Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jun 15
publicado por primaluce, às 09:33link do post | comentar

...the truth is about real work, e o completar de objectivos:

 

Objectivos que, como é sabido, há muito estavam definidos: i. e., bem antes de na FLUL se ter feito alguma descoberta... 

Mas, este post é agora também sobre as visitas que estes blogs têm tido. Como mais de 10 anos depois na FLUL as pessoas estão a aperceber-se dos vários e enormes erros (monstruosos) que cometeram quando acharam mais simples que fossemos afastados, e que fizessemos o doutoramento num outro lado qualquer!

Claro que, por exemplo, para se poder perceber o Claustro dos Jerónimos, e toda a sua iconografia - linda - é preciso ter compreendido a imagética que traduziu ideias religiosas*: As de Roma, mas também por exemplo aquelas a que os «antigos bárbaros» ficaram ligados e fiéis, como mostrámos em Monserrate uma nova história. São as ideias a que também o Luteranismo ficou depois ligado, como expressão/marca da fé dos Povos Germânicos que quiseram permanecer nos territórios do que era (quando chegaram) o Império Romano

Este é um caminho  que Maria João Baptista Neto poderia/deveria ter aprofundado, criando uma equipa de investigação, caso nos tivesse dado ouvidos, e dando tempo ao tempo. Talvez em vez de seguir ordens (terá sido assim...?) de Vítor Serrão? Não sabemos... mas nós continuamos interessados no cerne destas questões que o IHA da FLUL achou por bem deixar nas nossas mãos e nas do IADE. Ora sobre o IADE, há apenas recordações boas e óptimas, tempos de enormes e importante aprendizagens, mas, cada vez mais, há só um imenso tempo perdido, a desgastarmo-nos...

Assim, voltando à questão germânica que ainda hoje (neste instante) divide a Europa - numa versão muito contemporânea em que os marketeers contemporâneos e muitos outros tecnocratas estão embrulhados; não percebendo rigorosamente nada da génese dos movimentos em causa (e como tanto imperialismo vai acabar por dar às maiores potências do Oriente o domínio do Mare Nostrum). Essa questão germânica que é impossível desligar da História Contemporânea e sobretudo da Arte (a partir do Concílio de Trento, para a Europa Católica que logo depois teve em Molanus um extraordinário sistematizador); a referida questão foi muitíssimo bem explicada por Claude Nicolet, que, ao que sabemos a investigou profundamente. Chegando a tempos antiquíssimos, os quais, se os ditos marketeers e os designers actuais, se esses alguma vez ouviram falar deles, foi apenas a propósito de Astérix.

Para Maria João Baptista Neto fica um resumo (por Thomas Lepeltier) do livro de Claude Nicolet que deve ler e comprar: La Fabrique d'une nation. La France entre Rome et les Germains (Perrin, 2003, 372 p., 23 €). Com ele pode mostrar a Paula Moura Pinheiro, à RTP, e a quem mais quiser, como o Revivalismo do Gótico, ou o que está em Monserrate, não é apenas um capricho de Francis Cook, ou, muito menos ainda dos seus arquitectos. Mas sim uma Síntese do que então se tratava e discutia na Europa política: mais ou menos desavinda, mais ou menos nacionalista; ou como hoje, mais ou menos à procura de si mesma, e a tentar entender-se?

Por isso aqui está - em resumo - o que se pode dizer tem estado na raiz do desenho arquitectónico dos principais países europeus desde meados de 1500**, e, muito claramente, da iconografia dos seus edifícios mais emblemáticos:

"La France s'est souvent penchée sur ses origines. Par simple curiosité ou, plus fondamentalement, pour y lire à chaque époque le sens des événements présents. Adoptant implicitement l'idée que tout être, qu'il soit individuel ou collectif, était moins modelé progressivement par sa culture et son expérience que donné une fois pour toutes, nombreux furent en effet ceux qui considérèrent que tout l'avenir de la nation était, d'une certaine manière, déjà contenu dans ses origines. Encore fallait-il s'entendre sur ce qu'étaient ces dernières. Ce qui fut loin d'être le cas tant, en ce domaine, les opinions ont régulièrement varié au cours de l'histoire. Comme nous le rappelle ici Claude Nicolet, les Français ont alternativement prétendu descendre des Troyens, des Francs ou des Gaulois, et ont même parfois élaboré des théories selon lesquelles les Troyens et les Francs descendaient eux-mêmes des Gaulois ! Les débats les plus passionnés apparurent au xviiie siècle quand l'alternative « Francs ou Gaulois » se mit à véhiculer l'idée conflictuelle que la France était constituée de deux peuples, voire de deux races : d'un côté, la noblesse qui descendait des Francs conquérants ; de l'autre, la roture qui descendait des Gaulois conquis.
Vision des origines qui fut bien sûr explosive lors de la Révolution française et qui allait encore jouer un rôle au xixe siècle. Mais au centre de toutes ces spéculations sur les « grands ancêtres » planait toujours la question de Rome. Se rattacher aux Romains, qui avaient été les maîtres incontestés du « monde », fut en effet pour la monarchie une façon de justifier son pouvoir. Ce fut également, pour nombre de Français, une façon de prétendre qu'il leur revenait de porter haut le flambeau de la civilisation qu'avait incarnée Rome. Aussi peut-on dire que la nation fut régulièrement partagée entre les héritages romains, germains et gaulois. Mais, aussi précis soit-il, le propos de C. Nicolet n'est pas vraiment de décrire en détail l'ensemble de ces interprétations sur l'origine des Français, comme a pu le faire pour la période médiévale Colette Beaune au début de son livre, Naissance de la nation France (Gallimard, 1985). Ce parcours historiographique n'est là que pour nourrir une méditation sur la formation de la nation française qui invite finalement à prendre ses distances avec de tels discours. C'est que, pour l'auteur, le seul fondement légitime d'une nation c'est, au bout du compte, le « vouloir vivre ensemble»."

Tudo isto tem fontes que se indicam:

http://www.scienceshumaines.com/la-fabrique-d-une-nation-la-france-entre-rome-et-les-germains_fr_3685.html

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*Ou ter passado pelo artigo que o Portalegre Cultural nos publicou

 

**Andando para trás, seria importante, ou essencial, ir buscar os autores que nos dizem que as obras victorian são preciosas, e verdadeiros repositórios de conhecimentos. Em suma, não muito diferente do que William Morris escreveu...


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