Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
28
Fev 15
publicado por primaluce, às 23:00link do post | comentar

...tudo isso se faz de ingredientes próprios, mesmo muito próprios, sobretudo exclusivamente sérios, e fechados a tudo resto: que é como quem diz, nada interdisciplinares!

 

Alguém acharia que a política, a história ou a filosofia, do passado, isso alguma vez iria estar na internet, ao serviço da publicidade e dos meios de comunicação? Meios que são tão exclusivos, e feitos dos seus próprios ingredientes... 

Alguém acha que é preciso ensinar essas matérias (política, a história ou a filosofia, tão do passado) aos alunos? Essa cultura geral antiga e  démodée, só serve neste momento para troçar da crise, e não para o dia,...nada mais. E a Crise já vai acabar: aliás já foi, já acabou! A sério, e sem ironia, nenhuma!

Vitral-PalQuintela_R.doAlecrim.jpg

(excerto de um vitral do Palácio Quintela, onde o IADE nasceu)

Falemos para, e só de Empresas, mais da Cultura Empresarial, pois tudo o resto está fora de moda! Agora só a Empresa conta, sem desvios, ou diversões...


26
Fev 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

...COTECs e BLABLABLAs, mais muitas políticas de «meritocracia», e sempre a Justiça bem longe (a pretexto da autonomia das instituições):

 

Como se vê são tudo «falinhas», para haver factos, algum trabalho para altos-representantes do povo. E depois uns dias de grandes azáfamas, câmaras de tv e passerelles, mesmo, mesmo, MESMO: "pour épater le bourgeois"... para se dizer que esses governantes existem, muito fazem pelos portugueses...

Falinhas que só nos fazem lembrar aquela Escola Superior - não sabem?, a melhor de Portugal na área do Design* - cujo Reitor consegue sê-lo sem nunca ter frequentado uma Escola Superior, menos ainda alguma Universidade!

E depois queixam-se que haja mal-entendidos, e tantas cabeças de «arRelvados»!

Mas, e porque quem fez o milagre de uma «subida a pulso» como essa - a de o fazer chegar a Reitor, enquanto um outro Diabo se distraiu - , não faz depois também o Milagre da Abertura da Sua Mente:

À vivacidade intelectual, ao conhecimento e ao brilhantismo que é normal admirar-se nos que se elevaram a pulso, ou, aparentemente, apenas por méritos próprios, e por isso são escolhidos, eleitos...etc.

Ou será que andamos também distraídos e a dita mente já se abriu? Quem viu ou deu por isso? Onde estão os contributos que a melhor Escola de Design devia fazer chegar à Economia em Portugal, em vez de andar entretida a destruir e esconder o seu próprio passado?

Em suma, porque não podemos adiantar mais do que as evidências que temos (embora a Justiça se deva informar e ir muito mais longe) acontece que este tipo de milagres só podem lembrar aqueles mastros altíssimos, dos Açores, com a Pomba do Espírito Santo no cimo, e uma prenda para quem lá chegar:

Mas, são mastros ensebados para serem subidos a pulso: isto é, para serem subidos mesmo, com a força dos músculos, e não com os Moços a serem içados e empurrados pelos respectivos Padrinhos!

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*Escola onde não há uma verdadeira cultura científica ou de Ensino Superior, e onde - para mais - se pratica verdadeiro bullying sobre alguns dos professores. E depois de os terem «espezinhado» querem que os mesmos se levantem bonitinhos e sem mácula?

Com o "look da moda" e nenhum sinal das agressões com que foram brindados & «blindados»: ou seja, mantidos bem disfarçados, para não fazerem sombra aos ignorantes e arrivistas que se instalaram no ponto mais alto das instituições, onde aliás o SOL já lhes chega! Ou será que é insuficiente...? Há sempre a hipótese de Ícaro...!

Ler sobre a nova história da arte


25
Fev 15
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

... é o que se passa: pois nestes tempos de mudança acelerada, também nós mudamos.

 

Alguns podem reparar que neste blog estão a haver mudanças, porque são adaptações ao que vai acontecendo.

As nossas ideias estão cada vez mais consolidadas e os posts são visitados com uma frequência bastante razoável: talvez os nossos leitores estejam, crescentemente, cada vez mais exigentes? Pergunta-se, por nos parecer que é o que acontece...

As descrições de factos estão «mergulhadas» no tempo presente e suas vicissitudes. Também nas informações que os tempos que vão passando nos têm permitido adquirir: i. e., são tudo razões para evoluir.

Alguns podem empregar a palavra envelhecer? Mas aqui vemos estas transições, simplesmente, como evoluções positivas... Talvez o continuar de um precurso que um professor (na FLUL, em 2001) dizia ser holístico*? 

Assim os nossos blogs estão a reposicionar-se. Deixando de ser:

  • http://primaluce.blogs.sapo.pt
  • “Prima Luce” significa o despontar da Luz. Continuando a tratar da arquitectura tradicional e de outros interesses - desenho, design, património arquitectónico, pretende-se aprofundar Uma Nova História da Arquitectura: o que foi uma Iconoteologia

A partir de Março passa a ser**:

  • http://primaluce.blogs.sapo.pt
  • Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Palavra que então nem sabíamos o significado!

**Porque em 02.03.2015 se completam 13 anos em que nos apercebemos da importância do Aqueduto das "Ágoas Livres" no Vale de Alcântara, para a Historiografia da Arquitectura Europeia.


24
Fev 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Pode parecer que nos entretemos, exclusivamente, com muitos disparates do tipo dos que temos escrito em posts anteriores. E, quiçá, infelizmente, com muitos outros que ainda vamos ter que escrever...?

 

Acontece que temos que nos defender, mas por outro lado, muitos mais temas e interesses, ajudam-nos a puxar para cima, dos danos e bullyings que nos têm sido impostos... Assim, muito mais do que a sobreviver, estamos a ganhar e a transmitir, força(s) que se elevam acima da Mediocridade!

Depois, acontece ainda que há muitas formas de «pular fora» deste Portugal rasca, com que muitos portugueses e as suas instituições nos brindam quotidianamente.

Hoje, poder ouvir o Canal Académie de Les Académies et l'Institut de France sur Internet, é um dos mais espantosos meios de nos subtrairmos à dita realidade medíocre em que, aparentemente, se tem que viver imerso.

E dessa realidade, também podemos ter/ouvir reflexões sobre aquilo em que a mesma se tornou:

Como a História parece que desapareceu perante o valor da Memória: sobretudo também de algumas memórias soltas, que são, quer as da maior qualidade que permitem organizar e escrever a história; mas ainda também, as memórias de cariz mais afectivo, que sempre tiveram valor.

Neste caso de que escrevemos (e se pode ouvir do Canal Académie em mp3), reflectindo sobre um seu trabalho de 2011 - Présent, Nation, Mémoire - Pierre Nora é ele próprio que se sente triste, ao detectar um facto (que considera quase trágico):

Como "...La mauvaise mémoire chasse la bonne"!

É impossível não se estar de acordo com esta constatação, porque, permanentemente, somos obrigados a confirmar uma total perca de valores: como o que eram boas memórias, conhecimentos, valores, informações, tudo isso está a perder o pé perante o quase nada, ou o muito pouco!

Não estivéssemos também a ler alguns planos do(s) PROGRAMA(s) PORTUGAL 2020, e, dir-se-ia que não sobra nada, localizado nalgum «qualquer repositório» (e que tenha a sorte de ainda não ter sido musealizado!) de alguns desses valores mais antigos.

Que tudo se transformou, inclusive no Ensino Superior, em que muito se esqueceu e tão pouco se transmite; tudo se «metamorfizou» numa cultura de/e para suburbanos: de e para - limitados, incultos e paupérrimos: meros consumidores de

  fast food, fast thought, fast having & fast being 

 Como se as pessoas não pudessem ser mais nada? Não merecessem um Otium fecundum, sendo obrigadas a ser meros engôdos dos negócios de trapaceiros e fraudulentos?

http://en.wikipedia.org/wiki/Pierre_Nora

http://fr.wikipedia.org/wiki/Pierre_Nora

http://www.youtube.com/watch?v=T0Ynz0Kt-vU


22
Fev 15
publicado por primaluce, às 20:00link do post | comentar

 ...pelos vistos vão deixar sair aos poucos - o mais lentamente que lhes for possível - o reconhecimento do que descobrimos a Propósito de Monserrate*.

 

O que nos faz perguntar:

E o IADE o que irá fazer depois de nos ter prejudicado, e se ter prejudicado**, a partir de 2008 (até hoje)?

Depois de não ter lido informações dadas expressa e propositadamente, e ter insistido em ignorar o nosso trabalho? De não nos ter dado as condições normais e necessárias para escrever uma Tese de Doutoramento e de nos ter expulso da Unidade de Investigação?

É assim - a ignorar - que uma Escola Superior acolhe a novidade científica? Sobretudo quando produzida pelos seus próprios Docentes?

É assim - numa antítese do que são por exemplo as residências artísticas, ou as dispensas sabáticas***. É a manietar e a guerrear as pessoas, por todas as maneiras criar-lhes a máxima instabilidade possível, que se proporcionam as condições para abrir à mais do que desejada inovação?

Neste caso  a que é, naturalmente, a melhor das inovações por corresponder ao conhecermo-nos a nós mesmos, e aos materiais com que pensamos? Uma Inovação, que o é, exactamente porque faz crescer e nos amplia - a todos -, em várias dimensões: Mas...

...fiquem curtos e estreitos Plato: whenvisiblerepresentsintelligible.png , nós tivemos sorte e crescer!

corte-monserrte-longitud.jpg

(para legendas - clic nas imagens)

~~~~~~~~~~~~~~~~

*http://primaluce.blogs.sapo.pt/que-amoroso-235344

**Se forem precisas provas, elas aqui estão: com o ensino, a ciência e o design a servirem o conhecimento e a cultura: ou vice-versa?

Seja como for a prova provada de que um trabalho como nosso, evidentemente que não interessa a uma Escola de Design...

***O trabalho do que foi o Mestrado não era sinal suficiente de que o tempo seria bem gasto por nós? Ou era tempo excessivo? Ou tiveram medo de que «fizéssemos sombra»? E esta pergunta aponta para outra: sombra a quem? A quem não sabe que a omissão e a mentira têm perna curta? A quem julga que o bem-bom e as vantagens que a mentira lhe traz são eternas? E quem tem esse tipo de raciocínio e inteligência, julga que fica imune, para sempre? E os estragos feitos...?

Haverá um MEA CULPA: uma indemnização que é a devida reparação dos danos causados?

E..., julgaria que esta questão ficava escondida para sempre? Que responda o nosso visitante mais assíduo, quem em breve se há-de desvendar: aquele para quem a ----»quantidade de informação«----, ou o nº de vezes que nos visita, é isso que conta, mesmo que não se entenda porquê?  


21
Fev 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... ou, para título deste post, uma pergunta:

Como conseguir atingir a ATARAXIA, ou seja - "o triunfo da razão sobre a irracionalidade do ambiente circundante"?

 

É verdade, talvez sem graça bastante, mas hoje decidimos escrever de (e para) certos portugas: a geração dos que nos lembram as boîtes com sardines algarvias. I. e., a dos «ditos-sardines» que nunca tiveram cabeça - nem podiam, para caberem nas boîtes do Algarve...

A mesma geração a que também o deus Baco (se não sabem, o do vinho...), permanentemente inebria.
E inebria tanto que às vezes, alguns temos que os aturar*. Durante a semana é ver o «jeito e amor» com que trabalham, neste Portugal grandioso ao qual falta Design, sem qualquer dúvida, mas eles lá fazem o que podem... E a quem faz o que pode, como manda o ditado: há que dizer obrigado!

Sardinhas da Esperança.jpg

 E o país está grato, tal como está grato aos industriais nortenhos, que é tradicional e é sabido, para eles era sempre melhor visitar os Salões do Mobiliário em Milão, e depois ao chegar cá, ao rectângulo, copiando e plagiando – sem pudor, mas sobretudo sem saber ou um qualquer outro know how? – então tentar fazer à maneira...

Uma tradição que se mantém, embora hoje, alguns desses Desigueners, em versões que se fazem eruditas, altamente, pedagógicas e até supostamente científicas – ou também ainda nas de grandes senhores, armados em gestores, deslumbrados e inebriados -, hoje eles dedicam-se fingida e amorosamente a gerir empresas: como são os novos brinquedos que lhes põem nas mãos.

Acontece que, e perante os desaires que eram mais do que previsíveis e óbvios, ele enfim, ainda há algumas boas noticias, neste país votado à mediocridade. Ou pelos próprios para lá conduzido, claro. Já que medíocres (como se vê, de mais...) são os modelos que tudo fazem por impor aos outros.
Parece outra coisa, mas é o mesmo...

Em resumo, porque é que eu não emigrei? Haverá algo bom e positivo por ter ficado?
Re: Há sem dúvida o que se vai escrevendo em Iconoteologia, e aqui, como em muitos posts anteriores e nos próximos futuros.

Chegados aos dias de hoje, embora rodeados de deslumbrados com as promessas alemãs, chinesas, de França, e ao menos é certo, de modos e saberes mais anglo-saxónicos, felizmente estamos muito livres de um qualquer inebriado latino [Ou até mesmo dos verdadeiros ébrios, já que tantos fizeram e ainda fazem as vidas negras às suas famílias**].

goodnews.jpg

Uffffffff..., é mesmo a Grande Sorte - cor da cereja em cima do bolo!

Evitámos a Sina da nossa geração, porém há outras sinas, sinais, sinaléticas e tantas sinalefas...

*Hoje já não estão só no Algarve, à distância ou por aí temos que os ouvir. Porque nos tempos que correm os indígenas de ontem, agarrados às estrangeiras - ocupação/profissão que mantinham dentro e fora das boîtes... - , agora vivem alapados ao telemóvel.

**Estamos a pensar no Ferrugento-Mor - um "QuadroS uperior" - da que ele próprio dizia ser a «melhor escola» de Design portuguesa. Ele que iniciou a estragação do que lhe deram para gerir - como a bom filhinho-dji-papai - recursos humanos que são pessoas: como nós, é verdade, avisámos no início, não tem graça, o que fica escrito é pura ironia: um olhar (e ver) tanta irracionalidade!

Conseguiremos atingir a chamada Ataraxia?

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/


19
Fev 15
publicado por primaluce, às 00:50link do post | comentar

...dadas cá dentro, porém - na sua essência e no que têm de melhor - vindas de fora!

 

Uma notícia que nos faz pensar em Miguel Real, e no seu livro A Morte de Portugal:  

 

Eis o que pode ser uma nova esperança e boas novidades para portugueses como nós, que se esforçam por dar o seu melhor; mas que a maldade e a mediocridade também muito se «esforçam», só que

-----» é para esconder o trabalho alheio...

Aliás - note-se - nas Universidades Norte-Americanas não se brinca em serviço como é a prática de várias instituições de Lisboa: pois sejam públicas ou privadas aqui ignora-se que o conhecimento pode render (ou valer) milhões...

Os Tratados da Arca de Noé de Hugo de S. Victor que estiveram na origem da Arquitectura Gótica, segundo Grover Zinn (em 2009, ver link acima) iriam ser traduzidos para inglês. Nessa data - em 2009 (mas desde 2006-2008) - estávamos nós a chamar a atenção para esta questão e um tema riquíssimo:

Estávamos nós no auge das dificuldades que sucessivamente nos foram colocando, com cartas e pareceres, a andar com eles de trás para a frente:

do IADE para a FCT e para a FBAUL, ou vice-versa!

E - por tanto disparate junto - será que ainda vamos ver

o IADE a culpar a Fac. de Letras da Universidade

de Lisboa?!


18
Fev 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... e claro, a de Vítor Serrão que o dirige.

 

Sempre tivemos várias razões para desconfiar muito daquilo que ia por lá. Mas de facto adorámos fazer os estudos e todas as investigações do Mestrado. Foi uma fantástica hipótese de realização. 

Porém face aos dados libertados e colocados logo na Introdução do trabalho de Marta Ribeiro (Julho 2014, defendido em Outubro*) vê-se bem toda a incompetência que por lá vai; vê-se que acima de tudo vive é da máxima maldade.

Maldade que ao IADE deu todo o jeito seguir, para nos estragar a vida:

UM NÔJO ISTO QUE DIZEM SER A CIÊNCIA EM PORTUGAL;

UM NÔJO QUE É ESTE ENSINO INFERIOR DE MEIA-TIGELA:

a estragar a vida das pessoas como no IADE nos fazem desde 2008 -

 campeões da pura incompetência e da máxima maldade!

~~~~~~~~~~~~

*http://www.letras.ulisboa.pt/pt/agenda/mestrado-em-arte-patrimonio-e-teoria-do-restauro

Muito interessante até por 2 membros do Júri serem os mesmos que em 31.01.2005 estavam exactamente na mesma posição em relação ao nosso trabalho:

A CONTA-GOTAS decidiram LIBERTAR INFORMAÇÕES que deveriam ter dado a partir de 2002 (?), ou 2005, quando todos estávamos perplexos com as novidades que se encontraram.

http://primaluce.blogs.sapo.pt/134626.html

Entretanto o IADE continuou a usar e a abusar da máxima maldade ----» sem lógica e irracional!

ω


16
Fev 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

DEDICADO A Mª JOÃO NETO E AOS SEUS ALUNOS DA FLUL, para se começarem a esclarecer sobre as "Origens do Gótico" - a questão interessantíssima que a referida profª coloca à maioria dos seus alunos:

 

eis portanto------» um post ainda em EP (ou execução permanente),

que aqui em Primaluce vai ser seguido do lavar de alguma roupa suja (e demasiado mal-cheirosa) - o que se teria podido evitar*, caso a FAC. de Letras da Universidade de Lisboa tivesse feito um esforço, nem que fosse mínimo, para explicar ao IADE o valor do nosso trabalho sobre Monserrate. O qual, até agora e desde 2005 os dirigentes do IADE têm insistido em não querer reconhecer...

~~~~~~~~~~~~~~

*Porque a boa-educação e a paciência têm limites, assim como também têm que ter limites os danos causados na vida da arquitecta Glória Azevedo Coutinho - cujo enorme crime é saber ver.  

Graças a Deus!


14
Fev 15
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

..., ele há coisas tão queridinhas!

 

Imagine-se, num sábado de manhã, de Carnaval, e a encontrar uma citação como esta: 

"(...) Também a arquitecta Glória Azevedo Coutinho, no seu livro 'Monserrate –  uma nova História', identifica pela primeira vez a influência da Itália Romântica na arquitectura do palácio, de um certo vanguardismo no contexto da época.

(...)"

Claro que é impossível não pensar em quem ditou esta frase. Divertido, pois enfim, ele há mesmo «coisas», digamos, há factos «espontâneos» que são uma verdadeira ternura!

Sobretudo no contexto do reconhecimento daquilo que de facto é o mais importante que descobrimos.

Tal e qual, como o povo, rapidamente pensamos: "Albarda-se o burro à vontade do dono!"

Porque a dita arquitecta Glória Azevedo Coutinho, com muita informação que a Professora Maria João Neto lhe deu, agarrou nalgumas das suas capacidades - as que alguém com 25 anos de profissão tinha naturalmente adquirido: Como é saber fazer sínteses, ser interdisciplinar, neste caso ter muito treino de composição e sobretudo estar habituada a ver desenhos (esboços dos seus alunos do IADE, e «tendo geometria dentro dos próprios olhos»).

Mas ainda também, há que o mencionar, não tendo barreiras mentais para ir estudar Teologia; saber um pouco de História, ter tido a sorte de ouvir falar latim, saber algum francês, alguma matemática - como o básico do que são teorias de conjuntos. Saber ainda, mesmo de maneira vaga - ou ter adormecidas dentro de si? - algumas das questões que António Quadros e outros da sua geração procuraram, quase angustiadamente, como Alain Besançon o explica...

Em suma, a dita arquitecta agarrou nisso tudo que tinha, que uns e outros lhe deram (graças a Deus!), ou a própria adquiriu (idem) e convicta dos seus conhecimentos formulou mentalmente, e expressou-o logo depois, sem ver razão para medos!?, aquilo que lhe parecia ser correcto. 

Assim, quando se lê uma frase como a que está acima e acabámos de retirar de um trabalho cuja existência desconhecíamos, neste momento é impossível não achar que é «tão ternurenta»!?

De facto, quando hoje estamos muito mais do que hiper-conscientes* da importância de Itália para a Arquitectura inglesa, e especialmente a londrina, no século XIX que se continua a designar Romântico; agora, a estas horas, encontrar esta referência que enfim nos diz que abrimos uma porta, nada pode ser mais «ternurento»???

Insistimos na palavra e nesta pergunta aos nossos leitores: eles que respondam...

É que afinal, apesar do nosso «cansaço», e de julgarmos que poucos dão valor às nossas maiores descobertas; afinal alguém  nos está a confirmar que este Portugal enclausurado numa historiografia básica, que toda a restante Europa está farta de conhecer: este Portugal mesquinho e cego, de invejas e vistas curtas, afinal precisa mesmo que lhe abram portas!

E agora alguém vem reconhecer que foi preciso, e até útil (para desenvolver teorias sobre túmulos etruscos) termos aberto essa porta? A que era tão simples e a mais fácil de identificar e abrir, caso as pessoas tivessem pensado só um bocadinho? Porque se tivessem lido Eça, ou depois dele por exemplo algumas Páginas Escolhidas de Maria Amália Vaz de Carvalho, teriam compreendido que a geração dos nossos avós sabia o que estava em Monserrate...

mavc.jpg

(clic para legenda)

Só nos ocorrem outras perguntas, como - onde estão os verdadeiros Historiadores em Portugal? O que têm eles andado a fazer? Estarão ainda entretidos, não em estudar e em querer saber mais, mas especialmente ocupados em esconder outros estudiosos, os que não sendo da área da História lhes vieram mostrar o que eles tão ceguinhos não têm visto? Porque não pensam, e confiaram simplesmente em J.-A. França, que por acaso não viu nas formas de Monserrate motivo (decorativo) ou razão, para insistir nesse aspecto...

Por fim, tão simples, reconhecemos:

É queridinho, é ternurento, obrigada! Nem temos outras palavras para agradecer a quem -  Marta Ribeiro, a suposta autora - refere a utilidade (ver nas pp. 13-14) de uma investigação nossa

~~~~~~~~~~~~

*Já agora explicam-se dois pontos que Marta Ribeiro parece desconhecer (tal foi a sua necessidade de «engraxar»):

1. Glória Azevedo Coutinho terá nascido uns bons anos depois de Maria João Neto (Thanks God - é ela que está a ir para velha...). 

2. Uma hiper-consciência que foi adquirida com a maior das facilidades, por também sabermos ler (só um pouquinho, mínimo e sem ironia...) em inglês. E depois de termos provado (poderá dizer-se que foi «com uma perna às costas»?) a influência da Itália Romântica em Inglaterra e consequentemente em Monserrate, e tendo-me apercebido dessa maneira, o quanto a historiografia da Arte em Portugal é completa e vergonhosamente atrasada, passei a ler ainda mais sobre a arquitectura inglesa e a própria Cidade de Londres. Para Marta Ribeiro e para a letargia que vai em Historia da Arte na Faculdade de Letras aconselha-se a que leiam Tristram Hunt, sobre a Arquitectura Victorian. E claro, aconselha-se também a que continuem a esconder o que de muito mais importante também deixámos em Monserrate uma nova História, sobre a origem do Estilo Gótico

Que escondam - até o melhor e o máximo possível - para que ESCOLAS como o IADE (onde a compreensão é algo muito subjectivo, ou lentíssima) possam depois dizer dos seus próprios docentes que fizeram MESTRADOS em TEMAS ininteligíveis e principalmente inúteis.

Aliás, sublinhe-se e questione-se:

O que é que uma ESCOLA DE DESIGN como é o IADE tem a ver com uma Casa em Sintra como é o Palácio de Monserrate?

Por favor não respondam TUDO...

Por favor sem ironia, a quem está aos comandos do IADE, façam o máximo para servilmente lhes agradar, respondendo:

NADA, NADA, NADA, NADA!


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