Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Nov 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... intelectualmente (falando), também é quem não quer «mandar». No sentido do Poder, do Gerir e do Impor. Simplesmente, não quer! Deixa isso para outros.

 

Mais, nem sequer tem muita paciência para o que esses poderes implicam. Mas se há outros poderes que lhe interessem, esses são os de influenciar.

Poder influenciar para um mundo melhor. Poder mostrar que se pode ambicionar mais qualidade de vida. Poder ensinar como tornar várias das actividades humanas mais sustentáveis, equilibradas, harmoniosas...

Sim, são deste tipo os Poderes que ambicionam os que melhor se equipam em Saber e Conhecimento. O que esses desejam, verdadeiramente, é Poder espalhar o como agir, e o know how (mais adequado) sobre os processos que podem permitir aumentar a compreensão, a inteligência, e em geral o entendimento da sua envolvente.

Para depois, paulatinamente, e à sua maneira, chegarem ao seu modus faciendi ou modus vivendi.

Claro que perante isto (se estiver certo?), teremos que concluir que esses pretendentes a um "bom equipamento mental" não são nada, mas mesmo nada, rigorosamente nada, ambiciosos!

Só que, a dita ambição - ou o desejo de desenhar um caminho para a própria vida - nem sempre é claro na mente de cada um. É aliás mais fácil, em geral, olhar para trás e notar que houve um caminho, do que, em cada dia ter acordado e ter tido a noção que nesse dia se deveria percorrer um determinado traçado, que se tivesse desenhado, previamente, num qualquer mapa.

Porém, acontece a alguns, talvez porque já não estão no início das suas vidas (?), a partir de certa altura passarem a estar compenetrados de que, de facto, pode haver troços quotidianos a cumprir.

E isto passou a estar presente na nossa vida, não apenas depois de termos compreendido as Origens do Gótico - que Maria João Baptista Neto entendeu serem essenciais para entendermos Monserrate; mas, sobretudo, depois de termos percebido que a História da Arte do Ocidente Europeu é/foi uma Iconoteologia, e que as formas (mais) abstractas da Arquitectura e da Arte, quase todas, provêm da Teologia Cristã.

Porque traduziram Dogmas do Cristianismo: imagens que, uma-a-uma (per si), dentro da igreja ou da catedral, estavam associadas ao Símbolo de Niceia-Constantinopla; ou que, em conglomerados de formas, muitas vezes entrelaçadas, serviam para explicar (o conhecimento de...) a Trindade Cristã.    

Assim, acontece-nos agora achar que há passos que temos que dar, quotidianos. Porque se nos informarmos mais e depois ajudarmos os outros, todos, a entenderem a maioria das imagens que os (e nos) rodeiam, estaremos a esclarecer e a facilitar a vida de todos. E se esta é uma missão que o Ensino Superior não devia querer ignorar - mas de facto ignora com toda a pesporrência ... - no nosso caso, e estando no polo oposto, continuaremos a fazer exactamente o contrário do que eles fazem

Já que em nossa opinião, tornar claro, em vez de obscurecer e dificultar a compreensão, é um contributo para um mundo melhor. Por isso fizemos um blog chamado Iconoteologia. Por isso há 2 posts «mais especiais», que hoje se aconselham:

L’histoire d’une découverte (1ère partie)

  L’histoire d’une découverte (2ème partie)


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