Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Out 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... não teme!

 

Assim, está prometido há muito tempo, nem no CHILINDRÓ nós nos calaremos*!

Portanto, pobres coitados dos Designers (antigos alunos nossos ou da escola**) que só pensaram na sua ambição desmedida, para se doutorarem, sem ver o outro lado...

E que - de tão dirigidos que eles são para os seus objectivos únicos - tal foi a sua ganância, que se esqueceram de todas as consequências, e das óbvias interligações, num sistema que é basto complexo: 

Aselhas que não viram as contradições, muitas e normais, em que iriam cair.

MaisDoQueMerosRetoques.png

 É que se tivessem o desígnio de PhDs verdadeiros, ou seja, estruturalmente e a sério, logo iriam perceber que não chegariam longe com os seus «doutoramentos de mentirinha», coxos, de perna curta! Ou há doutoramentos de recurso, para os estabelecimentos de ensino poderem passar a ser universitários, mesmo que muitos dos seus profs. tenham aquele tipo de preparação e habilitações do «quanto baste» só para parecer ser similar, mas não passando de um mau sucedâneo?

Por fim a pergunta que está subjacente à imagem que escolhemos:

Será que corrigindo os desenhos, logo atrás virá uma ampliação da massa cinzenta? Será que ao serem «doutores titulados» serão melhores professores: i. e., bastante mais conhecedores do que se espera que ensinem?

É que a nós aconteceu-nos - e claro que desejaríamos o mesmo para os nossos ex-alunos (hoje membros do Conselho Científico, da mesma antiga escolinha onde estudaram); por nós ficámos muitíssimo mais habilitados logo em 1985, depois de um «cursinho»*** no Instituto Superior Técnico onde (terá sido por acaso?) aprendemos muito mais do que em todos os outros cursos feitos na vida.

E daí em diante, como bem mostrou o nosso trabalho dedicado a Monserrate - que caiu excessivamente bem (para não dizer pessimamente, e desse modo incomodando as muito Doutas Intelligentsias que se instalaram no IADE); daí por diante passou a ser ao contrário: passámos a ensinar, reunindo toda uma série de saberes que têm andado perdidos..., Mas que reencontrados incomodam!

Em resumo:

Connosco passou-se a situação oposta! Pois apesar de muito mais habilitada, foi Saber que não chegou para nos doutorarmos! O que, convenhamos, apesar das estatísticas ou das aparências tentarem exibir uma suposta igualdade de género, é coisa que também convém bastante mais aos homens! Já que os seus doutoramentos são polivalentes; ao funcionarem ainda como Auras que ao fim do dia, levam para casa, para apresentar à família... Ou, porque socialmente, também sempre ajudam «a ter um arzinho», mais composto?

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*Cenário que, teria a vantagem de fazer cair, imediatamente, os falsos doutorados

**A quem demos outras lições, principalmente Saber e muitos outros saberes incluindo a correspondente humildade. Alunos da que foi em tempos - e quer continuar a viver à sombra dessa fama (mesmo pondo fora quem a fez!), uma boa Escola de Design: "Europe's Top 100 (...)" como eles ainda se querem gabar.

***Intenso, de 6 meses - que foram aliás razoavelmente complicados de gerir... «Cursinho» que, deu origem, posteriormente, a vários dos mestrados que hoje ainda existem em muitas faculdades, como o que, 10 anos depois, nós terminámos na FLUL. Portanto, e como está acima - se Quem não deve não teme - nada como ir parar ao Chilindró por excesso de conhecimentos ou até de honestidade!

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29
Out 16
publicado por primaluce, às 18:00link do post | comentar

... folhear, e ter vontade de comprar, como sempre fizemos.

 

Por ter a sorte do IADE estar no Chiado, durante anos, passava, pelo menos uma hora por semana na Bertrand.

O que dá saúde (e faz crescer), mas hoje são as saudades dessa disponibilidade. Embora, de então para cá, tenha podido entender o que antes, pelo menos para mim, não era acessível.

O facto de ter havido uma colega (do IADE, e ao contrário do que hoje acontece) que sempre insistiu comigo para que entendesse o facto de um PhD, ser um grau em Filosofia, num determinado assunto; e que portanto, seria assente nessa mesma filosofia que algum trabalho, fosse qual fosse o tema, teria que estar. Ou basear-se, ou ter lógica, ou ser evidente e ser compatível...

Alguns falam hoje em Metodologia, como se tivesse havido algum método constante*, ao longo do tempo, que estivesse escrito (definido com todo o rigor, e usando exactamente essa palavra)...  Deixá-los!

Prazer imenso, foi há dias ter lido sobre um“philosophical tennis”, pois explica muitíssimo bem, a maneira como a Arte do Ocidente foi produzida. 

Como tudo - e claro que é a Cultura do Ocidente que está patente na Arte; toda a nossa Cultura balança, como a bola de ténis entre dois polos: as evidências que a natureza patenteia, as ideias e as concepções que tentam explicar aquilo que os sentidos vão captando do mundo natural.

“ (...) What is Cahill referring to when he writes about “philosophical tennis” in the book’s Prelude? Who are some of the major players in this intellectual match? Why might the author have chosen to introduce and discuss this phenomenon at the opening of Heretics and Heroes in particular?”

Excerto vindo de: http://thomascahill.com/readin-guides

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*E se houve um "método antigo" - e temos a certeza que houve - que não é coincidente com aquele que os Profs. da UL de hoje querem impingir aos seus alunos. Pelas nossas sucessivas constatações será aquele (com inúmeras «facetas») de que S. Serlio escreveu:  "(...) In which there is a treatise on the different forms of sacred temples according to the Christian custom and the ancient method." Ver em  http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/as-formas-proprias-para-a-arquitectura-94650 sobre essa metodologia que distribuiu formas abstractas e reais (ou naturalistas) pela arquitectura religiosa cristã


28
Out 16
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

http://leitor.expresso.pt/#library/expressodiario/27-10-2016/caderno-1/temas-principais/o-pessimismo-e-uma-profecia-que-se-cumpre-1


26
Out 16
publicado por primaluce, às 21:30link do post | comentar

...ou como andamos a pré-sentir o futuro?

E um novo agradecimento

De quem não adormece às primeiras


24
Out 16
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

... os «plágios» de MJN ainda não incomodaram: pois vendo bem, pelo que se lê, até está a ampliar as nossas ideias, em temas e em terrenos que já tínhamos marcado, de várias formas, previamente.

Fica contentinha a repetir o que escrevemos, de outra maneira?

Ainda bem

 


23
Out 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... por tanta bondade. Genuína (mesmo sem ironia!) e na sua melhor expressão.

 

Quem sabe como se forma a palavra símbolo, e depois simbolicamente - o advérbio de modo; então esse alguém também sabe de diálogos e de diacronias. Do que se diferencia e agita, e parece querer baralhar exprimindo-se por um simples di, ou dia (feito prefixo há séculos ou há milénios?).

Ou seja, o diabo (diábolo, diabinhos, etc.) não existe. E se há muitos - tantos ou imensas pessoas (o que é um número e uma óptima questão para ser definida pelo «sujeitinho« da quantidade de informação!); é que se há inúmeras pessoas que nas suas vidas vão tentando encontrar, e procurando Deus, mais as provas físicas e positivas da sua existência, então (mas isto é para nós) faz ainda menor sentido que haja quem queira expulsar demónios, ou fazer exorcismos...

É assim que pensamos, à luz de primaluce: para nós diabo é um prefixo, acrescentado a um bolo. Um prefixo que significa a falta de convergência, a des-sintonia, a divisão, a baralhação... (como acontece com sincronia e diacronia).

E se existe a vontade de alguém em criar tudo isso, pode não ser apenas uma pessoa, mas um conjunto bem orquestrado (por quem?).

Veja-se Maria João Baptista Neto a publicar livros com base no nosso Monserrate, a cuja génese mais do que assistiu, pois guiou, intrometeu-se como lhe competia, e aqui e ali fez bem. E também fez mal, e teve dores (no fundo do braço), querendo continuar a fazer o maior mal.

Que continue, deseja-se imenso êxito!

Fernando António Baptista Pereira, idem aspas, fez imenso bem, pôs-nos questões interessantes e óptimas, e também fez questão de se portar vergonhosamente.

Dele temos vária correspondência, onde ressalta, nas últimas mensagens de 2012 a promessa que iria ler o nosso trabalho: diferentes, porém convergentes (quantos?) documentos que lhe fomos entregando desde 2006 (e que segundo afirmou em 2012, ainda não tinha tido tempo para ler...) Desde ou a partir de 2006, quando 30 anos depois regressámos a Belas-Artes, que entretanto deixara de se chamar Escola Superior - a que frequentámos até Dez. 1976, quando acabámos a licenciatura, e que passou depois a ser Faculdade.

Temos depois o IADE, a nossa instituição a cujos quadros pertencemos desde 1976. E onde em 2008, por isso mesmo, por razões que sempre soubemos serem mais afectivas do que de ordem racional; em Junho de 2008 - e, SIMBOLICAMENTE, a coincidir com o dia em que deixou de estar presente, e foi substituída, a primeira administração: que tinha fundado o IADE! Nesse belo dia, que o foi como bem nos lembramos, a editora Livros Horizonte lançava o nosso estudo sobre Monserrate, com o titulo uma Nova História.

Titulo que resultou de várias conversas com Rogério Mendes de Moura, o editor que me deu o imenso prazer de publicar o meu estudo, praticamente sem alterações, mas acrescido das «revisões» (que não eram fáceis) mas tiveram a máxima qualidade.

Diabinhos é da nossa gíria - pois não há que acreditar no diabo. Aqui há antes um Deo Gratias como está no título, embora haja e continue a haver uma «maltosa concertada», cada um deles com os seus objectivos, a retirar do nosso trabalho:

Maria João Neto, a aproveitar e a reciclar ao máximo, tudo o que ficou no IHA da FLUL, julgando que eu morri? E como se faz na Cortiça ou no Porco, a não querer desperdiçar um só mg!

Fernando António Baptista Pereira, sempre sem tempo, terá tido pavor que fizéssemos uma História da Arte como (graças a Deus nos disse várias vezes e) repetiu vezes sem conta... Só ele sabe do que vai na sua mente! Por mim, os elogios, de me dizer que estava a querer fazer uma História da Arte, acho que já ficaram agradecidos?

No IADE - o  Carlos Duarte, sabendo do «valor imenso» das suas teses, como elas são lógicas e evidentes; também dos nossos anos de casa e a experiência profissional que temos, fez então o favor de também ter os seus (dele) «pavores»:

Que conseguíssemos acabar o Doutoramento! Que depois de um Mestrado para o qual o IADE nos deu a correspondente dispensa sabática, completássemos um Doutoramento que - e depois de publicado o mestrado, se aquilo só é/era um mestrado - então obviamente esse nosso Doutoramento tinha que ser por todos os meios*, impedida de o conseguir concretizar/terminar...

E aqui terminamos nós este post, a exprimir a nossa fé na não existência do Diabo!

Com a certeza de que o que há são palermas medíocres: tão tão tão medíocres (que nem para badalo de sino algum dia eles dariam!).

Palermas iguais aos Secretários de Estado, aos Primeiros Ministros, e aos Ministros-Adjuntos; ou iguais aos Donos de Bancos e Disto Tudo - que não lhes bastando o que têm, fazem o favor de vender a Alma, em público.

Nuínhos (como a Negra Fulô) e o mais despudoradamente que lhes fôr possível, para que se saiba aquilo que verdadeiramente os habita.

Embora sejam corpos e mentes horríveis, ainda bem - i. e., Deo Gratias - por toda a luz que nos deixa ver, e dá a capacidade para distinguir.

~~~~~~~~~~~~

*Diabolicamente?


22
Out 16
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

..., mais concretamente onde a sua incompetência fosse menos notada!

 

Mas, foram eles que escolheram o poiso; são eles que sabem dos recursos que têm e como os gerem*. E para ir com um post anterior, que deu algum gozo escrever - por tudo «o que veio à liça»; aqui ficam registos e informações,  conhecimentos e competências que nos idos 1976 nós nunca poderíamos pensar ir adquirir mais tarde.

E tudo isto veio de «um milagre» que nos aconteceu na vida, ao fazer um mestrado, que vários vêemcomo doutoramnto. Havendo que desfrutar, embora, em simultaneo a banir a incompetencia, pondo a nu todas as suas mentiras:

Owen Jones.jpg

 (clic para legenda, ou ampliar)

ArchitectureOfLondon.jpg

 *Eles, claro que são os incompetentes que «se estabeleceram» num locci de que nada sabem...

 


21
Out 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Mais, se há alguém doutorado, catedrático, reitor da «melhor escola» de Design (afirmação que é sem dúvida alguma, e absolutamente, inequívoca), então esse alguém, de certeza que conhece - pois é um must óbvio -, a maioria das estórias (e a História), que Victor Manuel Marinho de Almeida conseguiu reunir.

 

Para começar, há que o dizer, por nós, e ao contrário do que está no titulo, já que há verdades que andam demasiado mal contadas - ou será apenas obnubiladas por muito Doutas Intelligentsias (?); vamos ter que ir contando diversos episódios ocorridos, e alguns dos seus aspectos, que hoje são mais curiosos: O que em inglês ou francês (que não em português, e em vez de «estórias») seriam anecdotes*.

Pois se para alguns é divertido adiantar o futuro, para nós, agora, muito mais divertido é "olhar de 2016 para 1984". E isto que se pode pensar ser a vontade de inventar uma "G. Orwellice" qualquer, não é nada disso.

Apesar de termos que lembrar a todos os outros leitores (é um aviso aos que por aqui vão passando), que, é um dado adquirido, todos dias, neste blog há um visitante que, ele próprio, se armou em Big Brother**. E por isso, então passa por cá... 

Mas "o nosso 1984" é apenas um marco. A certeza de que, por essa altura, i. e., um ano antes de termos ido ao IST fazer uma pós-graduação, já António Quadros tinha tido a ideia, várias vezes (e portanto várias vezes, frequente e repetidamente, até antes de 1984), ele vinha a expressá-la em conversas com os professores: a vontade de tornar o principal curso do IADE, a instituição que tinha fundado, em Curso Superior. O que terá levado sem dúvida, e ainda há quem goze agora dessa fama, sem que nada tenha feito para a mesma, à chamada "Europe's Top 100".

Eram aliás giríssimas, nessas muitas reuniões que se iam fazendo (em número muitíssimo maior do que todas as que se possam ter realizado depois de 1997), as diferentes reacções de uma boa parte dos professores. Sobretudo as perguntas com que todos se entreolhavam, e lhe iam colocando:

Mas oh doutor como é que isso possível?! Com as nossas formações e habilitações, como é que vamos passar a profs de um curso e de uma escola superior? 

E era vê-lo. Ao humanista-sonhador que foi António Quadros. Com toda a sua genuína honestidade, bondade (ou um espantoso "flowing in the sky..."?). Era vê-lo! O que, aliás, é forçoso comparar com o que se passa hoje: Claramente que, a milhas dos comportamentos do tal Big Brother de agora.

Ele - A. Quadros - começava então a fazer os maiores dos elogios aos professores e ao corpo docente que tinha reunido à sua volta. E por quem, estava a fazer, tudo por tudo, implicitamente, para os promover. Comparando com hoje, dir-se-á que os tempos eram outros, que eram precisos pioneiros, que A. Quadros cumpriu esse papel essencial, e que se não fosse ele, outro, ou muitos outros, teriam surgido e teriam cumprido esse papel, que a história havia de exigir?

Sim, sim, dir-se-á muita coisa. Pois podiam ser pessoas e tipos históricos, até com comportamentos históricos e para a grande História. E até se pode dizer que a história do IADE (vista agora) é um somatório de equívocos. O que seria talvez a maior das verdades?, no contexto em que estamos do Ensino Superior?*** 

Talvez até se esqueça que todos eram muito mais genuínos, e honestos (dirão que ainda não tinham perdido a ingenuidade?) do que hoje «a malta» é...

Digam o que disserem, sabemos o que vivemos! Lembramo-nos bem pelo que passámos, felizmente!

A. Quadros não era um santo, detentor da bondade máxima e assim chegado à terra... Nem pensar, mas que fez uma escola onde era bom estar, divertido ensinar, uma quase família, que levou a que muitos falassem da camisola que nunca, por nunca, iriam despir (!), é verdade. Olha o pivete!

Assim, com todo o tempo que passou, evoluções e as mais que naturais, e frequentes, desvirtuações (que se lamentam, no que diz respeito ao melhor do projecto inicial), ainda agora se sente, em alguns comportamentos mais obsessivos, uma fixação desmedida, daquilo que o IADE foi. Como se fosse um «clubinho» e não uma escola...

Porém, há que referir, que depois dos Profs Fundadores, houve outros convites e outros recrutados: alguns ex-alunos, os melhores, mas escolhidos a dedo (e recordam-se os casos de pessoas que foram preteridas, os melhores dos melhores, por meros preconceitos ridículos...); enfim, a verdade é que sobretudo se recrutavam arquitectos. Já que lhe parecia (e esse terá sido o nosso caso, como sempre supusemos, e demos por adquirido, até porque mais ou menos o explicou assim...) que era necessário fazer-se um trabalho de continuidade, por pessoas de competência reconhecida, e não tanto pelas «estrelas», que eram mais «da fachada e da montra», as personalidades mais conhecidas.

Estrelas que existiam, pois eram pessoas que sendo profs do iade eram também, antes disso, os responsáveis em Museus ou outras organizações. E que portanto, sempre que houvesse uma exposição internacional - e a certa altura houve muitas, concomitantes com a entrada na CEE - tinham que estar nos seus postos/empregos oficiais (no Estado), deixando mais para trás as suas actividades do IADE.

Actividades, isto é as aulas (que decorriam em ambiente de ateliers), que ficavam entregues a outros colaboradores, que, diga-se de passagem, não sendo as estrelas das revistas ou da comunicação social, eram as maiores e as mais eficazes das estrelas: junto dos seus alunos, razão de ser da escola. 

E é aqui, aliás mais precisamente nas diferenças de género, que o feminino era o mais competente, ou, como quem diz, sempre o muito mais fazedor. E depois de nós, qualquer outra arquitecta que chegasse ao IADE (no feminino pois nunca foi assim no masculino, já que os arquitectos eram os sinónimos vivos da palavra projectista); fossem quais fossem as «habilidades» dessas senhoras, lá teriam que ir ensinar Tecnologia de Materiais ou Higiene e Conforto. Porque esse caminho tinha sido desenhado por alguém... 

Eram então profs. algumas antigas alunas da ESBAL ou já do próprio IADE - que aí se tinham feito, foneticamente «dezáiners» (carregado ao máximo). Todos passávamos pelas montras da Sopal e da Unika, e as profs. mantinham-se fazedoras da maioria dos trabalhos de base e de sapa: a quem não se dava estatuto ou visibilidade, mas que estavam lá, como as rochas estão, e aparecem sempre, na hora da maré vazia.

Ficava o estrelato para «os masculinos», que eram claramente «apaparicados» (por quase todas, fossem profs. ou o «pessoal da secretaria»...), o que era definitivamente incontestado, natural, ou obrigatoriamente um "accompli".

Claro que aqui entra a nossa «rebeldia», ou, a imensa chatice que pode ter sido para alguns (dos pobres coitados!): o que era mais normal, era refilarmos forte, sempre que os tivéssemos que pôr na ordem. Portanto, abusos sérios ou graves, nunca os houve (nem haverá!). Sendo que, nalguns casos, A. Quadros chegou a seguir alguma das nossas lógicas, tendo afastado «uns estrelinhas» que andavam demasiado convencidos...

São histórias, histórias e mais histórias, no fundo da História de uma certa introdução do design em Portugal. Em que as ditas anecdotes, têm o seu lugar. Também histórias de quem teve a sorte de fazer «trabalhos de sapa», em ateliers, ou no IADE, sem que lhe tivessem caído os parentes na lama. E a ponto de hoje poder questionar, se haverá muitas pessoas, por aqui ou mais longe, que tenham experimentado ou vivido, profissionalmente, na arquitectura, ao menos 1/10 daquilo por que passámos, com que nos enriquecemos e divertimos, também profissionalmente?

O CV é enorme, e hiper-diversificado, chegando, mais recentemente, a concretizar e a publicar um trabalho inovador como é nosso, sobre Monserrate. Isto é, tendo tido a oportunidade de poder ainda reflectir a sua própria profissão, com uma muito razoável profundidade: como a mesma se exercia, e ainda como nasceu, ou se institucionalizou, principalmente em Inglaterra, seguindo a figura do Architect Amateur 

Podendo assim perceber, bastante mais para trás (do que parece uma linha vermelha ou um limiar que não se transpõe facilmente), do que aquilo que Nikolaus Pevsner colocou nos Pioneiros do Desenho Moderno.

Que viva a autenticidade, que fiquem marcas dos inovadores, como foi A. Quadros, e tantos, tantos arquitectos que pudemos conhecer, por várias das nossas andanças...

    ~~~~~~~~~~~~

*Como está no meu Larrousse: "(...) Récit succint d'un fait piquant, curieux ou peut connu". E mais do que o picante, é o pouco conhecido de episódios vividos, que agora ajudam a contextualizar os tempos e os cenários que se viviam, e nós vivemos.

**Porque é assim, a autonomia do Ensino Superior, como está na Lei, permite estas coisas. Mesmo que ninguém lhe tenha encomendado essa missão (ou de quem não pode estar bem com a sua consciência...) Ou seja, a de quem sabe que ultrapassou, e muito, todas as normais baias da legalidade (pois não nos referimos a uma consciência moral mas sim ao legal!): De qualquer forma é muito bem vindo, para que conheça - com ciência - aquilo que tem que saber, já que por aqui não há ingénuos.   

***Que o responda quem souber, e conseguir ser tão independente como tentamos e nos consideramos, ao olhar para esta questão...


20
Out 16
publicado por primaluce, às 08:55link do post | comentar

With solvent or without solvent? Let’s think on it…

 

Pois então pensemos, porque não? O que tem sido a nossa vida, ou a nossa e a do IADE, no IADE, desde 2008. Já agora, e por uma quase coincidência, desde o dia em que foi lançado o nosso estudo dedicado a Monserrate.

Pode parecer tão piroso, mesmo coisa destes dias que vivemos, tão de uma espuma dos dias, ou de guerras feitas por um ex-comando, doutorado à pressão, sem poder gozar (flowing) as maravilhas que foi produzindo...

Let’s simply flow, or fly, #.

E mais, como o PR a pensar na saúde (também mental) dos portugueses, denunciemos:

Porque há actos que não colam;

Porque há factos que não passarão..., nem passarinhos ou andorinhas

Or simply put?, como nos data flow diagrams, medievais, de que aqui escrevemos, normalmente...

Um "simply flow, de harmonia e felicidade" (oh que beleza!), que como aconselhado por FL, parece ter esquecido, para a «Plataforma», a consideração da Justiça e dos Tribunais.

Porque nem todos podemos viver nas nuvens, como seria tão  bom!


19
Out 16
publicado por primaluce, às 19:00link do post | comentar

... assim apetece aconselhar aos burrinhos do costume: aos Doutores-Reitores que, foi muito by the way, até conseguiram todos esses seus feitos académicos sem sequer, algum dia terem frequentado uma universidade.

Menos ainda, e isto é mais do que certo, que tenham tido uma disciplina chamada Sociologia Urbana, onde pudessem ter aprendido Estatística!

 

Resumindo, trata-se da «lixarada multidisciplinar do costume», coisas que os arquitectos tinham que saber (aprender, dominar e passar nos exames), mas que, claro, é absolutamente dispensável na formação de um qualquer Doutorado em Design.

Masantã na querem lá veri: Estatisticas, p'ráquê?


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