Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
02
Dez 22
publicado por primaluce, às 11:30link do post | comentar

Se...

 

Nos passasse pela cabeça que seria possível resumir ou sintetizar as nossas ideias numa única imagem, (essa imagem) seria esta:MedievalDiagram_subject-150.jpg

Mas logo depois pergunta-se: o que é o que está escrito em baixo? E que sentidos acrescenta, ao que está desenhado?

Não sabemos...

Embora, aparentemente, se possa ler Pitágoras e Anaxágoras.  Autores que nos obrigariam a entrar na Filosofia. Só que, não vamos lá...

No entanto, pode-se pelo menos constatar algo muito simples: 

Durante toda a Idade Média, até à chamada Idade Moderna, com os descobrimentos - posteriormente o derrube dos vários conceitos da ciência antiga - e principalmente com os contributos de autores como Copérnico, Copérnico, Kepler, Newton, só daí em diante a Ciência mudou, e o Pensamento de Referência (i. e., Pensamento Científico) passou a ser outro *. 

E mesmo ainda agora, houve quem escrevesse o que está a seguir: Relembrando a ideia de que o passado, em parte vive dentro de nós.

COMO AQUI, EM 2017, JÁ SE TINHA ESCRITO

~~~~~~~~~~~~~~~~

* E para o assunto que nos interessa - que é A História da Arquitectura - NÃO esquecer, como aliás escreveu André Grabar, que muitas imagens presentes na Arte e na Arquitectura, provinham da Ciência antiga. Eram esquemas explicativos (sobre o funcionamento) da Terra e o Universo 


30
Nov 22
publicado por primaluce, às 17:30link do post | comentar

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24
Nov 22
publicado por primaluce, às 21:30link do post | comentar

Sim, escrevemos "doodling", e não "rabiscos", como alias está nesta entrevista a Marco Hernandez do Asia's Newspaper Design, em Lorem Ipsum, Facebook de Ana Serra 

 

E apesar da explicação a seguir ser relativa a infografias, a design e a desenhos muito característicos deste tempo, feitos para informar com imagens, pela nossa parte também já usámos - várias vezes - o verbo to doodle *.  A tentar explicar, praticamente o mesmo:

O que terá acontecido, frequentemente, a muitos outros autores e estudiosos, desde há milhares de anos; e até ainda, quando papel e lápis eram raros ...**

Leiam a explicação sobre a necessidade de imagens, que ajudavam a que, ideias mais ou menos difíceis, se tornassem mais entendíveis:

"We all enjoy doodling"

"At the age of +4 most of us were able to grab a pencil to go crazy expressing our thoughts and imagination. That’s evidence that by nature we want to communicate something, express ourselves and at the same time appreciate it. 

I believe doodling is natural to everyone. The main difference is the judgment of others, no one enjoys feeling silly if they can’t make their doodle understandable. 

Frustration is an incredible brake, maybe you have an idea in your head but you don’t know how to show it visually, but hey good news, absolutely no one was born Da Vinci. It is kind of like learning how to ride a bike, yeah you may end up in the bushes a few times, but I guarantee you will feel it natural later. 

Try to make your colleagues not to feel silly, share your worst doodles too, make the environment feel natural just  like it was when you were about 4 years old.

The power of doodling will make you think differently, no matter if you are working with heavy data, politics or any other topics. There’s always a way to doodle it, then the brain wires this way of thinking.

Said all that, many people just don’t want to go back to being a 4-year-old. So leave them be, you can’t save them all."

Doodling que nos aconteceu numa reunião de trabalho, na FLUL, para explicar à orientadora (do mestrado, entre 2001-2) exactamente o «processo de pensamento desenhado» em que as imagens - ou chamemos-lhes doodles (às imagens seguintes) - têm/tiveram um papel fundamental.

ConversasComDoodles

E o que pode parecer caso raro, ou único, em boa verdade constata-se que os melhores professores também eles passaram por estas problemáticas, detectaram-nas, e ainda escreveram sobre elas. E assim sabemos que, pelo menos parcialmente, eles as entenderam.

Alguns são/foram inclusivamente «super-especialistas» no tema como Noam Chomsky (linguista) e Christopher Alexander (arquitecto, m. Março 2022).

Rudolph Arnheim que estudou Psicologia da Visão ("He learned Gestalt psychology...") é autor da primeira página (seguinte):

E André Grabar - historiador de arte - autor desta segunda página:

A.Grabar-imagem-texto.jpg

Repare-se como são diferentes as suas formações e as áreas cientificas em que trabalharam. Chomsky e Christopher Alexander; Rudolph Arnheim e André Grabar, no entanto, cruzar o que escreveram, revela-se da maior utilidade. Com  R. Arnheim a aperceber-se que nem sempre os que usam as imagens para pensar, têm plena consciência de como se processa o seu pensamento. Ou, como imagens e palavras se complementam!

Já o autor (nascido ucraniano) - André Grabar -, pelo contrário, mostra-se totalmente ciente da ajuda que as imagens, mesmo que abstractas, trouxeram à compreensão das ideias e dos conceitos, que assim passaram a ser de muito mais fácil transmissão.

Enfim, é imensa, infindável diríamos, a informação que existe sobre esta temática. Podendo afirmar-se que os sinais a que chamamos ideogramas - muitos deles inventados na Antiguidade Tardia - com o tempo foram-se tornando não-significantes; porque se esqueceram os seus sentidos iniciais. No entanto, por exemplo os arquitectos vitorianos defenderam que a arquitectura era (e tinha sido) falante.

Como registámos neste post de 2011.

Quanto aos doodles são vários os nossos posts em que se referiram ***

Por fim, vale a pena ler um excerto crítico, relativo ao trabalho de Mary Carruthers, autora que foi Prof. de Literatura, numa universidade de Nova York; também ela captou a grande complementaridade entre palavras e imagens:

(para ampliar abrir noutro separador)

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

* Apesar de um motor de busca nos trazer isto (os doodles), como se fossem apenas desenhos "feitos sem pensar".

Scribble absent-mindedly. "he was only doodling in the margin"

** Marco Hernandez na entrevista também se refere a imagens com mais de 2000 anos, só que, diz ele, seriam apenas para as altas esferas do poder:  "... those were very exclusive documents, intended for only a few in high spheres of political influence. "

Engano (dele!), porque se ainda hoje ninguém sabe da sua proveniência, nem lhes descobre os sentidos, na verdade vemos como muitos desses doodles passaram a, e ainda estão bem visíveis e notórios, nos pavimentos (ditos) romanos:

E, a acontecer, concretamente, na portuguesíssima Conímbriga, como há dois dias se voltou a mostrar.

***  A ver aqui, e ainda aqui


18
Nov 22
publicado por primaluce, às 17:30link do post | comentar

...E também da História Mundial?

 

Quando se pensa que o melhor livro – para nós/para mim! – para perceber a História da Arquitectura, e o que aconselharia a todos, para a compreenderem, é o de Mark Gelernter [1]. É também quando nos ocorre, mentalmente, que muitos «troçavam» de John Ruskin e do seu imenso entusiasmo pelos mais belos edifícios de Veneza.

Sobre ele Michael Lewis escreveu:

"Ruskin was scarcely able to admire a building without making it a pivot of world history. In «The Stones of Venice», he portrayed the Ducal Palace as the architectural embodiment of Venice, poised between northern Europe with its gothic achievement and the Italian peninsula with its Classical legacy, and uniquely qualified to distil the best of both…”.

Na verdade, as palavras acima aplicam-se bastante bem ao trabalho que fizemos sobre Monserrate, e por isso, com todo o gosto, «enfiámos a carapuça» e aceitámos a ironia vinda desse autor - Michael Lewis [2], quando percebemos que também nós tornámos Monserrate num verdadeiro “pivot”; ou seja, à maneira de John Ruskin, com o mesmo sentido com que olhava para cada obra que estudou, vendo nela toda a História [3].

CapaP&B-3.jpg

(capa do trabalho como apresentado na FLUL, Setembro 2004)

 

Porque, Monserrate não só nos ajudou a ver e a compreender a Historiografia do Estilo Gótico – como Maria João Neto tanto quis, e conseguiu. Thanks God : fúria de Vítor Serrão - e ambos desentendidos, esquecidos, que os primeiros reis de Portugal também descendiam dos VISIGODOS (e não apenas dos Borgonheses!). 

Como, crescentemente vamos adquirindo, sempre e cada vez mais, mesmo que em slow motion, novas informações [4].

Melhor dizendo: neste caso percebendo que, um edifício como é o Palácio de Monserrate (por exemplo - o que se deve à imensa qualidade do trabalho dos arquitectos James Thomas Knowles) ao integrar-se na História da Arquitectura, também se integra na História Mundial.

Monserrate-pivot.Hist-b.jpg

(abrir imagem em separador)

 

Porque, só com o auxilio desta – História Mundial, e a Filosofia, e tantos, tantos outros conhecimentos... - se podem compreender os mais variados elementos visuais, que serviram (e foram criados) para traduzir ideias. Os quais em simultâneo, deram forma - i. e., terão dado quase todas as formas - que conhecemos e vemos patentes, nas obras da História da Arquitectura Ocidental [5]

~~~~~~~~~~~~~~~~

[1] E ao qual nos vamos referindo frequentemente. Ver nota 5

[2] Ver em Michael LEWIS, The Gothic Revival, Thames and Hudson, London 2002, p. 114.

[3] Apesar de apenas termos lido algumas súmulas do seu trabalho; como: RUSKIN, John, - The Lamp of Beauty: Writings on Art. Selected and edited by Joan Evans. Phaidon, London 1995.

[4] É infindável. E apesar de Mark Gelernter – para nós ser talvez o melhor autor para se poder perceber a História da Arquitectura – , não se lhe referir, é ainda em André Grabar que se apanham óptimas informações, para reunir a tantas outras (sobre a génese das formas arquitectónicas medievais). E isto, segundo defende, relativamente a um tipo de Iconografia, que ele (André Grabar) localizou na Pens. Ibérica.    

[5] Como está no título do livro de Mark Gelernter – Sources of architectural form, a critical history of Western design theory.

capaLivro-MarkGelernter.jpg


05
Nov 22
publicado por primaluce, às 18:30link do post | comentar

Algumas imagens que reunimos e desenhámos

SISTEMAdeSINAIS.png

Das 16 imagens, 4 foram redesenhadas por nós, tendo presente a expressão que André Grabar usou para definir (certas) invenções iconográficas que atribuiu aos «mozarabes».

Explicando (adapt./trad. nossa):

"...tratam-se de fórmulas estereoquímicas que tentaram traduzir, por este processo, as noções mais abstractas...". Da teologia cristã, acrescente-se.

Tal como é várias vezes repetido por André Grabar, em Les Voies de la Création en iconographie chrétienne*.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Obra que reúne trabalhos diferentes, de 1968, 1979 e 1994 respectivamente, como se informa (capa e página 6).

_Grabar-Les voies... .JPG

_Grabar-Les voies... 0002.jpg

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

E a que hoje (18.11.2022) se acrescenta (1) este texto de Rudolph Arnheim (vindo daqui), para compaginar (ler logo a seguir) com (2) o que André Grabar escreveu em Les Voies de la Création en iconographie chrétienne :

_Grabar-Les voies... p.334-b.jpg

Porque se tratam de operações mentais (ou utensílios conceptuais), como muito bem explica Jacqueline Russ em Panorama des idées philosophiques, de Platon aux contemporains. Ao referir-se a Leucipo e Demócrito, e da sua importância para a invenção do átomo. 


04
Nov 22
publicado por primaluce, às 13:00link do post | comentar

... já se escreveram vários posts [1]

 

Sendo fortemente provável, que haja vários outros em tudo o que temos reunido e escrito.  Este é sobre um palacete da Mouraria de que guardamos imensas recordações. Vividas mas sobretudo imagens mentais (quase como verdadeiras fotografias a partir das quais até se poderia redesenhar...).

Mas, é também a Casa que é referida numa curta biografia de Lucien Donnat (que ontem encontrámos e para a qual aqui fica o link)

No ponto mais alto do jardim, e onde se tinha uma óptima vista, para a Pensão Ninho das Águias - não exactamente esta que está na fotografia (visto que era de um outro ângulo...) - também se dominava, visualmente, a área arrelvada, e muito mais ampla, que era a dos jardins do antigo palacete, que pertenceu a Joaquim António Araújo Jusarte. 

 

[1] Ver em: 1. http://primaluce.blogs.sapo.pt/40704.html,

2. https://primaluce.blogs.sapo.pt/das-nossas-coleccoes-214042,

3. https://primaluce.blogs.sapo.pt/falta-de-agua-claro-que-os-governantes-394739,

4. https://primaluce.blogs.sapo.pt/sobre-palacios-e-palacetes-de-lisboa-um-475797.


26
Out 22
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Um método que, para os Historiadores de Arte nem sequer pode existir

 

Método que é experimental, sem dúvida, donde se hão-de tirar outras ideias, e algumas conclusões

DSCN0453.JPG

Enfim, passados anos, a conseguir ter tempo - hoje* - para desenhar/reproduzir um pavimento de mosaicos romanos, da chamada Casa do Infante no Porto.

Assunto já abordado em alguns outros posts,

a partir desta base (que não é nossa!)  

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

E assim, releituras de outros posts e links, como é o caso deste, também hoje aconteceram


22
Out 22
publicado por primaluce, às 13:30link do post | comentar

Imagens com Losangos (a ler aqui)

 

Sabemos, é impossível esquecê-lo, como a imagem da mandorla/mandala, que ficou no texto (a única nessa situação), no livro que dedicámos a Monserrate, foi uma imensa fonte de informações.

E ainda sabemos mais  - já de há uns anos, mas depois de 2004 (data em que escrevemos essa tese) que o autor desta informação, James Curl, também tinha escrito antes, e por isso tendo recebido um prémio em 1992, este outro livro, cujo título e respectivas referências estão já a seguir:

The Art and Architecture of Freemasonry. An Introductory Study (London: B T Batsford, 1991). Winner of the RIBA Sir Banister Fletcher Award for Best Book of the Year on Architecture, 1992. ISBN 0-7134-5827-5

Ou seja, a imagem que nos foi utilíssima, e da qual lemos/extraímos o máximo que, eventualmente se pode ler; talvez James Curl a tenha obtido (ou a tenha conseguido?) no contexto das suas investigações dedicadas ao estudo da Maçonaria. Ao certo não sabemos, mas é uma hipótese...

Depois, também se fica a saber que este autor voltou ao tema da maçonaria, desenvolvendo-o, com este novo trabalho:

Freemasonry & the Enlightenment: Architecture, Symbols, & Influences (London: Historical Publications, 2011) ISBN 978-1-905286-45-4

JamesCurl-Freemasonry-2.jpg

(imagem vinda de http://www.jamesstevenscurl.com/freemasonry-and-the-enlightenment-architecture-symbols-and-influ)

Não lemos nem um nem outro, embora haja alguma curiosidade (sendo que alguma não é imensa!)

Depois, porque esses livros não estão facilmente acessíveis [1], consideramos simplesmente, quão útil foi o acesso que já se teve, logo em 2002, ao seu  fantástico Oxford Dictionary of Architecture, de 2000. Onde encontrámos a imagem seguinte, e essa, por si só, é (foi para nós) muitíssimo falante.

Isto é, fornecedora de uma série de outras formas: schemata (?) - ler o que escreveu Raymond Bayer em História da Estética, sobre os kala schemata. Formas, ou figuras, que, de igual modo, funcionaram como ideogramas ou vocábulos visuais. Apesar do termo «vocábulo» não ser o mais adequado (visto não haver voz, e o sentido significante ser proveniente das imagens que se formam na mente...)

Mandorla-Curl.jpg

De qualquer forma, sendo a nossa curiosidade sempre imensa, em torno desta temática, e porque «de borla» se podem conseguir obter informações anteriores às de James Curl, como inclusivamente são as imagens seguintes, em breve, alguma continuação a dar ao assunto, far-se-á com base em bibliografia do século XVI de Sebastiano Serlio (ou ainda, e se possivel, de Leonardo Da Vinci).

Mandorla-deL.DaVinci-0.jpg

Acima imagem que é, aparentemente, da autoria de Leonardo da Vinci (obtida algures Internet?)

Idem, imagem da Internet, de Joaquim de Flora (e de que já se escreveu várias vezes, como aqui se pode ver, relativamente a circulos, e sobre entrelaçados aqui)

~~~~~~~~~~~~~~

[1] Dada a nossa falta de tempo, um investimento não prioritário, etc... Quando por exemplo, o compaginar de algumas imagens de Leonardo Da Vinci, com desenhos de pavimentos da Antiguidade Tardia (Conímbriga e outros a que tenhamos acesso), se apresenta como bastante mais interessante. 


17
Out 22
publicado por primaluce, às 12:30link do post | comentar

..., ou como quem diz, (defensora) das ideias que passei a defender depois de me terem mandado ir à procura das "Origens do Gótico".

 

Voltamos ao post do Museu de Conímbriga que entendi republicar e comentar. E as reacções de quem sabe sempre tudo melhor, naturalmente não se fizeram esperar... Como se pode ver:

InfosDeConímbriga.jpg

Thanks God, pois podíamos ter feito um qualquer engano que merecesse ser corrigido, e portanto seria de agradecer a atenção.

Mas não, não fora engano, porém continuamos a agradecer a atenção, e a acrescentar mais alguns comentários, exactamente vindos a propósito do "gozo" gerado que para nós é sinónimo de "gozo ignorante" *.

InfosDeConímbriga2+3.jpg

E ainda este outro comentário, que também faz sentido lembrar, pois a nossa expulsão da FLUL - é cada vez mais - uma enorme honra:

"Será ironia adorar (incluindo comentários ignorantes)? Sim adorar ver o habitual paradoxo científico? A não aceitação porque se foi ensinado no contexto de teorias que ainda são as consideradas válidas...? É bom que se saiba da honra que sinto por ter sido expulsa da FLUL, ao ter feito um mestrado em que essas ideias foram suficientemente bem expostas, e portanto tornadas muito incomodativas para os catedráticos!"

Tão incomodativas que era urgente ser despedida!

Quanto a imagens de Conímbriga, que nos ajudaram a ver a importância das imagens criadas na Antiguidade Tardia, para serem postas ao serviço do Cristianismo, recolhemos algumas, como as que se seguem **:

Conímbriga 007-infinito.jpg

Conímbriga 006.jpg

Conímbriga 004.jpg

Para terminar, é importante acrescentar que é em Itália, em muitas obras da Arquitectura Cristã, que melhor se vê a evolução contínua (ou sobretudo muito menos interrupta) entre a iconografia empregue na Antiguidade Tardia, e a dos estilos (cristãos) medievais  

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Nota: todas as imagens se podem abrir em novo separador para melhor leitura.

* "Gozo ignorante" que é sem dúvida alimentado por catedráticos, ainda mais ignorantes...

Razão para várias vezes termos citado M. J. Maciel, e o que explica (por palavras diferentes destas nossas), relativo a um abstraccionismo crescente, e paralelo ao desenvolvimento do cristianismo 

**Claro que, adoraria que alguém fotografasse estes pavimentos com drones, e portanto sem as deformações «perspecticas» das nossas fotos.


16
Out 22
publicado por primaluce, às 11:30link do post | comentar

... e um mundo de "caixinhas" para tudo!

 

Vejam este episódio.

Vale a pena destacar alguns pontos. Já agora pontos que são indicados ao minuto e ao(s) segundo(s):

No 2' 22'' é referido Galileu e a sua «definição» do Universo. Como se percebe, socorreu-se da Matemática, melhor dizendo, da Geometria para o explicar.

Dizendo que está escrito em Linguagem Matemática:

GalileuIstoéMarematica-7.jpg

Mas logo acrescenta, para que se saiba, que na prática, existe outra linguagem:

GalileuIstoéMarematica-6.jpg

Ora com esta frase - tradutora da linguagem matemática, e das ideias de Platão (dita para os mais comuns mortais) - com ela Galileu lembra-nos que estamos na Terra:

Onde nem todas as mentes são iguais. De tal modo, que alguns fazem questão de tudo diferenciar (milimetricamente), como por exemplo fez um desses - igualmente muito conhecido - chamado Aristóteles, que por acaso até foi seu aluno; embora hoje seja a FCT, quem tem caixinhas para tudo*, podendo ser vista como sua herdeira ou descendente...

É quando o nosso matemático, que afinal também está a explicar o que é a Lógica chega ao minuto 8 (e alguns segundos), com uma mesa cheia de molduras:  

IstoéMarematica-9.jpg

As ditas representam as caixinhas e caixilhos onde tudo é colocado, pelos que, preciosa e milimetricamente fazem questão de tudo diferenciar...

Mas enfim, está certo!

Como poderia ser? Que de outra maneira, se não soubéssemos que há categorias, classes..., e tantas coisas diferentes? Se não soubéssemos que há até a Taxonomia**?

Em suma, é tal e qual como faz a FCT, que ignora as etapas de construção - uma espécie de "making of" -, daquilo que é hoje a Ciência?

E como a seguem, milimetricamente, ...mente, ...mente, ...mente, «as mentes hiper-matemáticas» dos Historiadores de Arte***!

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

* E daqui deseja-se que a FCT dure tantos séculos, ou pelo menos um décimo do tempo em que a Academia de Platão existiu...

**Tantas vezes dada como exemplo, para, por analogia se perceber a Arte?

*** A ponto de se perguntar: será que leram? Da Editorial Estampa (Lisboa 1995), a fantástica tradução da História da Estética, de Raymond Bayer.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Já agora, um dos temas que interessou (imenso) a Leonardo da Vinci - Squaring the circle - Wikipedia, que, normalmente, dizemos a quadratura do círculo, é um tema predominantemente matemático

Embora saibamos que há autores (lido na Internet, texto anónimo ver no fim) que a propósito do tema "the squaring of the circle and the theory of the lunulae" refiram ainda que, esses mesmos estudos - de enorme produção matemática - se transformavam em jogos geométricos, de uma imensa imaginação, e respectiva produção pictórica.

E embora sabendo pouco de onde vem a informação, e a sua autoria, a verdade é que temos o texto que podem ler a seguir:

"These activities on the lunulae and curvilinear surfaces sometimes give free rein to the pictorial imagination of Leonardo who indulges in real “geometrical games”, as he himself declares. In these games there clearly is a more pictorial will than a mathematical one, even if underneath always lie hidden problems of transformation of rectilinear figures into curvilinear ones, and vice versa: the topic to which Leonardo gave his greatest contribution of all his mathematical production"

SobreLeonardo-textoAnónimo.jpg

Divirtam-se: aproveitando o melhor da Arte, e da Matemática!


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