Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Out 10
publicado por primaluce, às 10:26link do post | comentar

...aquilo que mais nos surpreendeu.

Agora, e para completar informações sobre as imagens com argolas entrelaçadas, que estão no écran, prosseguimos: tentando dar em simultâneo, um enquadramento, relativo aos avanços feitos no mestrado dedicado ao Palácio de Monserrate, e aquilo que nos permitiu compreender. 

Neste caso, referimo-nos também ao que muitos podem julgar ser um grande atrevimento.  Porém, desde há mais de 30 anos temos ensinado a desenhar de acordo com regras e convenções. Concretamente as "Normas de Desenho Técnico". Terá sido por isso, que quando nos disseram que era preciso entender "As Origens do Gótico", para entender Monserrate, que passámos a olhar para as Igrejas e Catedrais de um modo diferente? (do que até então fazíamos)...

A perceber que nem tudo era estrutura, longe disso, e que muitas imagens criadas (os excertos arquitectónicos) estavam repletos de configurações que não acabaram na Idade Média, e se continuam a ver em vários edifícios (soltos), e em inúmeros aglomerados urbanos, de datas posteriores?

É também verdade que a nossa profissão orienta o arquitecto (em formação) para a criatividade e originalidade; sobretudo para a compreensão das situações em que está envolvido. Desde cedo, a criatividade é ensinada e implementada. Não é preciso fazê-los, constantemente, mas, basta a hipótese de haver " brainstormings" úteis - e agitadores de algumas concepções, e associações de ideias - para nos apercebermos que criar e imaginar, está muito longe de ser proibido!

Ao contrário de outras profissões, que se colocam permanentemente ao nível da análise. Não propondo hipóteses alternativas, ou admitindo que os factos possam ter acontecido de outro modo. Para muitos, rigidamente, o que alguém desenhou e definiu, assim ficou, para sempre...

E apesar de todos os dias o mundo rodar, tendo havido inúmeros avanços (que são conceptuais), que permitem ver por outras perspectivas e ângulos; ou compreender como vários pressupostos têm estado errados, muitos ao conhecerem a realidade (tal como lhes é apresentada e «ensinada»), não têm relativamente a ela, qualquer dúvida ou qualquer curiosidade. Lembram os alunos que repetem de cor, as ondas sonoras - ainda a reverberarem no espaço, e nos seus ouvidos - embora estejam longe de terem compreendido a essência e o alcance, desses sons que absorveram. 

A seguir, e na tentativa de transmitir os materiais iconográficos que temos recolhido, apresentam-se mais algumas imagens tradutoras daquilo que se veio a tornar uma Ideia essencial do Cristianismo. E, à qual, sucessivamente, os bárbaros que entravam no Império Romano (sobretudo avançando sobre o lado Ocidental), se foram convertendo*. Os primeiros foram os Francos chefiados por Clóvis, e na Iberia, em 589, no IIIº Concílio de Toledo, a maioria dos Visigodos. Chefiados então por Recaredo*

Entrada lateral da Sé Velha de Coimbra

 

Detalhe, pelo qual se percebe que em cada argola, ou círculo, o seu arco passa pelo centro do que lhe está ao lado (e intersecta). 

* Ver em Monserrate, uma nova história - Introdução, e nas pp. 32 a 45. 

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