Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
09
Abr 15
publicado por primaluce, às 17:00link do post | comentar

... o título continua, mas como é uma obra para privilegiados (e já noutros posts lhe fizemos referência) se estiverem interessados claro que vão procurar!

 

Este não é um trabalho para Reitores ou PROFs doutores daqueles que se interessam por nada; mas sim para investigadores e apaixonados pela ciência histórica e iconográfica, verdadeira. Aquela que permite compreender os valores patrimoniais e as marcas que têm incisas* - desenhos que foram altamente significantes.

E aqui não nos referimos A sinalefas dos pedreiros, que eram marcas suas, pessoais, que os identificavam (como fazem as assinaturas); mas às marcas que foram de povos, de civilizações e daquilo em que acreditavam: Iconografias que habitualmente eram colocadas na Arquitectura, já que esta, por si, era a expressão mais alta da Dignidade (edificante - como um tropo, que as construções sempre foram) de uma, ou qualquer, sociedade.

Tristram Hunt fez um trabalho que diríamos, mais do que extraordinário, quase esplendoroso, por conseguir mostrar o que a Inglaterra industrializada mais prezava e ambicionava ser**.

Quanto ao resto - que é hoje este quotidiano comezinho que nos rodeia; de gente triste, enganada pelos governantes e que nada ambiciona. Um quotidoiano que nos lembra-nos ainda a clareza do que T. Hunt escreveu, quando há dias nos apercebemos que, na verdade, e ao contrário do que possa parecer, no ensino em que estamos pouco mudou, pois apenas - sejamos claros - o que foi feito para parecer que se mudou, é apenas, e só, empobrecimento!

A coincidir com a Crise chegaram uns NEPs (contraditoriamente) cheios de formalismos, mas, quanto à essência, ou aos conteúdos de alguma Ciência  - que se esperava soubessem acrescentar (?), Thanks God eles acrescentaram nada***;  i. e., porque os seus formalismos são redutores, ... e não há conteúdos.

E enquanto por exemplo nas Formas dos Estilos, desde que as conheçamos, os edifícios e as obras antigas se lêem, de alto a baixo: nos formalismos (ou nos tiques - como trejeitos de que essa gente vive), pois nesses casos, nem isso os ditos pobretes conseguem explicar. Mais: eles saberão, no mínimo,  pergunta-se, porque são Ph? Saberão eles sequer, que (o verdadeiro) Sócrates nunca previu que Évora iria existir?

Enfim, deixá-los, pois por aqui ainda bem que fazemos estes blogs, que, para além das nossas reflexões, úteis, ainda alguns dos nossos leitores, os «mais desguarnecidos», vêm cá todos os dias, exactamente para aprender.

Que nos desculpe quem nunca precisou desta «chazada» (ou nem sequer a percebe!, como é óbvio...) mas para essoutros, lá teremos que servir, ainda muitas mais, ou umas boas chávenas de Earl Grey: um "blend" (delicioso) que, como na melhor Arte, não se sabe onde começam ou acabam os diferentes «elementos gustativos» que mais a enriquecem? 

Quando existirem serão five o'clock - como hoje - não pela Inglaterra, mas por Catarina de Bragança. Ela  que levou o chá para esse país, e depois para as margens do Thames:

É que, já viúva (mas ainda Rainha) foi a última pessoa da monarquia inglesa a viver na «versão antiga» de Somerset House: medieval, anterior à obra de William Chambers. 

T. HUNT-Primaluce.jpg

Clic para legenda, já que por nós (mesmo que não pareça) também "nos mantemos nos nossos pés": esta expressão que um dia merece ser ilustrada com imagens extraordinárias da Arte Europeia: quem sabe até, se com alguns dos mais belos quadros da National Gallery? Um «favorzinho» que faremos aos ingleses..., com muito gosto!

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*O que serve - 100% - para compreender a Arquitectura desde meados de 1700, de Lisboa e do Porto!

**http://www.theguardian.com/books/2004/jun/13/historybooks.highereducation

http://www.indiana.edu/~liblilly/digital/exhibitions/exhibits/show/ashton/sec1

 ***Ou seja, a essência não foi desvirtuada, e assim ainda se encontram sinais e o espírito da génese dessa instituição, ou de alguma concepção victorian, vinda da Inglaterra industrial, típica do Design. Vinda de autores como Paxton, Jules Goury (apesar de ser francês), Owen Jones, A.W. N. Pugin, Charles Barry, William Morris, ou até o menos conhecido Philip Webb com quem trabalhou W. Morris. E que se lembrem as pobres das criaturas (vazias) que ninguém vende formalismos, mas conteúdos. Se estes existirem podem depois vesti-los de imensas pirosices e até fazer embrulhos com todos os papéis maviosos, e distribui-los com cantos de sereia (se os clientes quiserem ou conseguirem aguentar tais pirosices?)  

Sem conteúdos, ficam apenas os trejeitos, vazios, paupérrimos, do inglês técnico à moda de marketeers... 

Referências, se procurarem não há só estas:

De Tristram Hunt -1; De Tristram Hunt -2; De Tristram Hunt - 3; De Tristram Hunt - 4

http://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_Paxton

De William Blake o Poema

E o Hino (som)

 

 

 


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