Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
06
Dez 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... inter-translatabilidade

 

Saberemos algum dia pronunciar esta palavra feita de partes significantes, aglutinadas, que remetem para aquilo que descobrimos em sucessivas «catadupas» desde 2002?

Em que - como nos ia dizendo a colega que mais nos impulsionou e nunca deixou de motivar para uma temática que em Portugal é absolutamente fora da caixa; em que como dizia ela, cada cavadela era uma minhoca; cada tiro um melro.

Será próprio duma Escola de Design, a melhor de Portugal, contrariar e querer-se manter absolutamente alheada das descobertas que fomos informando estar a conseguir; nas investigações que desenvolvemos, sobretudo em estudos de doutoramento que eram altamente complexos e promissores?  

Será próprio da melhor Escola de Design, ignorar as informações de uma das suas docentes mais antigas?

Ou é apenas próprio de um carlos mínimo, mesquinho e indigno, que decidiu não aceitar que as imagens pudessem falar? Que só interessasse contá-las. Como quem conta batatas ou bolas, de olhos fechados: sem ver a cor, sem sentir a textura da pele, mas apenas a empurrar os volumes para um balde onde nada se distingue...

Mas numa Escola de Design interessa a alguém explorar ligações entre as imagens e as línguas? Ou as «falas»?

Interessa a alguém que uma Mensagem pudesse ser transmitida por Imagens? E não pelos caracteres gráficos que transformamos em sons (de escritas fonéticas)? Interessa a alguém que uma Imagem seja composta de Ideogramas, ou Pictogramas? Que a Arte seja, ou possa ser, Ideográfica?

Interessa a alguém, sobretudo numa Escola de Design, na melhor de Portugal, que em França, ou na China, se fale de ----»

Inter-translatabilidade? Que lhe façam um Colóquio?

Claro que nós sabemos que na melhor Escola de Design portuguesa, a preferência irá sempre para tudo o que for batatóide. É verdade, não estava nos seus genes... Mas depois contam-se as batatas, e isso é útil.

É ensino... Superior?

Quanto ao resto?, numa Europa que se auto destrói porque perdeu uma boa parte das suas referências - e não nos referimos às crenças, mas às imagens identitárias dos vários e diferentes grupos culturais que a constituem; interessará perceber que uma boa parte desta mesma Europa irá em breve festejar a Encarnação (Natal) já sem perceber nada do que as gerações anteriores lhe deixaram? Do que está num baú - que se chama Inconsciente Colectivo -, que resolveu ignorar?

Será que existem TEORIAS DE DESIGN? Interessa ensiná-las, ou ficamos na Ciência do nosso batatóide?

Por nós - batatas? - preferimos fritas e estaladiças

E que tal revisitar o Design, mais a sua pluridisciplinaridade?


03
Dez 16
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Do primeiro saberão pouco, o Grande é bem mais conhecido

 

Ao estudar Monserrate e a questão que Maria João Neto lhe colou - sobre As Origens do Gótico - vieram ao de cima, para nós que as desconhecíamos, temáticas interessantíssimas. 

Elas explicam a grande maioria das composições visuais, artísticas da Arte do Ocidente, que (também) radicam na obra de Carlos Magno, e na vontade que teve de fazer renascer o antigo Império: no qual os povos germânicos entraram, e tanto contribuíram para o transformar.

Depois dessas descobertas inscrevemo-nos num doutoramento - que era total e absolutamente lógico face ao que se vinha a descobrir - mas que ficou bloqueado, e assim se mantém, às ordens de um carlos mínimo, muito mesquinho, autor de uma tese de doutoramento, que claramente, enobrece a ciência portuguesa. É lê-la...!

Sempre lhe prometemos (ao dito), desde 2008/10, que esta questão não haveria de cair no esquecimento, e tudo continuaremos a fazer, apesar dos contextos tão changeants e instáveis que, por esta mesma questão, continuamos a viver...       

Não é apenas por uma questão de Fé, mas sobretudo porque acreditamos na Ciência, quando feita com honestidade e dignidade. Como também acreditamos que a maioria das habilitações académicas, mais ou menos fraudulentas, terão/têm os dias contados.

E esta é apenas uma questão de tempo.

O que Jacques Le Goff escreveu sobre a Encarnação, tocou-nos há muito, e citámo-lo várias vezes, pelo que pressentiu (ou tão perto que esteve?, e o que informou) das questões da representação visual do Filioque. Incluindo a intervenção de Carlos Magno que veio a marcar linhas, ainda hoje visíveis e notórias na Cultura e na Arte Europeia.

Temas que, como é demasiado irónico, não interessam ao Ensino Superior português...


23
Out 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... por tanta bondade. Genuína (mesmo sem ironia!) e na sua melhor expressão.

 

Quem sabe como se forma a palavra símbolo, e depois simbolicamente - o advérbio de modo; então esse alguém também sabe de diálogos e de diacronias. Do que se diferencia e agita, e parece querer baralhar exprimindo-se por um simples di, ou dia (feito prefixo há séculos ou há milénios?).

Ou seja, o diabo (diábolo, diabinhos, etc.) não existe. E se há muitos - tantos ou imensas pessoas (o que é um número e uma óptima questão para ser definida pelo «sujeitinho« da quantidade de informação!); é que se há inúmeras pessoas que nas suas vidas vão tentando encontrar, e procurando Deus, mais as provas físicas e positivas da sua existência, então (mas isto é para nós) faz ainda menor sentido que haja quem queira expulsar demónios, ou fazer exorcismos...

É assim que pensamos, à luz de primaluce: para nós diabo é um prefixo, acrescentado a um bolo. Um prefixo que significa a falta de convergência, a des-sintonia, a divisão, a baralhação... (como acontece com sincronia e diacronia).

E se existe a vontade de alguém em criar tudo isso, pode não ser apenas uma pessoa, mas um conjunto bem orquestrado (por quem?).

Veja-se Maria João Baptista Neto a publicar livros com base no nosso Monserrate, a cuja génese mais do que assistiu, pois guiou, intrometeu-se como lhe competia, e aqui e ali fez bem. E também fez mal, e teve dores (no fundo do braço), querendo continuar a fazer o maior mal.

Que continue, deseja-se imenso êxito!

Fernando António Baptista Pereira, idem aspas, fez imenso bem, pôs-nos questões interessantes e óptimas, e também fez questão de se portar vergonhosamente.

Dele temos vária correspondência, onde ressalta, nas últimas mensagens de 2012 a promessa que iria ler o nosso trabalho: diferentes, porém convergentes (quantos?) documentos que lhe fomos entregando desde 2006 (e que segundo afirmou em 2012, ainda não tinha tido tempo para ler...) Desde ou a partir de 2006, quando 30 anos depois regressámos a Belas-Artes, que entretanto deixara de se chamar Escola Superior - a que frequentámos até Dez. 1976, quando acabámos a licenciatura, e que passou depois a ser Faculdade.

Temos depois o IADE, a nossa instituição a cujos quadros pertencemos desde 1976. E onde em 2008, por isso mesmo, por razões que sempre soubemos serem mais afectivas do que de ordem racional; em Junho de 2008 - e, SIMBOLICAMENTE, a coincidir com o dia em que deixou de estar presente, e foi substituída, a primeira administração: que tinha fundado o IADE! Nesse belo dia, que o foi como bem nos lembramos, a editora Livros Horizonte lançava o nosso estudo sobre Monserrate, com o titulo uma Nova História.

Titulo que resultou de várias conversas com Rogério Mendes de Moura, o editor que me deu o imenso prazer de publicar o meu estudo, praticamente sem alterações, mas acrescido das «revisões» (que não eram fáceis) mas tiveram a máxima qualidade.

Diabinhos é da nossa gíria - pois não há que acreditar no diabo. Aqui há antes um Deo Gratias como está no título, embora haja e continue a haver uma «maltosa concertada», cada um deles com os seus objectivos, a retirar do nosso trabalho:

Maria João Neto, a aproveitar e a reciclar ao máximo, tudo o que ficou no IHA da FLUL, julgando que eu morri? E como se faz na Cortiça ou no Porco, a não querer desperdiçar um só mg!

Fernando António Baptista Pereira, sempre sem tempo, terá tido pavor que fizéssemos uma História da Arte como (graças a Deus nos disse várias vezes e) repetiu vezes sem conta... Só ele sabe do que vai na sua mente! Por mim, os elogios, de me dizer que estava a querer fazer uma História da Arte, acho que já ficaram agradecidos?

No IADE - o  Carlos Duarte, sabendo do «valor imenso» das suas teses, como elas são lógicas e evidentes; também dos nossos anos de casa e a experiência profissional que temos, fez então o favor de também ter os seus (dele) «pavores»:

Que conseguíssemos acabar o Doutoramento! Que depois de um Mestrado para o qual o IADE nos deu a correspondente dispensa sabática, completássemos um Doutoramento que - e depois de publicado o mestrado, se aquilo só é/era um mestrado - então obviamente esse nosso Doutoramento tinha que ser por todos os meios*, impedida de o conseguir concretizar/terminar...

E aqui terminamos nós este post, a exprimir a nossa fé na não existência do Diabo!

Com a certeza de que o que há são palermas medíocres: tão tão tão medíocres (que nem para badalo de sino algum dia eles dariam!).

Palermas iguais aos Secretários de Estado, aos Primeiros Ministros, e aos Ministros-Adjuntos; ou iguais aos Donos de Bancos e Disto Tudo - que não lhes bastando o que têm, fazem o favor de vender a Alma, em público.

Nuínhos (como a Negra Fulô) e o mais despudoradamente que lhes fôr possível, para que se saiba aquilo que verdadeiramente os habita.

Embora sejam corpos e mentes horríveis, ainda bem - i. e., Deo Gratias - por toda a luz que nos deixa ver, e dá a capacidade para distinguir.

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*Diabolicamente?


25
Set 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... mas é pergunta que se faça? Querer falar de Carlos Magno e de Alcuíno, nos tempos que correm? Mas isso são matérias que interessam? Que «passem» alguma vez, ou de alguma forma, pela Cultura de uma escola de Design como é o IADE?

 

São temas em que ninguém pensa, é lixo nos tempos que passam. Que articulação pode ter a Irlanda da Alta Idade Média, ou Alcuin, com a realidade actual? Não é assunto ou tema que venda...não é referência que alguém tenha...

Retórica, respostas para tantas perguntas, se as mesmas pouco interessam!

O melhor de tudo é curtir. Ser prof. da melhor escola de Design, e aí aproveitar - sem mais o que fazer (finalmente gozar a tão adiada dispensa sabática - desde Fev. de 2010) - o que ela tem de melhor.

Onde se sabe, e descobre, quais os materiais com que é preciso lidar - trabalhar. misturar, moldar; materiais, isto é as imagens que as Ideas criaram que vêm dos confins dos tempos...

Muito melhor é ir gozando, sim, no dia-a-dia, a descobrir aqui e ali - e hoje na Biblioteca do IADE, em S. Serlio (Book I-V of 'Tutte L'Oppere D'Architecture et Prospectiva', by Sebastiano Serlio, Translated from the Italian with an Introduction and Commentary by Vaughan Hart and Peter Hicks, Yale University Press, New Haven and London, 1996, concretamente da p. 426) - sucessivas informações, verídicas:

As quais se sobrepõem às mais fantasiadas e ficcionadas das estórias que actualmente se escrevem, inventam ou até vendem imenso (pois são best sellers, apesar dos mais doutos dos Reitores, dessas melhores escolas, e desses temas, compreenderem patavina!).

Como hoje foi encontrar a expressão German Work, obviamente (e mesmo que isso não esteja escrito) associada à fama de Carlos Magno e à sua obra: i. e., ao Renascimento que proporcionou e tem andado esquecido*. Uma expressão encontrada no correr do texto**, e sem quaisquer sublinhados que a ponham a brilhar (ou destaquem), para referir a Arquitecura Gótica. Ou como a mesma foi empregue num certo tipo de igrejas construidas em Itália.

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* Ficou para História como o primeiro Imperador descendente dos povos germânicos. Ele que, com todo o apoio que recebeu do Cristianismo/Católico Irlandês, se bateu por questões em que já Clodoveu (Clóvis) tinha tido intervenção. A Irlanda salvou a Civilização Europeia? Sim, depois de Carlos Magno ter ido buscar alguns dos seus melhores... 

** Bem que o diz Vítor Serrão que há que ler, e não apenas os registos encontrados na Torre do Tombo! E quando se lê (tudo o que não tem sido lido) compreende-se muito melhor. Redescobrem-se várias razões, raciocínios e lógicas antigas que explicam mais e melhor a realidade contemporânea. Incluindo, a Crise que se vive nas franjas da Europa, o recrudescer de «certos imperialismos»...


08
Mar 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Ou, dito de outra maneira, será que os «ético-retardatários» e «ético-baralhados» conseguem compreender a graça desta pintura de Grant Wood? Saberão o como e porquê a Ética para alguns sempre foi coisa seriíssima? Como, aliás, tão bem a espelham os retratados...

 

american-gothic-1930.jpg!HalfHD.jpg

(clic para legenda)

Esses recém-bonzinhos (agora muito éticos), que querem passar a destilar ética por todos os poros; gente inqualificável que agora querem aparecer como se não fossem lobos vestidos de cordeiro; alguma vez esses terão adquirido as necessárias informações e as competências para admirarem a composição-síntese de ideias que a obra acima constitui? Já que só percebem de passarinhos a chilrear e desenhos de viagem? Acrescidos dos gráficos de riqueza e prosperidade (Kondratieff) ao longo de séculos para sustentar a ideia - peregrina, e totalmente disparatada... - que «a quantidade de informação» na Arte vem daí? Doutores  (!?) altamente informados para quem a fé (mais a moral ou a tropologia) nunca se relacionaram com a arte, incluindo a literatura? Nem foram centenas de milhares de vezes a sua razão de ser?

Os falsos Éticos e falsíssimos Doutores, e sim verdadeiros Arrivistas, quando traduzem NORMAS DE ÉTICA do inglês e das universidades anglo-saxónicas, não se dão conta que os articulados que estão a propor correspondem exactamente ao contrário daquilo que andaram a praticar durante mais de uma década, e assim a  estragar as vidas dos outros*? Não pensam, não lhes ocorre que para dignificarem essas normas, no mínimo deveriam ser exemplo de alguém cuja acção foi absolutamente consonante com aquilo que agora quer aparecer a defender?

Ou, será que no futuro - para se vir a limpar toda a corrupção que criaram - é normal que os «legisladores» e os proponentes de novas regras de funcionamento de uma qualquer instituição sejam exactamente aqueles que as defraudaram, e fizeram tudo ao contrário do que agora, «limpinhos e lavadinhos de fresco» passaram a defender...?

E há ingénuos que acreditam na bondade/sinceridade destes «novos defensores» da Ética no Ensino Superior?

Mas alguém tenciona, ou quer ter a veleidade de..., pôr raposas velhas a guardar galinhas?

Acrescentado em 10.03.2016 de uma explicação do autor (ler em http://www.wikiart.org/en/grant-wood/american-gothic-1930)  sobre o que de facto quis representar, e como a Ética pode marcar os que a praticam:

“Grant Wood adopted the precise realism of 15th-century northern European artists, but his native Iowa provided the artist with his subject matter. American Gothic depicts a farmer and his spinster daughter posing before their house, whose gabled window and tracery, in the American gothic style, inspired the painting's title. In fact, the models were the painter's sister and their dentist. Wood was accused of creating in this work a satire on the intolerance and rigidity that the insular nature of rural life can produce; he denied the accusation. American Gothic is an image that epitomizes the Puritan ethic and virtues that he believed dignified the Midwestern character.”

Sublinhado nosso, para lembrar que a Ética, é frequentemente (e propositadamente**) confundida com simplicidade (ou até com «saloiice»). Porém, a opção arquitectónica (emblemática) de Grant Wood autor da imagem acima, e aquilo que escreveu sobre ela, apenas nos confirmam a profundidade e a coerência com que alguns povos vivem as suas tradições (incluindo crenças religiosas). Já que o Revivalismo do Gótico (mesmo que nada disto seja ensinado pelos historiadores de Arte...) esteve directamente ligado à Fé dos Povos da Reforma. Porque depois de Trento não só a Europa ficou geográfica e artisticamente marcada pela Reforma e pela Contra-Reforma Romana, como o mesmo se passou em relação às que são chamadas arquitecturas coloniais*** (havendo fronteiras claríssimas). 

Depois, como se prova, há autores informados que sabem disso e o conseguem plasmar, magistralmente, nas suas obras (que compreenderão se para isso tiverem aprendido...)

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*As dos Colegas (que foram vítimas) e as Entidades Instituidoras: de Instituições de Ensino que são verdadeiramente prejudicadas pelos seus comportamentos destruidores...? E que periodicamente é preciso voltar a vendê-las, sem que se consiga sacudir toda essa «lixarada» que trouxeram colada à pele? A corrupção não é apenas apanágio do estado...

**Nós também sabemos que os Chicos-Espertos que aqui tão frequentemente são referidos, esses querem agora passar entre todos os pingos da chuva, como se nunca tivessem visto Água, nem sequer tivessem ouvido falar de Ética! Como se numa escola de Design, os profs doutores da máxima sabedoria que só eles detêm, com 40-50 anos de idade, nunca tivessem ouvido tal palavra?

***Sem que se confundam - pelos que souberem um «poucachinho» quase nada - a arquitectura colonial da América do Norte com a da América do Sul.

Dedicado ao hiper-assíduo visitante, para quem a história da arte e o conhecimento é um estorvo na sua melhor Escola de  Design


04
Mar 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Um dos nossos posts mais visitados, mas, infelizmente (para ele) não pelo nosso visitante mais assíduo, sendo visitado como se constata por outros estudiosos de mais valor, e sobretudo movidos por verdadeiro interesse científico*. Esse post que escrevemos em Julho de 2013, e continua a ser objecto de grande curiosidade está em Iconoteologia, com este título:


Quando foi escrito, já estávamos razoável e infelizmente convictos que não íamos poder contar com o nosso Orientador, pois tantas tinham sido as vezes em que, indirectamente, nos mostrou o quanto não estava interessado em constituir qualquer equipa de investigação. Ou como as suas preocupações profissionais estariam sempre à frente das nossas, e até mesmo --------> é este o ponto que se quer relevar, da qualidade da investigação cientifica feita no país.

Já sabemos que dos fracos não reza a história (menos ainda dos desistentes), depois, FABP anos antes -  apesar de uma constante falta de organização e profissionalismo - já nos tinha «presenteado» (melhor dizendo: disponibilizado) com óptimas informações! Como foi por exemplo, o aparecimento do Arco (de volta inteira) e das Abóbadas na Cultura Etrusca.

Mas, e porque em 2012 ainda «iria ler» o que lhe fomos entregando desde 2006, provavelmente também não percebeu a importância, que reportámos, de alguns escritos de Marie-Françoise Baslez em Bible et Histoire.

Seja como fôr, neste lamaçal que é a vida científica portuguesa**, e o que passa (ou não passa para os alunos e para o Conhecimento em geral, que interessa isso?) - os IDEOGRAMAS de Villard de Honnecourt - são o registo do que há muito estava instalado sobre a representação do Céu e da Terra, quer a duas dimensões, quer ainda na tridimensionalidade que a Arquitectura é.

E tal como se transcreveu para o post anterior, seja isso consciente - como fez Tomás Taveira e o expressou - ou inconscientemente (de um «inconsciente colectivo» que, de modo sistemático e organizado não se tem procurado conhecer?!), desde muito antes de Villard de Honnecourt; há milhares de anos que o Céu e os valores a ele associados - até por Platão - constam nas obras Arquitectónicas***.

Sendo que no Gótico (ainda antes do registo e da sumarização anotada/riscada por Villard de Honnecourt no seu caderno), com as Ogivas - ogivas que também foram Órbitas e depois Armilas; então, com as referidas ogivas transformadas em Escada para AUGERE ao Céu; com esta ideia que Hugues de Saint-Victor transmite tão claramente nos desenhos do seu Tratado, depois disso criou-se nos tectos de igrejas e catedrais góticas a enorme apoteose:

o que, conceptualmente (e claro que é só a nossa opinião), é bonito de mais!

Em Assis-CapelaSuperior.jpg

Exemplo de Assis, Capela superior: clic na imagem para legenda sobre anagogia, compromissos e comportamentos éticos (que a religião sempre propagou). É que mesmo que as imagens da Arquitectura (como as que estão acima), ou ainda toda a História da Arte Ocidental - como ficou registado nas Actas de Niceia II, em 787, tenham deixado de ser tropos morais - a verdade é que ninguém pode hoje invocar o desconhecimento da Lei; nem passar a redigir novos códigos para fazer acreditar na sua in-imputabilidade...Devendo acrescentar-se que a Arte como produtora de mnemónicas visuais e metáforas também permite isto que acabámos de escrever: extrapolações e transposições para contextos específicos

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*E para quem, em grande parte este primeiro blog foi feito. Tendo em conta as suas imensas ignorâncias - além de um doutoramento que não lembra um careca (quanto mais a dois...). Esse alguém  a quem, diga-se em abono da verdade, para além de inúmeras cartas enviadas - tudo fizemos para o ajudar a compreender o valor daquilo que descobrimos. Assim como as mais valias, cientificas (potencialmente atractivas de alunos estrangeiros) das sucessivas descobertas que estávamos a fazer.

**E como se é envolvido nele, sem a menor vontade, simplesmente por se ter feito um trabalho honesto...

***Pois trata-se de uma questão Cultural-Antropológica, imensa, que interessaria estudar. Porém, como entre nós Bolonha serviu para dividir em 2 etapas o que antes se chamavam Licenciaturas, passando a chamarem-se Mestrados (e em muitos casos, apesar da mudança de nome, baixando o nível do que eram antes as normais licenciaturas); ou seja, face a estas manipulações redutoras - que alguns doutoramentos provam «chelentemente» (não sendo preciso ir buscar as histórinhas dos próprios para provar que se tratam de «doutoramentos combinados») o nosso ensino dito superior, tornou-se muitíssimo inferior,... Mas este é também o país em que certas instituições (inferiores) são verdadeiras amostras, microcosmos/cadinho que retrata na perfeição o país.

E mesmo sem Império, tudo o que se tem dado à volta dessa Praça, assume a máxima simbologia neste thema!


03
Fev 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Com que idade é que se aprende a ser honesto?

 

É a questão que colocamos, em especial aos calões que desde 2008 (praticamente até Março de 2015), desde então, muito pouco tempo a seguir à publicação do nosso trabalho sobre Monserrate, resolveram fazer negra a vida alheia. Como se não houvesse outras cores, muito menos obscuras - e sobretudo bem mais bonitas - do que aquelas que resolveram aplicar nas suas obras?

Já havia esboços de uma certa negritude desde 2001, que aliás nos levaram à Fac. de Letras de Lisboa e aos estudos que aí pudemos concretizar. Estudos que depois, tal o sucesso que daí retirámos, nos mudaram francamente a vida, embora houvesse esses tais muito desonestos (e recém-chegados), que pretendiam que fosse exactamente o contrário.

Diz o povo que "quem está mal que se mude", ou ainda -"quem tem calos não se mete em apertos".

Mas nenhum desses é ou foi o nosso caso: pois foi quem se mudou para onde já estávamos (25-20 anos antes), que chegou para tomar o lugar, e resolveu incomodar: passar a reclamar direitos que não tinha, construindo artificialmente graus académicos sem bases, apenas "pour épater..."*. Ora esses burgueses, melhor dizendo, verdadeiros burgessos sem substância e espessura, julgam que ser doutor e sentarem-se em cátedras, é algo que se obtém a pontapé, ou como «por dá cá aquela palha»: sem nunca sequer atingirem a destreza e habilidade de um óptimo surfista, que até pode deslizar na perfeição à superfície, mas não vai às raízes de nada...

Ser doutor, e ainda por cima catedrático, começa por exigir uma honestidade radical: i. e., desde a raiz, profunda e coerentemente. Por isso aqui está a resposta colocada em título: Não será do berço, com meses, mas aos 6-10 anos já se tem a noção perfeita e exacta, do que é bem e do que é mal!

E para isso nem é preciso ir à tropa...

Acontece que a Arquitectura, sempre foi um tropo moral: o modelo que levou muitos (e leva ainda hoje) a usarem a palavra edificante.

Por aqui ficamos, lembrando quem nos ensinou a usar (e a pensar com) a palavra tropo

E, ao hiper desonesto que nos obrigou a estas e tantas outras linhas de protesto deseja-se que construa uma mansão cheia de relvas** e arrebiques pirosos, vazios (de significado ou conteúdo, como é); que se rodeie de molduras e portais que lhe confiram a aura científica com que sonha "épater" todos os pobres que, como nós, apenas ambicionam vidinhas normais. Sobretudo que nos dispense das suas Gálas e Glamours, não imponha «musts», onde sonhou «Lounges Preto & Prata»!  

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*E assim auferir aquilo que nunca mereceria, se fizesse os caminhos normais e honestos, que por acaso são bastante mais lentos, pois ninguém honesto se faz catedrático num pufarete (dado o cheirete)...

**Muitas Relvas e mais Relvas à volta, em honra da qualidade dos graus académicos que andou a «tirar»: bónus de detergente...


29
Jan 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

, portanto, assim fica-se com as costas quentes; depois, com a ajuda de quem veio por bem, e para ficar, a nossa vida irá mudar!

 

Claro que a exposição de Joaquim de Vasconcelos no Mude, nos lembra o que António Quadros tanto referiu e escreveu sobre esse autor, e temas que tratou. 

Claro que passamos a ter condições não para acabar o tal doutoramento, já passou o tempo, mas para escrever uma História que quem mais devia ter ajudado, nem por isso ajudou: Melhor, pelo contrário fez tudo para desajudar.

Digamos só, que, contraditoriamente ao que alguns desses pretendiam, pelo menos, entre esses esteve quem nos deu ideias que não tínhamos, e que, portanto, se não há-de haver tese, pelo menos haverá uma historinha: menor do que a que sempre temeu; mas há-de haver...*

É que estamos nessa, aproveitando para lembrar esse poço de sonhos (e hoje de inspiração) que A. Quadros também foi. Ele que chegou a referir a existência de uma "...escrita ibérica à procura do seu Champollion..."

Concordamos que houve uma escrita, mas não exclusivamente ibérica, e que este tema seria fantástico para atrair estudantes internacionais à escola que fundou. razão para termos escrito várias cartas a dizer isto mesmo. Em que computador, ou arquivo escondido estarão elas? É que em breve vão ser lembradas..

Acrescentamos agora que vale a pena ir ao MUDE, e aí ver um «jugo» de bois, do Museu Infinito de Joaquim de Vasconcelos; para nele encontrar o mesmo padrão que está no túmulo de Egas Moniz. Mas também outros desenhos que foram como símbolos de Deus, e proclamação de Fé.

Museu-Infinito-Jugo de Bois.jpg

Em draft, muito draft: tentativa de reprodução de um jugo de bois - rabiscado à pressa numa agenda

Correspondendo exactamente ao que escreveu Cirilo Wolkmar MACHADO, em Tratado de Arquitectura & Pintura, que a F. C. Gulbenkian publicou em 2002 (e citámos A Propósito de Monserrate...):

“...Os homens começarão no oriente a fazer imagens que erão como nomes ou ieroglifos...” Ver op. cit. p. 254

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*Talvez mais fácil de ser assimilada e compreendida?

 


17
Jan 16
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Arquitectura, Artes Decorativas, Design.

 

Quando é que a Arquitectura, ou as designadas «Artes Decorativas», que tantas vezes a complementam, não como equipamento e mobiliário solto, mas como elementos integrados e plasmados (built in - dizem os ingleses) na construção; quando é que esses elementos se soltaram e ganharam autonomia?

Mas, tentando mais clareza, pode-se pôr a questão de outra maneira: foi a Arquitectura que influenciou essas «Artes Menores», ou ao contrário, foram essas Artes como «objectos soltos» que passaram a influenciar a Arquitectura?

Esta é sim uma eterna questão, porque vem de muito longe.

Em nossa opinião, como nos exemplos que estão abaixo (um tecto, trabalho naturalista de Domingos Meira, e duas peças de loiça da Fábrica Bordalo Pinheiro) os estuques decorativos - plasmados na construção - um dia autonomizaram-se e ganharam um estatuto próprio, passando a objectos; se bem que quase contemporâneos dessas edificações, mas independentes delas.

No entanto, esse processo - das formas arquitectónicas influenciarem (aparentemente) os cenários extra-construção e os objectos que os formam, tal processo vinha já de trás; e dizemos que vinha de há um ou dois milénios antes, a ideia de que a Decoração (ler a explicação de 'Décor' dada por M. J. Maciel) era uma ênfase, concomitante com a ideia de adequação e conveniência, do vocabulário que também já estava na Arquitectura.

Assim, dizemos que só nesse sentido enfático (indo à Etimologia e ao vernáculo), é que faz sentido usar a designação Artes Decorativas. Ou, tentando exprimir melhor: as formas - e em geral estamos a referir as geométricas e as que são consideradas abstractas - constituíram uma linguagem: verdadeira linguagem que era disposta (ou composta e aglutinada, feita imagens e novos sintagmas visuais*) e que desse modo se distribuía por diferentes superfícies da construção, em sucessivas e repetidas afirmações, quase sempre, das mesmíssimas ideias.

Que eram a afirmação da Fé na Trindade Divina. Ou, que poderíamos também dizer, essas formas e as suas combinações (mais ou menos sintagmáticas, ou, com o tempo e depois de estabilizadas e aceites apenas paradigmáticas**) eram uma das muitas possíveis proclamações visuais do "Credo in unum Deum...: habitualmente mais conhecido como Símbolo de Niceia-Constantinopla.

Nesta nossa opinião (e imensas explicações inerentes, que são necessárias) está aqui muita informação, não destrinçada como hoje se tornou regra essencial fazer. Porém, não a fazendo pela imensidão do tema e falta de espaço, seria a partir dela, que mais uma vez insistiríamos em sucessivas e muitas outras explicações (e desdobramentos de ideias) que assim permitem compreender o passado e as evoluções que a Arte fez.

Não terminando ainda, lembra-se a capa de um livro de Gombrich que explica um pouco as Artes Decorativas, como as compreendeu, e como em geral (em nossa opinião) funcionaram quer no século XIX, quer durante o século XX. No entanto, e apesar do muito que em geral todos devemos a este autor, para a compreensão da Arte mais antiga, por isso mesmo não podemos estar de acordo com o sentido que viu nessas Artes Decorativas, e o referiu no dito livro.

Insiste-se, - sejam ou não primeiras luzes nesta temática? - o que hoje alguns chamam e vêem como Artes Decorativas, inicialmente foi uma língua: cujos vocábulos mudavam de escala, deixando de ser arco, ou suporte da construção para serem algo comparável a vários (ou um único) post-it.

Qual alfiz adjectivador (o dito post-it) colocado sobre uma porta, que assim indicava quem passasse sob essa mesma porta. Ou, qual tímpano de Arco Quebrado, ou as bandeiras (no século XVIII em forma de leque - fan door) e as vergas de portas, como as explicou já no século V-VI, o Pseudo-Dionísio, o Areopagita***.

A terminar, sabemos que hoje (cada vez mais) todos separam tudo, e que assim perderam a noção da história de muitos elementos estilísticos. E neste caso também a passagem para o Design, porque já o é, de peças que se inspiram nas formas colocadas (inscritas, moldadas) na arquitectura. Ou, indo mais longe, que aproveitaram para a moldagem do caulino, as mesmas técnicas que foram usadas (ou estavam ainda a ser desenvolvidas)  na moldagem do gesso.

Claro que este post é dedicado aos nossos orientadores de estudos pós-graduados, e também às instituições onde estão e se faz essa investigação (mestrados e doutoramentos) relativa à história dos estudos artísticos e à «formação» das chamadas escolas industriais. Aqui, pelo link, ler o que está na p. 27, e também as várias disciplinas que eram leccionadas, para se confirmar como na actualidade foram banidos conhecimentos que são essenciais, de cultura geral: Mas essa é já uma mensagem para outros, que não sabem qual é o papel do design, que em português se traduz (simplesmente) por projecto.

tecto-DomingosMeira2.jpg

FábricaBordaloPinheiro.jpg

FábricaBordaloPinheiro-detalhe.jpg

*Nos casos das obras mais criativas

**De quem teve que estudar e «tentar compreender» Semiologia nos longínquos anos de 1973-74

***Uma das melhores provas de que se faziam correspondências linguísticas ou de ideias (e assim atribuíam significados), às formas que se colocavam nas edificações. Num excerto que não nos cansaremos nunca de apresentar:

Porque é prova imbatível, contra todos os argumentos bacocos que ainda habitam várias instituições de Ensino Superior

A imensa prova de que no passado se acreditava na perspicácia da mente humana, coisa em que hoje a maioria não acredita: o que não deve admirar!


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