Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jul 14
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

A fama de Monserrate e de muitas outras casas semelhantes, com os seus revivalismos medievais/renascentistas fizeram com que essas tipologias se tornassem altamente desejadas no século XIX.

 

Casas que eram como palácios, com as suas torres - de Castelo medieval, ou que «por outras razões» pretendiam tocar no céu. 

E assim, com diferentes pretextos construíram-se inúmeras mansões, com os seus mirantes - urbanos ou de vilegiatura - para olhar sobre a paisagem. 

Uma moda que fez com a burguesia, desejosa de ascensão social (e quiçá também razoavelmente conhecedora das tradições antigas?), tivesse como ambição a tal mansão da moda que espelhasse a sua progressão. Enfim, casa que devia ser apalaçada, com uma torre que se destacasse.

Mas quem troçava dessa moda, isto é os nobres, ou sobretudo aqueles que já tinham ascendido socialmente e já se consideravam a si próprios ao lado da antiga nobreza (como se sempre lá tivessem estado...); esses, como está no título, gozavam a dita moda dizendo que o essencial era: 

"Ter uma casa apalhaçada com um almirante no telhado..."

 O que - porque não?, haja humor face ao triste descalabro que por aí vai - também se pode aplicar à casa de Monserrate...

Mais, até a um texto nosso que encontrámos perdido na internet. Cujo link está acima e onde empenhadamente apresentamos várias questões relacionadas com a história do Palácio de Monserrate.


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