Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
16
Jun 24
publicado por primaluce, às 19:30link do post | comentar

E enquanto o livro não chega, outras leituras - de certeza mais sintéticas - vão-nos dando algumas informações

JHAndresen.jpg

Objectivos?

 

: Tentar perceber/confirmar se houve opções religiosas, marcantes, que tenham levado à inclusão de uma enorme Mandorla nos jardins da Quinta do Campo Alegre, no Porto? 

Mandorla - ou ideograma (como habitualmente gostamos de dizer) - alusivo à Dupla Procedência do Espírito Santo.

Mandorla-Anderson.jpg

Mandorla é a imagem acima, obtida na RTP Programa Visita Guiada

 

Claro que a nossa curiosidade se centra na confirmação de uma ideia que, nalguns casos, era habitual:

O emprego de ideogramas de génese religiosa na arquitectura, e também nos traçados de jardins

{uma curiosidade que tem anos ..., e ainda antecedentes próximos}


13
Jun 24
publicado por primaluce, às 13:30link do post | comentar

Extraído do nosso estudo dedicado ao Palácio de Monserrate (escrito há 20 anos):

Escolhemos algumas passagens sobre a transição do Enciclopedismo Arquitectónico ao Ecletismo - visto actualmente como Estilos Ecléticos [1]   

 

Porém, note-se que as duas imagens com que começamos, só as conhecemos muito depois dos nossos estudos. São vistas aéreas da Casa Anderson no Porto, actual Jardim Botânico, obtidas no Programa Visita Guiada (ver aqui)  .

Foram feitas pela RTP em 22.04.2018, e têm para nós a grande vantagem de confirmarem o que escrevemos em 2004. Devendo acrescentar-se que, muito francamente, não poderíamos esperar encontrar, em Portugal, e desenhada num Jardim, uma enorme Mandorla! 

Vantagens das migrações, e das comunicações entre Povos e Culturas

Mandorla-Anderson.jpg

Assim, vindo de Monserrate uma Nova História (Livros Horizonte 2008) 

 

INTRODUÇÃO 

(...) Quando vemos a casa de Sir Francis [Cook], mais da Europa do que Indiana ou Chinesa, o seu Orientalismo é paradoxal (e porventura perturbante)!? Contém expressões do Alhambra e da Batalha, mas tem principalmente, imagens da Itália. E esta constatação que fazemos, pode ser segundo julgamos, uma colecção de novas interrogações... (ler na p. 16)

 

CAPÍTULO I

AS QUESTÕES EM TORNO DO GÓTICO NO SÉCULO XVIII EM INGLATERRA, ATÉ À OBRA DE STRAWBERRY HILL : OS PRIMÓRDIOS DO REVIVAL, JARDINS E PAISAGISMO

Ao fazer a história do Gothic Revival em Inglaterra, muitos autores radicam uma origem mais longínqua do gosto pela arquitectura deste estilo, no reinado de Elizabeth I - que foi também o tempo de Shakespeare: “…A época isabelina é marcada pelo florescimento da arquitectura (…) não é italiana nem francesa, encontramos a marca de um Renascimento específicamente inglês…” [2].

(...) O “renascimento” que proporcionou teve a originalidade da força literária de Shakespeare.

(...) Seguiram-se tempos de agitação, mesmo conturbados por grande violência, que só voltaram a uma estabilidade duradoura um século depois, na dinastia Georgiana

(...) Nesse intervalo aconteceu a República Puritana de Cromwell, em que grande parte da nobreza se viu na necessidade de saindo das cidades, regressar às suas propriedades rurais, onde procurou refúgio. Atribui-se a este contacto renovado com os ambientes mais genuinamente nacionais (e campestres), alguma importância para manter e aumentar o gosto pelo estilo.

(...) A prevalência do gótico como escreveu Kenneth Clark, fez-se sentir desde 1600 a 1800, porque em Inglaterra - apesar das novas formas artísticas e mudanças entretanto operadas em Itália e no restante continente Europeu, incluindo na vizinha França de onde poderiam receber algumas influências - nunca o estilo se perdeu. Pelas razões apontadas ou outras (de uma “antropologia nacional” justificável também pela insularidade), nas Ilhas Britânicas continuou-se a construir desta “maneira”. (ler p. 17)

(...) Posteriormente nos reinados de Carlos II, no de William III (de Orange, com Mary II), mais tarde no de George I, encontram-se movimentos e sinais que são de forma remota, ligados ao Gothic Revival. É deste modo que são vistas algumas peças de Arranjos Exteriores, como foi exemplo a introdução do Canal (de água) em Hampton Court; ideia que Carlos II levou de Versailles [e fez construir para a sua mulher – a portuguesa Catarina de Bragança]. Trabalhos que contribuindo para o gosto pelos jardins e paisagem, seriam a envolvente da arquitectura medieval, que se ia fazer reviver. Neste contexto, o Canal seria mais tarde substituído por uma linha de água irregular.

Em 1726 ainda no reinado de George I, tendo morrido Sir John Vanbrugh[3] - que foi o Surveyer of Gardens and Waters - a princesa Caroline, futura rainha, mulher de George II, convidou Bridgeman, talvez por sugestão de Robert Walpole, para ser o novo Royal Gardener.

Aqui é importante lembrar quem era Robert Walpole ...

(...) Bridgeman – que exerceu as funções de Jardineiro Real - era um anti-francês, e tornou-se o introdutor do que se chamou depois “le jardin anglais”. Com ele fez-se a transição dos layouts geométricos de 1700, para o “... free style de Capability Brown in the 1750s and 1760s...”[4]. Esse trabalho para que foi convidado, iria ter sequência; a transformação do uso e planos de Kensington Gardens foi bem sucedido, tornando-se pioneiro. Seria uma nova etapa na concepção de jardins.

Estes surgem inovadoramente com dois tipos de áreas ...

(...) Era assim criado um ambiente propício à inclusão de várias espécies arbóreas, europeias e de regiões distantes (...) Seriam depois também ambientes para novas “espécies arquitectónicas”, uma Enciclopédia de Arquitectura, como pretendeu concretizar William Chambers, em Kew Gardens.

William Chambers (1723-96) era um arquitecto eclético que viajara até à China; a partir de 1759 ficou encarregue de fazer os Jardins de Kew para a princesa Augusta, que assim dava continuidade ao trabalho da sua antecessora Caroline. A William Chambers foi dado também o cargo de Architectural Tutor To The Prince Of Wales (o futuro George III). (ler . 18)

À semelhança da “variedade enciclopédica” de todos conhecimentos reunidos, com esse espírito – o da colecção dos conhecimentos que iam surgindo da ciência e técnica, mas também a das espécies botânicas antigas e novas, que se classificavam – agora seria também a vez de juntar “arquitecturas”. Incluindo a diversidade arquitectónica vinda de mundos distantes. Foi esta ideia eclética que presidiu à Enciclopédia de Arquitectura, que Chambers como projectista-coordenador, tentou realizar em Kew.

Como se trata adiante, Horace Walpole (1717-97), que era filho de Robert Walpole, ficou para a História pelos contributos que deu ao Revivalismo do Gótico; mas não só. São vários os autores que citam opiniões suas - o que ao longo da vida foi sempre fazendo, sobre “bom e mau gosto" - por isso também como alguns escreveram, foi o maior opinion maker do século em que viveu[5]. (ler na p. 19)

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

[1] Extractos das primeiras páginas do nosso estudo dedicado ao Palácio de Monserrate. Quando se tornou essencial explicar (para quem um dia o viesse a ler...) a passagem da descoberta/constatação da existência dos diferentes estilos - e o seu registo enciclopédico – à sua reunião, inovadora, num único edifício. Como por exemplo fizeram os Arquitectos James T. Knowles na «composição arquitectónica» que é o Palácio de Monserrate. É o hibridismo das «misturas» que foram feitas, que justifica que se diga "Estilos Ecléticos" (no plural).

[2] Ver em François LAROQUE, Shakespeare o teatro do mundo, Quimera Editores, Lisboa 2003, p. 99.

[3] Sir John Vanbrugh (1664-1726), também autor de importantes obras de arquitectura. Blenheim Palace do 1º Duque de Marlborough é obra sua. Alguns autores vêem na skyline de Blenheim Palace, sinal da admiração que tinha pela arquitectura medieval e a do tempo de Isabel I.

[4] Ver em Roy STRONG, Royal Gardens, BBC Books, Contan Octopus, London 1992, p. 39.

[5] Ver o primeiro capítulo de La Época De Los Tres Jorges a través de la correspondencia de Horace Walpole, Colección Historia, Imprenta Moderna, Barcelona 1943, cujo título é exactamente – Vida y opiniones.


04
Jun 24
publicado por primaluce, às 14:30link do post | comentar

Se há trabalho que nos deu prazer fazer, foi este:

 

Estudar Monserrate, mais ainda todo o tempo com que desde, aproximadamente 1985, nos ocupámos com esta obra magna da arquitectura inglesa, foi sem dúvida um dos maiores privilégios da minha vida profissional.

E não parou de nos retribuir, como bónus, imensas informações. Continuando até hoje, e de várias maneiras...

Assim, ficam duas páginas - a primeira e a última - de um artigo escrito para a ARTIS, nº 5, da FLUL.

artis-p.367.jpg

ampliar

artis-p.379.jpg

ampliar

E fica ainda a chamada Planta de Encarnados e Amarelos, já apresentada no post anterior.

EncarnadosEAmarelos-Monserrate-c.jpg

Por fim, uma referência à Conferência da Gulbenkian {O Poder da Palavra V - Museu Calouste Gulbenkian}, que foi na última segunda-feira de Maio.

É que podemos - sem dúvida - associar a referida conferência, e a exposição que ainda não pudemos ir ver, ao suposto «Orientalismo»  do palacete inglês de Sintra.

Já que, nos dois casos, estamos perante Arte Oriental e Arte Islâmica que tem ainda, muito (ou quase tudo?) para se descobrir ... e ser melhor conhecida!

Mas também para se fazerem algumas distinções, e aprender com elas!


01
Jun 24
publicado por primaluce, às 15:30link do post | comentar

Não por acaso, alguns livros têm nos seus títulos a expressão NOVA HISTÓRIA.

Pois em geral são de autores que já conseguiram olhar para trás - vendo o tempo de que estão a escrever - com outros olhos, com outras ideias e também com outros métodos!

 

Em 2008 fizemo-lo propositadamente, com a plena concordância de Rogério Mendes de Moura que foi nosso editor (*).  Nada arrependida já que chegar àquele título, que parecendo óbvio, nos obrigou a algum trabalho de pesquisa; porém, cada vez mais, tem-se a noção de que valeu a pena ter gasto tempo com essa tarefa.

Monserrate traz de facto uma Nova História, como por exemplo se pressentiu na Conferência na Gulbenkian, na passada segunda-feira. Embora ali, e pelo que ouvimos - apesar de sobretudo virada para a Ciência, Cultura e Arte Islâmica - ainda estão na Pré-História (dizemos nós...) !

O tema é novíssimo, e houve participações em que nos teria apetecido intervir, para (lhes) explicar melhor aquilo que ainda está, para os vários estudiosos e apresentadores dos Papers dessa Conferência, verdadeiramente, dizemo-lo, ao nível de quem ainda vai muito «em palpos de aranha». 

Mas, «em palpos de aranha» também se percebe que estão os actuais responsáveis de Monserrate. É que afinal de contas, e depois de todas as «tropelias», para não lhes chamar outros nomes (piores que muito feios); apesar dos tratos de polé que nos impuseram (**), hoje - ou à Rádio Observador há alguns dias -, a versão que contam da história do palacete de Sintra é a nossa:

Concretamente a minha, a da Glória Azevedo Coutinho. Que nesse trabalho de investigação, e para os resultados atingidos, se serviu de métodos da sua profissão.

Metodologia da Arquitectura, para provar as obras que foram do atelier dos arquitectos Knowles (do século XIX). Assim como - talvez não escrito mas conversado com vários dos Amigos de Monserrate... - sobre as soluções que estavam no projecto (vindo de Londres, onde terá sido feito) e tiveram que ser alteradas, na adaptação ao local e ao terreno, na obra em Sintra.

Claro que, se os responsáveis por Monserrate (os de hoje) soubessem/pudessem olhar atentamente, para esses desenhos; se soubessem mais da arquitectura inglesa contemporânea da obra de Monserrate, talvez pudessem ir mais longe quando falam da Casa?

arquitectosIngleses-2.jpg

(ampliar)

Mas quando simplesmente se tomam como nossos os raciocínios, e as lógicas alheias (como fazem os plagiadores, que papagueiam as nossas ideias), que nem sempre compreendem, o que fazem é apanhar o pacote completo, sim, mas não entendendo aquilo que contém...

No desenho seguinte, o que é chamado planta de encarnados e amarelos,  que se faz em projectos, propositadamente, para registar e comunicar à obra as alterações projectadas/pretendidas executar. 

EncarnadosEAmarelos-Monserrate-c.jpg

Neste caso a planta foi feita em 1988, para o IPPC. Portanto alguns anos (12-13) antes de termos ido à FLUL estudar, bastante melhor, a Casa de  Monserrate.

Desde essa data tem a legenda abaixo, para explicar o objectivo com que foi feita a partir de um desenho - um Levantamento de 1841 - assinado por Nicolau Pires (***). 

EncarnadosEAmarelos-Monserrate-d.jpg

 (ampliar)

No próximo post continuaremos a escrever sobre Monserrate, para evidenciar como aquilo que a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa deitou para o lixo é fundamental para a empresa Monte da Lua.

A Empresa que dá foros de cidadania ao nosso estudo, sem o esconder (mas a silenciar a autoria... o que parece muito feio!)

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

(*) Fundado da Livros Horizonte. Depois de vários avanços e recuos, pude perceber que foi para ele como que uma questão de honra; tendo publicando «o nosso Monserrate» no ano da sua morte. Diferentemente da actuação da FBAUL, concretamente de Fernando António Baptista Pereira que nunca quis publicar nada do que estávamos a produzir entre 2006 e 2012, na FBAUL sob a sua orientação. Embora entretanto, ele mesmo tenha feito PPTs (ou outros docs.?) em que se percebe que são os nossos estudos que está a mencionar...

(**) Impuseram, malfeitores de três instituições de Ensino Superior. E quem ler poderá achar que, oh logo três!, talvez não seja culpa desses, mas dela! Só que, infelizmente, estamos num ambiente de imensa perca científica e cultural, fazendo com que, jovenzinhos demasiado ambiciosos, e nada honestos, menos vividos, ou sequer com experiência de vida, se queiram enfiar nos sapatos alheios: nos que já foram muito calçados e descalçados, há tempo, muito mais formados (e deformados), e onde se querem meter à viva força: 

Sapatos que já são do tempo em que eles - os pobres jovens descalços de hoje! - ainda só usavam botinhas de lã em tricot, e para bebés

(***) Um arquitecto (amador?) que se supõe ter trabalhado para D. Fernando II


26
Mai 24
publicado por primaluce, às 11:30link do post | comentar

... que alguns, indo direitos ao assunto têm procurado desvendar: 

Procurado, muitas vezes sem sombra de sucesso! Ou encontrando apenas, meros ou vagos indícios, muito pouco relevantes.

 

Mas que outros, ora assombrados, assustados, baralhados e/ou confundidos, embora a referirem-se aos paradoxos científicos super-inesperados que têm encontrado pela frente (*), até acabaram por assumir..

Factos que são muito mais do que apenas indícios: pois tratam-se de evidências, que (apesar de dificílimo ou contrariados) mesmo assim ainda conseguem contextualizar:

Num mundo que sendo riquíssimo de informação, também, por vezes, se vê como está saturado (dela), E em que, frequentemente, nos casos de haver mais qualidade e menos quantidade (de informação), não é fácil de ser processada! (**). 

Tal é a força das ideias instaladas!

E com essas a «certeza» (da maioria das pessoas) que a Ciência é, há muito, um pacote todo prontinho, que no futuro será imutável!

(Mas isto, se não fosse triste de mais, seria para rir...)

Só que agora, a propósito de uma exposição que está na Fundação Calouste Gulbenkian, perguntamo-nos se o conservador que em 2021, nas reservas e atrás de umas caixas, ele que encontrou um manuscrito do século XIX, será que teve ou tem a percepção que o mesmo vem fundamentar muitas ideias (desconexas) que andam por aí perdidas? Materiais muito desconjuntados e não/nunca inter-articulados, que em geral não têm sido entendeidos? (***)

Que são Ideias nascidas há milhares de anos. Quiçá muito antes do Augur desenhar no chão, de preferência em pontos altos dos territórios, o melhor lugar para se poder observar o céu, e aí construir o templo?

Será que o referido conservador da FCG imaginou, ou sequer pode imaginar, que atrás desse manuscrito encontrado, é uma boa parte da História da Humanidade - concretamente dos cultos (das crenças e das culturas) do Ocidente Europeu que vêm ao de cima?

Será que percebe que uma boa parte da Humanidade encontrará, doravante, fundamentos concretos, para deixar de se questionar de onde vêm inúmeras imagens, ou palavras, ou conceitos - e as informações com elas concordantes - com que todos os dias, muitos de nós nos deparamos? 

Imagens que há milhares de anos estão em sinais - alguns vistos como simbólicos, em emblemas, na arquitectura - nas formas dos tectos e das abóbadas; na heráldica, nas casas e palácios dos reis e dos nobres...?

Ou por exemplo em Lisboa, e à vista de todos, no tecto de Santa Maria de Belém?

Nas insígnias dos Imperadores, porque vindas de Deus - tal como veio o Direito. Desenhos inscritos em pavimentos (romanos) e/ou na Santa Sé... Nas formas, base (o desenho da planta de implantação - arquitectura) das igrejas e Praças...

A forma circular que um dia passou a ser elíptica, como acontece na Praça de S. Pedro, depois de J. Képler (1571-1630) ter provado que é essa sim a forma mais correcta e rigorosa do movimento dos planetas, no Universo...?

VAMOS VER

E sobretudo será que também vamos poder ouvir? Já que, é nossa convicção, que depois de compreendido e absorvido é uma verdadeira Nova História - também da Arte e da Arquitectura -, que vai aparecer por aí... 

Assim, neste imenso panorama de que estamos a escrever desde 2004, há muitas outras imagens que se aconselham; para as verem e compreenderem. É que à excepção desta primeira (abaixo), existem já em várias publicações nossas (FB e blogs) onde as podem encontrar

FCGulbenkian+desenhoArcaAlcobaça.jpg

Sendo a magem acima do manuscrito do século XIX (em exposição da FCG). Tendo associada um desenho nosso que reproduz o que se considera ser uma representação do universo (Ad triangulum e ad quadratum), inscrito na tampa de pedra de uma arca tumular do Mosteiro de Alcobaça.

(as seguintes vêm de compilações que temos feito)

Desenho-Arcos-formulesStereochimiques-e.jpg

ArmasPortugal.jpg

(ampliar)

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

(*) Como nos aconteceu a partir de 2001-02...

(**) Por isso nos lembramos de Hugues de Saint-Victor e de algumas das suas ideias sobre o Saber

(***) Não teria sido melhor deixar quieto e calado o referido manuscrito? Fazendo o que é habitual nalgumas faculdades, quando se decide que "... amigo não empata amigo!"

 


20
Mai 24
publicado por primaluce, às 15:30link do post | comentar

Tinha-se ouvido o anúncio, mas, com o tempo sempre a correr, estávamos longe de pensar que já tinha começado...

 

No entanto e como se vê, não só começou como já está no fim. Com destaque para Monserrate que é o último episódio. 

Ouvimo-lo há minutos, não é longo, mas Deo Gratias - ou sendo tudo em inglês até calha bem dizer Thanks God - porque

"...é mesmo o meu MONSERRATE, sem tirar nem pôr!" *

87191-Monserrate_observador-b.jpg

Ora o que se vê desde que fiz este trabalho - felizmente publicado pelo melhor editor de Lisboa em 2008 (capa a seguir) - é que todos, por ele (ou por mim?), lhe querem colher os frutos. ** 

Sem devidamente explicarem onde encontraram, assim já pronto, tudo interpretado, e tudo tão bem vestidinho - numa história tão direitinha, tão escorreita e sobretudo tão lógica (que até chateia ..., sem dúvidas nem enigmas) - com a papinha já toda feita?

Em suma, corre-se o risco, o mesmo que encontrámos nos anos 80-90 do século passado, de todos repetirem "de cor e salteado" uma nova cantilena, super-enjoativa, como era uma vez: "... a do Padre Gaspar Preto, que tinha ido em Peregrinação a Monserrat ... " (na Catalunha)

capa-livr-definitiva.jpg

Só que, sobre Monserrate, dificílimo para nós foi encolher e resumir os materiais que tínhamos: acrescidos de todos os outros que entretanto foram surgindo, para uma Nova História da Arte, que, em grande parte está por escrever.

Nova História da Arte em que os Ideogramas de uma linguagem visual deram forma  aos mais importantes, e mais expressivos, dos detalhes arquitectónicos que ao longo do tempos foram sendo fabricados. 

E que inclusivamente estão no Italianate-Neogotico que é o Palácio de Monserrate...

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

* Como já se tinha percebido no RTP ensina, apresentado (ou representado?) pela pantomineira que foi a orientadora dos nossos estudo na FLUL.

Só que, se podemos dizer que é nosso (ou meu), foi porque, para afirmar que o Palácio do século XIX, dos Cook, projectado por J. T. Knowles é uma evolução do que estava já construído na Quinta, foi porque muito trabalhámos. E porque construímos ideias com base nos elementos que encontrámos e aos quais Schedel, M., Pereira, A.N. aderem integralmente (!!!). Apetece rir...

É que, sabendo nós onde estão os gaps e as maiores fragilidades das nossas teorias, faz sentido perguntar, se não seria boa ideia, tentarem ir mais longe: em equipa, fazerem um trabalho sério (e com seriedade)? Em vez de tomarem o pacote inteiro para si mesmos, e de papaguearem os estudos alheios ? Em vez de aceitarem, acriticamente, plagiando, os trabalhos dos outros. Mais ainda quando se sabe, que estamos perante cozinhados/demasiado requentados. Numa cozinha cuja «higiene», não só deixa a desejar, como é completamente insalubre?

** Melhor dizendo, o que eles querem são mais os louros, do que os frutos! Porque os frutos são garantia de futuro, enquanto os louros só servem para o presente - que se goza, mas também esgota...

(quiçá em entradas triunfais ?, mas não mais !)


15
Mai 24
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

É verdade, parece-nos que é mais fácil aceitar o passado, e o que nos deixaram (já feito e prontinho) do que criar e inovar

 

Já não dizemos criar ex-novo, até porque não é precioso ir tão longe, mas pelo menos com base nos dados mais fiáveis que nos vêm de trás; incluindo os que a Ciência, antiga e actual, foi/é capaz de produzir (e também de actualizar). 

A nova geração teve contestatários, sim! Alguns, que por se distinguirem até ficaram para a História: a grande e a pequena. 

Mas o resto - a maioria da população - disse sim à incontestabilidade. Como se nada fosse para mudar...

E por aqui chegámos ao hoje: sem grandes sonhos, sem ideias, nem sequer as gerais, mas sempre com a frase feita (tão triste, tão derrotista...), havendo sempre muitos a dizer, a lamentarem-se - "o diabo está nos detalhes" !

Mas por nós , o que vemos (a agigantar-se, e assim talvez capaz de fazer medo?) é o trabalho.

Porque o trabalho é trabalhoso! 

E é com esse que ninguém se quer comprometer, pelo que se tem visto nas últimas décadas ... e como ainda se vê! Incluindo as tarefas mentais, como é a necessidade, premente, de mudar as mentalidades

Como se vê, é mais fácil fugir (emigrar) para outras realidades e sociedades, onde muito já está pronto e organizado, do que querer ficar: com a certeza que é para enfrentar dificuldades. Começando, quiçá, pelo fazer debandar dos muitos arcanos entranhados? Prejudiciais, embora também pareça - 50 anos depois de Abril - que a sociedade mudou muito! Mudou (talvez...), ao mesmo tempo que alguns não mudaram nada!

Enfim, quanto mais se conhece e se domina um assunto - os que passámos a estudar a partir de 2001 (quando já estávamos com 25-30 anos de vida profissional) -, mais esse assunto nos fascina!

Neste caso fascinada com o que a História - ou com detalhes da história, e o que esses podem revelar; desde que olhados com novos olhos e diferentes perspectivas.

Sim, contestando os olhares demasiado antiquados, e por isso incapazes de verem, e de terem abertura para compreender, o que em geral não tem sido visto (e assim continua). 

Em post anterior já ficou uma imagem introdutória para este assunto de hoje, tão novo The Heaven Machinery (*)

Algo que é difícil de definir, possivelmente comparável a um teatro ou drama religioso-litúrgico, criado para envolver, e catequizar, os que dentro das igrejas estariam habitualmente em posturas, predominantemente, de misticismo e oração

Sigam o link (no fim) movendo o mouse e cursores, para que a exibição digital se desenvolva e vá «passando» no écran. Notem as explicações e importância dada à Mandorla

Vasari-Machinery-4.png

(ampliar imagem)

Vasari-Machinery-3.jpg

(*) The Heaven Machinery in the Florentine Theatrical Tradition (artes-exhibition.digital)


03
Mai 24
publicado por primaluce, às 14:30link do post | comentar

... e por vezes certezas!

 

Sempre achámos estranho que uma gravura de Seteais que aparece em -  Portugal; or the Young Travellers: Being some account of Lisbon and its environs and of a Tour in the Alemtéjo, In Which The Customs and Manners of the inhabitants are faithfully detailed. Harvey & DartonLondon 1830.(titulo completo e data de publicação) - fosse desproporcionada...

Ou seja, aparentemente certa no centro da imagem, mas encolhida nas alas laterais...?

Desta vez (há dias) atrevemo-nos a fazer o que já estava a tardar. Ver aqui

De repente desconfiámos, tão simplesmente, que a imagem teria sido estreitada para caber nas páginas, do muito pequenino livro de onde vem (*).  

Com as técnicas digitais de hoje, nada mais fácil:

Da desconfiança passou-se à hipotese, e desta à quase certeza...?!

 

Embora, parece-nos, talvez ainda pudesse ser mais esticada

PalácioDeSeteais.jpg

Ampliar

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

(*) Imagem mencionada e publicada por nós em Monserrate, Uma Nova História, em 2008, Livros Horizonte. Ver p. 218, fig. 15.

Já agora ver também esta outra imagem, vinda do mesmo livro. Pois nunca admitimos que estivesse completamente certa (?)

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Entretanto, e face a alguns comentários, reunem-se informações de outros posts e comentários publicados.

Ler aqui. Incluindo a noção que temos, da existência duma fortíssima relação entre Arquitectura e Religião: 

"Obrigada pelo Excelente. Mas é Excessivo. Será excelente, talvez, se um dia com apoio de vários livros e seus autores - como por exemplo MOLANUS, autor do Traité des Saintes Images - conseguir desenvolver, bastante mais, a ideia que temos da relação directa entre Religião e Arquitectura. Porque é que o norte da Europa seguindo Lutero e os «descendentes de Carlos Magno» fez prevalecer a Arquitectura Gótica? A que foi a dos primeiros ocupantes do Império romano (não lhes chamando Bárbaros, já que (estes) até tiveram um comportamento bastante civilizado, na atitude de quererem viver entre povos mais evoluídos...). E porque razão, os descendentes dos povos romano-latinos, nascidos na Península Itálica, e ocupando as zonas mais a sul da Europa, foram buscar o estilo arquitectónico do tempo do Imperador Constantino I (272-337 d. C.) ? E ainda, poderá vir a estar mais próximo do excelente (?), se assim explicarmos porque é que esta casa de Seteais, um dia deixou de ter arcos quebrados (os "pointed arches" dos ingleses) e passou a ter arcos de volta inteira:

I. e., os semi-circulares que lá estão na fachada, e são tão bonitos!" 

(vindo daqui) 


25
Abr 24
publicado por primaluce, às 18:30link do post | comentar

... e se tem a certeza que sempre se fez o melhor que estava (e esteve) ao nosso alcance, em cada momento.

 

É preciso não calar, é preciso denunciar! ... ainda hoje:

Como em mais de 40 anos de ensino (de 1976-2019), e de inúmeras trapalhices e desonestidades vividas no ensino (que entretanto se tornou «Superior»); do que fizemos, com motivação e a máxima generosidade, para ensinar milhares de alunos, no fim, o que fizeram por nós - o que nos devolveram como prémio? - foi na Universidade de Lisboa:

Na FLUL e depois na FBAUL 

VS-verdadeiraDemocracia-b.jpg

Por nós, e por tudo o que connosco foi deitado fora pela FLUL e a FBAUL, enquanto pudermos, apesar da mentira e dos falsos democrátas, continuamos a perseverar (*)

Vasari-Machinery-4.png

~~~~~~~~~~~~

(*) Porque entre outros temas, sobre Mandorlas e seu uso, temos assuntos (nossos), para renovar, acrescentar, e aprofundar em próximos posts: os assuntos deitados fora pelas duas facs. da UL


17
Abr 24
publicado por primaluce, às 14:30link do post | comentar

FICAM apenas estas notas encontradas há minutos:

generosidade-3.jpg

(vindo daqui, para ser lido...)

Embora depois também tenhamos chegado ao autor inicial, da que é uma ideia bem sugestiva:

"Generosidade infecciosa"

A ver em {https://www.theguardian.com/profile/chris-anderson, His latest book is Infectious Generosity}


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