Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Dez 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

O que não é bem o nosso caso, mas, lamentavelmente, o da geração abaixo da nossa...

 

Assim, passamos a descrever, em linhas gerais, o que se passa. A divulgação que não é feita desses fantásticos "Case Studies", que cada um pode escolher, ainda no pressuposto de que enriquecem quem os estuda e os que à volta também beneficiariam desses estudos.

Em suma, verificamos que na melhor das hipóteses alguns estudos de pós-graduação, mestrados e doutoramentos vão para repositórios on line onde estão acessíveis (ou se consultam com mais ou menos facilidade), caso os sistemas da Internet e as referências das listas de trabalhos produzidos, sejam «comunicantes entre si»...

Mas, a hipótese mais geral, parece (?) ser aquela que se observa:

Os trabalhos são feitos não por amor ao saber e ao conhecimento, mas "tant bien que mal", i. e., a despachar!

Porque há um grau a adquirir para arranjar emprego com mais facilidade; porque há o Estado e os Particulares do Ensino Superior, todos a quererem receber os valores chorudos das propinas desses cursos; independentemente do que se passe nos mesmos, do que se ensine ou aprenda. Independentemente de todos os resultados obtidos, do saldo ser positivo/qualitativo para toda a sociedade.

E por fim, no terminus dessas linhas - que seriam inconcebíveis se alguém as tivesse querido desenhar assim, desde o início (tal a perversão deste tipo de concepção, mas é a situação que está criada); no fim do processo não existem os próprios autores a quererem resgatar/valorizar os trabalhos que produziram. Porque sabem (ao menos terão aprendido isso?) que o que fizeram presta para nada, ou muito pouco...

Vêm então as Curvas de Gauss e o que, estatisticamente, terão sido os resultados. Talvez apenas uma minoria residual tenha desenvolvido trabalhos de qualidade; talvez apenas alguns, muito poucos, lhes tenha valido a pena agarrar num tema ou num caso, para o estudar? Supondo esses, honestamente, que o mesmo daria resultados extrapoláveis para outras situações.*

Supondo que os júris, e os professores orientadores; também os Conselhos Científicos das Escolas, e/ou os Responsáveis pelos Centros de Estudos e de Pesquisas, «cientes» do conhecimento que eventualmente tivesse sido produzido, e da inovação feita/criada pela geração mais bem preparada; que todos esses cuidassem em integrar - ou fazer entrar - no Sistema de Cultura e de Conhecimento, os contributos científicos, e os culturais, que estas novas formas de aprender, supostamente, haveriam de trazer consigo!  

Por nós tivemos a sorte de ter tido tempos, e vivências riquíssimas, excepcionais**, para estarmos suficiente e previamente, bem preparados. Para entrar num ensino que é (devia ser!!!) destinado aos mais criativos, que possam aproveitar de facto, num ambiente de verdadeiro acolhimento cientifico, o poderem cruzar informações provenientes de diferentes áreas cientificas; tendo a noção da inovação e da utilidade do estávamos a fazer. De termos percebido as vantagens da divulgação do nosso trabalho, o que levou e permitiu depois a sua publicação (embora se saiba que não é publicitado).

Embora se saiba que é até escondido - como aliás quase no fim nos foi dito por uma pobre de uma «orientadora» muito atrapalhada, com o que deve ter considerado, na situação em causa (em 2004), um excesso de qualidade***?

Concluindo:

Estudos básicos é o que se aconselha. Como os muitos que fizemos e terão sido úteis mesmo que passados 50 anos, alguns desses documentos (de apontamentos, resumos, cábulas, sínteses), já pouco ou nada nos digam  

(clic para legenda)

O que as imagens demonstram é que há bem mais de 50 anos sabemos diferenciar os círculos das outras curvas; e essas outras entre si. Algo que, aliás, na História da Arte, veio também a fazer bastante diferença: Elipses, que depois de Copérnico e Kepler, passaram a estar nalgumas obras arquitetónicas

~~~~~~~~~~~~~~~~

*E essa falta de qualidade nestes estudos, que é em parte demonstrada pelo facto de os mesmos não terem tido nenhumas continuidades, faz-nos pensar que em vez dos case studies que deveriam ser promissores (e afinal se revelam ser tão poucochinho...), era bem melhor que os estudantes tivessem estudado matemática, física, e todas as outras ciências... Para que, posteriormente, depois de todas essas aprendizagens, prestassem provas, demonstrando que aprenderam: provas todas iguais, e para todos. Provas materiais que, 2-3 anos depois, as escolas poderiam deitar fora esses papéis (lixo), não ocupando espaço em arquivos, nem criando expectativas que pudessem conter algumas fantásticas teorias, ou ideias que se devessem ter em consideração... 

**Porque não é normal que alguém vá fazer um Mestrado depois de já ter tido um Prémio de Projecto, conferido por uma Câmara Municipal. Não é normal que alguém vá fazer um Mestrado, em Artes, depois de já ter participado em largas dezenas de estudos e de projectos de arquitectura. E a melhor prova de que tudo isto não é normal é abaixo a última nota. Pois demonstra toda a confiança da nossa orientadora na sua aluna, para estar agora, ela própria (sem notas, numa ciência que não se sabe de onde lhe veio?) a seguir, ipsis verbis, a sua aluna!

***Tanta que agora se ocupa a plagiá-la, como vamos sabendo:

http://primaluce.blogs.sapo.pt/sobre-a-falta-de-originalidade-ou-o-323053

http://primaluce.blogs.sapo.pt/que-amoroso-235344

http://primaluce.blogs.sapo.pt/claro-que-corrigir-erros-alheios-269846

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