Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Ago 14
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

O «Viva El Papa» das Coreanas mais os seus desenhos em pequenos cartões*, é algo que na Europa de hoje será talvez difícil de imaginar, ou de acontecer...?

Mas no mundo conturbado em que estamos, a mensagem do cristianismo parece continuar viva, e neste caso é transposta - com o que parece ser uma grande simplicidade - para documentos portáteis...

Será que lembra os dípticos e os trípticos, portáteis, que muito mais tarde estiveram na base dos Retábulos? Incluindo-se aqui, na base das suas formas arquitectónicas? Ou seja, nas capas (ou portadas como se diz em Espanha) dos livros, incluindo a Bíblia? Também ainda nos chamados frontispícios dos livros? E mais ainda das Portas e dos Portais das igrejas (que deviam ser simbólicos)?

Será que esses mini-cartões podem lembrar os Codex (de que José Rodrigues dos Santos tem escrito), e que afinal correspondem à passagem dos rolos (a Torá dos judeus) para o livro, enquanto objecto http://pt.wikipedia.org/wiki/Códice, que está directamente ligado à história (e ao desenvolvimento) do cristianismo**? 

Será que lembra? E que estas analogias que nós fazemos - tão espontaneamente - também ocorrem a muitas outras pessoas? É porque em Arte (e na base da sua criatividade...), as leituras que se fazem dependem das informações prévias que o leitor já detenha; as quais permitem o gozo (ou um usufruto bem maior) das analogias e associações que os criadores deixaram «plasmadas» nas obras***.

Claro que sabem disto...?, e nós só queriamos enfatizar a questão da portabilidade de um documento de fé: como aconteceu na Idade Média.

Em tempos que foram diferentes, como hoje não há a capacidade de imaginar como foi: pois não temos informações bastantes, e em geral somos todos muito ignorantes e incultos, sem conseguir transpor, pela imaginação, os limiares (ou as «imensas barreiras») que o tempo e as maneiras diferentes de pensar, criaram.

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*http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=159082

**Ver Otto Pächt, Booh Illumination in the Middle Ages, Harvey Miller Publishers, pp. 9-15: "The Book as Symbol in the Middle Ages, (...) From Roll to Codex".

***Plasmadas - porque é talvez (?) a palavra que melhor traduz a plasticidade que é necessária - e a imensa «habilidade técnica» dos criativos - para fazer a acomodação e a síntese das formas (significantes) colocadas nas obras de Arte: sejam de Design, da Arquitectura ou numa outra área. Formas que depois conferem/conferiam um sentido global às obras em que participam ou participavam...


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