Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Nov 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Ou ainda aquilo em que António Quadros trabalhou quando se chamavam Indústrias da Cultura, e houve uma Exposição na antiga FIL (em 1988*1).

 

E agora, neste contexto, coloquem-se as nossas descobertas e o que elas não têm que interessar.  Porque se está perante pessoas e instituições que nunca trabalharam nestas temáticas, e as mesmas nada lhes dizem.

Nem sequer como Responsabilidade Social, ou Memória Especifica, a guardar, porque a tivessem herdado!

Agora o importante (como Responsabilidade Social), sim, é ir lavrar o Pinhal de Leiria. Levando os «lavradores» da cidade em camionetas, para que à saída das mesmas se perceba – e para isso lá estará a comunicação social (a sublinhar o social da responsabilidade) - o quanto é meritória a acção em que se estão a envolver: Como lhes faz bem respirar ar puro, contactarem o campo; ou, como valor cientifico, poderem enfim conhecer in loco, nos respectivos habitats algumas espécies*2...

Mais, tudo isto acontece quando a Economia Criativa é deixada só para a Economia, já que nas escolas (as de uma certa «cultura visual»…) essa vertente não tem que ser entendida.

Pelo que, quem sabe, talvez os excertos de uma entrevista (a Augusto Mateus) em que sublinha o valor das lógicas do que é e está “fora da caixa” ajudem ao entendimento daquilo que desde 2008 nós passámos a defender (TG), de uma maneira cada vez mais enérgica:   

Mas, afinal o que é a economia criativa? Augusto Mateus explica que é como “fazer vinho não apenas porque tem uvas, mas é fazer vinho diferenciado, porque conhece melhor do que os outros os processos de vinificação e os gostos dos consumidores a que se dirige”.

E acrescenta o mesmo Augusto Mateus:

"As sociedades mais desenvolvidas são as que baseiam os factores competitivos mais naquilo que é escasso: a cultura, a criatividade e o conhecimento. A economia criativa é aquela em que se comece não nos recursos”, explica Augusto Mateus.”*3

Conclusão:

Porque sabemos da “energea” que as imagens comunicavam à arquitectura, e a todas as obras em que apareciam como explicado por Mary Carruthers em The Craft Of Thought, Meditation, Rhetoric, And The Makinf Of Images 400-1200*4; assim como também sabemos que hoje, cada vez mais, essa Retórica (visual) está longe de ser compreendida, dada a enorme diferença entre aquilo que hoje se chama Arte, e o que esta mesma palavra significava no passado:

Daí as confusões contemporâneas entre Arte (ars) e Técnica (technê)*5, e o muito mais que seria necessário (original e útil) introduzir, explicando, ensinando e disseminando Saber, que se venderia. Ou seja, seria economicamente rentável, para as instituições de ensino superior que têm esta visão: buscar riqueza (money) em troca de informação e ensino...

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*11988 - Faz parte da Comissão de Organização da 1ª Feira das Indústrias da Cultura na FIL”. Conforme consta em: http://antonioquadros.blogspot.pt/p/biografia-de-antonio-quadros_28.html

Note-se que desde 1988 (até hoje) já ninguém se lembra ou pode recordar estas informações. O passado morreu, é para enterrar! Até que haja algum muito original, investigador que o resolva ir buscar. Então dir-se-á, como foram interessantíssimos esses tempos. Como eram criativos! Etc., etc.: em híper-ululantes e excitantes pesquisas, mas para serem feitas daqui a 5 anos. Porque agora é, ainda, cedo demais!

*2 As espécies que só viram mortas, já cozinhadas e no prato, sem poderem adivinhar a beleza das penas de uma perdiz ou faisão…

*3 Vindo de: http://rr.sapo.pt/noticia/68507/antigo_ministro_da_economia_polemica_na_caixa_nao_tem_sentido?utm_source=rss . A ler ainda: http://culturascopio.com/jornalismo-cultural/o-que-sao-industrias-criativas/

*4 Trabalho que lemos em francês com um título (Machina memorialis - Méditation, rhétorique et fabrication des images au Moyen Âge) porventura bem mais apelativo? Por exprimir melhor a correspondência que era necessária conseguir estabelecer, entre IDEAS – a Cultura que hoje se diz ser Imaterial, e as Obras Materiais como são a Arquitectura, a Pintura, a Escultura, a Ourivesaria, os Vitrais, etc. Assim como todos os trabalhos de Carpintarias, que por isso se vestiam das formas que tinham a capacidade de enfatizar (visualmente, e, portanto, retoricamente) tudo o que estava expresso por letras – i. e., alfabeticamente – nos livros litúrgicos. É todo o Simbolismo medieval, como síntese/sintagma/reunião de ideias que se reforçam mutuamente. Só que, pelo que temos visto, estes não são tempos em que os doutorados ou profs. universitários (correntes) tenham capacidades (mentais) para conseguir entender os processos de elaboração (mental) desse mesmo simbolismo.

*5 Assunto em que se ocupariam páginas e páginas (para o conseguir esclarecer minimamente), quer para este exemplo quer para outros em que as palavras se continuam a empregar; embora hoje tenham sentidos completamente diferentes do que tinham no passado.


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