Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
27
Jan 14
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... será que não merece uma saudável gargalhada?

Bem pode querer, porque para isso só tem dois caminhos:

1º. dar atenção aos resultados do que já foi explorado, e encontrado; depois, igual às jazidas de petróleo - há que avançar com o investimento 

2º. (caminho - em alternativa) continuar a explorar, sem indícios de vir a encontrar

 

Em matérias em que querer não é garantia de poder, quando a máxima qualidade não depende da quantidade, nem sequer depende, proporcionalmente, da «densidade» ou número de investigações que foram apoiadas e aprovadas; bem pode o Senhor Ministro apregoar aquilo que antes, ou depois (?) não teve a menor sensibilidade para compreender - apesar de chamado à atenção, directamente, sobre o que se descobriu...

A não ser que queira chamar «investigação de excelência» à banalidade? Inventar sucessos onde está nada?

Leiam o post anterior, recapitulem, se tiverem memória, o que têm sido os altos e baixos do Ensino Superior em Portugal, nos últimos anos.

O abandono das instituições, responsáveis, docentes, ou alunos, todos entregues à sua própria autonomia, tem dado no que se vê.

Como se não houvesse "investigação pior do que inútil", a lembrar os quilómetros das auto-estradas portuguesas que ninguém percorre.

Como se não houvesse "investigação utilíssima, escondida", como aqueles lugares fabulosos, verdadeiros tesouros desconhecidos, cujos acessos a maioria desconhece, e de que apenas alguns usufruem...

Valha-nos isso!  

Porque, neste mar revolto, muito pior do que se começa a ver, é o iceberg que se mantém invisível

http://economico.sapo.pt/noticias/ensino-superior-prostituiuse_116725.html

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/


09
Out 10
publicado por primaluce, às 17:45link do post | comentar

Segundo vemos assiste-se a uma progressiva (e assustadora...)  "Desmaterialização do Conhecimento". Com uma boa parte dessa «desmaterialização» a passar pela excessiva utilização dos meios informáticos; os mesmos meios que aqui e agora estamos a empregar.  

O desenho que consta na capa d' O Livro da Consciência, de António Damásio - o contar pelos dedos - corresponde à percepção da necessidade de materializar, para entender: i. e., ajudar a mente a progredir na aquisição do conhecimento, até mesmo quando fôr necessário fazê-lo de um modo físico, e mecânico. 

António Damásio escreveu sobre "Mapear o Pensamento", mas, nalguns casos, e como nos apercebemos na investigação dedicada ao Palácio de Monserrate, quando a compreensão é mais dificil, para memorizar os factos e as informações que se pretendem conhecer, a mente (e o corpo inteiro)  socorre-se de outros meios.

No trabalho sobre Monserrate (defendido na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em Jan. de 2005), deixámos aquilo que nos pareceu ter acontecido, com grande frequência, tendo originado a Iconografia da Arquitectura: "A existência no passado de representações arquitectónicas, nem sempre desenhadas para construir. Julga-se que frequentemente, raciocínios e pensamentos puderam conceptualizar-se, com recurso a lógicas geométricas e arquitectónicas. Não eram “arquitecturas para construir”, mas apenas “ideias arquitectadas”, para assim se facilitar a sua compreensão" *


* Ver Monserrate, uma nova história, op., cit, p. 34.


 

 

 Tags actuais e para futuro: Saber, Conhecimento, Imagem, Ideia, Pensamento, Registos, Esquemas, Ideogramas...

 



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