Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Fev 14
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

... porque Cascais e os Estoris estão repletos de "Chalets" (ver os de Braga*), e ainda de telhados que foram influenciados pelas obras de Pugin.

 

Por isto havemos de escrever sobre os Carpenter's Gothic.

Só que, são tantos os assuntos que nos interessam que o tempo falta (e falha).

Como em muitas situações já vai «falhando» a memória daqueles que é suposto construírem essa mesma Memória.

Uma «memória» que, passados 50 anos já é História, embora nalguns casos, por razões pessoais, seja também o tempo da nossa vida, de criança-adolescente e mais tarde já em idade adulta...

Os 600 anos da Vila de Cascais**, foram para nós, há 50 anos, um acontecimento que vivemos (apesar da idade...!) com razoável atenção.

E foram depois imensas vezes, e de um modo quase directo, uma importantíssima fonte de informações:

Como nos sucedeu há cerca de 40 anos - ou mais? (o importante é que lemos muito...) - poder ler, na bibliografia então produzida pela Câmara Municipal de Cascais (em 1964), algumas descrições das Festas do Espírito Santo: como existiram, ainda no início do século XX, nos Concelhos de Cascais e de Sintra.

Razão para em 2001 (?), e depois em 2005-06, podermos conhecer aquilo que a maioria nem sequer sabe que existiu...

Há que voltar a este tema - que são as nossa memórias de há 50 anos - que, por muito estranho que pareça, influenciaram a escolha das temáticas de um plano de doutoramento: planeado cerca de 40 anos depois (de pela primeira vez termos contactado essas obras).

E porque todos vivemos mais anos, com muito mais qualidade, 50 anos passados (a uma velocidade que está cada vez mais acelerada, nos últimos tempos), também se verifica que aquilo que soubemos e aprendemos desde a adolescência e juventude, ou em licenciaturas que tinham qualidade - como hoje parece estar esgotada (?); agora esses temas são vistos como «coisa eruditérrima», de que todos têm medo: i. e., anátemas de que querem distância***!

É um mundo ao contrário, e...   (a continuar)

Se agora a Câmara de Cascais pede imagens, enfim, sabe-se que há quem tenha bastante mais... memórias que a Câmara nos deu! 

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*http://www.archdaily.com/451309/el-chale-de-las-tres-esquinas-tiago-do-vale-arquitectos/528ec55ae8e44efc1f000210_el-chal-de-las-tres-esquinas-tiago-do-vale-arquitectos_alzado_poniente-png/

**http://www.cm-cascais.pt/noticia/partilhar-memorias-e-fazer-historia-partilhe-connosco-suas-memorias

***Para serem eruditos, vagamente chamam-lhe Antropologia, conhecimentos de inúmeras vertentes. Mas «dentro da erudição», levada a sério - com pés e cabeça e compreensível - leiam Alain Besançon e o que escreveu sobre a Imagem Proibida (e a sua destruição). Notem como entre nós existiu, provavelmente também, uma geração angustiada e dividida, entre a imagem representativa (e icónica), versus abstracção; ou, várias representações indirectas, feitas através de «sinais codificados», a lembrar escritas alfabéticas, que alguns questionaram sem cessar. Como fizeram: Almada Negreiros, Lima de Freitas, António Quadros...?  

Finalmente sobre algumas histórias que hoje constatamos ter lido ou «bebido quase na fonte...», ir a: 

http://www.cm-cascais.pt/dossier/650-anos

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/

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