Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Mar 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... normalmente isso aconteceu pela constatação da necessidade de ir buscar fora das referidas instituições, técnicos conhecedores e experientes mais as respectivas competências 

 

Quando anos depois, as mesmíssimas instituições se deparam com problemas de crescimento, de organização interna (dificílima de concretizar), de disponibilidade de pessoal apto para transmitir os conhecimentos de que os alunos precisam para aceder ao mercado*. De novo vai-se verificar que em vez dos Professores Convidados terem sido bem aproveitados, ou de terem ensinado os residentes e os excessivamente académicos; ou ainda de os professores residentes não terem sabido integrar - com os seus excessos dos formalismos (académicos), os técnicos exteriores que tinham ido buscar.

Nestas alturas temos que concordar - pelo que se observa - que estamos perante dois mundos, quase, radicalmente opostos. Dizemo-lo a enfatizar o quase por termos a certeza que nesses dois mundos, quem conseguir estar entre um e outro sai altamente beneficiado.

E nós, sobretudo para o melhor que é o nosso enriquecimento pessoal (mas também a consciência de fazer e ter tentado fazer o máximo possível, face às circunstâncias que nos criaram); por esses prismas temos a noção da enorme vantagem de, em simultâneo, estar a circular entre esses dois mundos. Com a noção que os academismos - muitos deles altamente ridículos e sem sentido matam a Ciência e com ela muitos dos saberes que sempre existiram nas sociedades, e que «nunca precisaram de ir à Universidade». 

Depois, tem-se ainda a noção de que todos os que foram convidados, e que sempre olharam para os colegas universitários (de carreira) como uns pobres que nunca se «estriaram nas verdadeiras realidades» da vida, provavelmente isso aconteceu, porque os pobres carreiristas com que se depararam não eram pobres... mas sim paupérrimos! Ou rotineiros, protegidos, incapazes de inovarem...

Temos que os lamentar a todos: que pena que sejam tão insensíveis; que não tenha havido nas vidas de uns e de outros, um mínimo postigo, ou janela, que lhes desse a hipóteses de poderem comunicar uns com os outros!

De não se terem ensinado uns aos outros...

Em breve vamos tratar do Georgian - um estilo ou corrente estilística que nasceu em Inglaterra e que em nossa opinião chegou a Lisboa, ao Porto e até a algumas cidades da província. 

Um assunto que descobrimos fora da Universidade, alimentámos imenso lá dentro, mas que, meio-dentro-meio-fora, e face às invejas dos Académicos - é para trabalhar, gozar e desenvolver por fora.

Um assunto que nos lembra  vários outros, de que fomos afastados sem que se saiba a razão? - ou até mesmo a obra de Raul Lino - da qual temos informações, interessantíssimas, que a enriquecem imenso e os académicos ignoram: deixá-los, assim têm em abundância, sempre, as somitiquices que merecem

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UMA OBRA DE RAÚL LINO - CASA VERDADES DE FARIA - MONTE ESTORIL

*E não para ficarem eternamente nas instituições em que foram buscar formação; e não para apenas progredirem para novos graus académicos como de licenciaturas a mestrados e destes a doutoramentos, incapazes de aprenderem a sobreviver num outro meio que não seja a universidade. No meio que é o das vidas profissionais normais: não académicas e não feitas à base dos tiques e  formalismos académicos, muitos deles completamente redutores.

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/

Depois, também há generosidades fantásticas de alguns PROFs, nem que seja por engano!

 

 


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