português Do Espírito Geométrico e da Arte de Persuadir, por Blaise Pascal. Com Selecção tradução e notas de Henrique Barrilaro Ruas. Porto Editora, 2003. Na versão francesa ir pelo link: 

https://www.ebooksgratuits.com/ebooksfrance/pascal_de_l_esprit_geometrique.pdf


29
Abr 22
publicado por primaluce, às 17:00link do post | comentar

Concretamente...

 

O nosso estudo dedicado ao Palácio de Monserrate, abriu/abre importantes perspectivas sobre a historiografia do Estilo Gótico[1].

Como aliás ficou logo registado no título com que foi apresentado - e a tese assim defendida em 2005 – na Fac. de Letras da Universidade de Lisboa.

Concretamente, foi a propósito desse estudo, sobre o Palácio do século XIX, que pudemos verificar como o estilo gótico nasceu de vários ideogramas (gráficos)[2].

CapaP&B-3.jpg

Assim, da página 264 do livro retiram-se várias fotografias. 

p.264.jpg

Embora se queira chamar a atenção para as duas últimas, que são de duas ARCAS TUMULARES do Panteão de ALCOBAÇA[3]

Ampliando (o que também se pode ver ainda maior num novo separador):

p.264-b.jpg

E se pegarem no nosso livro, poderão ler na nota nº 77, p. 165, esta nova referência:

Ver em Manuel Diaz y DIAZ, Codices Visigoticos en la Monarquia Leonesa, Leon 1983, lamina 22 e p. 37 [comparem-se ainda as seguintes figuras que apresentamos: Figs. 93, 94, 95, 96, e 112 a 114].”

Pois tínhamo-nos apercebido, que várias imagens (grafemas - ou o que lhes queiram chamar...) correntemente usadas pelos visigodos passaram, séculos mais tarde à Arquitectura Gótica

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[1] Perspectivas que, apesar da generalidade dos historiadores ainda não as conhecerem, nos têm sido da máxima utilidade. Por permitirem uma visão da História da Arte razoavelmente diferente da que está instituída.

[2] Que, mais tarde, com sucessivas experiências vieram a ganhar volume; i. e., de bidimensionais passaram a tridimensionais. De indicações gráficas, passaram a fórmulas arquitectónicas, caracterizando os diferentes estilos artísticos e suas «correntes»  

[3] Normalmente conhecido como  Mosteiro de Alcobaça.

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Por fim repare-se que quem andava fascinada com as Origens do Gótico, e em "torno" delas tudo rodava, era Maria João Baptista Neto, cuja prova está (por acaso) aqui mesmo ao lado, numa photobox que transborda com materiais eloquentes:

MagnaQuestão-urgente.jpg

muitoURGENTE-b.jpg

E um dia - face ao assédio moral que cada vez mais vem ao de cima, em diferentes faculdades da UL -, talvez esta magna questão, ainda possa mudar de nome, e ser vista por outro prisma, e com outra designação... ? 


10
Abr 22
publicado por primaluce, às 16:00link do post | comentar

Como várias vezes se tem escrito, o nosso estudo dedicado ao palácio sintrense revelou-se uma verdadeira caixinha de surpresas:

 

Apercebemo-nos estar perante o que terá sido uma Teologia pela Imagem. O que nos levou, e continua a levar, a estudos fascinantes. E também a olhar para este campo da Arte - antiga e religiosa - como uma autêntica Iconoteologia.  

Razão para também escrevermos noutro blog, onde se promove (ainda mais*) esta noção de ICONOTEOLOGIA 

As imagens seguintes - que podem ampliar, abrindo em novo separador -, registam:

1.  Nas duas primeiras imagens está uma página de Edward Norman - que exactamente explica o Diagrama gerado pelo Credo de Atanásio. É a partir desse diagrama, e com centro nos três círculos exteriores, que se  esquematizou uma Ideia(-Imagem) da Trindade, em que a procedência do Espírito Santo - do Pai e do Filho - gera um "Y". Já designada como Littera Pythagoraetendo-lhe dedicado um post (pois há muito sabemos da importância desta letra enquanto ideograma)

Um "Y" que também organiza os três círculos, diferentemente do que está no diagrama a  seguir. 

É este diagrama, ou ideograma, como preferimos chamar, que está na origem do arco, ou edícula do lado direito; o qual, por sua vez, passou (indirectamente) às janelas do Palácio de Monserrate...

ARCO-CREDO-ATANÁSIO-3.jpg

2. Neste caso (imagem obtida na Internet) os três círculos trinitários foram desenhados de tal modo que se enfatiza, ao máximo, a intersecção (ou sobreposição) dos três círculos.

É o Uno e Trino, mas é também, como está na primeira imagem, uma outra tradução visual do chamado Credo de Atanásio.   

tri-unitas.jpg

3. Por fim, note-se na fotografia do Palazzo Vechio, e respectivas janelas, em maior detalhe. 

O seu desenho  é praticamente o mesmo que está na edícula, criada a partir do «emblema trinitário» nascido do Credo de Atanásio. Não é forçoso, e por isso não o dizemos, que as janelas do Palácio de Monserrate venham directamente do Palazzo Vechio de Florença: porque, como sabemos, são inúmeras as cidades italianas antigas, com edificios em que há janelas com este mesmo desenho...

Por fim, e aproveitando ainda a última imagem, repare-se nos escudos que estão acima das janelas:

Por vezes, as formas dos escudos já evoluíram e encontram-se alteradas, mas não é este o caso.  Este exemplo  prova bem que é o mesmo desenho do chamado Arco Quebrado, mas rodado.

Aqui a apontar para baixo.

1280px-CoA_Façade_Palazzo_Vecchio_Florence.jpg

PalazzoVecchio.jpg

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*De certo modo esta palavra foi criada por Eugenio Marino, OP, de Santa Maria Novella (m. 2011), que se referiu a algumas obras como Icono-Teologia.

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É verdade, 20 anos depois de termos iniciado os nossos estudos e feito as primeiras "trouvailles"  o assunto Diagramas Medievais passou a existir (mas não em Portugal!)

20yearsAfter-c.jpg

Não exactamente como nós o vemos - i. e., mais básico (de base, e mais simples como se fossem pictogramas, mas simples imagens criadas a partir de ideias, e por isso ideogramas).

Porém, os Diagramas Medievais e o seu estudo, que foram chamados ao Congresso acima indicado são imagens mais completas, e sobretudo são razoavelmente complexas: vistas agora como assunto científico (por isso o título adoptado The Mediaval Diagram as Subject) .

Portanto, tornadas imagens devidamente valorizadas, e passíveis de estudo ao nível universitário.

Em resumo, em nossa opinião está-se ainda a descurar os elementos mais básicos (que são imagens), constituintes de composições, que, para transmitirem ideias - chamemos-lhe catequeses, e conhecimentos religiosos que se queriam divulgar - essas composições (que eram como verdadeiros mapas), integravam diferentes tipos de grafemas:

Quer alfabéticos (relativos a sons), quer grafemas ideológicos (relativos a ideias).


30
Mar 22
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

.... porém, sim, presentes por aí, há muito tempo e em muitos suportes!

 

Ainda sobre a Mandorla, hoje, ao revisitar o assunto parece-nos que vale a pena recuperar uma ideia nossa que em tempos nos divertiu.

Ideia que – como de costume – resulta da insistência de alguns autores.

Não, não nos referimos a Almada Negreiros, mas a Amadeo Souza Cardoso, em cujas pinturas, por vezes, parece ter estado a preocupação de empregar mandorlas.

Como neste caso.  Mas também neste outro. E ainda neste

Amadeo-3.jpg

(que, dadas as dimensões, se aconselha a ver em novo separador)

É um exemplo que não deixa de nos recordar - mas é só a nós, não se assustem (a historiografia ainda não mudou...!) - os panejamentos que estão em muitas pinturas e outras representações medievais.

Em que, uns e outros  (i.e., uns - os antigos, e outros  - os nossos contemporâneos) terão eles talvez pensado que a mandorla era uma forma mágica [1], que seria necessária estar presente, nas obras que fossem produzidas?

 

Enfim, se tivéssemos dúvidas, aqui estão elas de novo, uma série de mandorlas, como ontem já publicámos, aglutinadas e acomodadas para formar uma nova imagem:

Uma composição onde alguns elementos fossem simples formas - abstractas... - mas em que outras, sendo minimamente legíveis, dão algum sentido à composição.

Amadeo-cabeça.jpg

E onde há detalhes que consideramos inequívocos, a começar pelo seu traçado geométrico

Amadeo-cabeça-300ppp-4.jpg

Amadeo-cabeça-300ppp-5.jpg

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

[1] Mas, note-se, usamos esta palavra com todas as reservas, relativamente à arte religiosa medieval, por sabermos que a Igreja – e bem – nunca admitiu a magia. Porque, para a Igreja, algo de extraordinário que fosse conseguido, seria/era sempre resultado da fé dos que acreditam, e nunca de nenhuma magia. Mais, recentemente, em Roma, na consagração pelo Papa Francisco, da Ucrânia e da Rússia ao Sagrado Coração de Maria, esta catequese foi relembrada.  

Voltando às mandorlas que Amadeo usou, repetidamente, considerando o tempo em que viveu, julgamos que não se pode descartar a ideia de algum simbolismo que possa ter atribuído a esta forma (a Mandorla), que, na Idade Média representou o Filioque e a Trindade cristã e depois passou a estar na arquitectura gótica. 

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Um post escrito no contexto de

Medieval Diagram as Subject

MedievalDiagram_subject-150.jpg

Interessantíssimo que o Congresso fosse buscar como imagem a mandorla de que escrevemos desde há 20 anos, e cujo significado alterou o nosso estudo dedicado a Monserrate.

Concretamente, e responde-nos a Google Books, usámos a palavra Mandorla em 13 páginas no nosso livro dedicado a Monserrate.


23
Mar 22
publicado por primaluce, às 11:30link do post | comentar

No Ensino Superior hoje estuda-se tudo, e há organizações que compilam e dão notícia(s) dessas investigações.

 

E, porque (eventualmente?) alguns pontos do que investiguei - sobre Monserrate e a História da Arquitectura -, são citados noutros trabalhos, de outros autores, recebo frequentemente informações de estudos nas áreas em que a Academia Edu vê conexões com o meu trabalho.

E vê bem!

É que apesar de ser em Arte e Arquitectura (vista assim na actualidade), no passado essas imagens que agora vemos  descontraidamente como «sendo» Arte, eram então assuntos de religião e de estado, ou de nações. Portanto respeitantes a povos ou a grupos muitos específicos que, nem sempre conviviam na melhor das harmonias* (tendo interesses muito próprios).

Dizendo depressa - como todos dizem (mas em geral evitamos para não criar confusão) - essas imagens eram simbólicas: concretamente também foram SINAIS de PODER

Assim, em resumo, e voltando ao título deste post, a ACADEMIA EDU insiste em enviar-me informações sobre o estudo seguinte    

ACADEMIA-EDU.jpg

ampliar imagem em separador (ou de novo  aqui

 

Para terminar duas observações:

 

1. Desde 24 de Fevereiro, no nosso caso temos ouvido, nos meios de comunicação, os mais variados opinadores e comentadores supondo e criando teorias...

2. Teorias que, em nossa opinião, tentam explicar as motivações para tanta maldade. A mesma, o imenso sofrimento - e dói-nos a todos! - de que as TVs, em directo permanente, estão a dar imagens.

 

Porém, não haja dúvidas. E, principalmente, informemo-nos:

 

É para expropriar, e tomar posse do solo e do subsolo, das suas riquezas e do acesso que tem ao mar, que a Ucrânia está a ser mártir 

~~~~~~~~~~~~~~~~

*Alias, não é por acaso que muitas imagens a que (nós) chamamos IDEOGRAMAS, tanto estão na planta de uma igreja, ou num escudo (arma de defesa de guerreiros e soldados); mas também estão em bandeiras, nas vestes de um rei ou imperador, ou de nobres...


16
Mar 22
publicado por primaluce, às 17:00link do post | comentar

Ontem: 15/03/2022

 

  1. As boas e más acções ficam com quem as pratica... - 16
  2. Uma elipse não é uma oval, mesmo que muitas destas formas pareçam iguais - 3
  3. Primaluce: Nova História da Arquitectura - 1
  4. Carta a Vítor Serrão... - 1
  5. SOBRE «JANELAS À SIZA» - e como é incomodativo contrariar as expressões que em geral estão aceites e os conhecimentos que têm (apesar de errados)... - 1
  6. Como é que a Irlanda «salvou» a Civilização?... - 1
  7. E os azulejos do Palácio da Pena... - 1
  8. Sobre a falta de originalidade: ou o Crime grave que todos cometem e se chama Plágio. - 1

04
Mar 22
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

... apetece lembrar quem pediu um «estalo na cara»*?

 

Claro que, atrás do facínora, estamos a pensar nos brutos de todos os tempos. 

Porém, há ainda agora técnicas muito menos agressivas para lhes lembrar a sua índole. Como no caso do fulaninho de cabeça vazia (Vítor Serrão) que achou que alguém capaz de ler imagens devia ser posta fora de uma Faculdade de Letras. Já que para si, Letras não são Ideogramas.

Nós preferimos essa designação - Ideogramas, mas há outros que preferem chamar-lhes Diagramas

Temos muito para escrever, haja tempo, embora alguns dos referidos Diagramas  - como no exemplo seguinte - já estejam no nosso trabalho feito a propósito de Monserrate

2-Figure2-1m.png

Imagem vinda daqui, a qual como escrevemos passou a uma obra de Guarino Guarini 

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*Será que se devia dizer (tendo em conta o diletante em causa) que é apenas uma bofetadita de luva branca?


03
Mar 22
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

... estudos e leituras que praticamente nunca tínhamos feito

 

Sabíamos que tinha havido um Principado de Kiev, mas pouco mais.

Neste momento a curiosidade subiu de nível, e como se vê a Wiki está repleta de informações

Крещение_Руси-cristianizaçãoDeKiev-w

Que podem ler aqui, ou simplesmente ver .

Neste caso com grande ampliação da imagem - que, como para nós é habitual, está repleta de sinais a que temos chamado ideogramas


27
Fev 22
publicado por primaluce, às 20:00link do post | comentar

Depois, nem sempre lemos os livros todos, que até tínhamos comprado...

E mesmo que os lêssemos, não vivemos obcecados com os avisos ou até as previsões mais pessimistas que esses livros podem conter.

 

Na verdade, quando lemos, são tantas as passagens em que não reparamos ou sequer paramos. E isto passa-se com qualquer livro, mas aqui muito concretamente, na nova história que Peter Frankopan decidiu escrever e publicou em 2015, como Rotas da Seda.

Neste livro que já referimos em 2018 (encontrámos agora nas pp. 581-582) uma menção à “...dissertação de doutoramento do presidente Putin” como “um sinal ominoso”[1].

Fora num post de Set. 2018, que já tínhamos deixado a imagem acima. Mas hoje, depois de pegar no índice do livro, e tendo presente o que comentadores e analistas tanto têm dito e repetido, nas últimas horas, em todas as TVs, agora é a Bíblia que nos ocorre.

É quando nos lembramos, mais precisamente de uma parábola do Novo Testamento. A qual, segundo Frederico Lourenço - e a tradução que está a seguir não é a dele -  é única, pois mais nenhum dos evangelistas a contou. Por isso refere-se-lhe com esta frase: "a curiosa parábola das dez virgens não tem paralelo nos outros evangelhos".

Em suma, é um aviso, dos muitos de que a Bíblia está repleta, conferindo-lhe o carácter tropológico-moralizante de que alguns falam e escrevem.

Está em Mateus 25:1-13, onde se pode ler: 

 “…as a dez virgens que pegaram suas candeias e saíram para encontrar-se com o noivo.

Cinco delas eram insensatas, e cinco eram prudentes.

As insensatas pegaram suas candeias, mas não levaram óleo…”

(excerto de https://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_25_1-13/)

Porém, voltemos à História de Peter Frankopan, o bem-sucedido historiador de Oxford, que quis olhar o mundo por um prisma diferente. Em 2019, num almoço-entrevista com o FT, quase no fim, P. Frankopan terá resumido numa visão (que é euroasiática):

“There’s little that connects Finland and Portugal, or Iceland and North Korea, but disease and climate are two things that have big local consequences. The environment is something that I’ve been picking up drops from for the last 25 years, and I think there’s enough to squeeze it all altogether.”

Nesta sua panorâmica, por razões geográficas, Portugal é mencionado como limite de uma área enorme que vive situações semelhantes. Na síntese estão «eventos» que vão desde o ambiente à doença e às alterações climáticas, que desde 2015 - data em que o livro foi publicado - não pararam de crescer... 

No entanto, sobre o «sumo» ou no espremer da situação, nas gotas a que se refere (ler na p. 582, e depois com mais detalhe na p. 699) aí está a previsão para questões que poderiam vir a surgir no século XXI.

E, infelizmente, desse modo deixou registado aquilo que hoje está a acontecer a Leste... 

P.Frankopan-p.582.jpg

Por nós, além de uma pena imensa pela Ucrânia, e do muito que milhões estão neste momento a sofrer, vem ao de cima a ideia bíblica de vigia. Pois por mais atento que se queira viver, todo o cuidado é pouco:

Só que, do mesmo modo que nunca saberemos nem o dia nem a hora, também é impossível saber o que vai nalgumas mentes...

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[1] E se até o sinónimo de ominoso (agoirento, funesto) tivemos que ir procurar, repare-se o quanto impreparados estamos.


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