Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
14
Fev 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... porque é deles o Reino dos Céus".

 

E o do sono, acrescentamos nós!

arcadas-entrelaçadas-EGAS MONIZ.bmp

Porque cada vez que vemos esta imagem ela é para nós uma das mais pacificadoras. Embora também nos lembre que Martin Kemp escreveu sobre a mesma, que é insignificante*.

Acontece que, considerando esse autor e a sua influência para a historiografia da Arte, vemos, como é nítido e necessário que uma Nova História da Arquitectura (de preferência com influência e contributos vindos de Dana Arnold) se venha a afirmar.

Ou seja, e como defende a arquitecta/historiadora inglesa (contrariando G. Vasari) pretende que os autores sejam vistos - incluídos e submetidos - às principais tendências da época em que viveram: i. e., de acordo com um Zeitgeist de que já escrevemos vários posts

Procurem-nos, para captar o que Dana Arnold defende, e as ideias com que se está de acordo...

~~~~~~~~~~~~

*Como é MOUCO um MEC que dorme 


24
Out 16
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

... os «plágios» de MJN ainda não incomodaram: pois vendo bem, pelo que se lê, até está a ampliar as nossas ideias, em temas e em terrenos que já tínhamos marcado, de várias formas, previamente.

Fica contentinha a repetir o que escrevemos, de outra maneira?

Ainda bem

 


23
Out 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... por tanta bondade. Genuína (mesmo sem ironia!) e na sua melhor expressão.

 

Quem sabe como se forma a palavra símbolo, e depois simbolicamente - o advérbio de modo; então esse alguém também sabe de diálogos e de diacronias. Do que se diferencia e agita, e parece querer baralhar exprimindo-se por um simples di, ou dia (feito prefixo há séculos ou há milénios?).

Ou seja, o diabo (diábolo, diabinhos, etc.) não existe. E se há muitos - tantos ou imensas pessoas (o que é um número e uma óptima questão para ser definida pelo «sujeitinho« da quantidade de informação!); é que se há inúmeras pessoas que nas suas vidas vão tentando encontrar, e procurando Deus, mais as provas físicas e positivas da sua existência, então (mas isto é para nós) faz ainda menor sentido que haja quem queira expulsar demónios, ou fazer exorcismos...

É assim que pensamos, à luz de primaluce: para nós diabo é um prefixo, acrescentado a um bolo. Um prefixo que significa a falta de convergência, a des-sintonia, a divisão, a baralhação... (como acontece com sincronia e diacronia).

E se existe a vontade de alguém em criar tudo isso, pode não ser apenas uma pessoa, mas um conjunto bem orquestrado (por quem?).

Veja-se Maria João Baptista Neto a publicar livros com base no nosso Monserrate, a cuja génese mais do que assistiu, pois guiou, intrometeu-se como lhe competia, e aqui e ali fez bem. E também fez mal, e teve dores (no fundo do braço), querendo continuar a fazer o maior mal.

Que continue, deseja-se imenso êxito!

Fernando António Baptista Pereira, idem aspas, fez imenso bem, pôs-nos questões interessantes e óptimas, e também fez questão de se portar vergonhosamente.

Dele temos vária correspondência, onde ressalta, nas últimas mensagens de 2012 a promessa que iria ler o nosso trabalho: diferentes, porém convergentes (quantos?) documentos que lhe fomos entregando desde 2006 (e que segundo afirmou em 2012, ainda não tinha tido tempo para ler...) Desde ou a partir de 2006, quando 30 anos depois regressámos a Belas-Artes, que entretanto deixara de se chamar Escola Superior - a que frequentámos até Dez. 1976, quando acabámos a licenciatura, e que passou depois a ser Faculdade.

Temos depois o IADE, a nossa instituição a cujos quadros pertencemos desde 1976. E onde em 2008, por isso mesmo, por razões que sempre soubemos serem mais afectivas do que de ordem racional; em Junho de 2008 - e, SIMBOLICAMENTE, a coincidir com o dia em que deixou de estar presente, e foi substituída, a primeira administração: que tinha fundado o IADE! Nesse belo dia, que o foi como bem nos lembramos, a editora Livros Horizonte lançava o nosso estudo sobre Monserrate, com o titulo uma Nova História.

Titulo que resultou de várias conversas com Rogério Mendes de Moura, o editor que me deu o imenso prazer de publicar o meu estudo, praticamente sem alterações, mas acrescido das «revisões» (que não eram fáceis) mas tiveram a máxima qualidade.

Diabinhos é da nossa gíria - pois não há que acreditar no diabo. Aqui há antes um Deo Gratias como está no título, embora haja e continue a haver uma «maltosa concertada», cada um deles com os seus objectivos, a retirar do nosso trabalho:

Maria João Neto, a aproveitar e a reciclar ao máximo, tudo o que ficou no IHA da FLUL, julgando que eu morri? E como se faz na Cortiça ou no Porco, a não querer desperdiçar um só mg!

Fernando António Baptista Pereira, sempre sem tempo, terá tido pavor que fizéssemos uma História da Arte como (graças a Deus nos disse várias vezes e) repetiu vezes sem conta... Só ele sabe do que vai na sua mente! Por mim, os elogios, de me dizer que estava a querer fazer uma História da Arte, acho que já ficaram agradecidos?

No IADE - o  Carlos Duarte, sabendo do «valor imenso» das suas teses, como elas são lógicas e evidentes; também dos nossos anos de casa e a experiência profissional que temos, fez então o favor de também ter os seus (dele) «pavores»:

Que conseguíssemos acabar o Doutoramento! Que depois de um Mestrado para o qual o IADE nos deu a correspondente dispensa sabática, completássemos um Doutoramento que - e depois de publicado o mestrado, se aquilo só é/era um mestrado - então obviamente esse nosso Doutoramento tinha que ser por todos os meios*, impedida de o conseguir concretizar/terminar...

E aqui terminamos nós este post, a exprimir a nossa fé na não existência do Diabo!

Com a certeza de que o que há são palermas medíocres: tão tão tão medíocres (que nem para badalo de sino algum dia eles dariam!).

Palermas iguais aos Secretários de Estado, aos Primeiros Ministros, e aos Ministros-Adjuntos; ou iguais aos Donos de Bancos e Disto Tudo - que não lhes bastando o que têm, fazem o favor de vender a Alma, em público.

Nuínhos (como a Negra Fulô) e o mais despudoradamente que lhes fôr possível, para que se saiba aquilo que verdadeiramente os habita.

Embora sejam corpos e mentes horríveis, ainda bem - i. e., Deo Gratias - por toda a luz que nos deixa ver, e dá a capacidade para distinguir.

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*Diabolicamente?


23
Abr 16
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Mas que, infelizmente para esses muitos praticantes, aqui não entrou: seremos excepção, nós não o cometemos!

 

Adorariam que o tivéssemos cometido, para poderem apontar o dedo, porém, para esses, é o contrário que os «eriça». Que não tenhamos tido necessidade de andar por aí a copiar, e que tivéssemos visto que, exactamente o oposto, andam todos muito enganados. Porque seguem autores e ideias que se desviaram substancialmente do essencial. Aliás, é tal o hábito de ser seguidor de outros que uma das fúrias de Maria João Neto (quiçá importante dúvida epistemológica, e que fique com quem a tem!) foi expressa nestes termos - estes sim bastante originais, pois embora com muito menos fúria vamos estando a habituados a ouvir sobre esta mesma ideia:

Você vê coisas que ninguém vê.

Porque é que você vê coisas que ninguém vê?

Mas porque é que ninguém viu antes...?

Ou seja (além de sorrisos e risos), é assim que interpretamos, aqui está a nossa visão, para tão furibunda asserção: A referida professora, insegura, quer continuar a seguir outros estudiosos, em vez de por si aprofundar os temas que lhe interessam (e em geral, é pecha, todos fazem isto - eles seguem-nos - aos melhores autores*). Mas, não nos considerando a nós com «calibre» suficiente para ser seguida, então a dita (ex-orientadora) teve que optar por fazer outros caminhos.

Thanks God - pois como se pode ver há carroças demasiado pesadas, e é alguém por quem não queremos puxar! Que vá por ela (só que, grande ironia, não foi isso que a dita fez...). Havendo no seu Monserrate alguns casos muito interessantes.

E um desses, detectámo-lo aliás na rápida leitura que fizemos nesse seu Monserrate, que segue o nosso a 10 anos de distância, e a pegar nalguns temas que nunca nos interessaram (embora fossem muito queridos da AAM). Isto é, a Associação dos Amigos de Monserrate, fortemente ancorada no que foi o passado da Feitoria de Lisboa, sempre pretendeu valorizar a acção das pessoas intervenientes e ligadas ao palacete. Enquanto nós, pela nossa (de)formação profissional sempre estivemos intrigados por grandes séries de formas e de ornamentos que o Palácio de Monserrate ainda patenteia: apesar de ter sido bastante transformado e danificado (inclusive em restauros recentes). Também em estabelecer pontes com o Pavilhão Real de Brighton, frequentemente dado como fonte para o que se fez nos meados de 1860 em Monserrate, e que já tínhamos visitado alguns anos antes...

Mas enfim, para Maria João Baptista Neto, como aliás já se tinha verificado noutras circunstâncias, para ela, aparentemente (?) é em geral mais fácil pôr os outros «a desenvolver» do que a própria, inclusive ela a conseguir evoluir? Pois deve recear arriscar..., Pôr pé em ramo verde? Provocar o que está estabelecido!? Pouco interessa pois fomos mais formados para inovar do que para seguir acriticamente...Embora em História da Arte importe o essencial, que é saber pensar com a própria cabeça e não forçosamente «com a do chefe»...

E assim, com a assertividade lá muito em baixo, no seu Monserrate, face a algumas das nossas interpretações e explicações** (muito nossas, e com as quais deve ter concordado?), se por acaso algum outro autor já tiver dito o mesmo que nós dissemos, mesmo que o tenha escrito/dito há décadas ou séculos (mas sempre antes de 2005), então, claro que essa nossa ex-orientadora prefere citar esse outro, e não a própria aluna que deve ter tido o imenso azar de orientar? E sabe-se lá, aliás, para cúmulo, o imenso azar de com ela ter aprendido alguma coisinha...? Só que, by the way, chegou a haver elogios sobre isso (vindos de Vítor Serrão, mas como foram feitos antes da defesa da nossa tese, em que tanto o «incomodámos», claro que depois da data dessa defesa foi assunto que morreu...)

Em suma: Azarucho o deles! Pois são memórias nossas, que as temos, e não são poucas. Algumas bem divertidas da nossa passagem pela FLUL entre 2001 e 2005, que adorámos.

Passemos então a um dos exemplos, que demos logo por ele (mas há vários outros...) no Monserrate de Maria João Baptista Neto: está na explicação/justificação de um pano suspenso - a lembrar uma tenda, que acentua o cunho arquitectónico, misto (e ambíguo) ocidente-oriente - colocado sobre a mesa da casa de jantar oitocentista, a fazer de sub-tecto.

Acontece que na nossa vida passámos centenas de vezes por este problema (que não foi exclusivo do século XIX), e que é notório em cantinas e restaurantes «meio-beroscas». Dir-se-ia nestes moldes, já que mais ou menos é regra em todos aqueles espaços em que «não houve projecto» e portanto também ninguém se lembrou que existe um fenómeno comummente designado reverberação acústica: i. e,. a reflexão dos sons que é preciso serem absorvidos para não ficarem «livres e a ecoar» no espaço***.

Sépia_MONSERRATE.bmp

(About Reverberation Time - RT)

Por isso, logo que vimos a fotografia acima reagimos imediatamente a interpretar o que teria acontecido, e, como é óbvio, a perceber o toque artístico/habilidoso de alguém, que, «de uma só cajadada, conseguiu matar dois coelhos»: Resolvendo assim um problema muito específico de design ambiental.

Pois então, não lhe bastando esta interpretação - que é muito nossa, pois resulta de anos de experiência, e foi expressa oral e espontaneamente, face a uma fotografia algo surpreendente-; eis que a dita historiadora conseguiu encontrar num autor antigo, reputado, afamado, o mesmo que lhe dissemos de viva voz numa qualquer das muitas reuniões de trabalho do mestrado... Isto é, lá conseguiu arranjar, já dito por alguém, outro, que o viu antes de nós (o que não admira!), a mesma banalidade capaz de justificar insólito registo

Moral desta historieta (que por acaso conseguiu não versar a invídia):

Não é nada difícil pensar, e nesse pensamento conseguir encontrar cruzamentos entre a História da Arte, a Arquitectura e o verdadeiro Design Ambiental: aquele que procura soluções para concretizar uma vivência confortável em qualquer espaço 

~~~~~~~~~~~~~~

*E um desses exemplos é José-Augusto França.

**Que as fizemos livremente, com o nosso equipamento intelectual que fomos adquirindo em 25-30 anos de profissão e em 2002 constava no nosso arquivo mental. Mas Maria João Baptista Neto, ainda bem, teve a sorte de ter muito mais tempo (mas nem poderíamos saber que um dia estaria em concorrência connosco!), e ter conseguido obter o livro de Priscilla Metcalf que estudou, ao que sabemos com razoável profundidade, a obra de James Knowles.

***Mais, durante várias décadas ensinávamos aos alunos do IADE a chamada Fórmula de Sabine (que aprendemos nos fantásticos apontamentos para os estudantes da ESBAL de António Lobato Faria); ensinando-os a calcular o que se designa Tempo de Reverberação. O qual, num Espaço com as dimensões (cubicagem) da Casa de Jantar de Monserrate, com paredes de Estuque, predominantemente lisas - que muitos anos ajudaram a endurecer. Esse tempo de reverberação poderia rondar os 2 segundos. O que, convenhamos, estaria muito perto do ensurdecedor, sendo dificílimo fazer a «separação» dos sons, e portanto conseguir uma desejável inteligibilidade da palavra:

Em resumo: Se visualmente parece (hoje) que houve um pano de feirante no tecto da Casa de Jantar da família Cook, acusticamente, para eles (ingleses), o ambiente mudou. Porque todas as conversas cruzadas dos vários convivas que estivessem sentados à mesa, do ponto de vista ambiental (ou das ondas sonoras invisíveis) isso seria bem pior que uma feira:

O verdadeiro massacre sonoro!


05
Fev 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

..., é uma frase bem gira de António Quadros, que a escreveu.

 

Mas, já explicámos que não concordamos com ela. Aliás, se seguíssemos Cirilo Wolkmar Machado poderíamos constatar que este autor não se refere a uma escrita ibérica, mas a algo vindo do Oriente. Portanto vindo de um pouco mais longe, mas que é assim (como já várias vezes citámos a passagem seguinte), desse modo que Cirilo faz alusão a uma escrita: “...Os homens começarão no oriente a fazer imagens que erão como nomes ou ieroglifos...”

Acontece que isto de Investigar, é mesmo  - em nossa opinião - uma das actividades mais interessantes que se podem desenvolver: e que, equiparável (seja ou não «impactante» por haver quem esconda os resultados), não nos parece que haja muitas mais hipóteses, de outras actividades igualmente interessantes? A não ser o Ensino...?

Só que, talvez porque não temos parado de ter óptimos sucessos?, - pois sempre que pegamos em livros de autores mais antigos, e nascidos há mais anos - do que a maioria dos nossos contemporâneos que se auto-proclamam estudiosos, doutores e investigadores (mas que resolveram desprezar os referidos autores mais antigos); nesses trabalhos dos antigos, geralmente encontramos informações fantásticas, para a partir delas se pode perceber o que se passou lá atrás, em tempos que os investigadores de hoje, eles próprios tornam obscuros.

De entre essas informações estão as de alguém que foi um enorme sábio, chamado E.H. Gombrich, e é dele o excerto a seguir, que nos diverte bastante, tal como a referência a Champollion que foi feita por António Quadros. Como podem ler, ambos (Gombrich e A. Quadros) deram grande importância à descoberta - quando no futuro a mesma acontecesse... - do que consideraram ter sido uma escrita*:

"Não há feitiço mais potente do que aquele lançado pelos misteriosos símbolos de cujo sentido se esqueceu. Quem pode dizer que sabedoria antiga pode estar incorporada nessas enigmáticas configurações e formas? A aura em torno dos hieróglifos egípcios antes que pudessem ser lidos é apenas um exemplo desse apelo que exerce o desconhecido sobre a imaginação humana. A busca pelas origens, pelo conhecimento  e sabedoria primevos, procura o apoio de qualquer sinal visível ao qual possa ser associada. Os estudiosos da cultura podem outra vez ser lembrados da comparação entre a história dos motivos e a história da etimologia (...)

O mesmo que ocorre com a etimologia se dá com os 'designs'. Em ambos os casos as especulações são particularmente despertadas por questões religiosas (...) "**.

Por fim, temos nós que dizer que as nossas dificuldades como já deixado no post anterior vão ter que terminar (por simples falta de espaço...). Mas sem que ainda se saiba o como? Pois não nos parece que instituições honestas, e ambiciosas, queiram estar no Ensino - que se quer de qualidade - a depender de gente que não é de confiança, e que nem pode dar garantias de uma seriedade mínima? Parece-nos e perguntamos, como  fazemos sempre que temos dúvidas.

Entretanto, vamos continuando a estudar, e a investigar 'non stop', enquanto se aguarda que os empecilhos de hoje*** resolvam «mudar de actuação», resolvam aprender, e com novas informações (um "empowerment" de que precisam), consigam ficar aptos para compreender que todos temos um passado que, permanentemente influi na nossa criatividade, nas obras e propostas que vamos inventando...

DSCN7097.JPG

Por nós o prazer de estudar e de investigar veio substituir o de ensinar, e 'tá-se optimo...

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*Escrita que - como também já apresentámos aos nossos leitores esse excerto muito específico -, para o Pseudo-Dionísio (dito o Areopagita) foi uma "escrita de Arquitectos". Como podem confirmar em -

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/vaos-e-vergas-ainda-as-notas-de-um-69479, no texto que começa assim: "As vergas indicam o poder real, a soberania,..." (etc.)

**Claro que quanto a esta passagem de Gombrich, hoje citada, ela está carregada de ideias (que estão correctíssimas, e ainda bem que a descobrimos) só que, por enquanto não interessa deixar mais nada..., pois não queremos facilitar ainda mais a vida de gente desonesta.

***Destruidores, a quem (ainda) ninguém obrigou a pagar o que andam a destruir. Só que, seria bom que o fizessem!


29
Dez 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Sim, pobres coitados que nós todos somos, quando vamos pondo tudo dentro de uma única Caixinha, sem mais hipóteses...?

 

A arquitectura foi muita «coisa», inclusive "Machina memorialis" como tão bem provou Mary Carruthers.

Émile Mâle também colocou exactamente esta questão, embora de outra maneira bem diferente, referindo-se a uma materialização da Bíblia, que ficou concretizada nas formas arquitectónicas.

Quando agora todos nós escrevemos muito menos - o que desde as nossas 1ªs classes (i. e., desde os 6-8 anos de idade) sempre foi um modo de memorizar; quando agora retiramos da frente (dos olhos) muitas das coisas de que nos devíamos lembrar, e portanto se aplica o "Longe da Vista: longe do Coração!"...

Sim, com estas técnicas nossas contemporâneas de tudo ir desmaterializando - e apetecia meter aqui, agora, a Quilha da Arca de Noé...* - deste modo, é verdade que está tudo dentro de uma única caixinha (arrumadíssimo é verdade), a qual, se nos falhar, também nos leva tudo!

Memórias? Cadê? Psssssss...,

Evaporaram-se!

E o que podem ter a ver as Neurociencias, "avec:

L’évolution de nos bureaux"?

Depois, e como prova de que o ensino (e a memória) sempre precisou de imagens e diferentes «materiais didácticos», o link acima levou-nos a produções de outros autores (que não nossas), ajudando a pensar no que se anda a fazer. Neste mundo novo que andamos a desenhar/criar:

Assim, claro que esta é uma questão de Design..., e da Memória

~~~~~~~~~~~~~~

*Vinha mesmo a propósito este assunto, que é aliás bem divertido:

Já que Maria João Baptista Neto ficou muito zangada por termos aludido a essa machina memorialis (ou metáfora - a dita Quilha) na nossa tese sobre Monserrate, tendo chegado ao ponto de «nos corrigir». Ora quem ler James Murphy e o Restauro do Mosteiro de Santa Maria da Vitória no Século XIX, da autoria de Maria João Baptista Neto, Editorial Estampa, Lisboa, 1997, lá encontrará, nas pp. 26 e 38, a referência a essa Quilha. E, acontece que a mesma já foi objecto de estudos (só) um pouco mais eruditos do que os de Maria João Baptista Neto. Aqui, não desfazendo, claro! Até porque aprendemos imenso com essa Professora (que fez um transporte de informações, em minha opinião fabuloso, e do qual, agora, estará arrependida?), e apenas o IADE, entre «outros», quer continuar a esconder este facto!


28
Dez 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

...claro que muitas vezes já pensámos nisto*:

 

Que o IHA da FLUL nos quer colocar numa situação semelhante à de Jorge Filipe de Almeida e de Maria Manuela Barroso de Albuquerque, porém, acontece que estivemos lá, desde Outubro de 2001 a 31 de Janeiro de 2005.

E só não fizemos aí o doutoramento porque os seus responsáveis nos expulsaram: aliás, como se fossemos estranhos, talvez equivalente ao que lá ouvimos sobre Jorge Filipe de Almeida e de Maria Manuela Barroso de Albuquerque?

Só que não somos. A investigação fantástica que fizemos devemo-la aos mesmos «profs» que depois fizeram questão de nos expulsar.

Porque é assim a Ciência em Portugal!

Acontece que hoje passa tudo pela caixa, e há docs que não se deitam fora: como os gatafunhos, minúsculos, de uma orientadora que corrigiu «as provas» da orientanda (e hoje finge que a desconhece, o que pode dar jeito...)**

ConversasComDoodles

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*Até porque houve PROFs. de outras Faculdades e Universidades que nos alertaram para isto mesmo: a falta de honestidade, ou as guerrinhas ridículas que decidiram empreender

**Pois é, não tratámos como lixo (a arquitectura habituou-nos a isso!) os drafts dos nossos escritos. Sobretudo quando percebemos as enormes desonestidades intelectuais que estavam a avolumar-se e a ganhar forma: poderiam vir a ser necessárias algumas provas. Exemplo é o que Maria João Baptista Neto escreveu (e em especial o que não escreveu e omitiu) ao publicar em 2015 um livro sobre o Palácio de Monserrate. Livro que, obviamente, não vamos comprar...

Já que as Origens do Gótico (e outros temas, como explicitado por E. Gombrich) são um assunto muito  mais rico e intelectualmente desafiante


07
Dez 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... tanto que já nem nos lembramos (ou esquecemos praticamente)*:

 

Houve um senhor que nos convidou para trabalhar com ele, nestes termos: "Venha trabalhar comigo, venha ser os olhos e os ouvidos do Imperador!"

Ao que pensámos: Mas..., «Imperadores» destes, conhecem-se tantos...?!

Et pour cause, lá se inventou um chorrilho de desculpas, bem mais do que piedosas mentiras, não fosse o auto-proclamado imperador ficar muito ofendido com uma recusa (que para a generalidade das pessoas seria uma oferta irrecusável!).

Assim dissemos que estávamos num projecto que não queríamos abandonar, que não éramos Funcionários Públicos e portanto sem ligação ao Estado, no qual não poderíamos entrar, etc., etc. O tal chorrilho...

Claro que perdemos loucuras (dinheiro, comodidades...); mas não de independência, menos ainda de oportunidades como foi fazer os estudos sobre Monserrate e depois tudo aquilo ao que esses estudos nos conduziram.

Mas enfim, claro que perdemos, é verdade: o facto de poder assistir de muito perto à ascensão de quem hoje tudo comanda à volta da Praça do Império...

Semelhantemente, ou por «um conseguimento equivalente», assistimos ao surgir dos Amigos de Monserrate, para os quais nunca fomos tidos ou achados. Idem: lá para os idos de 80/90.

E como se não bastassem os milhares de alunos que tivemos, o que lhes transmitimos e assim trabalhámos (com resultados óptimos para quem ensinou - como na letra de uma canção brasileira...) agora começa-se a usar a expressão Iconografia Cristã - como titulo de uma exposição!** - e um dia se chegará ao termo Iconoteologia.

É a Força das Ideias - que não deixaremos de espalhar (graças às novas tecnologias); é a força de lógicas, mesmo que inovadoras, que um dia conseguem, senão mudar o mundo, pelo menos mudar o curso do pensamento de alguns (mesmo que tenham sido poucos os que entenderam o alcance do que se lhes ensinou***?).

Corresponde enfim ao que está no nosso trabalho nos muito sinceros Agradecimentos (ver página 7, versão original/policopiada), dirigidos a quem tudo fez para nos mudar a cabeça:

"É à Professora Doutora Maria João Baptista Neto, que verdadeiramente se dedica este trabalho. Ele dá continuidade e porventura projectará no futuro, algumas temáticas que tem aprofundado.

Ao apontar o caminho rico das «Origens do Gótico» permitiu-nos desenvolver uma demanda, nunca por nós imaginada que se revelou muito gratificante. Ultrapassámos a compreensão de Monserrate, enquadrando a obra no seu verdadeiro fundo histórico. Fazer o trabalho foi um enorme prazer."

monserr-portahall.jpg

coberturas-monserrate-2-2004.jpg

(imagens, respectivamente, de 1987 e 2004)

~~~~~~~~~~~~

*Porém foi na década de 80, podendo hoje ter a certeza (com pés bem assentes na terra, teluricamente) de que uma educação completa passa por ensinar o que é a realidade, as verdades históricas, e como das mesmas se tiram lições, mesmo que mini-lições de carácter moral.

**Museu Diocesano de Santarém: Arte e Iconografia Cristã: http://www.museudiocesanodesantarem.pt/wp-content/uploads/2015/11/Arte_e_Liturgia_Crista_web_completo.jpg

***Razão de ser professor (e não para nos esconderem as ideias)


26
Nov 15
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

e portanto também burros, felizmente.

 

Aos pobres dos burros ficou ligada, e perdura (infelizmente), a chamada burrice asinina!

DYI-do it yourself-2.jpg

E hoje, a menos de 1 Mês do Natal, sugerimos que inventem brinquedos - é o que fazemos - para as Crianças da família: gostam mais, e é uma forma de exercício criativo


24
Nov 15
publicado por primaluce, às 13:00link do post | comentar

Valerá a pena, ainda hoje, relacionar a Arquitectura (antiga) com a Teologia?

Valerá a pena querer ir mais longe do que aquilo que normalmente se ensina nas escolas: mesmo naquelas que se dizem de Ensino Superior?
Valerá a pena defender que é preciso dar conteúdos científicos – e não apenas aulas práticas... (???) – no Ensino Superior Artístico? Sobretudo quando o que se ensina no Secundário é mesmo «poucochinho»: sendo esse pouco a espinha dorsal da imensa informação (boa ou não) que actualmente se pode recolher em qualquer sítio.

Informação que depois se vai arrumar em função daquilo que o Ensino Secundário permitiu aprender... E saberão, os que aqui vêm ler (i. e., um certo sr.), que o mais importante não é o que se conhece, mas como se sistematizam os conhecimentos?

 

Enfim, depois das perguntas o excerto que não nos surpreendeu**, quando há uns dias o encontrámos (em português, edição Aletheia):

“Nobody can understand the greatness of the thirteenth century, who does not realise that it was a great growth of new things produced by a living thing. In that sense it was really bolder and freer than what we call the Renaissance, which was a resurrection of old things discovered in a dead thing. In that sense medievalism was not a Renascence, but rather a Nascence. It did not model its temples upon the tombs, or call up dead gods from Hades. It made an architecture as new as modern engineering; indeed it still remains the most modern architecture. Only it was followed at the Renaissance by a more antiquated architecture.
In that sense the Renaissance might be called the Relapse. Whatever may be said of the Gothic and the Gospel according to St. Thomas, they were not a Relapse. It was a new thrust like the titanic thrust of Gothic engineering; and its strength was in a God who makes all things new.

In a word, St. Thomas was making Christendom more Christian in making it more Aristotelian…”

Excerto vindo de: http://gutenberg.net.au/ebooks01/0100331.txt

Claro que a grandeza do século XIII a que Chesterton se refere, é ainda hoje visível, em vários (todos...?) países da Europa. Numa Arquitectura, que, com frequência, tem expressões regionais diferentes, marcadas por expressões religiosas (nuances - postas em ornamentos falantes) também diferentes.

Há muito (em quantidade e doses de informação) que é essencial compreender, e aqui as elites (se o são?), têm um papel fundamental: Os meios de comunicação irão talvez reencontrar o seu papel junto de um público que está sempre ávido, seja de notícias, seja do conhecimento da sua própria cultura?

Embora muitas vezes lhe dêem apenas literatura romanceada, romances históricos e best sellers tão empolgantes quanto desviantes daquilo que parece*** mais importante ser conhecido e apreendido.

~~~~~~~~~~~~~~

*Neste caso G. K. Chesterton - um autor que desconhecíamos. Mas, ao que parece, este fenómeno é amplo, pois apesar de Chesterton ter dado sequência a autores como Ruskin, vários reclamam que tem sido esquecido. Ora a modernidade e a clarividência com que escreveu, por exemplo a comparar S. Francisco e S. Tomás, deviam levar a uma maior difusão da sua obra, a uma vontade de o conhecer. Porque através dele chega-se mais atrás, a uma parte da história das religiões, que, mais do que nunca (parece-nos?) daria jeito conhecer.  

**Já que foi «isto» que fomos encontrando ao longo das nossas investigações; as de um doutoramento que, em 2008 - enquanto alguns se apoderavam das carreiras dos docentes mais antigos de uma certa escola - no nosso caso, estávamos verdadeiramente fascinados com aquilo que se estava a encontrar. Não tanto ao nível das ideias gerais (como as de um Émile Mâle), mas ao nível dos exemplos concretos com que nos íamos deparando. E como Chesterton explica e descreve sobre a Filosofia de S. Tomás: "os sentidos não enganam", também nós, ao interligar tudo isto, ainda não tivemos a percepção de estar a ser enganado pelos sentidos...

***Francamente é o nosso «parecer». E temos dado muitos mais


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