Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
05
Jun 17
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

É com todo o prazer que faço este post !

 

Para alguém que como nós, durante mais de 20 anos (talvez 25 anos?) ensinou iluminação, luz, cor, temperatura de cor. IRC - ou índice de restituição cromática, dos diferentes tipos de lâmpadas que o mercado fornecia.

Para quem transmitia a ideia que o Conforto era um dos objectivos essenciais, senão o primeiro a atingir (?), do conjunto de disciplinas que convergem para o Design. Ou, de quem ensinava ainda sobre as necessidades relativas aos fluxos luminosos a instalar: num dado espaço, para desempenhar determinada tarefa. Em sistemas de luz directa, difusa, semi-directa ou indirecta. Com sancas, sem sancas, e ainda todo o tipo de atouts que conseguissem melhorar a eficácia da iluminação; o design e o desempenho dos espaços, nos propósitos para que eram criados; ou eram então, supostamente, «refrescados» do ponto de vista ambiental…

Assim como ensinava, nesse contexto, a ter em consideração as preocupações de poluição versus sustentabilidade energética, face às poupanças (de energia) que se poderiam/deveriam fazer, sempre que se trabalhasse, por exemplo, para um público-alvo mais novo, de idade.

Ou ainda, diferentemente, e na situação oposta, sobre a maior quantidade de lumens (energia eléctrica) que deveria ser gasta, e instalada, para as faixas etárias superiores*.

Ou também, repete-se, de que forma isso seria feito? Isto é, qual deveria ser a posição da luz relativamente ao espaço, ao plano de trabalho e aos dos olhos dos utentes -, para maior eficácia luminosa? Sobretudo para não interferir ou criar problemas de visão. Quer aos mais velhos: evitando tornar-lhes as tarefas visuais ainda mais difíceis do que a própria idade já tende a dificultar, a ampliar ou agudizar os respectivos problemas. Quer também aos mais novos, para que não adquirissem vícios e patologias, de que um dia se poderiam ressentir.

Enfim, para quem lidou muito com várias destas temáticas, esforçando-se por transmiti-las da melhor forma possível, num tempo em que não havia PPTs e apenas slides; ou alguns (poucos) livros e manuais de companhias como a Philips (e outras).  Mais os desenhos e esquemas que sempre se podiam fazer, e fizemos, aprimorando-os, para depois serem apresentados com apoio de um retroprojector; ou simplesmente circularem de mão em mão, dentro da aula, como material didáctico de apoio...

Assim, hoje, na actualidade poder encontrar tudo isto reunido, condensado e bastante mais desenvolvido, num único trabalho de uma antiga aluna - a Cristina Pinheiro -, claro que é um gosto:

Imenso!

É mais do que uma sensação de missão cumprida: é a certeza de que o tema só não será mais divulgado e ensinado, se para isso não houver vontade.

É também entusiasmo, por, descontraidamente (no nosso caso, agora), podermos continuar a aprofundar conhecimentos: a ir mais longe, compreendendo melhor o que já sabíamos, de algumas «franjas de saberes» que, normalmente, não estão reunidas; e que é difícil serem encontradas todas juntas.

Ou, algum outro assunto lateral (mas quase mesmo ao lado/colado), àquilo que não tínhamos podido enquadrar devidamente. Já que não sabíamos, não tínhamos/tivemos preparação, ou condições, e pretexto(s), para o efeito.           

É fantástico, diz-se e repete-se com prazer, a quem ainda não conhece e não leu o trabalho. Que aliás devia e deve conhecer, e por isso em nossa opinião, urgentemente se deveria publicar (já que vão ser muitos os clientes, para um/dois CD únicos, e de acesso não muito fácil…)

O estudo foi estruturado com lógica e está repleto de informações da maior utilidade, na área de ensino que é o Design, sendo - ao que supomos? -, caso único em Portugal**.

Claro que este nosso escrito não é nem pretende ser uma recensão, mas entre outros objectivos, é um apelo para que seja publicado. Sendo depois também, uma análise de quem leu e conheceu vários outros trabalhos, fossem eles de iniciativa editorial (traduções de trabalhos internacionais, não portugueses), ou trabalhos de estudos portugueses (académicos***).

No entanto, apesar do que se escreveu (e estando longe de ser a tal recensão crítica) queremos ainda enumerar, «avaliando», alguns dos muitos contributos e conhecimentos que o trabalho intitulado - Comunicação Visual e Design Inclusivo - Cor, Legibilidade e Visão envelhecida veio agora disponibilizar:

Para todos os que se interessam pelo Design, de forma muito prática, e sobretudo verdadeiramente profissional.

teseCRISTINA-blog.jpg

(legenda)

Porque, tem em vista objectivos concretos, e não apenas alardear o «cientismo bacoco e vazio», que é, normalmente, muito pouco edificante do que quer que seja!? O qual, infelizmente (e este advérbio tem que ser aqui usado!), prolifera como sendo nova moda: quiçá a única maneira de fazer…?

 Acontece que embora ainda não o tenhamos lido na íntegra, sabemos já que este trabalho de investigação é rico de informações que se querem sublinhar, algumas delas per si, pelo que se justifica um próximo post, ainda dedicado ao tema.

~~~~~~~~~~~~~

*O que naturalmente nos obrigou a conhecer (felizmente), os imensos avanços técnicos que houve em luminotecnia, entre o final dos anos 70 e o início do século XXI. O que não deve admirar, pois foi um quarto de século, riquíssimo, do ponto de vista tecnológico. Em muitos campos, e não apenas em iluminação...

**Ou talvez não tanto, porque não conhecemos um outro estudo, feito antes, da autoria de Margarida Gamito.

***Embora isso tenda a surpreender, imenso, vários dos (colegas) que nos rodeiam. Pois entendem não dever meter-se em áreas cientificas que consideram  alheias. Só que (thanks God!) pela nossa formação sempre fomos muito interdisciplinares; característica que é essencial à Arquitectura (e, claro, por extensão óbvia, também ao Design). Contrariando, sabemo-lo, as directrizes incrivelmente redutoras - que (surpreendente e muito ignorantemente, ninguém parece querer pô-las em causa?) - vindas da A3ES...

Mas, estas são «contas de outros rosários»: sinais da ridicularização que se abateu sobre a falsa, e «muito pretensiosíssima ciência» que se anda a querer produzir e defender.

Como é habitual, em prol de alguém - cinzento e pardacento, enfiado numa qualquer “nuvem do máximo saber”? - e lá perde o país: alegre e feliz!

(a continuar)


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