Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
16
Fev 17
publicado por primaluce, às 10:30link do post | comentar

… que depois geraram as formas arquitectónicas 3D

 

É difícil não ver na imagem abaixo uma das óptimas provas da tridimensionalidade que foi dada - e como foi dada (neste caso tão invulgar talvez exageradamente?) - às formas gráficas da chamada iconografia cristã.

Wells_Cathedral.jpg

(Legenda)

Ou ainda, na tentativa de que melhor se compreenda o que defendemos (e abre portas a toda uma nova visão da arquitectura antiga), por isso podemos designar a referida iconografia, e seus vocábulos formais, como caligrafias*. Pois podemos dizer que foi de uma caligrafia, não de caracteres alfabéticos mas de esquemas de ideias**, que essas formas nasceram.

Assim, vejam aqui, (concretamente este post e o seu anterior), como em geral a arquitectura faz muito mais sentido - neste caso a Arquitectura Barroca -, se devidamente explicada por um arquitecto.

Isto é, mostrando como construtivamente, e por detrás das «estruturas aparentes» foram colocados outros elementos, para fazerem o suporte estrutural. Esses sim necessários à concretização das imagens destinadas à 'contemplatio'. Imagens que se pretendia fossem dadas a ver, ou a contemplar (e portanto a fazer emocionar, pelo seu sentido cristão) aos fiéis de uma dada religião: no caso do Barroco, o Cristianismo de Roma, que vinha a ser atacado por Lutero e pelos adeptos da Reforma***.

~~~~~~~~~~~~~~~~

 *A palavra que é geralmente usada para explicar a Arte Islâmica

**Ideogramas, Organigramas, também 'Doodles'...

***Razão por que se vê, nos países que seguiram a Reforma, o re-enfatizar das imagens do Gótico (e da ideia do Filioque, a que Carlos Magno tinha dado a maior força). Aliás, os revivalismos do Gótico, é uma questão de olhar para geografia, coincidem com as regiões onde se instalaram os povos germânicos chegados à Europa desde a queda do Império Romano aprox. até ao fim do Iº milénio da Era cristã    

Andamos nisto há anos..., e é para continuar!


04
Fev 17
publicado por primaluce, às 19:00link do post | comentar

..., a expressão de hipóteses alternativas? Ou ambas?

 

Ficamos assim para já, i. e., na pergunta, e mais uma vez, visto que a redacção dos nossos blogs nos traz as mesmas dificuldades que tivemos para escrever a tese do doutoramento.

Seja como for, é mais um tema prometido para apresentar e explicar. Nasce na página 10 do Expresso de hoje (caderno principal).

Vejam as argolinhas que a nós fazem lembrar o que (logo de início) chamámos Organigrama (génese da mandorla). Vejam - já aqui - como estes esquemas foram compreendidos, tão facilmente.

Claro que muito menos fácil é perceber como esquemas se tornaram nos desenhos essenciais* de plantas, cortes e alçados arquitectónicos. Só que é uma questão de treino da mente. Imaginar é isso, o que, temos de compreender, não está ao alcance de mentes absolutamente rigorosas e fixistas:

Ou sem flexibilidade, sem plasticidade. Em duas palavras: Sem inteligência abstracta!

Isto é, incapazes de irem fabricando, no seu interior, as imagens mentais correspondentes a cada uma das novas proposições que se lhes apresentem (**)

ConversasComDoodles

Para já**, o que se prova, é que a uma Escola de Design (à que se diz ser a melhor de todas - "d'aquém e d'além mar") - nunca vão interessar esquemas ou desenhos que exprimam ideias. Muito menos esquemas que registaram, ou corresponderam a diferentes visões teológicas: o que já chamámos de Organigramas Trinitários

~~~~~~~~~~~~~~~~

*Mas a esta dificuldade, imagine quem conseguir (se puder!); a ela já respondeu no séc.V-VI o Pseudo-Dionísio, o Areopagita, quando disse que é uma questão de perspicácia

**Para já, há que reflectir sobre esta página de um jornal: Como é possível que as relações entre três forças políticas que apoiam um governo (tripé como muitos lhe chamam) se possam exprimir, visualmente, de forma semelhante à expressão de Deus e do Divino? Que operações «opera» a mente humana, não só no momento de pensar, como depois, já no momento de divulgar aquilo que pensou?

Para terminar estas são (para nós) questões metodológicas essenciais para o Ensino das Línguas e das Artes Visuais: quiçá o cerne da Semiologia? Quando para o projectista a Semiologia funciona integrada, no acto de síntese (que é impulso quase inexplicável) de projectar.


03
Fev 17
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

Estamos a afixar (acima) um excerto do Expresso Curto de hoje:

 

Leiam o que Nicolau Santos foi buscar, e se lembrou de Almada Negreiros. Como, até sem ser no Ensino a História - ou as pequenas estorinhas - é ainda absolutamente útil.

E sobre o "Almada Omnívoro" nunca esqueceremos, também na Gulbenkian, o Painel Começar: Sobretudo da enorme busca que essa obra sintetiza, e como se relaciona com tudo aquilo que descobrimos...

Porque isto de deixar (ou até promover!) que alguns idosos se inscrevam nas universidades, pode dar enormes confusões ou até mesmo «grandes sururus»*.

Pois todos julgam que os jovens estão cheios de capacidades e que são como esponjas, capazes de aprender e de criar/inventar; só que, se os mais velhos que agora estão a ingressar no ensino superior, se lhes acontecer terem uma óptima formação do ensino secundário, como a nós nos aconteceu; formação a que acresça depois toda uma vasta experiência profissional, então que se cuidem os novos! Então que se cuidem também os «doutores-doutorados» (da mula-russa) que já estão nas universidades.

Porque, intelectual e cientificamente, a geração dos mais velhos está bem mais preparada para o Ensino Superior, do que a dos mais novos! Porque, imagine-se, se um arquitecto com mais de 50 anos for à Faculdade de Letras e lhe falarem nas Origens do Gótico; se lhe derem a ouvir o que nos aconteceu ouvir, dúvidas e asserções - aparentemente já mais do que encerradas (quando na verdade só estão repletas de duvidas e de lógicas que são impostas «muito assertivamente», mas que de definitivo não podem nem devem ter nada...); se esse arquitecto experiente, ou até engenheiro (!) ouvir o que ouvimos sobre as estruturas românicas, góticas e outras, oh my GOD!

Só se for muito tímido é que se cala! Só se for muito amorfo é que aceita tanto disparate junto, e fica sem contestar as afirmações que há-de ouvir dos seus profs.!

Enfim, se encontrar uma «Dótora» como encontrei, a clamar por arquitectos e engenheiros, "...que venham cá ensinar-nos o que não percebemos da estruturas dos edifícios..."; julgando que a chave dos estilos é estrutural**! Enfim, pode ser que então lhes ocorra (aos grandes doutores...), quando um dia estiverem perante uma boa dose de interdisciplinaridade, toda junta, que a História da Arte só avança se...; os Homens (colectivamente) só se auto-conhecerão, se..., finalmente conseguirem regredir a tempos antigos... Mas, imprescindível (!!!), levando, ou não largando e não dispensando, em simultâneo, nem uma só migalha, da Ciência, no estágio avançado em que hoje está, e alguns têm a sorte de possuir/reunir...

Enfim, que venha ai o envelhecimento activo:  para que se acabe com a fractura geracional que alguns tudo têm feito, militantemente, para a criar e ampliar. Que Almada Negreiros seja o modelo de muitos, que não querem perder pitada do muito (bom) que a vida tem.

~~~~~~~~~~~~~~~~

*Que haja doutoramentos a valer a pena: 100%! E que a FCT invista, com várias BDs para todos os Programas que se revelem altamente inovadores: Que haja BOLSEIROS com mais de 55 anos, e sobretudo a conseguirem acabar os seus doutoramentos! E não engolidos pelos superiores hierárquicos, traiçoeiros, que mediocremente lhes saíram na rifa, e se atravessaram no caminho, como nos tem sucedido...

**Que tenhamos tempo para acabar esse outro post, mostrando como S. Paulo concebia a necessidade da super-estrutura ser falante. Ou, mais concretamente, as formas arquitectónicas que se apoiavam nas infra-estruturas e nas estruturas...

 


15
Dez 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... ela plagiou*!

 

"Você vê coisas que ninguém vê.

Porque é que você vê coisas que ninguém vê?

Mas porque é que ninguém viu antes...?"

Mais a raiva com que isto era dito, pela criaturinha honesta

~~~~~~

*E plagia, e deve ir rentável o negócio...?


13
Dez 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

O que não é bem o nosso caso, mas, lamentavelmente, o da geração abaixo da nossa...

 

Assim, passamos a descrever, em linhas gerais, o que se passa. A divulgação que não é feita desses fantásticos "Case Studies", que cada um pode escolher, ainda no pressuposto de que enriquecem quem os estuda e os que à volta também beneficiariam desses estudos.

Em suma, verificamos que na melhor das hipóteses alguns estudos de pós-graduação, mestrados e doutoramentos vão para repositórios on line onde estão acessíveis (ou se consultam com mais ou menos facilidade), caso os sistemas da Internet e as referências das listas de trabalhos produzidos, sejam «comunicantes entre si»...

Mas, a hipótese mais geral, parece (?) ser aquela que se observa:

Os trabalhos são feitos não por amor ao saber e ao conhecimento, mas "tant bien que mal", i. e., a despachar!

Porque há um grau a adquirir para arranjar emprego com mais facilidade; porque há o Estado e os Particulares do Ensino Superior, todos a quererem receber os valores chorudos das propinas desses cursos; independentemente do que se passe nos mesmos, do que se ensine ou aprenda. Independentemente de todos os resultados obtidos, do saldo ser positivo/qualitativo para toda a sociedade.

E por fim, no terminus dessas linhas - que seriam inconcebíveis se alguém as tivesse querido desenhar assim, desde o início (tal a perversão deste tipo de concepção, mas é a situação que está criada); no fim do processo não existem os próprios autores a quererem resgatar/valorizar os trabalhos que produziram. Porque sabem (ao menos terão aprendido isso?) que o que fizeram presta para nada, ou muito pouco...

Vêm então as Curvas de Gauss e o que, estatisticamente, terão sido os resultados. Talvez apenas uma minoria residual tenha desenvolvido trabalhos de qualidade; talvez apenas alguns, muito poucos, lhes tenha valido a pena agarrar num tema ou num caso, para o estudar? Supondo esses, honestamente, que o mesmo daria resultados extrapoláveis para outras situações.*

Supondo que os júris, e os professores orientadores; também os Conselhos Científicos das Escolas, e/ou os Responsáveis pelos Centros de Estudos e de Pesquisas, «cientes» do conhecimento que eventualmente tivesse sido produzido, e da inovação feita/criada pela geração mais bem preparada; que todos esses cuidassem em integrar - ou fazer entrar - no Sistema de Cultura e de Conhecimento, os contributos científicos, e os culturais, que estas novas formas de aprender, supostamente, haveriam de trazer consigo!  

Por nós tivemos a sorte de ter tido tempos, e vivências riquíssimas, excepcionais**, para estarmos suficiente e previamente, bem preparados. Para entrar num ensino que é (devia ser!!!) destinado aos mais criativos, que possam aproveitar de facto, num ambiente de verdadeiro acolhimento cientifico, o poderem cruzar informações provenientes de diferentes áreas cientificas; tendo a noção da inovação e da utilidade do estávamos a fazer. De termos percebido as vantagens da divulgação do nosso trabalho, o que levou e permitiu depois a sua publicação (embora se saiba que não é publicitado).

Embora se saiba que é até escondido - como aliás quase no fim nos foi dito por uma pobre de uma «orientadora» muito atrapalhada, com o que deve ter considerado, na situação em causa (em 2004), um excesso de qualidade***?

Concluindo:

Estudos básicos é o que se aconselha. Como os muitos que fizemos e terão sido úteis mesmo que passados 50 anos, alguns desses documentos (de apontamentos, resumos, cábulas, sínteses), já pouco ou nada nos digam  

(clic para legenda)

O que as imagens demonstram é que há bem mais de 50 anos sabemos diferenciar os círculos das outras curvas; e essas outras entre si. Algo que, aliás, na História da Arte, veio também a fazer bastante diferença: Elipses, que depois de Copérnico e Kepler, passaram a estar nalgumas obras arquitetónicas

~~~~~~~~~~~~~~~~

*E essa falta de qualidade nestes estudos, que é em parte demonstrada pelo facto de os mesmos não terem tido nenhumas continuidades, faz-nos pensar que em vez dos case studies que deveriam ser promissores (e afinal se revelam ser tão poucochinho...), era bem melhor que os estudantes tivessem estudado matemática, física, e todas as outras ciências... Para que, posteriormente, depois de todas essas aprendizagens, prestassem provas, demonstrando que aprenderam: provas todas iguais, e para todos. Provas materiais que, 2-3 anos depois, as escolas poderiam deitar fora esses papéis (lixo), não ocupando espaço em arquivos, nem criando expectativas que pudessem conter algumas fantásticas teorias, ou ideias que se devessem ter em consideração... 

**Porque não é normal que alguém vá fazer um Mestrado depois de já ter tido um Prémio de Projecto, conferido por uma Câmara Municipal. Não é normal que alguém vá fazer um Mestrado, em Artes, depois de já ter participado em largas dezenas de estudos e de projectos de arquitectura. E a melhor prova de que tudo isto não é normal é abaixo a última nota. Pois demonstra toda a confiança da nossa orientadora na sua aluna, para estar agora, ela própria (sem notas, numa ciência que não se sabe de onde lhe veio?) a seguir, ipsis verbis, a sua aluna!

***Tanta que agora se ocupa a plagiá-la, como vamos sabendo:

http://primaluce.blogs.sapo.pt/sobre-a-falta-de-originalidade-ou-o-323053

http://primaluce.blogs.sapo.pt/que-amoroso-235344

http://primaluce.blogs.sapo.pt/claro-que-corrigir-erros-alheios-269846

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10
Dez 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

castigos para os Professores, como «lavar escadas»...

 

É verdade já se chegou a este nível de ameaças! Porquê, por uma descoberta científica que a nós muito nos honra... Um ponto de que não tencionamos sair, ou abdicar!

Enfim, passados 11 anos de negação nas ajudas e apoios que eram necessários para terminar um doutoramento, já se está agora a definir o que pode ser digno ou indigno*: as tarefas que o professor não pode recusar sob pena de ser despedido. E tudo isto porque Monserrate, de obra dos séculos XVIII e XIX - contemporânea de William Morris e do que em Portugal se pode estudar, ao vivo, e saber sobre a época (victorian) em que o Design nasceu; Monserrate também se tornou para nós (fruto da qualidade da orientação duma investigação**) em fonte de informações sobre as origens do Gótico. Matéria que aliás está em alguns livros e artigos científicos, bem interessantes, quando atribuem ao victorian a reputação de ser um estilo capaz de dar informações...

O Gótico, i. e., o estilo cuja origem longínqua é atribuída ao Arianismo dos povos Godos, e à sua incompreensão ou (não-) aceitação da trindade cristã, como escrevemos em Monserrate uma Nova História.

O Estilo que, depois de esclarecida a maneira como nasceram as formas abstractas da Arquitectura antiga, e como estão relacionadas com dogmas de fé; depois de compreendido esse processo - da passagem de ideias a imagens que chamamos Ideogramas (e não é só o Arco Quebrado); como do processo de formação deste arco, por analogia com casos semelhantes, mas não tão notórios, permite entender algumas (ou muitas mais?) outras imagens iconoteológicas do cristianismo: formas que assim passam a ser compreensíveis, e discerníveis, dos fundos em que se vêem, nas obras em que foram aplicadas... 

Mas, desligando agora desses conteúdos da investigação científica - feitos em prol duma instituição em nome da qual trabalhámos (e não estando esta disponível para compreender ou aceitar os resultados e as vantagens cientificas da mesma); assim, e como já prometido dezenas ou centenas de vezes, aqui fica mais esta réplica. Nós não nos vamos calar: Quem não deve não teme! Mesmo que empurrada para os calabouços (todos os que quiserem inventar), pois há-de ficar clara a forma tão digna como as instituições de Ensino Superior fazem investigação, e têm lidado com esta situação.

Esta é aliás uma Cena que, fica muitíssimo bem, exactamente hoje, quando Frederico Lourenço um eruditíssimo professor universitário recebeu o Prémio Pessoa. Alguém que se atreveu a remar contra a maré da ignorância e do laicismo nesta sociedade que, independente daquilo em que acredita, pretende apagar e negar as origens históricas; cujas marcas (visuais) estando em toda a parte, são ainda chamadas Arte...***

Mais, nós - para ajudar a dita Escola a superar a situação trágico-cómica em que se conseguiu enfiar - por nós prometemos que lhes vamos arranjar «um espacinho», para todos os intervenientes ficarem na foto! A retratar assim, na sua melhor pose a melhor Escola de Design... 

E a investigação que permite (ou a que compreende!) feita pelos seus docentes...

MJN-Viagem de Thomas PITT.jpg

(amplie aqui)

MJN-Viagem de Thomas PITT-2.jpg

(e aqui)

*É aliás bastante interessante a dita definição. Como se as escadas não pudessem ser limpas ou lavadas por gente honesta, como se essa tarefa acarretasse automaticamente alguma indignidade? Até parecendo que a verdadeira indignidade não está em ser «doutorado em nada»? Em ser o autor, desonesto, de uma tese que ainda agora, 15 anos depois, quando todas as teses são mais curtas e mais desinteressantes, é ainda absolutamente vergonhosa? Por não ter uma frase que faça sentido, por não conter uma ideia sólida ou firme, com a qual outras se articulem...? Cerca de 180 pp. de um vazio total, que acabam numas listinhas que ainda um dia vamos aqui abordar.

**A tal que nos fez chegar às Origens do Gótico, como era forçoso acontecer, para a orientadora «não morrer» de tédio científico: quem desde cedo não viu outro assunto em Monserrate a não ser este, mas que..., descoberta a questão a deixou cair. Ler acima, um excerto da sua Introdução às Observações de uma Viagem a Portugal e Espanha  (1760), por Thomas Pitt. Escrito por Maria João Baptista Neto em 2004, quando nós estávamos a terminar as mais de 300 pp de um mestrado (que além de hoje ser superior a um normal doutoramento, como nos disse FABP...) teve também o grandressíssimo «inconveniente» de ter conseguido trazer à luz, no Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras de Lisboa um conjunto de informações que eram absolutamente impensáveis...

Mas que agora, e com o apoio de quem nos quer mandar «lavar escadas» há-de assumir as suas responsabilidades: porque os tédios científicos, ou os sonhos de grandeza, se assumem com responsabilidade, à altura desses sonhos...

***Frederico Lourenço traduziu para português a Bíblia de que Marie-Françoise Baslez diz ter sido feita, em Alexandria, "... pour les amis du savoir".


13
Mai 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... - concretamente desenhos das chamadas fases de concepção e primeiros esboços - com esse treino de 'visual thinking', claro que: 

 

"Você vê coisas que ninguém vê", e

o "porque é que ninguém viu antes...?"

 

estas verdadeiras «queixinhas-piegas próprias de um Calimero» se tornaram normais (muito óbvias) e também super-elogiosas.

Só que esse "nosso ver" que nem todos têm - e tanto incomoda a dita piegas - é um dom: uma dádiva fabulosa que quotidianamente se agradece, o treino resultante de uma vida de trabalho. Vivida com o prazer de ver, de ensinar e descobrir, também.

Depois, foi declarado, já em 1683, e publicado em Turim em 1737:

"A Arquitectura tem o direito de corrigir as regras da Antiguidade e o direito de inventar novas regras."

Ou, dito de outra maneira: esta nossa profissão  treina a visão, a criatividade e a iniciativa: um fazer primeiro!

Pois um arquitecto não faz porque viu os outros fazer, pelo contrário; ou ainda

um arquitecto tem (sempre) atitudes edificantes, como consta no código deontológico da sua profissão

hoje acrescido (de posturas opostas): i.e., de histórias - inesquecíveis - como é a d' A Quantidade de Informação na Arquitectura Portuguesa de 1050 a 1950; que tivemos de ouvir (em atitude céptica e muito crítica) na tarde do dia 17 de Maio de 2001, na Academia das Ciências.

Claro que foi traumatizante, razão para não se esquecer...


27
Abr 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

...e ao que parece, dizem-nos:

 

Em Monserrate (Parques de Sintra, Monte da Lua) estão postos - lado-a-lado - os dois livros: Monserrate uma Nova história (2008), e o Monserrate de Maria João Baptista Neto de 2015 (cujo título desconhecemos).

É muita ironia!

Num (no livro da aluna) são feitas várias referências e os devidos agradecimentos a Maria João Baptista Neto, que orientou de forma impecável os estudos que tivemos o enorme prazer de concretizar na FLUL entre Nov. 2001 e Jan. 2005. Incluindo para além do nosso entusiasmo, a «respiração» do que foi feito - e a completa revisão dos nossos textos - tudo ficando a conhecer. Incluindo igualmente o aval científico dado ao nosso trabalho, que então muito se agradeceu, por ter valorizado, inequivocamente, o que foi pesquisado e ficou feito*.

No outro, no livro de quem foi orientadora/professora, agora plagiadora, pelo que se detectou num rápido olhar, há uma única e lacónica referência às investigações da aluna e respectivos resultados (que foram a sua base para o livro de 2015). Felizmente e ainda bem que é só essa, porque o que lemos é demasiado ridículo: servindo apenas para menorizar e ridicularizar o próprio Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa**, onde tínhamos tido o prazer de estar e estudar...

Voltemos ao título, não ao do post de hoje, mas ao nosso. O que menciona o futuro - o de uma Nova História - a construir: por gente honesta, de preferência! É o que se deseja.

Voltamos também a uma ideia expressa pelo extraordinário arquitecto que foi Guarino Guarini, autor de várias igrejas cuja planta já não foi a Archa Noe, românico-gótica de Hugo de S. Victor: i. e., a DE ARCHA NOE PRO ARCHA SAPIENTIE CVM ARCHA ECCLESIE ET ARCHA MATRIS GRATIE. Mas que, com G. Guarini a manipular, a recriar e a brincar com as formas geométricas - como todos sempre fizeram, nalguns casos mais visíveis como o de Leonardo Da Vinci. Dessa maneira muito hábil Guarino Guarini conseguiu inovar criando novos modelos iconoteológicos, vindos expressamente do que nós passámos a chamar

 

--------------------» IDEOGRAMAS MEDIEVAIS***

Classical+Christian-2

(clic para legenda)

E a dita ideia de Guarino Guarini, que de uma outra maneira demonstra a sua clareza de espírito, tornou-se para nós em sentença - facílima de compreender. Por ser o essencial de quem projecta, deseja e vislumbra um futuro melhor:

"A Arquitectura tem o direito de corrigir as regras da Antiguidade e o direito de inventar novas regras."

~~~~~~~~~~~~

*De tal maneira que foi «directinho para publicação».

**Ao evidenciar o desconhecimento que tinham/têm relativamente à influência da Itália romântica sobre a Arquitectura inglesa, oitocentista. Resultado de uma mentalidade demasiado pequenina, sem dúvida mesquinha, mas sobretudo de preguiçosos: de quem não vê para além das baias onde nasceu. Uma postura que já tinha ficado registada, notória, no trabalho de Marta Ribeiro sobre os Sarcófagos Etruscos de Francis Cook (levados para Odrinhas). 

***Claramente já patente por exemplo em Santa Sophia de Constantinopla. É que apesar da designação que lhes damos - Ideogramas Medievais - tratam-se de imagens falantes, criadas (e «postas a falar») desde os primórdios do Cristianismo: nalguns exemplos já nos séculos II-III. Imagens que geraram por exemplo as plantas centralizadas da época Paleocristã; imagens que quando a Igreja e a Catedral adoptaram o modelo, fortíssimo, da Arca-Barca de Hugo de S. Victor, se mudaram para (em menores dimensões) alguns ornamentos como grelhas, e relevos esculpidos ou apenas gravados. Imagens que regressaram por exemplo com L. da Vinci, e que o Barroco depois usou, de novo, com a máxima força:

Como talvez ainda não tivessem sido empregues (ou então não ficaram sinais desse emprego?) nos tempos mais antigos do Cristianismo

Sim, de novo, e em grande escala, sobretudo para a forma da implantação dos edificios.  


11
Abr 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Servirá para ir apresentando várias listinhas de Crimes (os que conseguirmos ir lembrando, pois não são poucos...) cometidos desde 1976, em geral no local a que, semanalmente, certinho, a criminosa sempre volta.

 

Porque desde cedo se percebeu que o nosso trabalho incomoda, e é verdadeiramente criminoso, aqui fica a prova de um dos crimes mais graves (notáveis) que nos «encomendaram»:

IADE-02.jun.2008.png

UmPercursoTodoDocumentado.jpg

§ Evidências datadas de 2008 - provas do que aconteceu num sítio e numa hora onde tantas vezes tínhamos estado (antes da época das chuvas e trovoadas...).

Por isso, óbvio, logo nos pediram para o confirmar:

"PSSSST, pssssst! Olha... tu... aí...! Vai lá ver se chove?"

Post dedicado a Maria João Baptista Neto: igualmente ou até mais criminosa (?), porque foi quem deu mais ideias - piores que péssimas! - como acima se prova

Culpas gravíssimas de que não vai ficar isenta

Tão culpada que, em 2015 ainda não satisfeita com o saque, pela calada voltou ao local do crime...

Entretanto, os nossos melhores «crimes» a que Maria João Neto nos conduziu, continuam em:

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/

 


03
Abr 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

…, mais o que elas nos fazem pensar, relacionar, num estilo que, sabemos, é sempre muito "crossing borders".

Também favorecedor de descobertas: «fazedor de silogismos», ideias (novas) antes invisíveis!

 

Este artigo que por um acaso encontrámos tem várias frases e expressões bem engraçadas, que nunca nos ocorreria usar, por isso ainda bem que a autora as usou. Como é esta:

Só faltam os bonecos para ser um formato perfeito, tão ao gosto desta vaga de explicações do mundo para totós.”*

Claro que vem a propósito de um país martirizado por todos - todo o tipo de agentes, políticos, chico-espertos armados em «donos disto tudo», doutorados de júris combinados... -, em resumo martirizado pelos que querem que as pessoas continuem patetas  (mais do que eles também são!), para que no meio da pateteira geral, haja sempre uns menos totós ou menos patetas que conseguem levam a melhor sobre os outros.

Enfim: gente que sabe das suas limitações para agir dentro do que seria normal, i. e., com inteligência.

E que, portanto, considerando-se incompetentes qb para fazer bem (e conseguir chegar à altura das ambições que têm - ou seja, perante o verbo latino augere, que é chegar ao auge), sabendo que é difícil, então optam logo por agir mal. São os incontáveis que por aí andam que preferem desde logo a desonestidade, sem nunca chegarem a tentar ser honestos!

Por nós continuaremos a tentar explicar, para os que tiverem alguma ambição de compreender, a parte que nos coube entender, do mundo em que estamos:

Fazemo-lo para os que considerarem que a opacidade não lhes serve. Para os que tiverem lido alguns dos nossos posts (incluindo as últimas palavras do post anterior);  para os que, com alguma frequência, nos querem associar ao seu Linked in. Fazemo-lo também, muito mais do que por uma questão de sobrevivência, pelos temas extraordinários (e respectivas provas) que não paramos de encontrar: bastante diferentes daquilo que se continua a ensinar nas universidades, qual blablabla que precise de se reproduzir ininterruptamente, por um qualquer instinto de sobrevivência que o dito blablabla tenha.

Fazemo-lo sim, para incomodar os que continuam a esconder os nossos trabalhos; fazemo-lo principalmente pelos que tendo pegado em Monserrate uma nova história se deram conta das muitas e variadas inovações que contém, e nos instilaram a máxima força para não desistir.

Como sucedeu na base dos convites que tivemos, para publicamente explicar esse nosso trabalho**.

W.Blaque-daInocênciaàExperiência.jpg

Páginas de um livro de William Blake que sem dúvida influenciou a época em que Monserrate se construiu, a arquitectura cristã da Londres oitocentista - a victorian city - como explica Tristram Hunt 

~~~~~~~~~~~~~~~~

* Ler em: http://sapo24.blogs.sapo.pt/nao-e-mau-e-pessimo-e-isto-e-piners-70181

**Bem ao contrário da instituição onde estamos desde 1976, que tudo fez para esconder os referidos estudos. O trabalho é -  Monserrate uma nova história; autoria - Glória Azevedo Coutinho, editora Livros Horizonte, Lisboa 2008. Investigação que, como nos têm mostrado, não se adequa a um Ensino Superior que faz por se manter inferior e formar turmas e turmas, e mais turmas (quantas mais melhor!) repletas de muitos totós, cada vez mais incapazes de discernir o real e a fantasia; cada vez mais incapazes de interpretar e respeitar (amar?) "as construções culturais" em que estamos imersos: coisas verdadeiramente estranhíssimas, parecerá aos totós (?!), como a obra de William Blake, que alguém nos ofereceu. Extraordinária tradução de Jorge Vaz de Carvalho (acima, clic na imagem para legenda)


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