Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jun 12
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Aparentemente o assunto é o mesmo dos posts anteriores, ou seja, o desinteresse pela cultura, mas agora sob um outro enfoque. A fotografia que se segue é a de um blog - Ruin'arte - cujo objectivo é provocar alguma espécie de reacção a quem vê uma série de imagens de edifícios em ruínas. Não o prenúncio da ruína, mas aquilo que é um adiantadíssimo estado de degradação!

Ver em http://ruinarte.blogspot.pt/, foto 1/89, de onde provém

Num outro caso, vejam um exemplo inglês de uma casa que foi recuperada, não só pelos materiais iconográficos que reúne, mas também pela sua importância na História da Arquitectura: A Villa de Strawberry Hill, que foi de Horace Walpole, e na qual foi trabalhando, em sucessivos acréscimos desde 1748, até quase ao fim da sua vida.

Ver ainda em http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/22858.html, e várias informações - com muita fundamentação teórica sobre este tema (Strawberry Hill) - estão em Monserrate, uma nova história, especialmente pp. 49 a 55; e de pp. 87 a 106.

Insistimos no aspecto da aquisição de informações, porque a fotografia da obra em ruínas, do blog RUINARTE, é, tipicamente, uma imagem que foi significante, e sinal de nobreza. Em suma, um «gótico original», de arquitectura cristã, emblemática*.

A casa de Horace Walpole, e as pesquisas a que no século XVIII deu início, ganharam  mais tarde cariz científico, e hoje são absolutamente reconhecidas e valorizadas pelas melhores universidades inglesas e norte-americanas. Porém, essa casa é um Revival (típico), enquanto a imagem da foto acima é a de um Gothic Survival, muito característico.       

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*Mesmo que não tenha Arcos Quebrados, mas sim aquilo que os antecedeu, ou o que lhes sucedeu.

Notem que os círculos presentes na imagem são iguais e tangentes, enquanto no arco quebrado são secantes entre si, numa relação que é, geometricamente, muito específica. Há quem considere este tema próprio para geómetras - como é o caso de Fernando António Baptista Pereira - porém, muitos Teólogos, desde o século XII (ou já bem antes?!), dominavam perfeitamente estes conhecimentos. Que não diferenciavam em várias disciplinas, para diferentes especialistas, como hoje se faz!

Aquilo que alguns hoje demonstram ser um avanço, para a ignorância colectiva. 

O qual se processa da seguinte forma: para progredirem na carreira docente, há, cada vez mais, pessoas especializadas em assuntos muito específicos, que ninguém entende. Assim, todas essas pessoas avançam em profundidade, ou escavam, escavam, escavam, sempre mais fundo, um furo ou buraco que as põem no estado de serem incapazes de comunicar com outros, tal é o seu grau de especialização. No passado, onde todos os conhecimento actuais se baseiam, pelo contrário, tudo era muito mais uno e comunicante!  

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/23890.html


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