Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jul 14
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Será que todos nos sentimos sintonizados com o «país de mentira» que este é? E em que se transformou?

 

Tal como está todos os dias nos jornais, e não está nos tribunais: ou seja, de modo igual e na mesma proporção com que (parece?) terão sido cometidas as indignidades de que a comunicação social dá notícia (excessiva).

Será que assumimos esta coisa que parece ser uma espécie de enorme «afeição-à-desonestidade-que-todos-praticam»? A um mundo ao contrário, sem referências e valores*?

Onde uns (será ainda a inveja?) têm o direito de deitar a perder as obras, os esforços e as construções dos outros: dos que foram empenhados, trabalhadores e honestos? Dos que fizeram os seus caminhos o melhor que podiam e sabiam?

Estamos a usar palavras fortes? Estamos sim. Mas claro que é de propósito.

Como entretanto também é de propósito que uma instituição bancária já nos esteja a dizer – na sua publicidade – que está a sair da Crise mais forte e mais preparada para o futuro.

Se repararem, essa instituição está claramente a usar os maus exemplos para se afirmar/mostrar como contraponto: i. e., está a usar a Crise, e os péssimos exemplos que vemos e nos têm sido dados - como espectáculo de mau gosto… – para condenar e fazer uma «publicidade positiva». Se não é? Parece.

Será que de futuro quem se quiser publicitar vai ter que mostrar como tem cumprido, enquanto empresa, as suas Responsabilidades Sociais? Que o lucro não é tudo e que os objectivos de todas empresas são, em grande parte, a promoção do trabalho e das pessoas?

Será que de futuro as empresas para se autopromoverem vão ter que mostrar a sua história? Um CV repleto de muito bons exemplos – very clean, como esse banco parece estar a fazer?

Será que a sociedade portuguesa, em todas as suas áreas, e em especial naquelas em que se faz formação e em que se deve ser exemplar (como é aquela em estamos), finalmente decide acabar com a «corrupçãozinha» pouco clara, mas que existe? A que está nos empurrões, no não assumido, e com o fora de todas as regras, que nem escritas são? Ou que, se o são, são fáceis de contornar?

Será que a acumulação de todas discriminações (muitas vezes quase inconscientes e irracionais, mas em que cada um deve saber aquilo que pratica!) vai finalmente acabar? A que é feita contra aquele, porque é mais velho, porque é feio, porque é fora de moda e do seu tempo? Porque é sem stylings (os que alguns acham dever ser a regra)? Porque é mulher, porque é fraco e muito resiliente, e portanto aguenta todos os maus-tratos? Ou porque é gordo, ou porque é magro e metido consigo…

Será que tudo isso vai acabar?

Será que cada um – em vez de estar à espera de haver um polícia, ou de que chegue a «inspecção do trabalho» – cada um faz isso por si?

Que tem a coragem de condenar directamente (o parvo), quem lhe está a querer impor uma ilegalidade? Que o diz alto e bom som - que "O Rei vai nu!" - para que se saiba aquilo que pensa? Sem medo?

Fica a colecção de perguntas, pois por cá não gostamos de mudar de ideias! E há quem nos visite, quase quotidianamente, num post em que, tal como hoje, quando o escrevemos nos pareceu excessivamente moralista; a apelar à Ética. 

Talvez seja, talvez não seja? Tudo está tão relativizado que é necessário ir ao essencial: e a verdade, é que também não deixava de ser a autodefesa de quem tem sido prejudicado por inúmeras desonestidades.

E mais uma vez aqui se registam, porque as histórias que hoje estão nos jornais também são de algum optimismo: toda a correcção acaba por fim a ser reconhecida!

Releiam, se vos apetecer, em:

http://primaluce.blogs.sapo.pt/102485.html

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*E em http://portalegrecultural.pt/interpretacoes-e-interaccoes-urbanas-na-cidade-de-portalegre/ citámos o Artigo/Entrevista a Vítor Bento, do qual escrevemos (nota nº 3): "A ideia de 'religar' em Religião é muito abrangente. Também passou à Arte através da articulação de círculos e figuras geométricas que aparecem entrelaçadas de vários maneiras. Como explica Vítor Bento (sobre a Ética) a laicização mudou comportamentos. Ver 'A religião pode salvar a economia?' Diário de Notícias, Lisboa 31.05.2014, pp. 4-9."

http://fotos.sapo.pt/g_azevedocoutinho/fotos/postals-pink/?uid=WcF6L0v4TJpCf3v0HCQ9

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/


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