Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Ago 14
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Sobre o dia 18.12.1961 e o post que escrevemos sobre ele*, releu-se e merece uma mini-Errata.

 

É mínima, devendo ser vista como precisão ou clarificação, já que no restante, e a esta distância, o post nos parece correcto.

Assim onde se lê: “Dentro da Europa (e isso aconteceu, várias vezes, na Arte Medieval) em que tudo se repete e nada se acrescenta, tal afirmação pode ser verdade.”  Deve ler-se: “Dentro da Europa (e isso aconteceu, várias vezes, na Arte Medieval) em que tudo se repete e muito pouco se acrescenta,....”

Aí, como aliás podem ler ao longo do texto que se segue, fala-se de criatividade e claro que ela existe sobre a base que eram as fórmulas já estabilizadas e adquiridas. Não fosse essa base – os vocábulos da linguagem que está subjacente aos estilos (para alguns eram elementos de  códigos**) - a que chamamos Ideogramas; ou, são Invariantes como lhes chamou J. Eduardo Horta Correia***?

Porque se não fosse essa base, repete-se, dificilmente saberíamos do que é que se tratava. Tal como Hugo de S. Victor compara o conhecimento e os seus referentes a um chão que se vai pisando,  também aqui nos parece fácil (ou pelo menos possível?) a compreensão da analogia, entre um pavimento que se pisa com segurança; ou um texto que se lê e compreende - porque as palavras que contém são referentes que nos traduzem (e trazem à mente) ideias e imagens; o mesmo se passando na obra de arte visual, antiga e tradicional (cristã), com os seus vocábulos. Isto é, os (aqui) mais que referidos ideogramas e invariantes, que também são configurações, mais ou menos constantes, que nos habituámos a ver, e delas descobrimos o significado. Aliás, hoje é a sua ausência que nos pode perturbar: como quem não sabe o que pisar, se o chão não está lá? 

E voltando atrás, «descobrimos» sim, e muitas vezes confirmou-se num Dicionário de Símbolos.

O que, repetidamente, nos levantou uma outra questão (óbvia): Quem é que lê, de seguida, e faz um esforço a memorizar um dicionário (de símbolos)?

Parece-nos que ninguém? A não ser que esteja extremamente interessado e já a dominar uma determinada língua, para, por exemplo, usar palavras sinónimas... Caso contrário dificilmente se consegue memorizar um qualquer dicionário.       

E quanto a esta RIBA PIX, alguém tem «memorizado» de onde ela vem?

Para ajudar diz-se que vem do AJ de hoje, a ver emhttp://www.architectsjournal.co.uk/8666674.article?WT.tsrc=email&WT.mc_id=Newsletter2, constando noutras versões em arquivos nossos (que incluem a própria memória). De onde, se viesse solta e sem as legendas que a porta constitui, talvez nunca a identificassem...

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*http://primaluce.blogs.sapo.pt/73573.html

**Ver em Monserrate uma nova história, pp. 61 (sobre ideogramas e um "código à espera de ser decifrado..."), e p. 164. Informações vindas de Jorge Rodrigues e Paulo Pereira.

***Ver posts recentes de Iconoteologia:

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/invariantes-ou-ideogramas-mais-tudo-o-70166

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/de-novo-fazer-corresponder-sinais-70106

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/no-panorama-ainda-muito-pobre-da-69334


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