Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
31
Mai 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... expressão inglesa que a uns serve para ensinar História da Arte, e a outros para valorizar aspectos construtivos mais eficazes do ponto de vista estrutural.  Mas, para esses, sem grande (ou mesmo nenhum), sentido semântico.

Enfim, é sobre 2 posições contraditórias 

 

Já escrevemos sobre este tema, várias vezes, e vamos continuar a aprofundá-lo.Tanto mais que a Internet disponibiliza óptimas informações sobre o assunto, como é este caso: a incluir informações e conteúdos, com que, muito dificilmente, poderíamos estar de acordo

Nesse texto, algures diz-se que é um mito (a ideia de haver formas significantes que se empregaram na arquitectura), e vai-se ao ponto de chamar à colação algumas arquitecturas primitivas para provar que não há ou houve «arquitecturas falantes».

Por nós é uma questão de abordagem metodológica (e de narratividade de algumas obras): porque se escolhermos as formas que não nos dizem nada, nem dizem a outros, é provável que não se consiga pô-las a falar...

É mesmo possível que, aliás, se consiga provar que toda a arquitectura sempre foi muda!

Já se formos direitos ao que se sabe que falou, e em geral, directamente àquilo que dizia*, é normal e fortemente provável que se possam apresentar resultados.

Portanto cuidado com os Mitos. Sobretudo com as categorias de análise impostas aos elementos (soltos ou inteiros), dos casos que se estudam; ou podem vir a estudar... 

PortaeCaeli.jpg

(outras infos e outras legendas)

*Obras que, verdadeiramente, "noblesse oblige...", - e foi mesmo isso que sucedeu - elas foram obrigadas a falar. Na imagem acima as arcarias falaram pelas Portas do Céu - da sua bondade, beleza, nobreza - como escrevemos na legenda, aposta na imagem.

Mais, não é por acaso, que neste momento nos nossos 3 blogs [aqui e em http://primaluce.blogs.sapo.pt/my-eyes-are-not-mine-376832, ou em http://casamarela.blogs.sapo.pt/tecidas-na-capital-do-alto-alentejo-25457 ] está presente um "Almada omnívoro", já que o seu trabalho tocou diversas áreas artísticas, num período de tempo em que a Arquitectura, por influência de Adolf Loos e outros influentes opinion makers, caminhava em direcção ao minimalismo (de hoje).

Tal como sucedeu, e Alain Besançon o explica - para a arte em geral - tratou-se de um movimento em direcção ao que se poderia chamar um "duplo iconoclasmo" Por se terem anulado/calado as correspondências privilegiadas, outrora existentes, entre várias formas e os seus significados. Relações que, raramente foram unívocas, e por isso, com toda a propriedade, lhes chamamos polissémicas

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25
Mai 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

..., they are the eyes of our century

 

E com estas palavras, ditas e escritas (em português) o autor justificou as formas que tantas vezes preferiu - ou as escolheu...? - para estarem presentes nos seus trabalhos. 

Por isso já escrevemos (em legenda):

"Os olhos de José de Almada Negreiros, são os mesmos que nos oferecem, em cada um - ou em muitos... - dos seus trabalhos, uma verdadeira piscadela de olho!

Cúmplices - em todos os sentidos, divertidos ou até trocistas? (acrescentamos agora) - pelas formas que conseguiu "plasmar" nas suas composições; sinais que no seu século (XX) já muitos estavam a desconhecer o (respectivo) significado antigo, mas que ele ainda usou, ou, até se pode dizer, abusou!"

Acrescentando-se mais: que o fez num registo de imensa modernidade, por estar, propositadamente, «fora dos cânones» do seu tempo (i. e., muito mais à frente). 

Lembre-se que viveu de 1893 a 1970, tendo produzido a maior parte dos seus trabalhos durante o período que hoje se chama Estado Novo.

Ou seja, na mesma época em que a Arquitectura, ainda de sentido tradicionalista (ver na obra de José Manuel Fernandes) ainda estava a utilizar, em estilização e em redução formal, sempre em crescendo, muitos dos mesmos sinais de que Almada fazia uso (da maneira que agora é vista como modernista e vanguardista) *. 

Sinais com raiz nas formas mnemotécnicas (ou, chamamos-lhes os ornamentos) das obras das artes visuais

~~~~~~~~~~

*Sinais que Adolf Loos Loos criticara - como sendo excessivos, em Ornamento e Crime. Sinais e Decoração que Nuno Teotónio Pereira  também repudiou, embora pouco tempo depois no Mov. de Renovação da Arte Religiosa tenha andado à procura dessa mesma ICONOGRAFIA CRISTÃ. É mesmo muito curioso o que se passou: desenvolvimentos contraditórios, mas simultâneos...   

Para Almada - como no Pic-nic da Ínsua (de Moledo), tudo isto valeria uma enorme gargalhada? Muita troça...

DEpois-da-Ínsua-Caminha-2.jpg

(LEGENDA)

E, já agora, como ele, também nós fazemos troça dos que decidiram chatear...Porque andam perdidos, não se encontram, não sabem onde estão!


23
Mai 17
publicado por primaluce, às 18:00link do post | comentar

... de que tanto falámos e sobre o qual ensinámos.

 

Mas que nunca se deveria ter usado para o fabrico de objectos e produtos descartáveis. Até porque, os Plásticos Termo-Plásticos têm tendência a transformar-se já que as suas cadeias moleculares não são saturadas como acontece com os Plásticos Termo-Estáveis.

É aos designers e às engenharias - incluindo as do ambiente - que cabe decidir que materiais usar: se a preferência continuar a ser por produtos e soluções descartáveis é bom que se escolham materiais que se auto-destruam, mas sem que fiquem na natureza moléculas de material plástico (durante séculos), que entram na cadeia alimentar.

Há muito que esta questão estava diagnosticada, mas só agora se sente um movimento de fundo, e de verdadeira preocupação, relativamente à utilização do plástico: material totalmente inadequado para os produtos descartáveis e objectos de curta duração; embora, compreende-se, pelas suas propriedades - algumas muito positivas - seja dificílimo de substituir por alguma alternativa  

Porém - Cerca de 80% do lixo oceânico provém dos hábitos de consumo diários”, lembra a Comissão Europeia.- como foi escrito no jornal Expresso.

Maus hábitos de consumo diário, que há que mudar, o mais depressa possível


22
Mai 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Por continuar em «várias frentes»:

 

Sobretudo em Iconoteologia já que a Exposição de José de Almada Negreiros, nas suas inúmeras obras parece ser como que um repositório discreto - no sentido de dizer não secreto (embora se perceba que gozava e tinha o maior prazer por usar esses elementos) de tantos dos sinais e dos processos criativos (linguísticos) que sempre perpassaram nas formas da arte antiga.

Dizer de Almada - que se auto-retratou em diferentes datas e situações (como está no fim deste post) - e que foi um Moderno que usou (e abusou) dos processos antigos de que as artes visuais sempre se serviram, pode parecer non sense; mais, parecerá um enorme disparate, mas está muito longe disso!

O seu trabalho prova a intemporalidade da Arte (quando é boa...)

DSCN8348.JPG

(legenda)

Aqui vamos explorando o tema, um - a par de outros (vários) já em curso em diferentes frentes:

A Arte das Tapeçarias de Portalegre, onde Arte Moderna e Design se encontram:

Provando (pelo menos neste caso) que um país é inteiro, na história e no sentir, embora muitas vezes pareça haver fronteiras invisíveis, de Norte a Sul, a separar o litoral do interior.

http://www.mtportalegre.pt/pt/noticias/view/9/tapecarias-de-portalegre-levam-a-roma-peca-rara-de-munari

DSCN8350.JPG

(legenda)


15
Mai 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Interiores vividos

Image0447 (470x332).jpg

(legenda)

Com ou sem estratégias (de desenho), há um imenso prazer a esferograficar, devagarinho, num fim de semana calminho...


14
Mai 17
publicado por primaluce, às 00:30link do post | comentar

É assim o tema que não interessa a ninguém (embora nos fascine)

 

Porque a Religião está (estaria...) morta como querem as direcções da «melhor escola de design» de Lisboa*. 

  1. Portugal - 553
  2. Brasil - 414
  3. Israel - 69

Mas nos últimos 2 meses foi mais assim:

  1. Brasil - 216
  2. Portugal - 48
  3. Moçambique - 24

E por aqui perseveramos nos nossos objectivos, dando informações, com o maior prazer, a todos que as solicitam. Que é como quem diz, ensinando.

Coisa que, by the way, sempre nos deu o maior dos prazeres...

~~~~~~~~~~

*Ao arrepio de toda a ideologia de quem foi/foram os seus fundadores. Na melhor das hipóteses agora refere-se Antropologia, deitando para o lixo o verbo Religare que lhe deu origem


13
Mai 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

No retrato de Fernando Pessoa, desenhámos 6 troços de rectas para mostrar como a perspectiva do pavimento nada tem a ver com a da mesa.

Mas, se as rectas A e B se encontram no infinito (i. e., são paralelas) já as restantes não se encontram, claramente, num único ponto. 

«Caprichos» de artista, ou à procura de uma maior expressividade do desenho? E não estou a falar (directamente) de narratividade...

Porque se metesse essa, então diríamos que a máxima expressividade tentou estar ao serviço de uma narrativa: de um rigor geométrico (quase) caricaturista.

De um prazer imenso (do autor), de certeza, por ter encontrado uma fórmula tão feliz, capaz de se adequar a alguém (FP) - de o explicar e apresentar - alguém que, como sabemos, foi, milimetricamente, meticuloso.

Onde a curva quase não existe (quando está parece imprescindível), e os ângulos parecem cortados a tesoura ou x-acto...


12
Mai 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

..., ou apenas 'discretas'?

perspectiva.jpg

(legenda)


11
Mai 17
publicado por primaluce, às 13:00link do post | comentar

... ou como ir ver uma exposição nos soube tão bem:

 

Porque não vale desistir (está aqui explicado)

DSCN2407.JPG

Almada, em Portalegre (legenda)

~~~~~~~~~~~~

*Ou um jogo de "o gato e o rato", oferecido ao perseguidor de serviço? 

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30
Abr 17
publicado por primaluce, às 23:59link do post | comentar

A ler aqui.

Dizemos 3 minutos preciosos, mas há muito mais:

 

Há um PR que conhece o seu país e aqueles que o habitam: exemplos que são casos concretos de "carreiras laborais feitas de recursos e expedientes".

Para quê? Para "tomar o poder"? Escravizar os colegas? Silenciar os que podem dar muito mais ao país do que ele próprio: o autor dos expedientes e das desonestidades?

Dinheiro do erário público e/ou de fundos europeus, «queimado» por quem se julga acima de todos, incluindo da Justiça?

Para silenciar os melhores? Os que fazem o seu trabalho honesta e calmamente, sem alaridos porque a investigação, o estudo, a redacção de uma qualquer tese - de qualidade (e não da «quantidade») - assim o exige? 

Depois deste último dia de Abril muito irá mudar!

Pelo que se acrescentam hoje, pózinhos de reeducação que são necessários aos rotweillers da palavra (e sobretudo das ideias)


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