Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
18
Set 18
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Novo Ano, Novinho em Folha, promessa de vida

e de venda!!!

 

Depois, há UMA NOVA HISTÓRIA DO MUNDO - de PETER FRANKOPAN, THE SILK ROADS, publicado em 2015* - e em que o nosso Monserrate “avant la letter” já se inscreveu:

"Drawing on a rich series of sources in Greek, Latin, French, Italian, German, Dutch, Spanish, Portuguese, Swedish, Russian,Arabic, Turkish, Persian, Hebrew, Syriac and Chinese, The Silk Roads provides a major re-assessment of world history from antiquity to the modern day."

E sobre esta obra de P. Frankopan o Le Point escreveu:  

"We have been dreaming of a history of the world'. Here it finally is."

Ora aqui, e pela nossa parte particularmente, estamos no mesmo ponto (exacto): Pois finalmente foi feita e passou a existir uma  Nova História do Mundo.

Image0043.JPG

Que contempla vários factos, pouco conhecidos - mas de que nos apercebemos -, sobretudo da sua importância, ao estudar Monserrate

 

Por isso escrevemos avant la letter”, sobre o nosso estudo dedicado a Monserrate - que as universidades lisboetas escondem, mas que a Google analisou metódica e sistematicamente; por isso o inscrevemos, já que, sabíamos, haveria de acontecer um dia uma reviravolta mais do que inevitável...

E ainda porque, como temos dito, o tempo joga a nosso favor:

Sendo claro que seria impossível continuar-se a viver nesta podridão - de ignorantes e para ignorantes**.

Aliás, é por esta mesma razão, que este (nosso) Blog se intitula

Primaluce: Nova História da Arquitectura

Para trazer/levar aos que nos lêem, novas visões, mais actualizadas, do Mundo

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Vejam por aqui https://www.peterfrankopan.com/the-silk-roads.html os elogios que este trabalho tem tido, e as referências que lhe são feitas. No nosso caso foi Monserrate, apenas esse exemplo, que nos mostrou como a historiografia (portuguesa) anda especialmente equivocada.

Isto é, foi a extraordinária obra de Sintra - que muitos não têm entendido (desde meados do século XIX) - que nos mostrou como a História Geral (e depois a História da Arte) tem andado a ser tão exageradamente mal-contada.

**De Universidades e Ensino Superior que esconde os melhores trabalhos...


14
Set 18
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Assim aqui andamos nós. E hoje a perguntar:

 

É de atar e pôr ao fumeiro? Será?

Esta coisa de achar que o Ensino Superior é como fazer chouriços, naturalmente é para (e, felizmente, dirigida a) muito poucos. Mas há quem o tenha feito, e se julgue no direito de, arrogantemente, prejudicar todos os outros que foram honestos...

Os que paulatinamente foram construindo os seus saberes e as suas práticas ao longo de anos.

Há 2 ou 3 dias, na apresentação de um Programa da Fundação Francisco Manuel dos Santos foi dito:

(...) O mercado procura cada vez mais jovens licenciados com pensamento crítico, boas capacidades de comunicação e negociação, que se adaptem rapidamente a diferentes desafios e com ideias “fora da caixa”.

Portanto pergunta-se nesses mesmos termos (i. e., no calão que é o «fora da caixa», em vez de referirem, positivamente, que existe uma necessidade, premente, de haver saberes interdisciplinares):

Será ou não «fora da caixa»:

Perceber a importância da Geometria, que a teve, como linguagem visual?

Será ou não «fora da caixa»:

Propor que se valorize e aprofunde o que já se descobriu, de uma relação directa entre a Teologia e o formulário da Arquitectura Religiosa (Cristã)?

Será ou não «fora da caixa»:

Perceber como as Crenças, e o enunciado, primeiro do Símbolo dos Apóstolos, depois, do «atravessamento» que houve, enorme de várias Heresias, e por fim - tendo tido o contributo de Carlos Magno que impôs o Filioque no Símbolo de Niceia-Constantinopla proclamado nas missas*; será ou não «fora da caixa»: perceber como o Credo originou uma série de fórmulas desenhadas da Arquitectura, antiga, tradicional europeia?

Enfim, esta nossa luta desde 2001-2002-2008, não é exactamente muito do que se falou no último Programa Fronteiras XXI

Ver em https://fronteirasxxi.pt/ensinosuperior/

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Desde Clóvis, toda uma tradição que fez de França a grande apoiante de Roma e do Papado, por vezes considerada a Nação mais Católica (como, numa metáfora, João Paulo II chegou a referir). Questão que esteve na origem do Estilo Gótico, foi (e é ainda) diferenciadora da «postura» dos países do Norte da Europa, relativamente aos do Sul. Questão da Reforma e da Contra-Reforma, do surgir, também, do chamado Gótico internacional; dos Góticos Tardios, dos Revivalismos dos séculos XVIII e XIX, etc., etc., etc. Questão que a Arquitectura do Palácio de Monserrate em Sintra (e um enorme empurrão da FLUL) nos obrigou a detectar. 

Em suma, uma questão grande demais, para uma (só) mulher, num país onde a Ciência não consegue ter um estatuto que a eleve: mais alto do que a inveja...

POR ISSO - e como diz o outro - "ESTOU CHEEINHO DE MÊDO!»


12
Set 18
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Fartinha das parvoíces cá do Burgo:

Das Escolas que se vendem por tudo e por nada.

Dos Doutores Professores que o são por nada! (mas por rigorosamente nada..., ainda que eles falem de quantidade!)

Das voltas que o pessoal dá (mudando-se) e assim a infectar tudo, numa razia que só lembra a peste*.

Por isso venha o que presta (e aqui agora se amplia, para além do que já se tinha escrito):

 

"About Denise Scott Brown

 

Denise Scott Brown’s ideas and work as architect, planner, urbanist, theorist, writer and educator have had a global influence, transforming thinking about architecture and cities. She was born in what was then Northern Rhodesia in 1931. She attended the University of Witwatersrand, South Africa, and the Architectural Association, London, before receiving a master’s degree in architecture and city planning from the University of Pennsylvania, beginning a long association with the university and the city of Philadelphia, where she now lives.

 

As an academic and educator, Scott Brown has led countless research projects, notably Learning from Las Vegas, which became a seminal book (1972; revised edition 1977, with Robert Venturi and Steven Izenour). Both the ideas and the techniques employed in this and other studies have proved highly influential on the subsequent direction of architectural research. Scott Brown’s other books include The View from the Campidoglio (1984 with Robert Venturi), Architecture as Signs and Systems for a Mannerist Time (2004 with Robert Venturi) and Having Words (2009).

 

As principal of Venturi, Scott Brown and Associates, Scott Brown has been responsible for numerous urban plans and masterplans, and been instrumental in the design of buildings such as the Département de la Haute-Garonne provincial capitol building in Toulouse, France (1999); the Mielparque resort in Kirifuri National Park, Japan (1997); and the Sainsbury Wing of the National Gallery, London (1991), recently awarded Grade 1 listing.

 

Event details

Wednesday 17 October
7-8pm followed by drinks
The Sainsbury Wing,
The National Gallery,
London WC2N 5DN"

 

Tive a sorte e o imenso prazer de entrar inúmeras vezes na National Gallery, particularmente, logo pelo R/C, na enorme ampliação que foi feita em 1991, e visitei um mês depois.  No espaço museulógico que ficou conhecido como Sainsbury Wing,  da cadeia de supermercados que foi a principal patrocinadora dessa obra de transformação e ampliação. do que é um dos primeiros e principais museus do mmdo.  

Estava eu então nas andanças que (sem o saber) precederam o livro sobre Monserrate e os trabalhos em que ainda agora estou. Thanks God: a querer ter infos da Arquitectura inglesa, e indirectamente de Monserrate e do Palácio de Brighton. Foi muito a partir de Londres e de Trafalgar Square que fui procurando.

 

Repare-se que na longa citação feita acima (ver de onde vem), o evento da atribuição do prémio a Denise Scott Brown acontece neste museu, que ela com Robert Venturi e Steven Izenour criaram.

Image0029.JPG

Apesar de envelhecida pelo ar, ainda guardamos esta preciosidade. Uma revista de 1991 que está repleta de informações sobre os planos de transformação da National Gallery.

Abaixo um dos detalhes mais interessantes da intervenção: explicando como se fez a transição visual-formal da obra antiga para a nova.

Image0030-b.jpg

Por fim, a prova de que os meus Grand Tours de alguns Verões foram sempre complementares da vida profissional e da preparação das aulas. Pois nunca me lembro de ter voltado de mãos vazias:

Image0030-c.jpg

In - The Independent architectural magazine, Number 20 July !991, ver p. 35**.

 

Mas neste caso, além dos livros e das revistas (pesados) nas malas e sacos, depois de ler uma passagem como a que está acima, era chegar de cabeça cheia. Era inclusivamente vir a saber o valor aí dado aos canteiros portugueses que trabalharam na obra; ou como o Príncipe Carlos atacou a arquitectura e os arquitectos - para si criadores de uma certa mediocrity e do que chamou carbuncles ...***

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

 *O espalhar do mal por outras instituições sem que haja autoridades (científicas) a porem cobro numa falta de qualidade que é de bradar aos céus. Mas eles, será ingenuidade dos próprios (ainda não têm balança para se aferirem?) vão apregoando que são os melhores de Portugal, daqui e dali, e nunca sem se enxergarem...!

**Devo acrescentar o muito que me lembrei da Sainsbury Wing e da obra da dupla Venturi/Scott Brown quando escrevi o IIIº Capítulo de Monserrate. Sobretudo ainda hoje, quando ocorre alguém associar o Palácio da Pena e o Palácio de Monserrate. Porque este é uma obra feita sobretudo de alçados interiores e exteriores - tenha isso o valor que tiver ; enqunto o primeiro é claramente a ambiguidade e a complexidade de que escreveu Robert Venturi.

Enfim, assuntos para muitos e futuros posts de que tenho saudades de escrever

***Ver em https://www.theguardian.com/artanddesign/2004/may/17/architecture.regeneration

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Fartinha das parvoíces cá do Burgo:

Das Escolas que se vendem por tudo e por nada.

Dos Doutores Professores que o são por nada! (mas por rigorosamente nada..., ainda que eles falem de quantidade!)

Das voltas que o pessoal dá (mudando-se) e assim a infectar tudo, numa razia que só lembra a peste*.

Por isso venha o que presta (e aqui agora se amplia, para além do que já se tinha escrito):

 

"About Denise Scott Brown

 

Denise Scott Brown’s ideas and work as architect, planner, urbanist, theorist, writer and educator have had a global influence, transforming thinking about architecture and cities. She was born in what was then Northern Rhodesia in 1931. She attended the University of Witwatersrand, South Africa, and the Architectural Association, London, before receiving a master’s degree in architecture and city planning from the University of Pennsylvania, beginning a long association with the university and the city of Philadelphia, where she now lives.

 

As an academic and educator, Scott Brown has led countless research projects, notably Learning from Las Vegas, which became a seminal book (1972; revised edition 1977, with Robert Venturi and Steven Izenour). Both the ideas and the techniques employed in this and other studies have proved highly influential on the subsequent direction of architectural research. Scott Brown’s other books include The View from the Campidoglio (1984 with Robert Venturi), Architecture as Signs and Systems for a Mannerist Time (2004 with Robert Venturi) and Having Words (2009).

 

As principal of Venturi, Scott Brown and Associates, Scott Brown has been responsible for numerous urban plans and masterplans, and been instrumental in the design of buildings such as the Département de la Haute-Garonne provincial capitol building in Toulouse, France (1999); the Mielparque resort in Kirifuri National Park, Japan (1997); and the Sainsbury Wing of the National Gallery, London (1991), recently awarded Grade 1 listing.

 

Event details

Wednesday 17 October
7-8pm followed by drinks
The Sainsbury Wing,
The National Gallery,
London WC2N 5DN"

 

Tive a sorte e o imenso prazer de entrar inúmeras vezes na National Gallery, particularmente, logo pelo R/C, na enorme ampliação que foi feita em 1991, e visitei um mês depois.  No espaço museulógico que ficou conhecido como Sainsbury Wing,  da cadeia de supermercados que foi a principal patrocinadora dessa obra de transformação e ampliação. do que é um dos primeiros e principais museus do mmdo.  

Estava eu então nas andanças que (sem o saber) precederam o livro sobre Monserrate e os trabalhos em que ainda agora estou. Thanks God: a querer ter infos da Arquitectura inglesa, e indirectamente de Monserrate e do Palácio de Brighton. Foi muito a partir de Londres e de Trafalgar Square que fui procurando.

 

Repare-se que na longa citação feita acima (ver de onde vem), o evento da atribuição do prémio a Denise Scott Brown acontece neste museu, que ela com Robert Venturi e Steven Izenour criaram.

Image0029.JPG

Apesar de envelhecida pelo ar, ainda guardamos esta preciosidade. Uma revista de 1991 que está repleta de informações sobre os planos de transformação da National Gallery.

Abaixo um dos detalhes mais interessantes da intervenção: explicando como se fez a transição visual-formal da obra antiga para a nova.

Image0030-b.jpg

Por fim, a prova de que os meus Grand Tours de alguns Verões foram sempre complementares da vida profissional e da preparação das aulas. Pois nunca me lembro de ter voltado de mãos vazias:

Image0030-c.jpg

In - The Independent architectural magazine, Number 20 July !991, ver p. 35**.

 

Mas neste caso, além dos livros e das revistas (pesados) nas malas e sacos, depois de ler uma passagem como a que está acima, era chegar de cabeça cheia. Era inclusivamente vir a saber o valor aí dado aos canteiros portugueses que trabalharam na obra; ou como o Príncipe Carlos atacou a arquitectura e os arquitectos - para si criadores de uma certa mediocrity e do que chamou carbuncles ...***

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

 *O espalhar do mal por outras instituições sem que haja autoridades (científicas) a porem cobro numa falta de qualidade que é de bradar aos céus. Mas eles, será ingenuidade dos próprios (ainda não têm balança para se aferirem?) vão apregoando que são os melhores de Portugal, daqui e dali, e nunca sem se enxergarem...!

**Devo acrescentar o muito que me lembrei da Sainsbury Wing e da obra da dupla Venturi/Scott Brown quando escrevi o IIIº Capítulo de Monserrate. Sobretudo ainda hoje, quando ocorre alguém associar o Palácio da Pena e o Palácio de Monserrate. Porque este é uma obra feita sobretudo de alçados interiores e exteriores - tenha isso o valor que tiver ; enqunto o primeiro é claramente a ambiguidade e a complexidade de que escreveu Robert Venturi.

Enfim, assuntos para muitos e futuros posts de que tenho saudades de escrever

***Ver em https://www.theguardian.com/artanddesign/2004/may/17/architecture.regeneration

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11
Set 18
publicado por primaluce, às 21:00link do post | comentar

A verdade acima de tudo


publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

... que ele sabe ser «chei-d'agraus»


08
Set 18
publicado por primaluce, às 13:00link do post | comentar

... faz-me pensar nela desde o 6º-7º ano do liceu

 

Porque tive um Manual de História (Geral da Civilização, suponho que se chamava assim?), feito uns anos antes, e expressamente, para os alunos do Liceu de Oeiras*.

E faz-me pensar porque, algures nesses manuais, era referida e analisada a diferença entre Cultura e Civilização. Nunca me esquecerei, inclusivamente, de um «resumo», quase como se fosse mnemónica, que  estava em dois exemplos dados:

 

A Cultura - o exemplo era a de um Monge Budista

A Civilização - a de um normal Agente de polícia dos EUA

 

No Público de ontem (7.9.2018), numa entrevista a Maria Filomena Mónica, a questão surge de novo, mas agora associada às elites. 

DSCN5470.JPG

DSCN5470-b.jpg

Para si, estas prezam o Sangue, e não a Cultura.

Claro que em grande parte estamos de acordo, porém com nuances.

Sobretudo porque as Elites de hoje, não são a Aristocracia (de sangue) a que se estaria a referir, e como se é levado a deduzir pelo que respondeu (?); isto é, porque na actualidade, as supostas Elites - ou as pessoas que nós supomos, geralmente, ou a quem atribuímos esse estatuto... - para nós elas têm principalmente, como grande valor, o Dinheiro. E associado a este o Poder.

E não é preciso «andar a contá-lo»..., de todo, pois bastam os chamados sinais exteriores (que exibem, o que fazem, o que dizem), os quais remetem para o dito, ou seja, o vil metal!

Claro que tudo isto é a nossa opinião, a de quem, prioritariamente, tem uma lista de livros que gostava de ler. Mas os actuais «quotidianos», os desta civilização em que estamos imersos - e que impõem algumas obrigações, que, se não cumpridas passamos por incivilizados -; esse dia-a-dia, não nos deixa. Porque também nos roubam o tempo, sobretudo quando implicam «rituais» muito civilizadinhos, mas fúteis.

Ora não são só livros de Maria Filomena Mónica que queríamos ler, ou pelo menos folhear e passar com algum detalhe, mas também, estou a pensar, neste caso há um livro de História - que deve ser interessantíssimo -, de Rui Ramos e outros autores, sobre o que passou há cerca de 200 anos: depois das Invasões napoleónicas, em Portugal e no Brasil: O que foi o projecto de um Reino Unido (pelo Atlântico), do lado de lá. com o lado de cá.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Por isso hoje, quando às vezes me pergunto de onde vêm certas informações que a maior parte das pessoas não têm (?), e as minhas estão quase esquecidas, apesar obscuras permanecem na memória - sendo antiquíssimas. Depois, pensando um bocadinho, lá vem a ideia dos ditos manuais. Dos dois volumes policopiados que ainda guardo, e são hoje testemunhos fantásticos, para o que, depois dos 50 anos, veio a acontecer, inesperadamente, na minha vida.

Provam como certos assuntos e várias questões passámos por elas, parece que foi «há séculos», mas desde logo, não nos foram indiferentes, não as esquecemos...

E podem ainda ver aqui


03
Set 18
publicado por primaluce, às 16:00link do post | comentar

É verdade, a procura de conhecimento e informações sobre Deus - Uno e Trino - por Joaquim de Flora; essas suas buscas foram transformadas por outros, depois da sua morte,  em «Milenarismos» e vários outros ismos, como são os "secretismos"...*

Tratam-se de materiais que, como se sabe (pois vêem-se, tão claros e tão nítidos) chegaram ao século XX, de várias maneiras.

 

Acontece que ainda muito antes de Joaquim de Flora ter nascido já se empregavam imagens com inúmeros entrelaçamentos e entrecruzamentos, de faixas, de arcos ou de filacteras. Como também se mostrou em post anterior, por exemplo nos mosaicos da Villa Romana do Rabaçal.

Inclusivamente (antes de Joaquim de Flora), os entrelaçados já estavam na arquitectura, das mais variadas formas: fossem elas arquitecturas gráficas ou tridimensionais/monumentais

England-11th_century300ppp.jpg

Como está na imagem acima, vinda do capítulo 9 - intitulado The Language of Architecture** - de Early Medieval Architecture, da autoria de Roger Stalley, publicado por Oxford University Press, 1999.

E se os entrelaçados invadiram a Europa e as suas artes como escreveu H.-I. Marrou - em Décadence romaine ou Antiquité tardive? IIIe-VIe siècle -, na verdade pode-se verificar que depois dessa invasão houve uma caminhada infindável.

É que os Entrelaçados ou Entrelacs como escreveu Marrou vieram para ficar:

"A  partir du IIIe ou du IVe siècle il se fait plus envahissant et devient parfois le motif principal d'un décor.". (Ver op. cit., último capítulo).

Na imagem seguinte, de novo os Entrelaçados. Estes na Sacristia da Capela que foi do Marquês de Abrantes (Palácio de Santos, actual Embaixada de França***)

Le Palais de Santos.jpg

Por tudo isto (e muito mais que se encontra sem «escavar» muito), a obra a seguir - que é um trabalho gráfico de M. C. Escher - esta não deve ser vista apenas e só por ela, como uma imagem bonita, gira, divertida; ou simplesmente chamada Casca (como está no catálogo), qual casca de laranja, ou de algum outro fruto, e tudo mais o que se quiser... 

Porque esta imagem, pode ter sido feita em 1955 para ser também «uma piscadela de olho», um jogo de irreverências, ou até um imenso atrevimento (?) - como fez Almada Negreiros na grande maioria dos seus trabalhos gráficos e desenhos.

Enfim, este desenho, e muitos outros mais, de Escher - basta olhá-los (nem é preciso ver muito, ou sequer parar e ver com atenção...) -, por tudo o que já havia para trás, desde há séculos ou até no mínimo há cerca 1500 anos, é de certeza uma alusão a realidades do passado.

Será um "Secret Knowledge" como escrevemos no título?

Será alusão ao Milenarismo? Será a Joaquim de Flora, ou à Maçonaria...? As várias (muitas das) imagens que compôs, seriam elas reminiscências de que tinha conhecimentos e supunha secretos...?  Eram desafios?

Desafiantes de exigência e muita habilidade gráfica/técnica, foram de certeza! Porém, é ainda muito certo que a maioria já não sabia o seu significado ancestral.

E ainda agora continua a não saber...

Perdem o melhor! Que é como quem diz: as ligações, as associações mentais e várias outras intenções com que as obras foram feitas

Deixá-los, pois por aqui se pode dizer: Quem empobrece por gosto... é porque gosta!

Catálogo-Escher.jpg

Imagem do Catálogo da Exposição de M.C. Escher, Lisboa Museu de Arte Popular (2017/2018), ver op. cit., p. 116

~~~~~~~~~~~~

*Ver o que desenvolvemos e está em https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/claro-que-sabemos-todos-que-a-112758

**Na verdade, nos melhores trabalhos feitos ao longo dos tempos (da História da Arte), percorrendo-os, comparando e compilando a sua imagética; usando ainda (de modo complementar) algumas informações dos (bons) Dicionários de Símbolos, percebe-se que, permanentemente, estamos perante obras que eram muito mais falantes do que as descrições ou as explicações que hoje são dadas das mesmas. Esquecem-se, como consta no Dicionário de Xavier Barral i Altet, da ideia de Joaquim de Flora sobre as imagens:  "Il affirme de façon explicite que les mystères du divin peuvent être compris mieux en figurae qu'en paroles." Esquecem-se - e hoje é dia de S. Gregório Magno - da ideia que este Papa tinha relativamente ao valor das imagens para catequizarem: "Painting can do for the illiterate what writing does for those who can read"  (como explicado pr E. H. Gombrich). Esquecem-se dos «preceitos» saídos de (em 787) Niceia II, e do século XVI esquecem-se do que foi dimanado do Con. de Trento.

***No livro de Hélder Carita intitulado Le Palais de Santos (1995, ed. Chandeigne)


29
Ago 18
publicado por primaluce, às 20:00link do post | comentar

... em que a História da Arte conta (texto com sublinhados nossos).

Propositadamente aqui, recados para quem acha que estamos a mais, e que os nossos estudos e investigações não interessam. Provavelmente, quiçá, por menorizarem alguma escola de design?

 

Do Programa do INHA para a Rentrée 2018/2019

"Les temps forts de la rentrée 2018/2019

Mise à jour le 23 juillet 2018

L’histoire de l’art est une discipline unifiée par son insistance sur la dimension visuelle des œuvres et des objets créés par les humains depuis l’origine. Mais elle adopte pour cela des approches profondément diversifiées. Fidèle à sa mission nationale de recherche, de formation et de diffusion des connaissances dans ce domaine, l’Institut national d’histoire de l’art propose cet automne un programme qui témoigne de cette unité et de cette diversité.

Un hommage sera rendu à Winckelmann, l’une des figures titulaires de la discipline, à travers un colloque international qui déplace le regard sur son travail en insistant sur la façon dont il a pris en compte les matériaux et les genres de l’art et dont il s’est situé par rapport aux écrits des antiquaires et des naturalistes de son temps.

L'Institut se livrera également à un exercice de rétro-perspective en se demandant ce que serait devenue l’histoire de l’art de la Renaissance si les travaux de Robert Klein avaient été connus plus tôt. La redécouverte récente de ses archives déposées à la bibliothèque de l’INHA, qui ont suscité en 2017 la publication de sa thèse inédite, L’esthétique de la technè, permet de reconsidérer son apport à l’histoire de l’art et à la philosophie.

L'activité scientifique liée aux programmes de recherche se poursuivra, avec les séminaires sur la Biennale de Paris ou les Chantiers de restauration aux XVIIIe et XIXe siècles, les ateliers du groupe Globalisation, art et prospective, la conférence sur la revue de mode et de spectacle La Vie parisienne, les journées d’études sur l’objet médiéval ou les lundis numériques. Elle sera enrichie par le lancement de programmes de recherche qui, de « Paradis perdus » à l’histoire du quartier Richelieu, de l’étude des vases grecs à celle des colorants textiles, donnent lieu à de nouveaux cycles de séminaires.

L'INHA maintiendra son implication sur le territoire national à travers la deuxième session annuelle des Arguments de Rouen, consacrée à la question du genre dans les musées, et la carte blanche confiée à l’université d’Amiens.

Afin de transmettre au public le plus large la pointe de la recherche en histoire de l’art, l'Institut se saisit du thème « l’art du partage » pour les Journées européennes du patrimoine et, dans le cadre du programme « Images/Usages », fait un premier bilan international du droit des images et de leurs possibles usages.

Et l'INHA donnera à voir, à la Collection Lambert en Avignon, l’exceptionnel ensemble d’estampes d’Ellsworth Kelly qui vient d’être donné à la Bibliothèque, témoignant ainsi de la vitalité de ses collections et de leur ouverture chronologique et géographique, dans la continuité de l’esprit de leur fondateur, Jacques Doucet.

(...) "

No fim, depois do que se escolheu relevar, fica notório: o mais importante está logo na primeira frase 

------» "A história da arte é uma disciplina una/inteira, pela sua insistência na dimensão visual das obras, e dos objectos criados pelos humanos desde a origem."


28
Ago 18
publicado por primaluce, às 19:00link do post | comentar

... da Quantidade de Informação (incapazes de sondarem e avaliarem a respectiva qualidade)


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