Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
09
Jan 11
publicado por primaluce, às 09:58link do post | comentar

Pelo meio do Património e da História, há geralmente outras histórias. Quer contos, quer histórias de contar e de «contadores», como é o caso desta, que poderia resumir-se deste modo: "A paixão de contar na elite victorian". Vamos intercalando estas histórias, para que compreendam os contextos e ambientes de que somos herdeiros, e que também nos moldaram...

Acontece que para além da história inglesa, que a seguir se apresenta, há aqui também, um pouco, uma minúscula «historinha sintrense» que passou pelo Palácio de Monserrate. O poeta lord Byron - nascido George Gordon, 22 January 1788 – 19 April 1824 - veio a Sintra, propositadamente, para conhecer os locais onde tinha estado William Beckford (1760-1840) que tanto admirou. 

Foi abandonada que encontrou essa mansão de Monserrate, aquela onde W. Beckford tinha estado e tinha vivido longas temporadas. Assim como o parque, com os seus Quercus Suber, indígenas - que ainda não tinha sido substancialmente modificado por Francis Cook - e onde o Esteta inglês deixou várias marcas. E, estas ainda agora lhe são atribuídas (e vale a pena visitá-las, percorrendo o parque em qualquer estação do ano), apesar daquilo que afirmou um neto de Francis Cook, e consta num Guia dos Jardins feito por Walter Oates, um dos jardineiros da família Cook*.

Desde então, no caso de Byron desde 1809, várias estrofes suas ficaram ligadas a Sintra, e foram tomadas pelo turismo da Vila, que fez delas «mote publicitário».

Ada Lovelace - a protagonista para quem hoje se chama a atenção - i.e., Ada Byron, que mais tarde, pelo casamento, se tornou Condessa de Lovelace, era filha de George Byron. Acontece que, talvez muito mais do que o seu pai, e da obra poética que ele produziu, sobretudo ela merece ser lembrada. Porque, sem Lady Lovelace muitos de nós, teríamos hoje, certamente, vidas bastante diferentes? Não estaríamos, quem sabe, horas sentados ao computador; não poderíamos divulgar as ideias que temos e queremos defender, como estamos a fazer agora.

Enfim, bem podemos questionar, todas as alternativas, todos os «se» e os «condicionais», mas nunca se poderá saber, exaustivamente - e elencando todos os itens (sem que nenhum falte, por menor que seja...) - o que mudou de facto, depois do contributo dado pelo que foi a paixão da vida de Ada Lovelace?   

  

Deixo-vos a história de quem se diz ter sido a fundadora do cálculo científico, que permitiu depois a passagem para o cálculo informático*:

http://www.sdsc.edu/ScienceWomen/lovelace.html

 

 

Terá lord Byron visto esta casa? Assunto que fica para um outro dia...

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* Ver no nosso trabalho onde estas informações se encontram bem mais detalhadas, incluindo-se as respectivas fontes.

 **Tradução nossa. É provável que haja uma terminologia específica para algumas destas palavras, por isso agradecem-se os comentários e acertos de quem entender pronunciar-se, para a morada:

bien.faire.et.laisser.dire.gac@gmail.com

Por aqui poderemos igualmente dar algumas informações relativas à localização no texto do livro, de todos os assuntos e palavras em que possam estar interessados.


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