Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
18
Nov 20
publicado por primaluce, às 09:00link do post | comentar
  1. Primaluce: Nova História da Arquitectura 
  2. Palladian Gothic
  3. Uma elipse não é uma oval, mesmo que muitas destas formas pareçam iguais
  4. Círculos e mais círculos (que ninguém quer entender)
  5. Do Facebook, passagem a um post mais completo...
  6. IDEOGRAMAS

DSCN3711-Cascais.JPG

Como se percebe, ontem alguém se fascinou com os nossos ideogramas ?

Concretamente com os círculos entrelaçados e os quadrifólios

O mesmo nos tem acontecido, desde 2002, quando percebemos as relações existentes, directas, entre um certo formulário, muito específico,  e várias ideias essenciais/dogmas do cristianismo. 

E que por isso, num só dia, tenha visto e revisto, visitando repetidamente alguns posts , é um gosto.

Desde 2010 que estamos aqui para isto: divulgar o que foi uma ICONOTEOLOGIA, assim nomeada pelo Pe. Eugenio Marino, de Santa Maria Novella.

Claro que as janelas da fotografia revelam bom gosto; mas não forçosamente, que quem as pôs em Cascais, num edifício na zona da Emídio Navarro, conhecesse o seu significado antigo...*

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*E porque a fotografia já tem alguns anos, espera-se que o referido edifício ainda lá esteja? É que se vêm ver posts que escrevemos há anos, também nós podemos revisitar a iconografia recolhida a partir de 2005, para o Glossário Visual de um doutoramento. 


10
Nov 20
publicado por primaluce, às 14:30link do post | comentar

Pode ser que canse?

 

Sim talvez um dia isso nos aconteça...?

Mas, o que recebemos do país, via FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) para investigar este assunto, em nossa opinião não merece ser dinheiro desperdiçado, e atirado à rua. Só porque alguém prefere que o assunto continue calado.

Assim, ninguém nos poderá acusar de não nos termos esforçado, para ir mais além dos silenciamentos vindos do Ensino Superior  - PÚBLICO!

Depois, várias vezes abordámos o tema - tradução visual do Filioque - na nossa investigação sobre Monserrate, respondendo desse modo à questão que fora colocada inicialmente (na própria FLUL), sobre as Origens do Gótico.

Ora segundo a Google books (que do assunto parece já saber mais do que nós!) a palavra "FILIOQUE", está 8 vezes no nosso trabalho.

Aqui na p. 40:

SEgundoGoogleBooks-filioque-1.jpg

Depois, na p. 157

SEgundoGoogleBooks-filioque-2.jpg

Voltando a ser referida (pela Google books) na p. 167:

SEgundoGoogleBooks-filioque-3.jpg

Poderíamos fazer o mesmo, indo ao (nosso) texto que se entregou à editora, e vendo quantas mais vezes a palavra ocorre, e onde está.

Ou, em sua substituição (e complementaridade), procurando o conceito subjacente, que também é designado "Dupla procedência do Espírito Santo". E isso, seria como fazer um Índice.

Nada contra, antes pelo contrário, pois seria da maior utilidade...

No entanto, há tantas outras «coisas» e outras tarefas mais interessantes e apelativas, como é por exemplo a análise de imagens que vamos encontrando. Algumas localmente - a passear no país -, outras, em tempos de confinamento, aqui, nas redes sociais. 

Capela das Conchas-Viana do Alentejo.jpg

E foi o que aconteceu com a imagem acima. 

Em suma, quem quiser continuar a dizer que não há ideogramas ou ornamentos nascidos directamente da Teologia, enfim, esse alguém só nos faz lembrar as pobres mentes de quem gosta de viver em estado de negação.  


25
Out 20
publicado por primaluce, às 11:02link do post | comentar

Sim, serviram para tudo e mais alguma coisa, os círculos de que escreveu Copérnico ao Papa Paulo III.... *

 

Nós dizemos agora "Círculos Entrelaçados", sabendo que são os mesmos de que Copérnico escreveu, e depois J. Képler veio explicar serem - de factoElipses

E sim, é também verdade, os referidos círculos tiveram um uso praticamente ilimitado...

Mais, não se pense que esta coisa abstracta, ou quase aparentemente inútil, irreal e abstracta, de querer representar Deus (trindade) não como figura paterna, e icónica, mas ainda apresentado com recurso ao anicónico é só opção do passado:

Porque ainda agora, na Fratelli tutti, o Papa Francisco - na extraordinária actualização e nas correspondências que faz entre o passado evangélico e as tradições da Igreja, com a actualidade -, também ele lembra a vida íntima de Deus, no essencial/verdade da teologia cristã**

Ensaio-experimental.jpg

E se a nossa imagem de hoje é um ensaio/construção experimental, é porque a mesma se veio a tornar, pelo menos para nós, como uma sintese/composição altamente informativa:

 

Por exemplo, quando descontente com uma certa incompletude da mesma imagem resolvemos melhorá-la (o que verdadeiramente veio a ser explorá-la); quando resolvemos que aos círculos da imagem, já postos na horizontal, se iriam acrescentar mais círculos, cumprindo a mesma regra, mas postos na vertical.

E depois mais ainda, quando se decidiu usar uma cor que fosse diferente, e contrastante, para unir os pontos geométricos notórios da composição feita. Foi então que inesperadamente nos surgiu a cruz pátea, que ainda lembra a cruz templária (que foi «inventada» posteriormente); também os culots cisterciences, e tantas auras com que Cristo é - iconográfica e convenientemente -, representado.   

Mas ainda bastante mais nos aconteceu: porque percebemos a origem de um tipo de planta que está na base de muitas igrejas, e que é confundida com opções que são notórias na ourivesaria, concretamente no design/desenho de muitas cruzes 

Em suma, não desagendámos a imensa temática que descobrimos na FLUL - sob o «seu alto-patrocínio» (embora ocultado pelos respectivos responsáveis), e da qual continuaremos a escrever. E em breve, quiçá, com apoio vindo de fora? De um designer estrangeiro, que já usou esta iconografia ancestral, que faz parte do inconsciente colectivo que Jung mostrou existir...

E que por isto mesmo - dada a sua antiguidade - se tratam de imagens que estando nós tão habituados a vê-las, também por isso, mais facilmente as aceitamos e gostamos delas: sendo portanto imagens que valorizam (não só visualmente, mas muito significativamente) as obras onde se fazem reviver***  

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*De que já se escreveu mais do que um, e não apenas este post.

** Onde está: "...acreditamos que Cristo derramou o seu sangue por todos e cada um, pelo que ninguém fica fora do seu amor universal. E, se formos à fonte suprema que é a vida íntima de Deus, encontramo-nos com uma comunidade de três Pessoas, origem e modelo perfeito de toda a vida em comum. A teologia continua a enriquecer-se graças à reflexão sobre esta grande verdade." (ver http://www.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.pdf, Cap. II, 85).

***Ou, que em alternativa se pode dizer assim: "as obras onde aparecem"


20
Out 20
publicado por primaluce, às 09:30link do post | comentar

Então a maioria dos estudos de História da Arte andam errados...

Se... Almada-c.jpgSe a especulação, e análise, geométrico-visual a que Almada submeteu os chamados Painéis de S. Vicente, estiver próxima do processo conceptual (ou subjacente) que originou estes mesmos painéis? - coisa em que não acreditamos* - se...?, então teríamos que concluir que toda a Historiografia da Arte que vem sendo praticada anda completamente enganada.

Só que, e mesmo sem ter ido ver de perto, aqui de longe o que nos parece, é que Almada Negreiros - em toda a sua obra e não apenas nesta - desse modo lançou um importantíssimo grito de alerta a favor da Geometria:

Sim! Para que seja valorizada, para que a vejam, já que existe. 

Por nós continuaremos a percorrer os círculos entrelaçados que tendo sido necessários para explicar e melhor dar a conhecer o Deus cristão, depois «esses círculos» acabaram por ficar. Dando assim origem, por vezes integralmente, por vezes apenas a excertos, visíveis em inúmeras obras da arte religiosa (que nos chegou).Image0025-b.jpgObras que, se bem analisadas, perscrutadas, ouvidas, compreendidas, ou até amadas, são também elas peças únicas; dignas de uma maior consideração. Que em Portugal, como se tem visto, vai - demasiada... - para os ditos Painéis.

Mas enfim, Almada sabia muito. E neste caso o bastante para ter começado o seu Estudo Exploratório por um hexágono. Que é afinal, exactamente o mesmo, que começar pelos Círculos Entrelaçados**. 

Image0025-b-450.E.jpg

Os mesmos de que, repetidamente - e aliado ao seu sentido inicial - temos escrito.

Os mesmos que estão subjacentes, "pour cause", em centenas, ou dizendo mais correcto (sem as contarmos...), em milhares de obras da que é designada Arte Ocidental.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Não acreditamos totalmente...

** Ou ainda, o mesmo que ir buscar a planta de uma igreja antiquíssima: Hagia Sophia

Note-se que as imagens são do Público do passado dia 16 de Outubro. A sua qualidade é óptima, mas apesar disso limitadora para a sobreposição que se quis fazer, ao trabalhar com uma imagem que, é nítido, tem um (leve) desvio perspéctico.


13
Out 20
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Porque acabei de encontrar a mesma parede lateral da Sé Velha de Coimbra - que passou a estar na nossa página do Facebook. Ver última foto lado esqdº, indo pelo link (e também no fim deste post):

https://www.instagram.com/idademediapop/

(está no Instagram, numa página dedicada à «IDADE MÉDIA POP»)

 

Claro que não nos atreveríamos a tanto, não é preciso (ou será que é mesmo ????) usar LINGUAGEM verdadeiramente POP para se conseguir desmontar as barbaridades de «um certo ensino» que ainda se faz na Faculdade de Letras de Lisboa*.

O que, thanks GOD - dizemo-lo nós, mil vezes - tivemos que aturar nessa escola.

Só que aturámos, filtrando-o! Por estarmos habituados aos cidadãos comuns, que pensam com prazer e com gosto, quando descobrindo, neste caso a História da Arte; ou ainda também, usando linguagens abertas, descomplexadas e não forçosamente enfáticas para falar do passado.

Linguagens que não precisam de excessos de erudição, mas sim da espontaneidade (e da curiosidade) que nasce ao lado do prazer de conhecer...

Não é que as palavras - a filologia - não tenha tido a maior das importâncias na tradução das ideias; ou, que não tenha estado na base de muitas imagens, quando essas palavras e as ideias que as ditas expressavam foram versadas em... (ou transpostas para...) imagens.

Sim, sem dúvida, a «qualidade» das palavras e os discursos que com elas se fazem, são/eram importantíssimas. Mas não podem, nos conjuntos (de textos) elaborados, torná-los herméticos e inacessíveis. Não podem...!

Diz o povo que "não é com vinagre que se apanham moscas". Daqui dizemos e repetimos, não é com hermetismos bacocos, ou com conceitos de dificílima compreensão; com uma erudição inatingível, que se divulga Ciência e Cultura:

Geral, básica e essencial, para nos compreendermos a nós mesmos, e também ao mundo onde estamos. E com o qual nos relacionamos...

Se hoje ouvimos falar de Inês Abreu e da sua ideia de haver uma Idade Média Pop {https://observador.pt/.../a-idade-media-pode-ser-pop-ha.../}, logo depois também viemos procurar e encontrámos excertos e textos, que poderiam não ser escritos, se a Fac. de Letras da Universidade de Lisboa tivesse valorizado os nossos estudos, e as nossas propostas.

Por exemplo, o que se segue, e as dúvidas que vão aparecendo, depois ao longo do texto (que nem chegamos a citar), consideramos ser  uma verdadeira perca de tempo**. Leia-se então:
"OS BRASÕES DOS REINOS MEDIEVAIS: Origens e evolução.
Os brasões ou escudos de armas, na tradição europeia medieval, foram desenhos especificamente criados - obedecendo às leis da heráldica - com a finalidade de identificar indivíduos, famílias, clãs, corporações, cidades, regiões e nações. O desenho de um brasão é normalmente colocado num suporte em forma de escudo que representa a arma de defesa homónima usada pelos guerreiros medievais...”

Para concluir, visto que o assunto é vastíssimo, mas sobretudo porque não concordamos com o que está acima, há que o dizer: na raiz o escudo português vem exactamente dos círculos entrelaçados que se começaram a usar para exprimir a ideia do Filioque.

E em Portugal esses círculos existem, que o saibamos, desde o século IV. Ou seja bem antes de haver heráldica (e muito menos falar-se nas «suas leis»...)

Já que foi essa intersecção dos círculos, geradora de uma imagem que numa primeira fase foi chamada 'mandorla', ou, uma amêndoa, que posteriormente evoluiu. Em "...a arma de defesa homónima usada pelos guerreiros medievais...”, como está acima, o homónima  mostra-nos/demonstra como em rempos fundacionais (ou na raiz de substantivos) algumas imagens influíram nas ideias, e vice-versa

É por isto (para nós) interessantíssimo encontrar uma imagem, muito ingénua, que segundo José Mattoso representa o rei D. Sancho I, dentro dessa mesma amêndoa.

Em suma, uma moldura que ao envolver o rei com essa forma (i. e., a forma em feitio de amêndoa), assim tentou exprimir a sua total adesão (a do rei) ao cristianismo.

sanchoI-300.jpg

E, claro, com a adesão do rei, todo o povo o seguiu... Como também aconteceu que alguns dos primeiros escudos foram em forma de amêndoa como há exemplos

escudoD.SanchoI-2-100ppp.jpg

Forma que - confirma-se, como está nos escudos seguintes - não deixou de evoluir

escudoD.SanchoI-300ppp.jpgPorque nesses tempos - mal ou bem, e independente do que agora possamos pensar - era assim.

E se quisermos classificar esses regimes (todos) da Europa, usando uma palavra pouco corrente - e nada POP (até politicamente incorrecta), hoje temos que dizer que foram TEOCRACIAS***.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Sabemos disto, passámos por lá entre 2001 e 2005, e claro que fiquei chocada com mentalidades tão fechadas e tão retrógradas. Posts sobre este assunto temos imensos, e escrevemo-los desde 2010.

**Perca de tempo e de energias, em assuntos que (para nós) estão esclarecidos desde 2004. Só que a FAC. de LETRAS achou que era bom esconder...

***Não porque nos dá jeito, mas porque com essa palavra, a mente vai atrás da ideia e percebe o que se passou. E sobre isso que aconteceu, este nosso post {https://primaluce.blogs.sapo.pt/90534.html}, ou outros, há muito que estão escritos.

Post vindo de:

PáginaFacebook.png

outras imagens vindas da VELBC e de José Mattoso


18
Set 20
publicado por primaluce, às 14:00link do post | comentar

Para quem como nós tem andado de volta das "Origens do Gótico" ** e vê no Românico - inteirinho -, o preâmbulo do Gótico;

  

Naturalmente este assunto interessa-nos. Mas interessa, muito em especial - e há que o dizer -, numa outra perspectiva

Face às opções contemporâneas da arquitectura, em que os estilos, se é que existem, não têm (nem têm que ter, como nos parece...) nenhuma designação. Pois a taxonomia cientifica, e oitocentista - de raízes bem antigas - já não faz parte das mentalidades de hoje. Podemos dizer talvez, que não é agora uma necessidade absoluta, para o pensamento? Melhor dizendo, para a mente poder, e ser ajudada a pensar, a partir de títulos de caixa-alta.

Não precisamos de designações, perguntamos nós daqui, e isso é porque já nos estamos a habituar a grandes transversalidades, temáticas e disciplinares? Não precisamos de um grande título, que defina «a caixinha», onde - neste caso - haveríamos de colocar, classificando-a, um certo tipo de arquitectura?

Em inglês, esta ideia de permanentemente classificar, pode ser expressa por um verbo que nos diverte bastante: é o "pigeon hole"*** 

Mas agora, e para o que nos preocupa, em vez da arquitectura tentar ser expressão de ideias teológicas (como em geral aconteceu no passado); na actualidade a arquitectura tem que se preocupar, com questões de sustentabilidade e emergência climática. Numa palavra: em melhorar a Terra:

Sim, em melhorar este nosso planeta, que temos habitado "a troche y moche", como se não houvesse amanhã...

Terra em que procuramos não só protecção contra os elementos climáticos - cada vez mais extremados; mas em que a habitabilidade não é só sinónimo de segurança, e é muito pautada (talvez mais do que nunca) por padrões de conforto. Mais:

Quem não os quer, quem não exige esse conforto?

Assim, atente-se na solução para a ampliação do Centro de Interpretação do Românico, que parece ser (ou se aproxima?) da ideia de uma edificação semi-enterrada; o que é, como julgamos (apesar dos poucos dados), uma óptima ideia. 

Deste modo dando sequência a opções muito mais antigas, como são as «grutas» dos chamados trogloditas da Capadócia (Turquia). Ainda a um outro tipo de casas, visível próximo de Granada - em Guadix - as chamadas casas-cueva.  E por fim materializando o que alguns estudos contemporâneos têm proposto. Conceitos que, há décadas, vêm a fazer o seu caminho, em especial a partir dos EUA.

Razão para se perguntar, face ao novo Centro de Interpretação do Românico, ou à sua ampliação (imagem abaixo), se esta nova tendência...  estará já agora mais disseminada?

Chegará a Portugal com mais exemplos? E a ideia inicial, ou a razão (conceptual) porque surge, é já reactiva? Com o propósito de começarmos uma nova fase de acção relativa ao crescer das alterações climáticas? Ou será que aparece apenas como uma moda, e apenas como um estilo que se quer implantar? A fazer-nos lembrar o MAAT, à beira-Tejo (im)plantado?

Centro-Interp-RoMãnico.jpg

*Porque o tempo passa, depressa ou devagar, o certo é que um dia se nota, claramente, que tudo avançou. E nessa clareza pode estar a percepção, talvez lúcida (muito verosímil), daquilo que se terá passado.

**Com êxito e por isso com respostas às questões colocadas (não esquecer que uma investigação é pôr questões); questões  incrivelmente paradoxais, que é impossível não surpreenderem todos: e a nós inclusivamente, como já deixámos uma boa parte em Monserrate uma Nova História, Livros Horizonte, Lisboa 2008.

*** O que usou Marianne Barrucand em Moorish Architecture in Andalusia,  quando escreveu: “One could spend hours discussing the most appropriate way to pigeon-hole this architecture in some classificatory scheme..." Ver em Moorish Architecture in Andalusia por Marianne BARRUCAND e Achim BEDNORZ. Edição Taschen, 1992.


11
Set 20
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

 

Haverá sempre detalhes minúsculos... 

2013-01-29 17.03.54.jpg

... que, como é normal, só serão notados por alguns.

E não, não é na Estação do Rossio*, onde há um detalhe semelhante, mas sim na igreja da Conceição Velha, que já o Almanach Illustrado um dia «valorizou». 

2012-07-22 11.58.11-D.jpg

Mas este "valorizou" - ou, o que um ilustrador reparou e reproduziu - significa que bem antes, houve theologos-architectores** que «queimaram as pestanas» e forçaram os olhos; significa que houve canteiros e mestres de pedraria que tudo fizeram, para que aqueles dois semi-círculos entrelaçados*** fossem legíveis. 

Hoje, dizem alguns, que aqueles círculos entrelaçados eram insignificantes...

No entanto, se fossemos pelas teorias da quantidade de informação - cuja validade é relativa - hoje também teríamos que reconhecer que os melhores monumentos estão repletos de círculos, e por vezes outras formas, que frequentemente eram, de propósito, entrelaçadas

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Ver foto que agora se acrescenta (vinda do Público - com noticia sobre vandalismo infligido a um desses detalhes que pouco notamos):

Detalhe_CP-Rossio.png

**E, de entre esses theologos-architectores é forçoso destacar Juan Caramuel Lobkowitz (1606-82), que nos deu fantásticas informações sobre o estilo gótico. Chamou-lhe De el ordem Gothico. explicando como as formas se deveriam interpenetrar. Vejam em Monserrate uma Nova História, Livros Horizonte, Lisboa 2008, p. 33, onde esta questão - no âmbito do tema Origens do Gótico - já ficou exposta.

***Elementos iconográficos de que já escrevemos inúmeras vezes... (e sem que isto nos canse). 


07
Set 20
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

Se já escrevemos sobre círculos e mais círculos,

 

mas porque uma parte dos ditos são arcos (arcos de círculo), então hoje aqui ficam - segundo a classificação de John Ruskin - os Arcos Venezianos

img248.jpg

Nos quais, claramente, se lêem diferentes associações de círculos, que como dizemos, essas associações propositadas, eram falantes.

Miguel Metelo de Seixas diria que se trata de Heráldica. Nós preferimos ICONOTEOLOGIA, mas se quiserem falar de vãos - portas e janelas - nascidas em imagens que são comuns à heráldica, também será completamente correcto...

Vindo do Projecto Gutengerg, como podem encontrar no nosso post anterior

(e apesar do calor, que bom foi sair das rotinas...)


30
Ago 20
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Acontece/aconteceu assim muitas vezes: um post anterior, sugerir outro (que logo se escreve)

 

Nesta frase deixada por nós em 1 de Março de 2018 numa nota de rodapé está uma das enormes valias de Monserrate, para ajudar a perceber alguma coisa de Semiologia, aplicada à Arquitectura:

E se há obras ou edifícios alguns melhores para explicar Símbolo, Paradigma e Sintagma (estes 3 elementos que nos «moeram a cabeça», e deixaram sementes para o futuro) de certeza que uma dessas obras é o palacete de Monserrate! Diria até que é uma das óptimas provas da aplicabilidade/transposição de análises linguísticas e semiológicas à linguagem visual da arquitectura.

No entanto, ao ser escrito logo, também pode não ser desenvolvido muito mais; ou (aparentemente) ficar incompleto ?


28
Jul 20
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Porque se re-escreve ou se pode dizer de outra maneira:

 

De um post antigo, e não tanto velho como acima se escreveu, retiramos o que agora se quer ligar – visualmente – ao post anterior

Porque os "Círculos e mais Círculos" de que já escrevemos (aliás, vezes sem conta), são os mesmos a que Copérnico se referiu quando escreveu ao Papa Paulo III. 

Assim aqui fica:       

"Para terminar: talvez que novas interpretações daquilo que a Arte foi pareçam obscuras - tal como Copérnico admitiu que as suas teorias fossem:

"Even though what I am now saying may be obscure, it will nevertheless become clearer in the proper place."

Talvez... os círculos que referiu - “…nevertheless I knew that others before me had been granted the freedom to imagine any circles whatever for the purpose of explaining the heavenly phenomena…” - e as analogias que esses mesmos círculos sempre permitiram a todos fazerem; talvez tudo isso não tenha tido a menor importância!?

Porém, na História da Arquitectura, eles (os citados círculos) ficaram lá e estão lá ainda, muitíssimo visíveis nas obras. "

 

Assim mais uma vez se evidencia - com algumas das imagens que publicámos, mais recentemente - que não faltam círculos na Arte. Concretamente nas obras antigas e tradicionais:

SINTRA-PAL.DA.VILA-SCALA&IPPAR.jpg

Livro-PÚBLICO.jpg

caminhosDeUmaIdeia.jpg

AURA-VirgemAPdeÉVORA-sobreposição.jpg

ONDE-está-o ORIGINAL.png

DSCN4276-PA-PORTALEGRE.JPG

Vergas-Ideogramáticas.jpg

Image0150-b.jpg

Por tudo isto, e muito mais que aqui não caberá, nunca!, não admira - achamos nós - o «remoque» de Copérnico:

"... any circles whatever for the purpose..."


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