Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
16
Nov 17
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Vindas dos que habitaram e conheceram bem o país.

 

Se a constituição geológica do solo orienta e define o destino do homem no lugar, comummente o clima desse lugar determinará a sua vida, amoldando a sua existência física e psíquica e definindo a sua actividade, o seu comportamento, o seu agregado familiar, a sua habitação, o povoado e a região.

A inclemência ou a amenidade do Sol, a ausência ou a abundância de chuvas, a frequência de ven­davais ou a brandura das brisas, paralelamente com a riqueza ou pobreza do solo e seu relevo, a mon­tanha, a planície, o rio e a presença do mg, r, encaminham o homem para o seu destino. Ele observa e estuda todos os fenómenos que o rodeiam, estimulando a sua imaginação. Trabalha e constrói em acordo com todos eles, identificando-se coerentemente com a Natureza.

0 clima, caracterizando o meio, define inexoràvelmente toda a actividade humana — o trabalho,, a alimentação, a psicologia, a família, a,casa.

Embora variado o clima no País, são, no entanto, muito importante as influências climáticas Atlân­tica e Mediterrânea, dominando a última sobre a maior parte desta zona de trabalho e especialmente sobre o Algarve.”

Excerto (com sublinhados nossos) vindo de Arquitectura Popular em Portugal, edição do Sindicato Nacional dos Arquitectos Portugueses, Lisboa 1961, volume 2, p. 279.

O.Ribeiro 001.jpg

Lições que também recolhemos no livro acima, e se recomendam, a todos:

Sobretudo aos «responsáveis deste país»: tão desconhecido, tão mal-amado, tão vergonhosamente desgovernado!

E mais


14
Nov 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Sobre a técnica de Richard Feynman

 

É que ainda a propósito do assunto Origens do Gótico, que a nossa orientadora fez questão que conhecêssemos, para segundo ela "se poder compreender Monserrate"; note-se que desde então ficámos totalmente convictos, da importância do rabiscar, e do fazer esquemas, para conseguir visualizar as ideias difíceis, ou as mais complexas.

Desde essa data pudemos perceber como esquemas das ideias essenciais do Cristianismo*, se vieram a tornar, mais tarde, em ornamentos e iconografia dos estilos arquitectónicos.

O desenho de alguns arcos, terá correspondido a uma «moldura apologética», que tinha nascido de um doodle e depois se transformou em Ideograma---->mais tarde em Emblema------> e um dia em Arco (ou outro elemento arquitectónico).

Sendo que esses arcos, estiveram primeiro em relevos esculpidos, de pequenas dimensões: como por exemplo em dípticos e em túmulos. E só no fim de um processo evolutivo, se tornaram elementos de suporte (efectivos) integrantes dos edifícios.

túmulo rainha santa 002.jpg

Acima o túmulo em pedra de Isabel de Aragão, a Rainha Santa, atribuído a Mestre Pêro, c. 1330, Coimbra, Igreja de Santa Clara-a-Nova**.  Seguem-se excertos que ampliámos, a sublinhar a sua beleza, mas também para evidenciar as arcadas (molduras) em que diferentes figuras, ou cenas bíblicas, foram inseridas. Para traduzir a ideia de que se tratam de Santos, que acreditam ou acreditaram num Deus trino, como está expresso nos arcos em trifoil (ou trifoliados) abaixo.

túmulo rainha santa 006.jpg

túmulo rainha santa 004.jpg

Mais tarde foram construídos esses arcos (trifoliados - i. e., condizentes com a noção de Deus, mais aristotélica, vinda de S. Tomás de Aquino), em obras de toda a Europa:

Existem no Mosteiro da Batalha, e também em edificações e Palazzos de Veneza - como o Palácio dos Doges -, que Monserrate, em Sintra, e desde o século XIX, recria.  

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*Por exemplo, diferentes expressões de dogmas sobre a unicidade e a trindade do Deus cristão: concepções que evoluíram ao longo do tempo, geraram diferentes Ideogramas, e estes diferentes Arcos (em épocas diferentes)

**Informações e fotos em detalhe vindas de História Religiosa de Portugal, dir. D. Carlos Azevedo, edição Temas & Debates, Lisboa 2004, vol. I, pp. 472-473.


13
Nov 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Labo-design.jpg

Também se fazem «experiências»

 


11
Nov 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Ou a procurar, e a encontrar, o maior sentido possível?

Para divulgar Ciência e inovação nas Artes Visuais, com o auxilio das redes sociais*?

De quem prometeu que não se iria calar, por haver algo maior que se deve saber e espalhar, independentemente da 'mediocritas' ditada pelos profs universitários

expresso-28.10.2017 002.jpg

Com os vultos - na capa de uma Revista do Expresso -, de quem nos ajudou a perceber melhor algumas noções que Mary Carruthers (sobre a emoção na contemplatio) e Rudolph Arnheim (sobre ideias expressas com recurso a imagens) já tinham explicado. Mas sem as neurociências...

No caso de R. Arnheim, o facto de frequentemente não se ter a noção (que exige uma introspecção) da maneira, e a que nível, vamos pensando? Ou seja, o pensar o pensamento, para o qual este autor chamou a atenção...**

Por fim, sobre a existência de um Pensamento Visual, porque se faz com base nas imagens, e da «ideia mental», inata ou imediata (?), que temos das mesmas. Por isso dizemos o que pode parecer cacofonia: um pensar do pensamento.

Pensamento Visual que assim esteve na origem de Sinais, os quais, apostos nas edificações e na arquitectura***, deram sentidos específicos a essas obras. Como sucede nos designados estilos neomedievais, neoromânicos, neogóticos. Ou, nas obras cascalenses, que são chamadas - muito sui generis, e talvez inventado cá  burgo...? - "Casas de Veraneio".

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*Em resposta ao vazio que são as Universidades...

**Ver folha A4 repleta de "doodles", integrante do post anterior

***Sinais falantes ou Ideogramas, como lhes temos chamado

Ver também aqui


10
Nov 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Claro que um dos factos muito inesperados da minha vida foi ter que ir fazer um mestrado aos 50 anos...

 

Quando, francamente - e pensem o que quiserem da afirmação... - já me achava um bom bocadinho (ou bocadão?!) sabedora em várias matérias necessárias ao fazer da arquitectura e do design, sobretudo para espaços interiores. Tudo o que era técnico: luz, acústica, climatização, segurança, materiais, patologias, etc., etc., num cv que inclui algumas obras projectas e construídas (antes do dito mestrado).

Mas se era preciso, meio-chato, meio-feliz - porque a «menina asmática» se tinha habituado a gostar de tarefas mais ou menos quietinhas, e desenhar, ler e estudar dão para isso -, mais uma vez lá fui eu aprender, com todo o prazer.

E adorei aquela escolinha da FLUL (para meninos muito crescidos e importantes!). Num edifício em que, fascinante, a certas horas os corredores lembram principalmente o movimento/correria das gares do metropolitano.

Por isso entrei e passei a estar num espaço com pé-direito altíssimo, onde havia um "mezanino" e uma escada para o piso superior (seriam arquivos?), com uma guarda ou corrimão onde alguém afixou um autocolante: "proibido fumar". Só que a escada íngreme, introduzia no espaço uma tensão (horizontal-vertical) fazendo com que o autocolante quadrado, e a guarda da escada, não batessem certo...

E assim aquele meio-torto, tornou-se num verdadeiro emblema. Pois (como se diz em francês) "d'emblée" aquela falta de sintonia dizia-me imenso... Quem o afixou baralhou-se, e portanto cada vez que (eu) entrava na sala era dum fado da Amália que tinha que me lembrar.

Claro que hoje esta «historinha» se pode tornar ainda mais irónica: pois nesse espaço não só percebi a obra de Ruskin, a sua atitude de conservar em vez de se restaurar, e como um único monumento pode «encapsular» (quase) toda a História da Arte. Mas também, como a maioria das obras visuais são, ou funcionam, como verdadeiros "post-its".

Ora o aviso do proibido fumar, que um dia algum designer - esforçado e esmerado, cheio de cuidados, estudou e concebeu -, assim (mal-)afixado na bordadura inclinada da escada, era (para mim) a mnemónica de "...a vertical de qualquer lugar, deixa de ser perpendicular...".

Etiqueta que, diga-se, sempre me apeteceu ir endireitar:  porque era a antítese da noção de Arte, quanto mais da sua História. Mas, se a casa não era minha, não ia endireitar as velas dos candelabros...

Talvez tenha «filosofado» sobre o assunto? Tive que aceitar conviver com a «aberraçãozinha», e nesse espaço, desde Nov. 2001 a Set. 2004, muito se passou. Chegando a dar uma «aula» sobre o Aqueduto das Águas Livres e a ligação/semelhança visual, de alguns desses Arcos (os maiores) com um outro Arco, que terá existido na fachada de Seteais.

Também a explicar, com o apoio de uma mini-moldura (reprodução dos «Painéis das Janelas Verdes»), que a todas aquelas figuras, como na arquitectura, subjacente está uma questão antropológica: pois um dos representados está vestido de pescador, outro de bispo, outro de santo, outro de..., etc., etc. (como aliás um filminho de 7 min., de Manoel de Oliveira, tão bem demonstra).

E voltando à noção antropológica, em resumo tentei transmitir a ideia de que no passado também a arquitectura se vestiu ou vestia, sempre. De alguma coisa: com paramentos e ornamentos falantes,  «dizentes» (e condizentes), de algum outro sentido. O qual era muitíssimo mais elevado e amplo - a extravasar do que se vê -, e está patente nas formas. Concluindo: daquilo que é o simplesmente visível.

Ou ainda, num outro dia, e isso terá sido o mais inesperado de tudo (havendo provas), ter que explicar à orientadora como vários sinais de D. Afonso Henriques, ou as Cruzes Páteas, ou os chamados Culots cisterciences, ou uma bordadura de entrelaçados - linda que envolve a Igreja de Sta. Maria de Belém Jerónimos; e ainda, como os círculos entrecruzados (do Romanesque segundo ela, e Christopher Wren...). Como a mandorla dos portais (ainda) românicos - mas já a caminho de estilo gótico... Como tudo isso era/é a mesma coisa! Porque é exactamente a mesma Geometria, embora sempre a evoluir.

E já agora, imagens a lembrarem o movimento, quase como num filme de desenhos animados. I.e., desenhos e formas animadas, pois na verdade (e agora jogo aqui com as palavras) as ditas formas «tiveram alma»!

Assim, num tal dia, e cheia de emoção, expliquei como (vários "doodles", da imagem seguinte) se tornaram ornamentos, e também em elementos arquitectónicos; que alguns inclusive são considerados elementos de suporte (como é o caso do arco quebrado e das ogivas):

Usando praticamente sempre as mesmas regras/formas da Geometria. E que por isso tanto valiam - ou seja, seriam para eles (no passado) vocábulos sinónimos: quer estivessem na vertical, ou fossem postas na horizontal. Ou ainda, se diferente do que é mais normal, as referidas formas fossem colocadas invertidas! (i. e., «de cabeça para baixo»)*

ConversasComDoodles

Sim, eu nunca podia esperar - embora quando fui admitida nesse curso de mestrado um dos Profs. muito simpático me tivesse dito que a minha vida, o meu CV, era holismo (palavra cujo sentido desconhecia). Sim, insisto, era para mim completamente inimaginável fazer a(s) descoberta(s) que fiz; ou poder perceber o que percebi. Muito do que, mais recentemente (em 2012), tudo isso levava o meu orientador do doutoramento - Fernando António Baptista Pereira - a repetir (furioso) que eu não ia fazer uma História da Arte!

Igualmente inesperado e inimaginável (mas aí já fiz o que esteve ao meu alcance, para ser como foi) aconteceu a publicação do trabalho dedicado a Monserrate em 2008. Foi um dos maiores privilégios, também pela data (2008), e por ter sido uma  publicação da Livros Horizonte. É que o contacto extremamente simpático com o Dr. Rogério Mendes de Moura (cuja filha encontrava tantas vezes quando entrava no IADE na R. Capelo às 8 h...),  é inesquecível**.

A imagem seguinte vem desse livro, e devo dizer que um outro gozo, mínimo, mas que sem dúvida deu prazer, foi a escolha das frases a colocar em epígrafe. Depois da dedicatória, poder registar aquelas duas máximas de Jacques Le Goff e de Guarino Guarini:

Por ter escolhido do autor mais recente o seu sublinhar da importância do passado. Alguém que, como se pode ler, defende que a Idade Média se arrastou até ao século XVIII. E trazer do autor mais antigo - (se é que não é uma imensa injustiça aplicar esta palavra, para escrever sobre Guarino Guarini***?); não só a sua concepção da arquitectura, mas sobretudo a capacidade que reconheceu à «disciplina» para ajudar a mudar a realidade; sim isto deu gozo!

Pequeno prazer. Talvez por sentir alguma beleza nesta junção, meio-contraditória? Um diálogo, dialéctica, entre o recente: o autor - Le Goff  que puxa para o tempo passado, longínquo. E o autor do passado - Guarino Guarini,  que fez pontaria para um futuro, tão mais longe, que na frase até parece ser para sempre?!

Dialéctica que é afinal um jogo de contrários, como o equilíbrio (quando ele se consegue atingir?) entre tradição e modernidade. «Receita» que tantas vezes alguns lêem nas obras? Porque, de facto, os seus autores conseguiram, mesmo (!), integrá-la nas melhores obras.

dedic-epígrafe 004.jpg

~~~~~~~~~~

*Não, o meio torto daquela etiqueta de proibido fumar, em História da Arte (na Arte antiga...) não existe. Pois todas essas formas são sempre mais que perfeitas. A não ser que correspondesse a uma divisão do círculo em 6, 8 ou 16 partes iguais, e que por alguma relação de concordância, ou por semelhança (mesmo que de longe) lhe fosse paralelo. Porém, essas divisões (e geometria) não constam em obras do Estado Novo, como é a Cidade Universitária - Campus da UL.    

**Alguém que pode ter sido responsável pela nossa «sobrevivência». É que se o livro, esse objecto material nunca tivesse existido, como poderia mostrar (ou convencer, se é que consigo?) a muitos dos que permanentemente se incomodam com tudo o que não faço? Ou, com o que pensarão como sendo inutilidade e preguiça? Como poderia responder, que embora não vejam e não compreendam, há muito mais? «Alguma coisinha», valor que desconhecem mas existe.

***Alguém cujas obras seriam incrivelmente inspiradoras, ou até essenciais, quando se quisesse ensinar (a ser criativo) em disciplinas de Metodologia de Projectos de Arquitectura ou de Design. Isto, claro, se os profs. desses temas estivessem a par da incrível criatividade de que Guarino Guarini deu provas? Do modo como pegou em «ideogramas medievais» (alguns deles grafismos de Isidoro de Sevilha, ou anteriores?) e fez deles o desenho em planta(s) de vários edifícios, ao mesmo tempo que lhes conferia tridimensionalidade:

E que a História (relato cronológico do passado) da Arte (ou das melhores obras visuais que os homens têm produzido) está cheia disto:

É mesmo quase só isto...


07
Nov 17
publicado por primaluce, às 14:00link do post | comentar

... uma forma de transmitir ideias muito específicas: Luz e Lume, referências a Deus, ou como eram designadas nos estilos antigos - românico, gótico...

 

Aqui uma compilação fantástica e bem organizada (por cores) - de André Gonçalves

Neste caso um exemplo que já expusemos, sobre este assunto riquíssimo

portobello-road.jpg

 Como aqui tão bem demonstra esta porta georgian de Portobello Road (London)


06
Nov 17
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar
  1. Primaluce: Nova História da Arquitectura - 29
  2. Pesquisa - Primaluce: Nova História da Arquitectura - 10
  3. O que nos mudou a cabeça: como ficou transparente o muito mau que se passa nas Universidades de Portugal - 5
  4. A incrível Ideia (e a sua origem) de António Damásio: - 4
  5. Uma elipse não é uma oval, mesmo que muitas destas formas pareçam iguais - 3
  6. Estando tudo ligado, hoje é relativo a «Energizar»: - 3
  7. Ainda a «Irreverência Viral»... - 3
  8. Ontem como hoje.... - 2
  9. "Tout passe, tout casse, tout lasse et tout se remplace…" - 2
  10. Insistimos: em Iconoteologia ler sobre imagens que nasceram num “deep-lying point of agreement"... - 2
  11. Quadrifólios - 1
  12. Terminologia de André Grabar... - 1
  13. "Não vais ser criativa em arte, se não aprenderes com o que está à volta" - 1
  14. Ainda o construir... - 1
  15. Sejam quais forem as Instituições: - 1
  16. O dia 18 de Dezembro de 1961 - 1
  17. Tudo o que desejamos para 2012 está numa palavra: VERDADE - 1
  18. Sem foguetório... - 1
  19. Um longo recordar de muitos factos que ocorreram desde 2002, e que levaram a descobertas que no mundo de hoje as universidades (normais...) não silenciam. - 1
  20. Destruir o futuro - resultados de um Ensino Superior que desconhece a importância do Visual e da Criatividade - 1

Claro que por estes dias, o blog tem sido «energizado» por posts passados ao facebook, com imensas visitas.

Inclusive vindas de outros países, e como sempre pensei, vindas do Brasil: país ao qual toda esta temática pode/deve interessar imenso. Assim aqui está.

No mundo (visualizações ontem: 04/11/2017)

  1. Portugal - 8
  2. Brasil - 5
  3. Czechia - 1

Abaixo a capa de um trabalho de Miguel Real onde denuncia aquilo que é há muito sabido: A Morte de Portugal, como desiderato inconsciente, ou mesmo consciente, como (geralmente) mostram os comportamentos de uns e de outros.

Miguel Real 001.jpg

Morte de Portugal, se os portugueses não conseguirem ultrapassar as barreiras mais próximas, construídas por todos aqueles que não admitem ver com bons olhos (benignidade) aquilo que outros, ao seu lado, estão a produzir. Obras que, a esses não-benignos, têm o condão (de varinha mágica) de os fazer sentir incomodados. Trabalhos e obras que olham de viés (nunca de frente, nunca as confrontando com seriedade, - e por isso os étimos das palavras invídia, e de inveja) para lhes serem alheios.

Olhos não-benignos, do que são «um monte de saloios e provincianos». Os quais, pelo contrário, eles vêem com óptimos olhos todos os Paddy Cosgrave que por aqui passem. Desde que sejam, sempre, isso mesmo: estrangeiros e superiores! Já que aos portugas, a todos está vedado que algum se eleve.

Que estes sejam sempre os «tacos de pia, que uma fada, fadou», já que é assim que, uns aos outros, intelectualmente, os portugueses se olham: i. e., sendo incapazes de ser espontâneos, e de admirar ou elogiar nos outros, seja lá o que for*.

Porque (e repare-se quanto este método português é tão rico): se alguma coisa tiver valor, e sentirem de imediato esse impacto, logo as suas mentes - de tão ocupadas que andam... - elaboram as mais variadas razões para desvalorizar e reduzir o dito impacto, positivo, que antes tinham sentido.

~~~~~~~~~~

*Muito saloios e provincianos, este tipo de portugueses mostra bem que não convivem com estrangeiros. Pois a maioria dos não nacionais (que conheço) mais parece ter gosto em elogiar e valorizar o que tem valor, do que desprezar... É lógico, é inteligente.

E a inteligência mostra-se sempre que se valoriza alguém ou as coisas que têm valor


05
Nov 17
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

... que já um dia tínhamos publicado a capa deste livro?

 

Procurei e não encontrei, por isso aqui está. Agora colocado em cima da Entrevista de Clara Ferreira Alves (que me obrigou a comprar o Expresso anterior)

DSCN9598-b.jpg

Muito interessante, porém salta à vista, que António Damásio já não quer ser Neurocientista!

Pois, por muito séria que seja a postura (não há dúvida), e a traduzir uma ampliação das áreas cientificas que lhe interessam - isto é a evolução do sistema nervoso, desde a hidra; e, quiçá, ainda mais atrás, desde outros organismos ainda mais simples... Sim, por mais séria que seja esta sua nova postura, deu-nos vontade de rir: uma boa gargalhada! Pela ironia...

Pois tenho andado tão fascinada com a sua explicação, por exemplo, sobre como nasceu ou nascem as ideias, até às pontes (com a emoção na contemplatio...) que foram feitas por Mary Carruthers, no âmbito da Arte da Memória e das Mnemotécnicas. Que assim, se António Damásio deixa de ser Neurocientista, para quem como eu confiou no seu saber e tem defendido que imensos materiais artísticos se devem abordar pelo prisma das Neurociências, agora quase fico sem chão! Será?

Mas o que já escreveu - pensamos/perguntamos nós... -, ou também o que M. Carruthers também já escreveu, supostamente não perde a validade? Supõe-se, que foi apenas o seu campo de curiosidades (e portanto o facto de ter novos entusiasmos científicos) que se alargou?

Por fim, indo à capa do livro, e ao acto de contar pelos dedos, quer-se lembrar que muitas vezes, distraidamente (ou não o controlamos), são imensas as ideias que da mente passam para o corpo. 

Ou seja, quem se dedicar ao tema e prestar a devida atenção às posturas físicas/gestuais do corpo, sobretudo as das pessoas que se conhecem bem, poderá, sem precisar dos fantásticos scanners de António Damásio, conseguir perceber/adivinhar o que vai na mente de cada um, através da sua Linguagem Corporal.  

Procurem em António Damásio e verão como o assunto Neurociências - segundo nos parece - não se deve, não se pode, desligar das Artes, Linguística, Psicologia, Antropologia... Confirmem como instituições de Ensino Superior, que queiram chamar alunos, inclusive de fora, não deviam ignorar estes temas.


04
Nov 17
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

NOTA/AVISO - aos amigos desta página que é dedicada aos resultados, e consequências, imparáveis, de uma investigação:


Se pensam que procurei em Monserrate geometrias sagradas, alquimias ou qualquer «tipo de esoterismos», estão enganados, redondamente.
No que o meu trabalho tem de melhor – e digo que é a descoberta de uma inesperada e tão fascinante ICONOTEOLOGIA! – isso deveu-se a uma ideia da nossa orientadora. Pois pressentiu estar subjacente ao desenho, com alguns enganos, aselhices e desacertos (dela e nossos...), os círculos entrecruzados/entrelaçados do ‘Romanesque’*. E isto por não ter visto logo, a relação de semelhança - que é muito mais próxima, e directa - aos ‘palazzos’ de Veneza.
Hoje deduz-se que (os profs. do IHA da FLUL) em 2002-2005 ficaram furiosos com as nossas descobertas, em especial o coordenador do Centro de Estudos e a Sra. Profª nossa orientadora. Já que não é nada desprezível, muito menos merecedora do tratamento que vem a ter desde 2005, toda esta questão que nos surgiu, completamente por acaso (à ilharga!), ao estudar Monserrate
Desde então, e contra uma imensa barreira que tem querido desvalorizar um assunto tão rico quanto extraordinário, aquilo que posso é o que tenho feito: não parei de escrever.
É que, melhor ou pior, recuso-me a deixar cair este tema! Tanto mais que, como venho a confirmar desde 2005, o Conhecimento, a Ciência e o Saber do Mundo (Ocidental) em que estamos, vai-se poder compreender muito melhor através da Arte: i. e., de toda imagética produzida (desde os primeiros séculos do cristianismo).
São imensos os posts que já escrevemos, e muitos mais continuarão a ser produzidos (visto que o tema é interminável):

http://primaluce.blogs.sapo.pt/o-que-nos-mudou-a-cabeca-como-ficou-274640

https://www.facebook.com/gloria.azevedocoutinho.7

~~~~~~~~~~~~~~
*Assunto em que Maria João B. Neto, há muito vinha a trabalhar e a pesquisar:As Origens do Estilo Gótico.


02
Nov 17
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Sobre este assunto, do link que agora se afixa, não tenho Saber de Ciência feito, mas de Experiência vividahttp://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/ser-mulher-em-portugal-e-ainda-pior-em-2017-228005

 

Claro que para melhor fundamentar as ideias que se querem expor e defender, em geral dão-se exemplos: talvez vários, de preferência muitos.

Só que alguns deles são tão, digamos «exóticos» - para não dizer dégoûtants, répugnants, ignobles ou disgusting - que basta o que já se escreveu:

Por exemplo, sobre o orientador de estudos de doutoramento que achava (ainda achará?*) que:

as mulheres são uma onda...

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Não nos esquecendo nós, nunca, de Vítor Serrão (mais o seu olhar de fúria contida), nas provas de um mestrado defendido na FLUL em 31.01.2005 (à tarde). Na Sala D. Pedro V, onde TG, a disposição do espaço e do seu mobiliário, não me fez sentir réu, e «instilou» a que é uma das melhores sensações:

 Segurança  


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