Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Dez 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... podem lembrar uma Árvore. 

 

Pois há quem queira falar (e até alardear) sobre valores que se vêem, como uma árvore se vê acima do solo; mas, esses mesmos (marketeers ou chicos-espertos?, que vivem de aparências e da superficialidade) acham que lhes podem - aos ditos valores - cortar as raízes.

Esquecem-se que as árvores dependem das raízes. Como hoje cada vez mais no ensino superior, se esquecem que conhecer história é um passo essencial para compreender o presente*.

Enfim, para a ignorância que vai cá «no burgo» - e para a nossa maior utilidade - tem vindo a UNESCO dar valor aos nossos valores. 

Dizem agora que passou a reconhecer novos valores imateriais. Só que, dizemos nós, os primeiros casos portugueses que passaram a integrar a Lista do Património Mundial, podem ser exemplos materiais, de pedra, muito duros e muito sólidos; muito tangíveis ou palpáveis, mas por detrás dos mesmos o que está é uma Cultura Imaterial, ou seja o Cristianismo, que lhes deu forma.

trifoil.jpg

 Assim, como na imagem acima**, os valores patrimoniais (europeus) que hoje são mais considerados, é difícil desligá-los da maioria dos outros patrimónios, desta mesma Europa...Porque o culto cristão (o Cristianismo) praticamente tudo interligou. Seja o barro negro de Bisalhães, os chocalhos de latão, ou a cultura do vinho na Ilha do Pico... Sendo o mesmo válido para datas como é a de hoje.

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*O mesmo presente que agora precisa do Turismo, como do pão para a boca (da Economia), ou precisa de indústrias criativas e culturais, como é também a edição e a publicação de livros, que pode dar trabalho a diferentes profissionais e é riqueza. Assim, para um próximo post, o que conversámos com Rogério Mendes de Moura, sobre o nosso estudo dedicado a Monserrate, e às Origens do Gótico - que Maria João Neto morria (!) se não integrássemos o tema no nosso estudo

**Poderíamos falar nos trajes característicos dos que treinam e ensinam as aves (falcões) do novo valor patrimonial da UNESCO, assim como também nos trajes dos reis, ou nos seus sinais e marcas pessoais. Idem para os emblemas postos na arquitectura religiosa, ou nos espaços palatinos; idem na tumulária, etc., etc. O arco trifoliado da imagem, cuja construção segue a mesma regra de todos os outros (aqui a partir da noção trinitária que S. Tomás de Aquino defendeu), como foi aplicado num sem fim de arcos e portais (ou edículas). Este é o mesmo arco que está nos túmulos de Pedro e Inês, antes no da Rainha Santa, depois no Mosteiro da Batalha. Também em inúmeros dos palácios de Veneza, e por isso, da Itália que fascinou os românticos ingleses, veio parar a Monserrate.

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