Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
13
Mai 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... - concretamente desenhos das chamadas fases de concepção e primeiros esboços - com esse treino de 'visual thinking', claro que: 

 

"Você vê coisas que ninguém vê", e

o "porque é que ninguém viu antes...?"

 

estas verdadeiras «queixinhas-piegas próprias de um Calimero» se tornaram normais (muito óbvias) e também super-elogiosas.

Só que esse "nosso ver" que nem todos têm - e tanto incomoda a dita piegas - é um dom: uma dádiva fabulosa que quotidianamente se agradece, o treino resultante de uma vida de trabalho. Vivida com o prazer de ver, de ensinar e descobrir, também.

Depois, foi declarado, já em 1683, e publicado em Turim em 1737:

"A Arquitectura tem o direito de corrigir as regras da Antiguidade e o direito de inventar novas regras."

Ou, dito de outra maneira: esta nossa profissão  treina a visão, a criatividade e a iniciativa: um fazer primeiro!

Pois um arquitecto não faz porque viu os outros fazer, pelo contrário; ou ainda

um arquitecto tem (sempre) atitudes edificantes, como consta no código deontológico da sua profissão

hoje acrescido (de posturas opostas): i.e., de histórias - inesquecíveis - como é a d' A Quantidade de Informação na Arquitectura Portuguesa de 1050 a 1950; que tivemos de ouvir (em atitude céptica e muito crítica) na tarde do dia 17 de Maio de 2001, na Academia das Ciências.

Claro que foi traumatizante, razão para não se esquecer...


09
Out 10
publicado por primaluce, às 17:45link do post | comentar

Segundo vemos assiste-se a uma progressiva (e assustadora...)  "Desmaterialização do Conhecimento". Com uma boa parte dessa «desmaterialização» a passar pela excessiva utilização dos meios informáticos; os mesmos meios que aqui e agora estamos a empregar.  

O desenho que consta na capa d' O Livro da Consciência, de António Damásio - o contar pelos dedos - corresponde à percepção da necessidade de materializar, para entender: i. e., ajudar a mente a progredir na aquisição do conhecimento, até mesmo quando fôr necessário fazê-lo de um modo físico, e mecânico. 

António Damásio escreveu sobre "Mapear o Pensamento", mas, nalguns casos, e como nos apercebemos na investigação dedicada ao Palácio de Monserrate, quando a compreensão é mais dificil, para memorizar os factos e as informações que se pretendem conhecer, a mente (e o corpo inteiro)  socorre-se de outros meios.

No trabalho sobre Monserrate (defendido na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em Jan. de 2005), deixámos aquilo que nos pareceu ter acontecido, com grande frequência, tendo originado a Iconografia da Arquitectura: "A existência no passado de representações arquitectónicas, nem sempre desenhadas para construir. Julga-se que frequentemente, raciocínios e pensamentos puderam conceptualizar-se, com recurso a lógicas geométricas e arquitectónicas. Não eram “arquitecturas para construir”, mas apenas “ideias arquitectadas”, para assim se facilitar a sua compreensão" *


* Ver Monserrate, uma nova história, op., cit, p. 34.


 

 

 Tags actuais e para futuro: Saber, Conhecimento, Imagem, Ideia, Pensamento, Registos, Esquemas, Ideogramas...

 



mais sobre mim
Abril 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
22

23
24
25
26
27
28

30


arquivos
pesquisar neste blog
 
tags

todas as tags

blogs SAPO