Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
30
Mar 12
publicado por primaluce, às 20:00link do post | comentar

Neste exemplo a identificação é total. Ninguém olha para o objecto final (foto abaixo), ignorando de onde vem a sua forma e inspiração.

Óptimo, porque aqui os olhos e a mente não precisam de fazer um grande esforço tentando lembrar e identificar a fonte original de onde este objecto provém.

(ver Primaluce em 28.03.2012*)

Pelo contrário, aqui a semelhança com as formas naturais é tão grande que se pretende dizer/sugerir algo mais às crianças. Ajudar a pôr a sua imaginação criativa a trabalhar: deixá-los inventar histórias e sonhos, talvez vividos no fundo do mar, ou num casulo de insecto, ou também, e porque não, um "just pretending" em que a sua casinha de bonecas é redonda: "...aqui fica o quarto, ali a sala, ali a cozinha..., a porta é oval... para espreitar o mundo exterior..."

E, etc., sonhem também, que faz bem!

Vejam fotografias e pensem no muito que vemos, mas que, simultaneamente, nos escapa:

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/5535.html

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*HAWK - Hochschule für Angewandte Wissenschaft und Kunst   

 Catálogo - Winter 2011/2012, p. 82


04
Dez 10
publicado por primaluce, às 18:19link do post | comentar

Continuamos a tentar divulgar as Primeiras Luzes, de um assunto que é vastíssimo, e com derivações não apenas na Arte e na Cultura, mas também para outras áreas científicas.

De acordo com aquilo que defendemos, a imagem seguinte corresponde a um novo «organigrama» que também traduziu o Filioque: isto é, a "Dupla procedência do Espírito Santo"*. Porém, agora já no contexto do estilo a que hoje se chama Gótico, o qual correspondeu a uma evolução do Românico - proto-gótico, como aqui se referiu há dois dias - para o «verdadeiro gótico». E na terminologia que fora usada por J.-F. Félibien, estamos agora perante aquilo a que chamou o "Gótico Moderno".

Como em geral se pode compreender, e toda a bibliografia o mostra, ao nível da construção houve depois importantes desenvolvimentos estruturais e as edificações do estilo Gótico puderam subir em altura, como até então ainda nunca tinha acontecido. Mas, na génese do estilo (ou o que levou à sua criação) – sobretudo na da sua «imagem de marca», que foi o "arco quebrado" – na origem dessa forma construtiva esteve muito mais uma questão linguística, e uma tentativa de explicitação das ideias a comunicar. Do que esteve, a priori, a vontade de criar um outro estilo; ou, até mesmo, a vontade de inventar um novo arco, que, estruturalmente, fosse muitíssimo mais resistente do que o arco de volta inteira, ou a arquitrave (greco-latina).    

O que no nosso trabalho chamámos um "arranjo e disposição orgânico-relacional, entre as pessoas da Trindade" é a mandorla, que resulta da intersecção de dois círculos. Uma Forma que, dependendo dos autores, tem recebido diferentes designações: mas uma das mais comuns é "mandorla mística".   

Abaixo foto da Rosácea da Iglesia de San Esteban de Ribas de Sil**  

 

Note-se como o desenho das aberturas, executado na grelha de pedra, agora já com a forma de “mandorlas”, é ainda pesado e muito maciço. Quer comparado com o desenho da Rosácea da igreja de Paço de Sousa (ver dia 2.12); quer ainda se comparado com a Rosácea da igreja de Tarouca (imagem seguinte), que é muito mais aberta.

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*Ver in AAVV, Romanico en Galicia y Portugal, Fundación Pedro Barrié de la Maza, Fundação Calouste Gulbenkian, 2001, p. 126.   

** O assunto é vasto e muito complexo, em Monserrate, uma nova história, ler na Introdução a nota nº 14, e depois as várias referências ao Filioque. Jacques Le Goff aborda este tema em vários dos seus trabalhos, por exemplo - Em Busca da Idade Média, Editorial Teorema, Lisboa 2004.  

mailto: bien.faire.et.laisser.dire.gac@gmail.com


28
Out 10
publicado por primaluce, às 13:49link do post | comentar

A Mandorla, sinal visual por excelência, que ficou associada a uma ideia fundamental da Teologia Cristã, e que aparece nos portais românico-góticos; assim como esteve depois, na origem do Arco Quebrado, encontra-se - com grande frequência - associada a diferentes tipos de vãos. Na imagem seguinte, nos elementos de uma grade de ferro, na guarda de uma varanda, na Foz Velha, Porto.


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