Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jul 16
publicado por primaluce, às 00:59link do post | comentar

... quando é isso que imobilismo reaccionário quer!

 

Um texto de PRD, ao qual se chega por aqui, alude a uma Lisboa em que – para os turistas – se puseram em prática ideias que vinham de trás: de há muito faladas nas Escolas, para tornar a cidade mais confortável (caso dos elevadores da R. dos Fanqueiros para a R. da Madalena; para aproveitar recursos que se sabiam existir (uma vista soberba no cimo do Arco da R. Augusta); em suma para mostrar e valorizar toda a parte histórico-cultural de uma cidade de génese antiga, que o Terramoto de 1755 e a Reconstrução Pombalina, transformaram numa das cidades mais originais da Europa.

Foi precisa a Crise, foi precisa uma geração cada vez mais completamente desligada da anterior, para se conseguirem concretizar ideias que há muito vinham a ser debatidas pelos estudantes de arquitectura e urbanismo; ideias que finalmente passaram a bailar nas mentes dos decisores autárquicos como se tivesse sido apenas nessas «cabecinhas» que as muitas ideias surgiram… E por fim lá puseram em prática o que uma ou duas gerações sonharam**

Mas o 1º assunto deste post, combina-se já com outro. Com o que (ainda agora) alguns continuam a pensar fora da caixa. Os que lêem e estudam não por manuais e livros únicos, mas que recolhem informações nas fontes que lhes parecem as mais informadas e adequadas: i. e., os que sabem onde matar a sua sede de beber água fresca, em vez de irem às águas paradas (ou as “cheias de limos e tifos”) que a propaganda lhes quer impingir.

E a metáfora hidrológica vem a propósito do texto seguinte, extraído de um artigo dedicado ao Ensino Secundário, que se pode ler na Revista Escola nº 273, maio-junho 2016 (SPGL). E tal como aí, mas agora “à laia de questão”, pergunta-se quando será que um mestrado ou um doutoramento conseguem ter valor, no caso do aluno não ter estudado pelo manual escolar, ou pelo livro único que o seu orientador lhe indicou***? Ou, de outro modo:

Quando será que a Universidade reconhece que pela «cartilha» de orientadores impositivos, o conhecimento estaciona, e não avança?  
Depois, cruzando os dois temas pergunta-se: Quanto tempo será preciso para que uma investigação de sucesso e com resultados relevantes - mas também arrasadores para as faculdades, para as universidades e seus papagaios oficiais (os autores e defensores dos livros únicos…) - quando será que as gerações mais novas podem contactar e aprender aquilo que os mais velhos, por teimosia e estupidez, não lhes deram a conhecer? Para que, com essa sua atitude, levasse tempo, muito tempo - o máximo de tempo - a vislumbrar-se a validade, a lógica e a evidência das novas ideias, que são alternativas dessas suas (de águas paradas)?

Dessas suas ideias paupérrimas, nascidas (há seculos) em livros únicos, não contestados, não reflectidos, não postos em causa... 

à laia de pergunta-2.png

(ler excerto maior aqui)

*Incluindo, entre várias outras ideias, as de que nas instituições de Ensino Superior, os «supostos doutores», são todos (sem excepção) tão honestos como têm sido tão honestíssimos todos os agentes que viraram de pantanas a banca, a finança e a economia portuguesas...

**Mais ou menos emborrachado (e com losangos) como passou a ser o pavimento do que antigamente se chamou Terreiro do Paço   

***Cada vez que lembro de ter tido que ler, fechada numa minúscula cela do Covento de S. Francisco (da FBAUL) 48 pp sobre “narratividade visual”… Cada vez que me lembro de algumas das imensas banalidades que esse texto contém, então (ocorre mesmo), coro de vergonha por quem as escreveu! Então pergunto-me, mas o dito alguma vez foi ao cinema? Será que alguma vez lhe ocorreu, que a narratividade visual está todos os dias à nossa frente? Pelo menos à frente de quem sabe ver? Que essa narratividade visual é um dado a priori, incontestado e básico, numa qualquer escola de design?


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