Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Nov 10
publicado por primaluce, às 12:05link do post | comentar

Summary  

In England Gothic Architecture can be traced through the Middle Ages to the Baroque period; it reappeared on the Gothick follies in Rococo Gardens. Around 1750 Horace Walpole decided to build Strawberry Hill. His house would be “a little gothic castle”. The idea came from English garden experiments, or, perhaps, influenced by the Lisbon Aqueduct. Walpole’s letters reveal that he was well informed, in touch with Portugal.

The “castle” was constructed experimentally, embodying continuous historical and archaeological research. Since then, the origins and a consistent theory explaining Gothic architecture was not yet produced. According with new ideas, we have a proposal: There were connections between Theology and Geometry; a Diagram became an architectural leitmotiv. First it was a symbolic-decorative form, afterwards a supporting element - the Pointed Arch. Our explanation makes clearer the difference between Survival and Revival Gothic.  

Throughout the eighteen-century, some Grand Tour travellers came to Portugal. The Earthquake, Lisbon Aqueduct, Alcobaça and Batalha Abbeys, were attractive; and also the opportunities for business: Gérard Devisme, was granted a Monopoly, became millionaire and his houses famous.

He spent summer in Sintra, where he constructed Monserrate. This “Chateau” has been seen the first Neogothic house in Portugal. Later William Beckford inhabited it, but when he left Portugal, the mansion was abandoned altogether.

Byron visited the place, and after, c. 1860, another English millionaire rebuilt the manor, with plans of James T. Knowles. The reformed building is a strange blend of Gothic and Oriental elements. As it became usual, architects employed patterns from archaeological discoveries:

It combines forms of the Batalha Monastery, the Alhambra Palace, and Venice Palazzos. The decorations revealed by James Murphy, Owen Jones and John Ruskin last studies, are inscribed in Monserrate:

 

This masterpiece of High Victorian architecture is a Venetian Gothic Revival, influenced by “Stones of Venice” (1851-3).  

 Apesar de ser em português - Monserrate, uma nova história* - está

no catálogo de algumas bibliotecas influentes, por exemplo:

Despite being in Portuguese – our Monserrate, a new story - is in the catalog of some influential libraries, for example:

http://yufind.library.yale.edu/yufind/Search/Results?lookfor=Gl%C3%B3ria+Azevedo+Coutinho&type=Author&submit=Find

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* Monserrate, uma nova história, Livros Horizonte, Lisboa 2008

ISBN 978-972-24-1528-6


publicado por primaluce, às 10:16link do post | comentar

Saudades do futuro, mas também do passado. De muita coisa que pudemos fazer bem, porque tivemos condições para isso, tendo-as aproveitado ao máximo. Tentando sempre aprender mais, e consolidar a nossa formação, mesmo sem estar à procura de obter (atingir ou adquirir...) graus académicos. Por isso, quando há cerca de 10 anos foi preciso ir buscá-los, formalmente, o chamado «canudo», já estávamos preparados para muito mais. Talvez por isso, e de acordo com a Convenção de Bolonha actualmente detemos dois Mestrados (MD ou MA) em áreas diferentes. O que não deixa de ser uma imensa ironia, para alguém que sempre valorizou muito mais os factos: "o Ser", de facto, "o Saber-Fazer" (o "know-how"), e não apenas "o Ter"!

Num dia como o de hoje - em que muitos vão exprimir, através da Greve-geral, a sua indignação pelos direitos que lhes retiram; e como sobre todos nós pende uma péssima governação, de quem não sente, minimamente, a mudança dos ventos da história. De quem deixou que as economias chamadas emergentes - onde não há os mínimos direitos sociais - ficassem a par, e concorressem ao mesmo nível, com as economias estruturadas, há bem mais de um século. Naturalmente, num dia diferente como hoje, é impossível alhearmo-nos daquilo que nos rodeia. Seria impossível não notar, como as aparências, e o superficial - "l'écorce...", como escreveu no século XVIII Madame du Déffand, a propósito de Robert Walpole (sobrinho, e enviado inglês em Lisboa, que provavelmente era muito genuíno, e não de aparências) - têm estado à frente do estrutural.

Deveríamos talvez, ter consolidado a nossa sociedade usando a lição dos construtores medievais, que sabiam muito bem diferenciar o verdadeiro do falso; o superficial do estrutural*?

Hoje, num novo post (que será trabalhado), vamos deixar o resumo das investigações que dedicámos a Monserrate, numa versão em inglês. 

É consequência da necessidade de divulgação que nos tem sido aconselhada, mas, já agora (talvez ironicamente...) também uma forma de, para todos aqueles que só valorizam o que vem de fora - ou escrito em inglês - poderem enfim entender os estudos que fizemos. Francamente, é uma «boa saloice», típica dos cuidadores de alfacinhas, que crescem ao redor de Lisboa!   

E visto que todos usamos estrangeirismos, serve para aconselhar - a quem quiser conhecer bem o seu país, e a região onde vive - que leia de Orlando Ribeiro, Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico, e a origem da designação «saloio», que também veio de fora**. Do muito que temos podido fazer ao longo dos anos, ler esse livrinho, foi uma das coisas que nos deu gosto, e, consideramos ser essencial, para a Cultura Geral de qualquer português, independentemente da área profissional.  

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*Por isso, se numa primeira fase usaram a mandorla, como elemento superficial esculpido na pedra, mais tarde, colocaram-na num Arco, e no suporte das superfícies superiores e de fecho, fazendo com que o significante «impregnasse», totalmente, o estrutural. Enfim, fundindo um no outro, como Vitrúvio explicara, e fazendo com que o decorativo fosse adequado: i. e., verdadeiro, e estrutural.

** Orlando Ribeiro, Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico, Editora Livraria Sá da Costa, Lisboa, 1967, ver p. 60.  


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