Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jan 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Re: sempre!

Sobretudo com o frio. Porque como saber isolar e obter conforto térmico pode ser muito real e importante. Mais do que passar o dia no computador à volta de ninharias e inutilidades pouco ou nada produtivas.

 

Claro que estes eram temas/matérias que se ensinavam em muitas (demasiadas...?) vertentes; mas que nunca deixaram de (nos) ser úteis. Com as alterações climáticas pode agora ser agradável que não chova, mas, mais à frente vão ser notadas as consequências, e, é normal, pode esperar-se que os designers saibam apontar soluções...

É quando nos lembramos de tudo o que caiu em desuso, e deixou de ser preocupante. Como se está a regredir no saber e como em tempos se tentava ensinar, teoria e prática, de modo a apetrechar os alunos, futuros profissionais, a saberem resolver problemas de diferentes origens: i. e., transversais a várias disciplinas, e não apenas de desenhos feitos para ecrãs! 

É que, quando se é especialista, e sobre conforto térmico são muitos os detalhes que fazem toda a diferença.

Por exemplo, pode-se ensinar como devem ser as texturas (qual o ponto?) dos cobertores, os seus materiais - fibra ou lã, qual a combustibilidade dessa substância? E ainda, qual a melhor ordem de colocação de cada peça numa cama. Como quem se veste... Ou como quem tem que decidir qual o isolamento térmico a pôr nas paredes de uma casa, e em que face, ou camada, são aplicados esses materiais?

DSCN7115.JPG

Enfim, ensinava-se! Por exemplo vindo dos apontamentos de A. Lobato Faria (e não propriamente do Feng Shui)  - qual a melhor orientação - com bases científicas, para as fachadas dos edifícios. E dentro destes por exemplo para a habitação, ensinava-se qual a melhor posição dos quartos, das salas, das cozinhas, etc...

Seria esta uma característica do espírito e da mentalidade pós-guerra? Da atitude construtiva que tiveram os EUA e a Europa, que muito queriam progredir?

Havia então (comparado com a actualidade), como que uma sede de Saber e de Ciência; a noção de que deveriam ser inúmeros os conhecimentos a entrar no Design - a nova disciplina que a certa altura passou a estar na moda (depois dos precursores, meio século antes) - e a colaborar com um núcleo central de saberes, para produzir, industrialmente, os artefactos necessários à vida contemporânea: fosse em ambiente doméstico ou nas empresas e nas fábricas.

Os tempos mudam, e o que foi moda já não é. Porém, o Hygge de que se fala, não é só uma mentalidade: principalmente é feito de Design


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