Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
01
Out 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

...put ice on a glass and calm yourself, Please!

 

Pois é, é este inglês que nos ocorre ao ver numa livraria a tradução de um livro de Maria João Baptista Neto, que um dia - mas terá sido há séculos? - foi nossa orientadora de um mestrado feito na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

E isto que está no titulo claro que nos passa pela cabeça, sobretudo porque a dita ---- fez o favor de ampliar as nossa ideias. Embora, parece?, de um modo demasiado despudorado.Chama-se plágio? Não, é muito mais o titulo do post de hoje..., é esse o nome, já que plágio é sofisma.

Claro que nem sempre temos tempo ou pachorra para a falta de nível a que chegou o Ensino Superior em Portugal, só que, há as vezes em que tanta nojeira consegue tirar-nos do sério. Como há ainda as outras vezes: em que uma série (também grande demais) de alunos nossos e da escola onde estamos há 40 anos, tudo gente da mesma bandinha (ou a laia deles), decidiram fazer-se doutores: i. e.,doutorados da mula russa, sem nunca terem sequer passado por uma instituição de ensino superior.

Só em Portugal!

Claro que são os milagres de um país em que, crescentemente, nada tem valor. Nada se distingue...E assim o resultado vai-se vendo no dia-a-dia, e é óptimo. Como são óptimas e incrivelmente originais todas as tiradas da dita Maria João Baptista Neto,  feitas a decalcar o nosso trabalho. E no pouco que nos deu para folhear lá se encontram questões muito interessantes, como esta pergunta: "A Grosvenor style or a Monserrate style?" Pois se tivesse lido com atenção, todo o nosso trabalho e conhecesse as nossas fontes (como Patrick Conner, em Oriental Architecture in the West), nem sequer colocaria essa pergunta basto ridícula (ver na p. 36).

Mas, é retórica, coloca a questão para dizer que ela sabe que o Grosvenor Hotel foi construído/projectado ao mesmo tempo que a casa de Monserrate? Olha a grande avaria!? Assim, decalcada do que lhe explicámos e escrevemos, que difícil que é fazer os trabalhos. Mais o mérito que isso tem..., de copy paste!

Outra imensa avaria e enorme habilidade da dita «ensinante», é insistir (na página 38) que Monserrate é uma casa veneziana, com moorish details... Pois, se se tivesse dado ao trabalho de pegar num livro da Taschen (e não se percebe como na UL são alérgicos aos livros fantásticos desta editora?), de dois autores que investigaram a sério, teria visto que Marianne Barrucand, também ela «perdida na génese das formas do Gótico (no estilo em que Maria Joâo Neto nos obrigou a fazer descobertas que a própria depois desdenhou - thanks God!); essa autora - M. Barrucand usouexpressão To Pigeon Hole   exactamente face à dificuldade em conseguir abordar uma língua viva, como são os diferentes vocábulos dos estilos, e como o explicou A.W.N. Pugin (desde que os monumentos não estejam calcinados pelo tempo e as formas ainda se leiam...).

E vem então a chica-esperta MJN dizer que não pôde individualizar referências!? Olha tanta sabedoria, só que, algures diz (mas é para rir, ou para chorar de toda a ignorância que grassa em história da Arte e da Arquitectura?) que nós provámos a influência veneziana da casa de Monserrate, assim como a proveniência da sua cúpula.

Depois, mais uma vez, se confirma toda a falta de espessura ou a falta profundidade que põe no seu trabalho. A mínima, porque há todo um linguajar que é a Geometria falar: a Jometrie de Villard de Honnecourt, a mostrar-se como fonte do saber e dos dizeres, exactamente o que Hugo de S. Victor explicou. Ou, como escreveu S. Serlio - com todas as letras...

A Geometria a que os historiadores não chegam (nem com tradutores, como este exemplo passado connosco na FLUL é a óptima prova). Porque esse Saber (ver) exige todo um equipamento intelectual que eles não possuem... Não dá!

Teria sido mais útil que o seu estudo se distanciasse do nosso, que tivesse ido confirmar (como consta para a AAM, que os Knowles vieram a Portugal); é que nós não tivemos tempo, e face à presença de um mestre como Samuel Bennet, foi-nos fácil admitir que teria sido um emissário/«arquitecto residente» dos arquitectos projectistas em Londres? Mas, Maria João Neto, tão certa e tão confiante que ela está do nosso trabalho, vai levar muito tempo a poder redimir-se (ou a descalçar as botas)?

A compreender que a partir de certa altura, estando nós muito cientes da «incompreensão deles», que não dominavam as questões e que eu estava perante pérolas, que iriam ser engolidas (de qualquer maneira), houve portanto vários detalhes (mínimos claro) que só foram corrigidos para o grande público: onde sabíamos que poderiam estar pessoas muito mais capazes de compreenderem, bem, aquilo que no IHA não há quem tenha a menor competência para entender...

Mas enfim, a rãzinha das boleias está de volta, e se tivermos paciência para estar na FNAC a ler os livros, vamos continuar a destacar a lata imensa de tanto decalque. A lata de ter querido entrar ----»à viva força ----» em sapatinhos alheios: de quem sabe o que fez e porque fez!

E as trapalhices do projecto inicial (de Monserrate), que como demonstrei foram corrigidas na obra, devem-se a quem? Aos Knowles, e foi S. Bennet que corrigiu a situação, ou foram os próprios Knowles que emendaram a mão? Ou foi Francis Cook que se fez  arquitecto? Ou a luz eléctrica que já permitiu o efeito luminoso inicialmente desejado? O que será que nos diz a «dona douta», plagiadora, calçando os «meus sapatinhos»?


25
Set 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... mas é pergunta que se faça? Querer falar de Carlos Magno e de Alcuíno, nos tempos que correm? Mas isso são matérias que interessam? Que «passem» alguma vez, ou de alguma forma, pela Cultura de uma escola de Design como é o IADE?

 

São temas em que ninguém pensa, é lixo nos tempos que passam. Que articulação pode ter a Irlanda da Alta Idade Média, ou Alcuin, com a realidade actual? Não é assunto ou tema que venda...não é referência que alguém tenha...

Retórica, respostas para tantas perguntas, se as mesmas pouco interessam!

O melhor de tudo é curtir. Ser prof. da melhor escola de Design, e aí aproveitar - sem mais o que fazer (finalmente gozar a tão adiada dispensa sabática - desde Fev. de 2010) - o que ela tem de melhor.

Onde se sabe, e descobre, quais os materiais com que é preciso lidar - trabalhar. misturar, moldar; materiais, isto é as imagens que as Ideas criaram que vêm dos confins dos tempos...

Muito melhor é ir gozando, sim, no dia-a-dia, a descobrir aqui e ali - e hoje na Biblioteca do IADE, em S. Serlio (Book I-V of 'Tutte L'Oppere D'Architecture et Prospectiva', by Sebastiano Serlio, Translated from the Italian with an Introduction and Commentary by Vaughan Hart and Peter Hicks, Yale University Press, New Haven and London, 1996, concretamente da p. 426) - sucessivas informações, verídicas:

As quais se sobrepõem às mais fantasiadas e ficcionadas das estórias que actualmente se escrevem, inventam ou até vendem imenso (pois são best sellers, apesar dos mais doutos dos Reitores, dessas melhores escolas, e desses temas, compreenderem patavina!).

Como hoje foi encontrar a expressão German Work, obviamente (e mesmo que isso não esteja escrito) associada à fama de Carlos Magno e à sua obra: i. e., ao Renascimento que proporcionou e tem andado esquecido*. Uma expressão encontrada no correr do texto**, e sem quaisquer sublinhados que a ponham a brilhar (ou destaquem), para referir a Arquitecura Gótica. Ou como a mesma foi empregue num certo tipo de igrejas construidas em Itália.

~~~~~~~~~~~~

* Ficou para História como o primeiro Imperador descendente dos povos germânicos. Ele que, com todo o apoio que recebeu do Cristianismo/Católico Irlandês, se bateu por questões em que já Clodoveu (Clóvis) tinha tido intervenção. A Irlanda salvou a Civilização Europeia? Sim, depois de Carlos Magno ter ido buscar alguns dos seus melhores... 

** Bem que o diz Vítor Serrão que há que ler, e não apenas os registos encontrados na Torre do Tombo! E quando se lê (tudo o que não tem sido lido) compreende-se muito melhor. Redescobrem-se várias razões, raciocínios e lógicas antigas que explicam mais e melhor a realidade contemporânea. Incluindo, a Crise que se vive nas franjas da Europa, o recrudescer de «certos imperialismos»...


18
Abr 16
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

...

2. As mulheres (mais) pensantes a constituírem «blocos» que fazem mudanças decisivas

 

Isto porque na Internet também se aprende, sobretudo porque são vários os temas que nos interessam.

Depois, porque como é sabido, ficaram para a História muitas mulheres ('sages') que levaram a mudanças. Como aconteceu com a Mãe de Constantino - Helena; com a Mãe do que foi Bispo de Hipona e está adequadamente retratado por Piero della Francesca no MNAA (com um manto repleto de cenas edificantes, algumas «encenadas» com arcadas e edículas). Chamava-se Mónica: Santa Mónica, foi a Mãe de Santo Agostinho. Como era ainda a Mulher de Clóvis ou Clodoveu: Clotilde terá sido uma peça fundamental na História de França (país que nasceu desde logo associado ao Catolicismo e não ao Arianismo, de que muito cedo a França se distanciou*). E como foi, por exemplo também Genoveva, que é a Padroeira de Paris, celebrando-se a sua festa em Janeiro.

Mas estes são casos conhecidos de todos, bastando uma pequena pesquisa para logo aparecerem vários outros.

Em Portugal ficou registada, popularmente e divulgada, a história de Santa Isabel, cuja festa se celebra logo depois das festas de Junho (4 de Julho) nalgumas cidades do país. Mas, um dos papéis relevantes que lhe são atribuídos é o da pacificação, muito mais (importante) do que o Milagre das Rosas. Por isso nalguns pontos do país, como por exemplo sucede em Portalegre, Santa Isabel tem também direito a um lugar no mesmo trono (ou «cascata») em que se colocam Santo António, S. João e S. Pedro.

Em resumo, são histórias na História, exemplos de dignidade (a tal sageza, que popularmente se tornou santidade, muitas vezes re-contada pela ordem dos frades menores). Uma Sabedoria que como sabemos era preocupação essencial da igreja**, e que foi reconhecida a quem soube ultrapassar, e depois prevaleceu, acima das circunstâncias que lhes quiseram impor, com o objectivo de passarem a limitar.

Parece portanto que esse tipo de inteligência está de volta (em 1. e, pasme-se, sem sequer se falar de religião!); e as mulheres a serem relembradas como «motores de modernidade» de todos os tempos (em 2, também aqui sem se falar de religião!).   

1.Leaders - não criminosos mas dignos - nas Empresas? Será possível, desejável?

2. Mulheres em blocos decisores de eleições? E, com ironia, por outros perguntamos nós: Como é que se deixa, é possível «tanta aberração»?

Por fim, sobre Santa Isabel, há uma exposição patente no MNAA***

Bispo_Hipona

(clic para legenda)

~~~~~~~~~~~~~~

*É aqui, na Conversão ao Catolicismo de Clóvis, e depois com Carlos Magno, que a questão do Filioque se torna mais relevante. Ficando vivíssima para a história, durante séculos: estando inclusivamente por detrás dos Góticos Tardios e dos Revivalismos do Gótico que se prolongaram, praticamente até ao século XX, sobretudo na Europa do Norte (assunto que já em 2002 levou MJN a questionar-nos...). 

**E que por isso a estruturava, de acordo com toda a metáfora (era a Quilha da Arca) desenvolvida por Hugues de Saint-Victor em torno da Arca de Noé: como imagem/feição/função da Igreja Românico-Gótica (de que foi o Arquitecto).

***E sobre Santa Isabel de Aragão (e hoje de Portugal), há uma história semelhante à dos Milagres de Ourique, passada com outra Santa Isabel - da Hungria, que foi sua tia-avó. Mas também não esquecemos a Arca da Rainha Santa - talvez uma das mais ricas, pela suas arcadas apologéticas (como lhes chamamos): i. e., pelas edículas que o Aristotelismo que S. Tomás introduziu (ideias que pela sua tradução geométrica moldaram a forma das arcadas) - a insistir num Deus Uno e Trino. "Definição dogmática" que se reforçou e veio a perpetuar-se depois de Trento e da Reforma Romana.


01
Mar 16
publicado por primaluce, às 12:59link do post | comentar

Ou será que foi Maurice de Gandillac que «forjou informações» na tradução a que temos acesso?

Ou seremos nós que vemos "o que ninguém vê" como tão elogiosamente - porém furibunda... - nos disse MJN?

Será ele, M. de Gandillac, o responsável pelas conclusões que tiramos do que se pode ler, no que traduziu?

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(Clic em cada imagem para legendas)

Imagens dedicadas à Professora-orientadora (MJN) que elogiou a aluna com a máxima: "Você vê coisas que ninguém vê!". Elogio que nunca esqueceremos, apesar de ter sido feito em tom demasiado «brusco», e diferentemente daquilo que em geral se ouve. Tanto mais que - com uma década de avanço (e outras metodologias muito mais eficazes) - afinal recebemos dados sensoriais e informativos há bastantes mais anos. Parece!?


17
Jan 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Arquitectura, Artes Decorativas, Design.

 

Quando é que a Arquitectura, ou as designadas «Artes Decorativas», que tantas vezes a complementam, não como equipamento e mobiliário solto, mas como elementos integrados e plasmados (built in - dizem os ingleses) na construção; quando é que esses elementos se soltaram e ganharam autonomia?

Mas, tentando mais clareza, pode-se pôr a questão de outra maneira: foi a Arquitectura que influenciou essas «Artes Menores», ou ao contrário, foram essas Artes como «objectos soltos» que passaram a influenciar a Arquitectura?

Esta é sim uma eterna questão, porque vem de muito longe.

Em nossa opinião, como nos exemplos que estão abaixo (um tecto, trabalho naturalista de Domingos Meira, e duas peças de loiça da Fábrica Bordalo Pinheiro) os estuques decorativos - plasmados na construção - um dia autonomizaram-se e ganharam um estatuto próprio, passando a objectos; se bem que quase contemporâneos dessas edificações, mas independentes delas.

No entanto, esse processo - das formas arquitectónicas influenciarem (aparentemente) os cenários extra-construção e os objectos que os formam, tal processo vinha já de trás; e dizemos que vinha de há um ou dois milénios antes, a ideia de que a Decoração (ler a explicação de 'Décor' dada por M. J. Maciel) era uma ênfase, concomitante com a ideia de adequação e conveniência, do vocabulário que também já estava na Arquitectura.

Assim, dizemos que só nesse sentido enfático (indo à Etimologia e ao vernáculo), é que faz sentido usar a designação Artes Decorativas. Ou, tentando exprimir melhor: as formas - e em geral estamos a referir as geométricas e as que são consideradas abstractas - constituíram uma linguagem: verdadeira linguagem que era disposta (ou composta e aglutinada, feita imagens e novos sintagmas visuais*) e que desse modo se distribuía por diferentes superfícies da construção, em sucessivas e repetidas afirmações, quase sempre, das mesmíssimas ideias.

Que eram a afirmação da Fé na Trindade Divina. Ou, que poderíamos também dizer, essas formas e as suas combinações (mais ou menos sintagmáticas, ou, com o tempo e depois de estabilizadas e aceites apenas paradigmáticas**) eram uma das muitas possíveis proclamações visuais do "Credo in unum Deum...: habitualmente mais conhecido como Símbolo de Niceia-Constantinopla.

Nesta nossa opinião (e imensas explicações inerentes, que são necessárias) está aqui muita informação, não destrinçada como hoje se tornou regra essencial fazer. Porém, não a fazendo pela imensidão do tema e falta de espaço, seria a partir dela, que mais uma vez insistiríamos em sucessivas e muitas outras explicações (e desdobramentos de ideias) que assim permitem compreender o passado e as evoluções que a Arte fez.

Não terminando ainda, lembra-se a capa de um livro de Gombrich que explica um pouco as Artes Decorativas, como as compreendeu, e como em geral (em nossa opinião) funcionaram quer no século XIX, quer durante o século XX. No entanto, e apesar do muito que em geral todos devemos a este autor, para a compreensão da Arte mais antiga, por isso mesmo não podemos estar de acordo com o sentido que viu nessas Artes Decorativas, e o referiu no dito livro.

Insiste-se, - sejam ou não primeiras luzes nesta temática? - o que hoje alguns chamam e vêem como Artes Decorativas, inicialmente foi uma língua: cujos vocábulos mudavam de escala, deixando de ser arco, ou suporte da construção para serem algo comparável a vários (ou um único) post-it.

Qual alfiz adjectivador (o dito post-it) colocado sobre uma porta, que assim indicava quem passasse sob essa mesma porta. Ou, qual tímpano de Arco Quebrado, ou as bandeiras (no século XVIII em forma de leque - fan door) e as vergas de portas, como as explicou já no século V-VI, o Pseudo-Dionísio, o Areopagita***.

A terminar, sabemos que hoje (cada vez mais) todos separam tudo, e que assim perderam a noção da história de muitos elementos estilísticos. E neste caso também a passagem para o Design, porque já o é, de peças que se inspiram nas formas colocadas (inscritas, moldadas) na arquitectura. Ou, indo mais longe, que aproveitaram para a moldagem do caulino, as mesmas técnicas que foram usadas (ou estavam ainda a ser desenvolvidas)  na moldagem do gesso.

Claro que este post é dedicado aos nossos orientadores de estudos pós-graduados, e também às instituições onde estão e se faz essa investigação (mestrados e doutoramentos) relativa à história dos estudos artísticos e à «formação» das chamadas escolas industriais. Aqui, pelo link, ler o que está na p. 27, e também as várias disciplinas que eram leccionadas, para se confirmar como na actualidade foram banidos conhecimentos que são essenciais, de cultura geral: Mas essa é já uma mensagem para outros, que não sabem qual é o papel do design, que em português se traduz (simplesmente) por projecto.

tecto-DomingosMeira2.jpg

FábricaBordaloPinheiro.jpg

FábricaBordaloPinheiro-detalhe.jpg

*Nos casos das obras mais criativas

**De quem teve que estudar e «tentar compreender» Semiologia nos longínquos anos de 1973-74

***Uma das melhores provas de que se faziam correspondências linguísticas ou de ideias (e assim atribuíam significados), às formas que se colocavam nas edificações. Num excerto que não nos cansaremos nunca de apresentar:

Porque é prova imbatível, contra todos os argumentos bacocos que ainda habitam várias instituições de Ensino Superior

A imensa prova de que no passado se acreditava na perspicácia da mente humana, coisa em que hoje a maioria não acredita: o que não deve admirar!


08
Jan 16
publicado por primaluce, às 16:00link do post | comentar

... lembrando que não se há-de calar

 

Depois, noutra oportunidade acrescentaremos algum comentário, ficando duas páginas de uma revista do SPGL, certamente posterior a Agosto de 2001*, que, obviamente, guardámos:

aNTÓNIOhESPANHA.JPG

(para melhor leitura)

aNTÓNIOhESPANHA-2.jpg

(para ler melhor - idem - opte por este tamanho)

Note-se que António Manuel Hespanha nasceu em 1945 - i. e., nem uma década nos separa, e o seu CV está disponível em: https://sites.google.com/site/antoniomanuelhespanha/home/curriculum-vitae.

A lição que há muito retirámos - para além dos bandos (e bandidos, acrescenta-se) que refere no seu artigo, dedicado a uma história do futuro - tem a ver com o mestrado que nunca deveríamos ter feito (apesar das imensas vantagens que nos deu...). E que, também, nem sequer deveríamos ter «tentado» o doutoramento, com o objectivo claro de aprofundar os materiais e as temáticas extraordinárias que fomos percorrendo e obtendo. Como sabemos, nalguns casos o Ensino que se diz Superior está a saque e os sucessivos Ministérios, a FCT ou a Agência A3ES, são cúmplices que não corrigem nem denunciam a gravidade da situação.

~~~~~~~~~~

*Um Verão repleto de «disparates» que assim dirigiu os nossos passos para o Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras.

E pensando em Historiadores, seria interessante, porque não?, pôr a par algumas incompreensões de Maria João Baptista Neto e as de M. Beryl Smalley, relativamente à «Estética Medieval» versus alguns escritos de Hugh of St Victor. A ver vamos, pois assim a nossa orientadora poderia perceber que não é caso único. Ou também, daria razão a Henri De Lubac e M.-D. Chenu, poderia enfim compreender como algumas lógicas medievais eram tão simples, «quase infantis».


22
Dez 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

A esses «desentendimentos» referidos acima temos chamado paradoxos. Sim Paradoxos Científicos!

Pois é o que são, já que se tratam de perplexidades quando realmente se tiram conclusões (retira-as quem sabe ver) daquilo que lhe é dado ao olhar. E note-se que retirar conclusões, fundamentadas, não é atirar com ideias para o ar, mas sim entender, e saber explicar, como as formas geométricas se transformam, geram sinónimos e significados, por exemplo ainda, como se adaptam às superficies e volumes em que são colocadas.

 

Há anos (já há cerca de 12 anos!), no nosso trabalho sobre Monserrate escrevemos o que se segue:

"No capítulo anterior, já se tinha realçado que em S. Lorenzo em Turim, obra da autoria de Guarino Guarini, o tecto concretiza a três dimensões, um Diagrama Medieval, presente na obra Liber de Natura Rerum de Isidoro de Sevilha. Mas também os desenhos deste Arquitecto de Turim (c.1656-59) para a Igreja da Divina Providência, obra que os Teatinos queriam realizar em Lisboa , pelo que nos é dado interpretar, tinham como objectivo fazer uma síntese entre formas clássicas de génese greco-latina, e formas da Idade Média. Mas ainda se atentarmos às portas (e aos vãos em geral) de muitas casas nobres em Portugal, veremos aí, especialmente nas suas bandeiras, entre os vidros, os pinázios de madeira formam arcos de círculo; ou radiais dentro de um semi-círculo, podendo encontrar-se inúmeras variantes. Julga-se que opções como estas, à data da sua construção, seriam ainda entendidas. Actualmente serão para alguns, vagas reminiscências do neogótico;..."

Mas, só a partir de 2014 com a tese de Marta Ribeiro* - orientada por Maria João Neto**, e este ano em 2015, num trabalho que a própria Maria João Baptista Neto resolveu publicar - aproveitando os restos que desinteressadamente desprezámos;

Enfim, praticamente só agora é que a Faculdade de Letras começou a deixar sair - como se fossem, principalmente, informações suas, ou até mérito seu, uma grande série de dados que nós recolhemos, constatações várias que fizemos e conclusões que naturalmente - sem barreiras mentais, já que a isso estamos habituados, thanks God,  nós retirámos.

Sem qualquer dúvida está-se perante uma nova História da Arte, como ainda fomos a tempo de incluir no titulo do nosso trabalho, e assim publicado pela Livros Horizonte.

Uma editora que tem o mérito de saber ver no Horizonte aquilo que está para vir, bem ao contrário do que se passa em várias instituições de Ensino Superior, e como a Faculdade de Letras faz o favor de continuar a ser um paradigma. Professores do Instituto de História da Arte (IHA) para quem Psicologia, Linguística ou Neurociências dizem nada...

Tudo isto vem a propósito da imagem seguinte, que é (nossa opinião) de uma imensa beleza, pela sua história e génese que teve: estão na página texto e fotografia a propósito dos azulejos de uma cozinha de Espanha. Em cujo desenho está iconografia que também noutras zonas ibéricas existe desde o século IV, e que pode ter influenciado alguns trabalhos de Isidoro de Sevilha, e as sistematizações que produziu? Num tempo em que, lembre-se, Deus e a Natureza eram o mesmo; ou a Natureza a melhor expressão de Deus...?

PADRÕES-ISIDOROdeSEVILHA-VENTOS-ES.jpg

(clic para legenda)

Seja como for (?) - num tempo como o actual, em que a religião continua a ser arrogantemente desprezada - na verdade sabemos que há autores, conhecemo-los, que estabelecem relações de correspondência linguística/ significante, entre vários sinais da Iconografia Cristã e os Diagramas de Ventos de Isidoro de Sevilha. Sinais que foram adoptados para aludir a Deus e muito especificamente ao Espírito Santo.

Por fim o que está no titulo do post de hoje, dia do Solstício de Inverno: enquanto houver barreiras cientificas e a imagem não for considerada (na actualidade) como fonte de conhecimentos - a que foi no passado -; até lá os Historiadores de Arte e as instituições que os mesmos dirigem, não são apenas instituições de académicos retrógrados, mas motores anti-desenvolvimento; até fazedores de mentiras...

*http://primaluce.blogs.sapo.pt/que-amoroso-235344
http://primaluce.blogs.sapo.pt/sobre-a-competencia-no-instituto-de-237845
http://primaluce.blogs.sapo.pt/ainda-bem-que-comprovadamente-maria-277680

**Sigam as tags


14
Dez 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... ampliaram e adquiriram tridimensionalidade.

 

A Arquitectura é, etimologicamente, a construção principal: i. e., a construção (tectura) + principal (arqui).

E essa primazia da edificação- que devia ter estava na linguagem empregue, pois os sinais que se complexificaram e passaram a existir não apenas no plano, mas também a envolver, a separar do exterior e a proteger; esses sinais que se usavam eram significantes.

Claro que tudo isso ligado por "...regras mecanicas de fabricar..." como escreveu Cirilo Wolkmar Machado.

Assim, o que escrevemos e citámos em 2004* dizia já muito sobre o Gótico e as suas Origens que Maria João Baptista Neto ansiava por compreender.

Leiam, agora que há muito mais


18
Set 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Ainda alguns posts sobre os chamados Círculos de Venn, e a sua importância para a Iconografia dos «estilos históricos», ou, da Arquitectura Tradicional:

 

Deverá ...

 

“(...)deveria acrescentar-se que figuras como os «Círculos de Venn» nos apareceram centenas de vezes nos projectos dos alunos, para traduzirem/resumirem ideias que associavam às diferentes zonas dos espaços a criar?”

Deveria acrescentar-se como é normalmente feito um projecto? O que são «Plantas de Zonamentos» que os alunos (várias vezes) são ensinados a fazer?

O que pode conduzir a uma 3ª, 4ª, 5ª... pergunta:

O que é que a Arquitectura tem a ver com esquemas, mapas e com caligrafias?

Ou com rabiscos (doodles)?

Porque é que os Ornamentos Arquitectónicos, os relevos e incisões (escritas) na pedra, são esquemas, mapas, caligrafias, rabiscos, explicativos/alusivos ao Deus-Cristão?

Venn-stainedglass-gonville-caius.jpg

ensaio0.jpg

ensaio.jpg

Image0110.JPG

 (clic sobre as imagens)

Embora, e apesar de algumas legendas, se espere que as imagens falem e os historiadores as saibam ler...

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/

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*A grande rã que precisa da boleia de um caracol...

Para compreender as Sínteses Arquitectónicas


21
Ago 15
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

... estão ainda muito longe de terminar os epílogos de um mestrado defendido na Sala D. Pedro V da Faculdade de Letras de Lisboa, em 31.01.2005.

Thanks God pela escolha da sala, e por tudo aquilo em que, até esse dia, MJN sempre se empenhou!

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/

 


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