Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
25
Fev 17
publicado por primaluce, às 13:00link do post | comentar

Monserrate uma nova História.

 

Na sequência de algumas descobertas que fomos fazendo ao estudar a casa de Monserrate, a certa altura apercebemo-nos de várias representações de Deus e da Trindade Cristã.

De entre essas representações sobressai a Coroação da Virgem, cena que em geral é idealizada, ou transposta para imagens, a partir de um texto essencial (que é o Credo).   
E nesta representação - muito comum - é dada a maior importância a Maria, considerada Mãe de Deus e por isso designada Theotokos. A sua festa em Portugal, e nos países católicos, é celebrada a 8 de Dezembro e designada da Imaculada Conceição.

É um tema bem interessante, sobretudo para se saber como evoluiu ao longo dos séculos e como os nossos reis - D. João IV, e depois D. João VI - , contribuíram, internacionalmente, para a sua existência.

Assim vamos tendo direito a um feriado nacional - um dos vários que (ainda) marca e pontua o tempo anual  - para que se vá sentindo no calendário, não só o quente e o frio das estações, mas todo um background cultural e cultual de que fomos feitos:

O inconsciente colectivo, a que agora se está a chamar Patrimonio Imaterial, e intangivel, mas que também deu forma aos nossos patrimónios materiais (como mostra a imagem a seguir).

estruturar-a-pintura.jpg

Herança cultural que, nalguns casos, é ainda Monumento Nacional. E que de tão valiosa também pode gerar o péssimo e o óptimo: como a cobiça ou roubos, quanto valorizações inesperadas ou exorbitantes no mercado da Arte.

Ver também aqui 


16
Fev 17
publicado por primaluce, às 10:30link do post | comentar

… que depois geraram as formas arquitectónicas 3D

 

É difícil não ver na imagem abaixo uma das óptimas provas da tridimensionalidade que foi dada - e como foi dada (neste caso tão invulgar talvez exageradamente?) - às formas gráficas da chamada iconografia cristã.

Wells_Cathedral.jpg

(Legenda)

Ou ainda, na tentativa de que melhor se compreenda o que defendemos (e abre portas a toda uma nova visão da arquitectura antiga), por isso podemos designar a referida iconografia, e seus vocábulos formais, como caligrafias*. Pois podemos dizer que foi de uma caligrafia, não de caracteres alfabéticos mas de esquemas de ideias**, que essas formas nasceram.

Assim, vejam aqui, (concretamente este post e o seu anterior), como em geral a arquitectura faz muito mais sentido - neste caso a Arquitectura Barroca -, se devidamente explicada por um arquitecto.

Isto é, mostrando como construtivamente, e por detrás das «estruturas aparentes» foram colocados outros elementos, para fazerem o suporte estrutural. Esses sim necessários à concretização das imagens destinadas à 'contemplatio'. Imagens que se pretendia fossem dadas a ver, ou a contemplar (e portanto a fazer emocionar, pelo seu sentido cristão) aos fiéis de uma dada religião: no caso do Barroco, o Cristianismo de Roma, que vinha a ser atacado por Lutero e pelos adeptos da Reforma***.

~~~~~~~~~~~~~~~~

 *A palavra que é geralmente usada para explicar a Arte Islâmica

**Ideogramas, Organigramas, também 'Doodles'...

***Razão por que se vê, nos países que seguiram a Reforma, o re-enfatizar das imagens do Gótico (e da ideia do Filioque, a que Carlos Magno tinha dado a maior força). Aliás, os revivalismos do Gótico, é uma questão de olhar para geografia, coincidem com as regiões onde se instalaram os povos germânicos chegados à Europa desde a queda do Império Romano aprox. até ao fim do Iº milénio da Era cristã    

Andamos nisto há anos..., e é para continuar!


14
Fev 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... porque é deles o Reino dos Céus".

 

E o do sono, acrescentamos nós!

arcadas-entrelaçadas-EGAS MONIZ.bmp

Porque cada vez que vemos esta imagem ela é para nós uma das mais pacificadoras. Embora também nos lembre que Martin Kemp escreveu sobre a mesma, que é insignificante*.

Acontece que, considerando esse autor e a sua influência para a historiografia da Arte, vemos, como é nítido e necessário que uma Nova História da Arquitectura (de preferência com influência e contributos vindos de Dana Arnold) se venha a afirmar.

Ou seja, e como defende a arquitecta/historiadora inglesa (contrariando G. Vasari) pretende que os autores sejam vistos - incluídos e submetidos - às principais tendências da época em que viveram: i. e., de acordo com um Zeitgeist de que já escrevemos vários posts

Procurem-nos, para captar o que Dana Arnold defende, e as ideias com que se está de acordo...

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*Como é MOUCO um MEC que dorme 


04
Fev 17
publicado por primaluce, às 19:00link do post | comentar

..., a expressão de hipóteses alternativas? Ou ambas?

 

Ficamos assim para já, i. e., na pergunta, e mais uma vez, visto que a redacção dos nossos blogs nos traz as mesmas dificuldades que tivemos para escrever a tese do doutoramento.

Seja como for, é mais um tema prometido para apresentar e explicar. Nasce na página 10 do Expresso de hoje (caderno principal).

Vejam as argolinhas que a nós fazem lembrar o que (logo de início) chamámos Organigrama (génese da mandorla). Vejam - já aqui - como estes esquemas foram compreendidos, tão facilmente.

Claro que muito menos fácil é perceber como esquemas se tornaram nos desenhos essenciais* de plantas, cortes e alçados arquitectónicos. Só que é uma questão de treino da mente. Imaginar é isso, o que, temos de compreender, não está ao alcance de mentes absolutamente rigorosas e fixistas:

Ou sem flexibilidade, sem plasticidade. Em duas palavras: Sem inteligência abstracta!

Isto é, incapazes de irem fabricando, no seu interior, as imagens mentais correspondentes a cada uma das novas proposições que se lhes apresentem (**)

ConversasComDoodles

Para já**, o que se prova, é que a uma Escola de Design (à que se diz ser a melhor de todas - "d'aquém e d'além mar") - nunca vão interessar esquemas ou desenhos que exprimam ideias. Muito menos esquemas que registaram, ou corresponderam a diferentes visões teológicas: o que já chamámos de Organigramas Trinitários

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*Mas a esta dificuldade, imagine quem conseguir (se puder!); a ela já respondeu no séc.V-VI o Pseudo-Dionísio, o Areopagita, quando disse que é uma questão de perspicácia

**Para já, há que reflectir sobre esta página de um jornal: Como é possível que as relações entre três forças políticas que apoiam um governo (tripé como muitos lhe chamam) se possam exprimir, visualmente, de forma semelhante à expressão de Deus e do Divino? Que operações «opera» a mente humana, não só no momento de pensar, como depois, já no momento de divulgar aquilo que pensou?

Para terminar estas são (para nós) questões metodológicas essenciais para o Ensino das Línguas e das Artes Visuais: quiçá o cerne da Semiologia? Quando para o projectista a Semiologia funciona integrada, no acto de síntese (que é impulso quase inexplicável) de projectar.


03
Fev 17
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

Estamos a afixar (acima) um excerto do Expresso Curto de hoje:

 

Leiam o que Nicolau Santos foi buscar, e se lembrou de Almada Negreiros. Como, até sem ser no Ensino a História - ou as pequenas estorinhas - é ainda absolutamente útil.

E sobre o "Almada Omnívoro" nunca esqueceremos, também na Gulbenkian, o Painel Começar: Sobretudo da enorme busca que essa obra sintetiza, e como se relaciona com tudo aquilo que descobrimos...

Porque isto de deixar (ou até promover!) que alguns idosos se inscrevam nas universidades, pode dar enormes confusões ou até mesmo «grandes sururus»*.

Pois todos julgam que os jovens estão cheios de capacidades e que são como esponjas, capazes de aprender e de criar/inventar; só que, se os mais velhos que agora estão a ingressar no ensino superior, se lhes acontecer terem uma óptima formação do ensino secundário, como a nós nos aconteceu; formação a que acresça depois toda uma vasta experiência profissional, então que se cuidem os novos! Então que se cuidem também os «doutores-doutorados» (da mula-russa) que já estão nas universidades.

Porque, intelectual e cientificamente, a geração dos mais velhos está bem mais preparada para o Ensino Superior, do que a dos mais novos! Porque, imagine-se, se um arquitecto com mais de 50 anos for à Faculdade de Letras e lhe falarem nas Origens do Gótico; se lhe derem a ouvir o que nos aconteceu ouvir, dúvidas e asserções - aparentemente já mais do que encerradas (quando na verdade só estão repletas de duvidas e de lógicas que são impostas «muito assertivamente», mas que de definitivo não podem nem devem ter nada...); se esse arquitecto experiente, ou até engenheiro (!) ouvir o que ouvimos sobre as estruturas românicas, góticas e outras, oh my GOD!

Só se for muito tímido é que se cala! Só se for muito amorfo é que aceita tanto disparate junto, e fica sem contestar as afirmações que há-de ouvir dos seus profs.!

Enfim, se encontrar uma «Dótora» como encontrei, a clamar por arquitectos e engenheiros, "...que venham cá ensinar-nos o que não percebemos da estruturas dos edifícios..."; julgando que a chave dos estilos é estrutural**! Enfim, pode ser que então lhes ocorra (aos grandes doutores...), quando um dia estiverem perante uma boa dose de interdisciplinaridade, toda junta, que a História da Arte só avança se...; os Homens (colectivamente) só se auto-conhecerão, se..., finalmente conseguirem regredir a tempos antigos... Mas, imprescindível (!!!), levando, ou não largando e não dispensando, em simultâneo, nem uma só migalha, da Ciência, no estágio avançado em que hoje está, e alguns têm a sorte de possuir/reunir...

Enfim, que venha ai o envelhecimento activo:  para que se acabe com a fractura geracional que alguns tudo têm feito, militantemente, para a criar e ampliar. Que Almada Negreiros seja o modelo de muitos, que não querem perder pitada do muito (bom) que a vida tem.

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*Que haja doutoramentos a valer a pena: 100%! E que a FCT invista, com várias BDs para todos os Programas que se revelem altamente inovadores: Que haja BOLSEIROS com mais de 55 anos, e sobretudo a conseguirem acabar os seus doutoramentos! E não engolidos pelos superiores hierárquicos, traiçoeiros, que mediocremente lhes saíram na rifa, e se atravessaram no caminho, como nos tem sucedido...

**Que tenhamos tempo para acabar esse outro post, mostrando como S. Paulo concebia a necessidade da super-estrutura ser falante. Ou, mais concretamente, as formas arquitectónicas que se apoiavam nas infra-estruturas e nas estruturas...

 


15
Dez 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... ela plagiou*!

 

"Você vê coisas que ninguém vê.

Porque é que você vê coisas que ninguém vê?

Mas porque é que ninguém viu antes...?"

Mais a raiva com que isto era dito, pela criaturinha honesta

~~~~~~

*E plagia, e deve ir rentável o negócio...?


13
Dez 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

O que não é bem o nosso caso, mas, lamentavelmente, o da geração abaixo da nossa...

 

Assim, passamos a descrever, em linhas gerais, o que se passa. A divulgação que não é feita desses fantásticos "Case Studies", que cada um pode escolher, ainda no pressuposto de que enriquecem quem os estuda e os que à volta também beneficiariam desses estudos.

Em suma, verificamos que na melhor das hipóteses alguns estudos de pós-graduação, mestrados e doutoramentos vão para repositórios on line onde estão acessíveis (ou se consultam com mais ou menos facilidade), caso os sistemas da Internet e as referências das listas de trabalhos produzidos, sejam «comunicantes entre si»...

Mas, a hipótese mais geral, parece (?) ser aquela que se observa:

Os trabalhos são feitos não por amor ao saber e ao conhecimento, mas "tant bien que mal", i. e., a despachar!

Porque há um grau a adquirir para arranjar emprego com mais facilidade; porque há o Estado e os Particulares do Ensino Superior, todos a quererem receber os valores chorudos das propinas desses cursos; independentemente do que se passe nos mesmos, do que se ensine ou aprenda. Independentemente de todos os resultados obtidos, do saldo ser positivo/qualitativo para toda a sociedade.

E por fim, no terminus dessas linhas - que seriam inconcebíveis se alguém as tivesse querido desenhar assim, desde o início (tal a perversão deste tipo de concepção, mas é a situação que está criada); no fim do processo não existem os próprios autores a quererem resgatar/valorizar os trabalhos que produziram. Porque sabem (ao menos terão aprendido isso?) que o que fizeram presta para nada, ou muito pouco...

Vêm então as Curvas de Gauss e o que, estatisticamente, terão sido os resultados. Talvez apenas uma minoria residual tenha desenvolvido trabalhos de qualidade; talvez apenas alguns, muito poucos, lhes tenha valido a pena agarrar num tema ou num caso, para o estudar? Supondo esses, honestamente, que o mesmo daria resultados extrapoláveis para outras situações.*

Supondo que os júris, e os professores orientadores; também os Conselhos Científicos das Escolas, e/ou os Responsáveis pelos Centros de Estudos e de Pesquisas, «cientes» do conhecimento que eventualmente tivesse sido produzido, e da inovação feita/criada pela geração mais bem preparada; que todos esses cuidassem em integrar - ou fazer entrar - no Sistema de Cultura e de Conhecimento, os contributos científicos, e os culturais, que estas novas formas de aprender, supostamente, haveriam de trazer consigo!  

Por nós tivemos a sorte de ter tido tempos, e vivências riquíssimas, excepcionais**, para estarmos suficiente e previamente, bem preparados. Para entrar num ensino que é (devia ser!!!) destinado aos mais criativos, que possam aproveitar de facto, num ambiente de verdadeiro acolhimento cientifico, o poderem cruzar informações provenientes de diferentes áreas cientificas; tendo a noção da inovação e da utilidade do estávamos a fazer. De termos percebido as vantagens da divulgação do nosso trabalho, o que levou e permitiu depois a sua publicação (embora se saiba que não é publicitado).

Embora se saiba que é até escondido - como aliás quase no fim nos foi dito por uma pobre de uma «orientadora» muito atrapalhada, com o que deve ter considerado, na situação em causa (em 2004), um excesso de qualidade***?

Concluindo:

Estudos básicos é o que se aconselha. Como os muitos que fizemos e terão sido úteis mesmo que passados 50 anos, alguns desses documentos (de apontamentos, resumos, cábulas, sínteses), já pouco ou nada nos digam  

(clic para legenda)

O que as imagens demonstram é que há bem mais de 50 anos sabemos diferenciar os círculos das outras curvas; e essas outras entre si. Algo que, aliás, na História da Arte, veio também a fazer bastante diferença: Elipses, que depois de Copérnico e Kepler, passaram a estar nalgumas obras arquitetónicas

~~~~~~~~~~~~~~~~

*E essa falta de qualidade nestes estudos, que é em parte demonstrada pelo facto de os mesmos não terem tido nenhumas continuidades, faz-nos pensar que em vez dos case studies que deveriam ser promissores (e afinal se revelam ser tão poucochinho...), era bem melhor que os estudantes tivessem estudado matemática, física, e todas as outras ciências... Para que, posteriormente, depois de todas essas aprendizagens, prestassem provas, demonstrando que aprenderam: provas todas iguais, e para todos. Provas materiais que, 2-3 anos depois, as escolas poderiam deitar fora esses papéis (lixo), não ocupando espaço em arquivos, nem criando expectativas que pudessem conter algumas fantásticas teorias, ou ideias que se devessem ter em consideração... 

**Porque não é normal que alguém vá fazer um Mestrado depois de já ter tido um Prémio de Projecto, conferido por uma Câmara Municipal. Não é normal que alguém vá fazer um Mestrado, em Artes, depois de já ter participado em largas dezenas de estudos e de projectos de arquitectura. E a melhor prova de que tudo isto não é normal é abaixo a última nota. Pois demonstra toda a confiança da nossa orientadora na sua aluna, para estar agora, ela própria (sem notas, numa ciência que não se sabe de onde lhe veio?) a seguir, ipsis verbis, a sua aluna!

***Tanta que agora se ocupa a plagiá-la, como vamos sabendo:

http://primaluce.blogs.sapo.pt/sobre-a-falta-de-originalidade-ou-o-323053

http://primaluce.blogs.sapo.pt/que-amoroso-235344

http://primaluce.blogs.sapo.pt/claro-que-corrigir-erros-alheios-269846

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10
Dez 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

castigos para os Professores, como «lavar escadas»...

 

É verdade já se chegou a este nível de ameaças! Porquê, por uma descoberta científica que a nós muito nos honra... Um ponto de que não tencionamos sair, ou abdicar!

Enfim, passados 11 anos de negação nas ajudas e apoios que eram necessários para terminar um doutoramento, já se está agora a definir o que pode ser digno ou indigno*: as tarefas que o professor não pode recusar sob pena de ser despedido. E tudo isto porque Monserrate, de obra dos séculos XVIII e XIX - contemporânea de William Morris e do que em Portugal se pode estudar, ao vivo, e saber sobre a época (victorian) em que o Design nasceu; Monserrate também se tornou para nós (fruto da qualidade da orientação duma investigação**) em fonte de informações sobre as origens do Gótico. Matéria que aliás está em alguns livros e artigos científicos, bem interessantes, quando atribuem ao victorian a reputação de ser um estilo capaz de dar informações...

O Gótico, i. e., o estilo cuja origem longínqua é atribuída ao Arianismo dos povos Godos, e à sua incompreensão ou (não-) aceitação da trindade cristã, como escrevemos em Monserrate uma Nova História.

O Estilo que, depois de esclarecida a maneira como nasceram as formas abstractas da Arquitectura antiga, e como estão relacionadas com dogmas de fé; depois de compreendido esse processo - da passagem de ideias a imagens que chamamos Ideogramas (e não é só o Arco Quebrado); como do processo de formação deste arco, por analogia com casos semelhantes, mas não tão notórios, permite entender algumas (ou muitas mais?) outras imagens iconoteológicas do cristianismo: formas que assim passam a ser compreensíveis, e discerníveis, dos fundos em que se vêem, nas obras em que foram aplicadas... 

Mas, desligando agora desses conteúdos da investigação científica - feitos em prol duma instituição em nome da qual trabalhámos (e não estando esta disponível para compreender ou aceitar os resultados e as vantagens cientificas da mesma); assim, e como já prometido dezenas ou centenas de vezes, aqui fica mais esta réplica. Nós não nos vamos calar: Quem não deve não teme! Mesmo que empurrada para os calabouços (todos os que quiserem inventar), pois há-de ficar clara a forma tão digna como as instituições de Ensino Superior fazem investigação, e têm lidado com esta situação.

Esta é aliás uma Cena que, fica muitíssimo bem, exactamente hoje, quando Frederico Lourenço um eruditíssimo professor universitário recebeu o Prémio Pessoa. Alguém que se atreveu a remar contra a maré da ignorância e do laicismo nesta sociedade que, independente daquilo em que acredita, pretende apagar e negar as origens históricas; cujas marcas (visuais) estando em toda a parte, são ainda chamadas Arte...***

Mais, nós - para ajudar a dita Escola a superar a situação trágico-cómica em que se conseguiu enfiar - por nós prometemos que lhes vamos arranjar «um espacinho», para todos os intervenientes ficarem na foto! A retratar assim, na sua melhor pose a melhor Escola de Design... 

E a investigação que permite (ou a que compreende!) feita pelos seus docentes...

MJN-Viagem de Thomas PITT.jpg

(amplie aqui)

MJN-Viagem de Thomas PITT-2.jpg

(e aqui)

*É aliás bastante interessante a dita definição. Como se as escadas não pudessem ser limpas ou lavadas por gente honesta, como se essa tarefa acarretasse automaticamente alguma indignidade? Até parecendo que a verdadeira indignidade não está em ser «doutorado em nada»? Em ser o autor, desonesto, de uma tese que ainda agora, 15 anos depois, quando todas as teses são mais curtas e mais desinteressantes, é ainda absolutamente vergonhosa? Por não ter uma frase que faça sentido, por não conter uma ideia sólida ou firme, com a qual outras se articulem...? Cerca de 180 pp. de um vazio total, que acabam numas listinhas que ainda um dia vamos aqui abordar.

**A tal que nos fez chegar às Origens do Gótico, como era forçoso acontecer, para a orientadora «não morrer» de tédio científico: quem desde cedo não viu outro assunto em Monserrate a não ser este, mas que..., descoberta a questão a deixou cair. Ler acima, um excerto da sua Introdução às Observações de uma Viagem a Portugal e Espanha  (1760), por Thomas Pitt. Escrito por Maria João Baptista Neto em 2004, quando nós estávamos a terminar as mais de 300 pp de um mestrado (que além de hoje ser superior a um normal doutoramento, como nos disse FABP...) teve também o grandressíssimo «inconveniente» de ter conseguido trazer à luz, no Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras de Lisboa um conjunto de informações que eram absolutamente impensáveis...

Mas que agora, e com o apoio de quem nos quer mandar «lavar escadas» há-de assumir as suas responsabilidades: porque os tédios científicos, ou os sonhos de grandeza, se assumem com responsabilidade, à altura desses sonhos...

***Frederico Lourenço traduziu para português a Bíblia de que Marie-Françoise Baslez diz ter sido feita, em Alexandria, "... pour les amis du savoir".


23
Out 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... por tanta bondade. Genuína (mesmo sem ironia!) e na sua melhor expressão.

 

Quem sabe como se forma a palavra símbolo, e depois simbolicamente - o advérbio de modo; então esse alguém também sabe de diálogos e de diacronias. Do que se diferencia e agita, e parece querer baralhar exprimindo-se por um simples di, ou dia (feito prefixo há séculos ou há milénios?).

Ou seja, o diabo (diábolo, diabinhos, etc.) não existe. E se há muitos - tantos ou imensas pessoas (o que é um número e uma óptima questão para ser definida pelo «sujeitinho« da quantidade de informação!); é que se há inúmeras pessoas que nas suas vidas vão tentando encontrar, e procurando Deus, mais as provas físicas e positivas da sua existência, então (mas isto é para nós) faz ainda menor sentido que haja quem queira expulsar demónios, ou fazer exorcismos...

É assim que pensamos, à luz de primaluce: para nós diabo é um prefixo, acrescentado a um bolo. Um prefixo que significa a falta de convergência, a des-sintonia, a divisão, a baralhação... (como acontece com sincronia e diacronia).

E se existe a vontade de alguém em criar tudo isso, pode não ser apenas uma pessoa, mas um conjunto bem orquestrado (por quem?).

Veja-se Maria João Baptista Neto a publicar livros com base no nosso Monserrate, a cuja génese mais do que assistiu, pois guiou, intrometeu-se como lhe competia, e aqui e ali fez bem. E também fez mal, e teve dores (no fundo do braço), querendo continuar a fazer o maior mal.

Que continue, deseja-se imenso êxito!

Fernando António Baptista Pereira, idem aspas, fez imenso bem, pôs-nos questões interessantes e óptimas, e também fez questão de se portar vergonhosamente.

Dele temos vária correspondência, onde ressalta, nas últimas mensagens de 2012 a promessa que iria ler o nosso trabalho: diferentes, porém convergentes (quantos?) documentos que lhe fomos entregando desde 2006 (e que segundo afirmou em 2012, ainda não tinha tido tempo para ler...) Desde ou a partir de 2006, quando 30 anos depois regressámos a Belas-Artes, que entretanto deixara de se chamar Escola Superior - a que frequentámos até Dez. 1976, quando acabámos a licenciatura, e que passou depois a ser Faculdade.

Temos depois o IADE, a nossa instituição a cujos quadros pertencemos desde 1976. E onde em 2008, por isso mesmo, por razões que sempre soubemos serem mais afectivas do que de ordem racional; em Junho de 2008 - e, SIMBOLICAMENTE, a coincidir com o dia em que deixou de estar presente, e foi substituída, a primeira administração: que tinha fundado o IADE! Nesse belo dia, que o foi como bem nos lembramos, a editora Livros Horizonte lançava o nosso estudo sobre Monserrate, com o titulo uma Nova História.

Titulo que resultou de várias conversas com Rogério Mendes de Moura, o editor que me deu o imenso prazer de publicar o meu estudo, praticamente sem alterações, mas acrescido das «revisões» (que não eram fáceis) mas tiveram a máxima qualidade.

Diabinhos é da nossa gíria - pois não há que acreditar no diabo. Aqui há antes um Deo Gratias como está no título, embora haja e continue a haver uma «maltosa concertada», cada um deles com os seus objectivos, a retirar do nosso trabalho:

Maria João Neto, a aproveitar e a reciclar ao máximo, tudo o que ficou no IHA da FLUL, julgando que eu morri? E como se faz na Cortiça ou no Porco, a não querer desperdiçar um só mg!

Fernando António Baptista Pereira, sempre sem tempo, terá tido pavor que fizéssemos uma História da Arte como (graças a Deus nos disse várias vezes e) repetiu vezes sem conta... Só ele sabe do que vai na sua mente! Por mim, os elogios, de me dizer que estava a querer fazer uma História da Arte, acho que já ficaram agradecidos?

No IADE - o  Carlos Duarte, sabendo do «valor imenso» das suas teses, como elas são lógicas e evidentes; também dos nossos anos de casa e a experiência profissional que temos, fez então o favor de também ter os seus (dele) «pavores»:

Que conseguíssemos acabar o Doutoramento! Que depois de um Mestrado para o qual o IADE nos deu a correspondente dispensa sabática, completássemos um Doutoramento que - e depois de publicado o mestrado, se aquilo só é/era um mestrado - então obviamente esse nosso Doutoramento tinha que ser por todos os meios*, impedida de o conseguir concretizar/terminar...

E aqui terminamos nós este post, a exprimir a nossa fé na não existência do Diabo!

Com a certeza de que o que há são palermas medíocres: tão tão tão medíocres (que nem para badalo de sino algum dia eles dariam!).

Palermas iguais aos Secretários de Estado, aos Primeiros Ministros, e aos Ministros-Adjuntos; ou iguais aos Donos de Bancos e Disto Tudo - que não lhes bastando o que têm, fazem o favor de vender a Alma, em público.

Nuínhos (como a Negra Fulô) e o mais despudoradamente que lhes fôr possível, para que se saiba aquilo que verdadeiramente os habita.

Embora sejam corpos e mentes horríveis, ainda bem - i. e., Deo Gratias - por toda a luz que nos deixa ver, e dá a capacidade para distinguir.

~~~~~~~~~~~~

*Diabolicamente?


25
Set 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... mas é pergunta que se faça? Querer falar de Carlos Magno e de Alcuíno, nos tempos que correm? Mas isso são matérias que interessam? Que «passem» alguma vez, ou de alguma forma, pela Cultura de uma escola de Design como é o IADE?

 

São temas em que ninguém pensa, é lixo nos tempos que passam. Que articulação pode ter a Irlanda da Alta Idade Média, ou Alcuin, com a realidade actual? Não é assunto ou tema que venda...não é referência que alguém tenha...

Retórica, respostas para tantas perguntas, se as mesmas pouco interessam!

O melhor de tudo é curtir. Ser prof. da melhor escola de Design, e aí aproveitar - sem mais o que fazer (finalmente gozar a tão adiada dispensa sabática - desde Fev. de 2010) - o que ela tem de melhor.

Onde se sabe, e descobre, quais os materiais com que é preciso lidar - trabalhar. misturar, moldar; materiais, isto é as imagens que as Ideas criaram que vêm dos confins dos tempos...

Muito melhor é ir gozando, sim, no dia-a-dia, a descobrir aqui e ali - e hoje na Biblioteca do IADE, em S. Serlio (Book I-V of 'Tutte L'Oppere D'Architecture et Prospectiva', by Sebastiano Serlio, Translated from the Italian with an Introduction and Commentary by Vaughan Hart and Peter Hicks, Yale University Press, New Haven and London, 1996, concretamente da p. 426) - sucessivas informações, verídicas:

As quais se sobrepõem às mais fantasiadas e ficcionadas das estórias que actualmente se escrevem, inventam ou até vendem imenso (pois são best sellers, apesar dos mais doutos dos Reitores, dessas melhores escolas, e desses temas, compreenderem patavina!).

Como hoje foi encontrar a expressão German Work, obviamente (e mesmo que isso não esteja escrito) associada à fama de Carlos Magno e à sua obra: i. e., ao Renascimento que proporcionou e tem andado esquecido*. Uma expressão encontrada no correr do texto**, e sem quaisquer sublinhados que a ponham a brilhar (ou destaquem), para referir a Arquitecura Gótica. Ou como a mesma foi empregue num certo tipo de igrejas construidas em Itália.

~~~~~~~~~~~~

* Ficou para História como o primeiro Imperador descendente dos povos germânicos. Ele que, com todo o apoio que recebeu do Cristianismo/Católico Irlandês, se bateu por questões em que já Clodoveu (Clóvis) tinha tido intervenção. A Irlanda salvou a Civilização Europeia? Sim, depois de Carlos Magno ter ido buscar alguns dos seus melhores... 

** Bem que o diz Vítor Serrão que há que ler, e não apenas os registos encontrados na Torre do Tombo! E quando se lê (tudo o que não tem sido lido) compreende-se muito melhor. Redescobrem-se várias razões, raciocínios e lógicas antigas que explicam mais e melhor a realidade contemporânea. Incluindo, a Crise que se vive nas franjas da Europa, o recrudescer de «certos imperialismos»...


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