Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
05
Mar 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... mas também os há dispostos segundo regras que, facilmente, não se descortinam (como as imagens abaixo mostram).

 

Depois, as nossas temáticas vindas dos estudos do que seria um doutoramento se a Universidade de Lisboa o tivesse querido, e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) o tivesse exigido, como se esperava (e houve compromissos nesse sentido)...

Esse tema que registámos, ainda no trabalho do mestrado, e no qual muito temos investigado, não parou de nos fornecer, crescentemente, mais informações. As quais, não tendo originado o doutoramento (e/ou ainda, o trabalho de toda uma equipa como devia ter sucedido), as referidas informações continuaram a trabalhar em nós (e nós nelas...). Permitindo para breve, que passemos a escrever muitos mais novos posts. Ou, quem sabe, a publicar (em papel), directamente, como há dias nos foi dito pelo editor da revista escolar.

Novas informações de Louis H. Sullivan, sobre as formas e os seus significados; também sobre a igreja de Paço de Sousa e o Túmulo de quem foi o Aio do nosso primeiro rei. E voltando ao século XX, novas informações que captamos plasmadas em trabalhos de Marques da Silva - que foi um arquitecto portuense, precursor, que também empregou iconografia com milhares de anos (tal como fez L. H. Sullivan): em todas estas fontes que acabámos de mencionar, encontram-se materiais que faz sentido re-associar. Como cada geração deve fazer*.

E por fim, associar também a todas as informações anteriores, a Iconografia que há anos recolhemos em Conínbriga, mas agora vinda de bibliografia da DGEMN de 1948. 

E se já não nos move o doutoramento**, que, pelo menos, e como foi dito certo dia num júri de apresentação de um dos nossos trabalhos (do referido doutoramento), então, que pelo menos o trabalho que ela (essa membro júri) alcunhou e considerou dever ser "o trabalho de uma vida".

Então que todos estes materiais que temos recolhido e interligado, que eles vejam a luz. Exactamente com esse cunho e essa característica: como a investigação de quem a Universidade repudiou, escondeu, ou se envergonhou (?) mas que não desistiu!

Quer pelos valores que recebeu do Estado para investigar, quer pelo conhecimento da pertinência (e de todo a premência) da investigação, e tema extraordinário, que lhe foi parar às mãos. Apesar, repete-se, de imensa exiguidade mental de que está rodeada.

Sobretudo a daqueles a quem competia prover as condições - o acolhimento e a logística - que um trabalho obviamente ambicioso (e basto complexo) exige.  

Assim relembre-se agora esta imagem que já fizemos e publicámos***

MANDALAS(2)-C.G.JUNG

(aqui a imagem original, explicada)

~~~~~~~~~~

*Ou seja, re-associar e revisitar, à maneira da minha geração: i. e., e com os conhecimentos que hoje (em geral) muitos temos.

**De tão medíocre que é a actual qualificação de alguns dos que seriam os nossos/meus pares.

***Porque o tema dos Círculos, ou da Esfera, na Arquitectura antiga é interminável. Continuaremos a mostrar como EsferasCírculos - seja na bibliografia do Pseudo-Dionísio, o Areopagita, ou na de Sto. Agostinho, se referiram a Deus, e ao que consideraram Divino. Continuaremos a mostrar como certas associações de círculos (e depois também de outras figuras geométricas, como triângulos, quadrados, etc.), traduziram Dogmas do Cristianismo. Continuaremos a chamar IDEOGRAMAS a essas associações, ou conjuntos, que originaram diferentes formas arquitectónicas. Com destaque para os diferentes arcos (ou as diferentes edículas) dos vários estilos arquitectónicos. Em suma,  "o trabalho de uma vida" como lhe chamou (a pretexto de o afastar, ou o contornar) uma Senhora Profª. da FBAUL, vai continuar a ser produzido. Com os meios que temos, devolvendo assim à sociedade e a quem se quiser interessar pelo tema, os valores que recebemos da FCT para investigar. Será um legado, tal como já estamos a oferecer à biblioteca da escola onde estamos há mais de 40 anos (BAQ), alguns dos documentos, originais da instituição espanhola cujo modelo foi importado e repetido em Portugal nos idos 1969. Por essa documentação - a que antigamente se chamavam Sebentas de Estudo - nós aprendemos imenso, tendo contribuído depois para uma primeira simplificação e tentativas de sistematização, desde 1976-78. São materiais que vão ficar disponíveis na Biblioteca da Escola, embora nos pareça que, na prática, e tal como os círculos que hoje tentamos explicar (a respectiva origem e como funcionaram enquanto linguagem), ninguém nunca mais se vai interessar por esses temas do design e da construção...

Claro que é lamentável isto que se está a prever (uma redução constante do Saber e dos Conhecimentos dos alunos), mas não deixamos de estar em paz com a nossa consciência: a  consciência moral,  a consciência  cívica.

Em suma, a consciência de um docente que nada pode contra um tsunami carregado de energia (destrutiva).

O Post de hoje - quando faz quinze anos em que percebi a origem (na teologia cristã) do arco ultrapassado e a do arco quebrado -; é por isso dedicado aos meus antigos alunos do IADE, que conseguiram doutorar-se.


mais sobre mim
Março 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10

14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


arquivos
pesquisar neste blog
 
tags

todas as tags

blogs SAPO