Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
07
Nov 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Há dias, lendo a história dos Quintela-Farrobo, e sobretudo o que levou à sua ruína, o que mais nos tocou foi saber como era do Monopólio do Tabaco que em meados do século XIX provinha cerca de 1/8 da «riqueza» que alimentava o orçamento do país. Sim o orçamento nacional

Já nessa altura se percebiam algumas das desvantagens do tabaco, mas, por curiosidade, tinha sido recentemente um embaixador francês em Portugal, de apelido Nicot, que se lembrara de enviar à sua rainha um pacote de folhas de tabaco, por se pensar que fumadas, teriam o poder de aliviar dores de cabeça (de que essa rainha padecia). E assim esse poder ficou chamado Nicotina

Existem várias informações na internet, sobre os Monopólios do Tabaco (e também ainda sobre outros monopólios). Sendo as melhores que lemos as de Maria Filomena Mónica* que estudou a questão a partir do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Os dados são fundamentados com «história viva» que inclui relatos do que seriam as sessões das Cortes (PDF). Não muito diferente de hoje, em que outras nicotinas (ou enormes preconceitos) já estão instaladas, qual drogas leves, nas cabeças das novas intelligentsias que nos dirigem: por todos os lados e em todas as direcções, sem apelo nem agravo, nem hipótese de terem a capacidade de ver algo mais, algum outro lado (ou outra vertente que todas as questões sempre têm)...

Infelizmente, há que o dizer - como se aprende em Psicologia - é gente com mentes de galinhas que acedeu a algum microfone, aos meios de comunicação, e assim, como eles todos dizem, até à exaustão, hão-de disseminar e depois exaurir/secar a única ideia que lhes ocorreu. Porque as suas verdades - que são ditatoriais e únicas -, até que outras as venham apear, têm que ser apregoadas com o máximo estrondo.

Até que, suavemente, o tempo deixe imergir o que entretanto teve que ser silenciado, ou teve que ficar na gaveta:  No seu melhor, e como muitos sabemos ----> This is Portugal.**

Um retrato dos agentes do futuro: Ser homem, de 30-40 anos - surfista, dito esperança de amanhã, de prancha e mochila às costas, mesmo que, com a moleirinha muito ôca...

Não interessa o que lhes vai na cabeça, nem que sinapses fazem? Que ideias outras, eles interligam? Basta este retrato, que é imagem em contra-luz, ou só um out line: sem detalhes! Porque, aliás, e como toda a gente também sabe, esses são desnecessários já que "o diabo está nos detalhes..."***

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*http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/maria-filomena-monica-os-portugueses-se-pudessem-tambem-eram-corruptos

**Claro que a Cimeira (Web Summit) é extremamente positiva, também para o país. O inconveniente está por cá, é local. E a cimeira será vantajosa se ajudar a abrir as mentalidades. Se ajudar a ver que as oportunidades de negócio, muitas existem já na própria Cultura nacional, quando devidamente tratada ou «explorada»  

***E assim arranjado um poiso ou um canto para o diabo, que ninguém entre em detalhes: essas coisas estúpidas, inventadas pelos que são pessoas de rigor, mas que só servem para moer a cabecinha dos ("empties") que cantam:

Oiçam a cigarra, esqueçam a formiga!

Embora se diga que não há coincidências ao preparar uma visita ao Teatro Thália pareceu essencial compreender como foi a ruína de Joaquim Pedro Quintela. Com isso surgiu o artigo de Maria Filomena Mónica, a investigadora que muitos desconhecem, mas deviam conhecer, é um must, por tudo quanto tem feito pelo Ensino e pela Cultura.


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