Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jun 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Esperava-se que fosse admirável mundo: novo, promissor, futuro e amanhãs que cantam. Mas, eis senão quando – e a palavra parametrização, por voltas muito engraçadas (para nós) saiu da OA – o futuro é (ou seja parece ser, até que a moda mude*…); o futuro é PARAMETRIZAÇÃO (a merecer maiúsculas).

 

Acontece que, claro que esta postura é muito crítica, visto que tudo** se esvaziou, para ser apenas parâmetro. A medir como a própria palavra diz.

E postos estes termos num motor de busca, da internet, saiu este texto, já com meses, de uma cronista que não conhecíamos (porém, um texto bem interessante);  o qual por andar tão próximo do que andamos a pensar e a escrever, faz todo o sentido postar e guardar aqui.

Claro que há uns anos atrás nunca nos passaria pela cabeça dizer: "Ah, quando crescer quero ser medida, parametrizada, posta em rankings, etc., etc.".

Pois, felizmente, pelo contrário, gostava de ensinar, brinquei/brincámos muitas vezes às escolas, aos alunos e aos professores.

Felizmente, no passado havia brincadeiras que nos preparavam para a vida, real e muito normalzinha. Claro! Ou seja, não parametrizada: Claríssimo!***

Mas há modas para tudo, confirmando-se que este presente feito de rankings e de medições paramétricas só se justifica porque abundam os desonestos, e os que se pretendem «auto-limpar» com a sua inserção em rankings.

Ou, dito de outra maneira, em listas de verdadeiros citados e «(ex)citados» - que também são - e não é pouco!

Aliás, se tivessem em honestidade e competência metade do que tem em (ex)citação e marketing, nunca teríamos dado, sequer, pelas suas desonestidades e ignorâncias. Já que essas desonestidades foram (quase) tão bem construídas e apresentadas que foram precisos anos para se perceber a tramóia que montaram. 

Depois, nem todas as mentes andam à mesma velocidade, e os mais rápidos podem levar tempo a conseguir demonstrar (veja-se aliás a actualidade da Caixa, e como se esperavam os golos do Ronaldo, para disfarçar muitas verdades inconvenientes... o que mutatis mutandis vai dos Bancos ao Ensino Superior)

mavc.jpg

E agora, outra magia, de uma daquelas garagens cheias de lixo - onde se pôs de lado tudo o que deixou de interessar - saiu (porque o achámos e logo guardámos!) aquilo a que também se poderia chamar, de acordo com C. G. Jung

---> Uma parte do nosso inconsciente colectivo!

Uma parte do que nos formou e educou, boa parte do que nos foi enchendo os olhos...

~~~~~~~~~~~~~~

*E se veja a imensa parvoeira que constitui, ao fazer valer os parâmetros em detrimento dos conteúdos… Esses sim, os únicos potencialmente enriquecedores

**A CIÊNCIA, os trabalhos de investigação científica, a necessidade de inovação que poderia trazer por exemplo novas ideias e novos empregos – para as pessoas e não para os robots; e consequentemente pessoas mais realizadas, felizes…

***E, que pena, nunca brincámos aos padrinhos que levam os afilhados, de mão dada, às «universidades interiores» e escondidas (beirãs ou não!), para virem de lá doutores, agregados e catedráticos. Nunca, nunca nos passou pela cabeça essa brincadeira - a não ser que fosse uma "causa hiper-honrosa" -  que alguém que nunca frequentou a universidade (nem sequer escola superior), se tornasse catedrático e reitor, impondo aos que têm mais anos, aquilo que nunca poderiam ter sido, pois ainda não era o tempo...

Enfim, a moral desta istoria é que há que actualizar as brincadeiras das crianças: pô-las a incluir desonestidades, factos que há décadas seriam inverosímeis e até falcatruas, para os seus mais belos sonhos e jogos. Porque não sonhar e brincar à moda desta época, de uma Grande Depressão, como é o presente? Brincar de como ser aventureiro, real como Bonnie & Clyde e não ficção como Arsène Lupin, passando umas rasteiras e tornando-se dono de Banco, ou Banqueiro? Sonhar que se mudam as regras do jogo a meio, fazendo com que todos os diplomas (e as «salva-e-guardas» criadas e emitidas pelo próprio estado, para os docentes de vários graus do ensino secundário, que assim eram reconhecidos), se tornem meros papéis de encher gavetas...? Enquanto nas instituições (privadas, a quem o mesmo estado, inadequadamente, concedeu poderes que nunca deveria ter dado...) os Coordenadores de Serviço (ao serviço da mediocridade), mandam baixar o nível do Ensino, para assim se poder desdobrar em duas etapas - licenciatura e mestrado (de Bolonha) - com o mesmo nível ou até menos, o que antes eram licenciaturas de 4 anos...

Tem Povo que é cego! Que fala da "geração mais bem preparada", achando que tempo de escolarização e preparação são o mesmo...?    

Por aqui, outros valores mais altos "se alevantam"

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