Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Ago 14
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... e tem memória de alguns truques e malfeitorias, que são prática corrente nesta terra:

 

É verdade, alguns dos «epítetos» do título assentam-nos (talvez...?) que nem uma luva.

Porque dos anos 60, e depois várias vezes contados e recontados - o que permitiu avivar as nossas memórias - lembramo-nos do que se passou quando foi construído o Metropolitano de Lisboa.

Aquilo de que hoje se orgulham a CML, e também a própria empresa METRO, chegou a ser escondido: i. e., para não se atrasarem os trabalhos de construção da Estação do Rossio, houve quem quisesse esconder os achados arqueológicos que entretanto não paravam «de brotar do chão»! 

Porque durante os trabalhos de construção desta estação foram trazidos à luz do dia achados arqueológicos de grande interesse para o património cultural da cidade. Vestígios da cidade romana, da cidade moura e também dos edifícios pertencentes ao Hospital de Todos-os-Santos, mandado construir por D. João II. Edifícios que ruíram com o terramoto de 1755.

Todo este conjunto arqueológico foi depois devidamente estudado pelos Serviços Culturais da Câmara Municipal de Lisboa, estando hoje esses achados arqueológicos expostos no Museu da Cidade e talvez ainda em espaços do Metro.

Como se percebe e hoje é dito pela empresa - uma importante página da História de Lisboa veio assim à luz do dia graças à construção do Metropolitano de Lisboa.

Mas, leiam o que hoje se diz sobre a questão e como concretamente se valoriza o trabalho de Irisalva Moita:

"A Praça da Figueira é uma das áreas da cidade de maior tradição na investigação arqueológica de Lisboa.

Um dos trabalhos pioneiros de Irisalva Moita ocorreu em 1953 no subsolo de um estabelecimento comercial, de nome “Irmãos Unidos”, típica “tasca” lisboeta localizada no quarteirão que separa o Rossio da Praça da Figueira, para onde dá a sua entrada principal.

Neste lugar a investigadora registou fotograficamente uma parte bem conservada da escadaria da Igreja do Hospital Real de Todos-Os-Santos, revelada por trabalhos de rebaixamento do piso (MOITA 1993).

Em 1960, entre 22 de Agosto e 24 de Setembro, Moita executou a escavação de uma área importante dos restos daquele edifício público de origem quatrocentista, bem como da parte confinante do antigo Convento de São Domingos e a antiga capela de Nossa Senhora do Amparo, que se encontrava entre ambas as construções, conjunto ameaçado de eminente destruição pela instalação da primeira rede de Metropolitano da capital (MOITA 1964-66, 1993 e 1994).

Este trabalho corresponde à primeira escavação de carácter preventivo executada em Lisboa, tendo envolvido meios humanos importantes.

Sublinhado nosso ver em: “2.1. Aspectos de enquadramento, práticas e metodologia das intervenções arqueológicas urbanas da Praça da Figueira.” p. 7, op. cit. In:

https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/8130/2/5_Disserta%C3%A7%C3%A3o.pdf

Ver ainda (em ler +): http://www.metrolisboa.pt/informacao/planear-a-viagem/diagrama-e-mapa-de-rede/rossio/


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