Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
31
Out 10
publicado por primaluce, às 08:56link do post | comentar

Se repararem bem não é a fotografia que está torta, mas sim a verga! Coisas que acontecem, mesmo nas obras que, supostamente, são muito mais «aprumadas»; o que este caso não é. Aqui trata-se de uma casinha linda, completamente despretensiosa, no Vale de Santa Rita - no Estoril. E, onde, como mostram o enquadramento do vão e o Quadrifolio, não havendo disponibilidade para outras cantarias e trabalhos de pedra, fez-se em massa moldada. Mais uma vez nada que espante, pois há zonas do país, como acontece no Alentejo e Algarve, onde proliferam os ornamentos feitos à base de argamassas. Por vezes vistas como - "Arquitecturas de Terra", mas, sobre essas, estão inúmeras camadas de cal.    


30
Out 10
publicado por primaluce, às 01:05link do post | comentar

No estudo que dedicámos ao Palácio de Monserrate houve já uma abordagem a diversos Diagramas, os quais se verifica serem uma constante da História da Arquitectura, a maioria «desenhados» a partir de conceitos da teologia cristã*.

Agora destacam-se vários Quadrifólios, alguns bastante recentes, e acrescentam-se informações. Segundo  defendemos esse Diagrama terá traduzido um «amor especial» à Virgem, que, no IIIº Concílio Ecuménico, realizado em Éfeso, em 431, foi declarada “Teotokos”: palavra grega que significa Mãe de Deus.

A devoção à Virgem foi uma constante, e, muitos séculos depois foi coroada por D. João IV, passando a ser Rainha de Portugal. Vários monarcas da Europa, incluindo D. João VI, durante anos pediram a Roma a sua declaração como Imaculada Conceição, o que só veio a acontecer em 8 de Dezembro de 1854 (reinado de D. Pedro V).

Tudo isto é História da Igreja e do Cristianismo, porém, vários autores – como é o caso de Mark Gelernter, arquitecto e professor da Universidade do Colorado (Denver) que escreveu Sources of architectural form. A critical history of western design theory, University Press, Manchester, 1995 – conhecendo essa mesma história, estabelecem paralelismos, pontuais, entre algumas obras, e respectiva iconografia, com a teologia cristã. Por isso, no nosso trabalho (Monserrate,…), usámos uma expressão de Mark Gelernter, que nos foi de grande utilidade: já que permitia reforçar o sentido daquilo que estávamos a encontrar.

A referida expressão (e sobretudo essa noção, que pode não ser «estática») – “estrutura divina” – relativa às especificidades do Deus Cristão, simultaneamente Uno e Trino, aparece em várias frases do autor norte-americano, quando explica as suas teorias, relativas ao que está subjacente na Arte e Arquitectura Medieval. Aconselha-se a sua leitura, e, incluem-se exemplos de outros Quadrifólios, para além dos que já estão no livro: alguns estampados em azulejos que, podem não ter mais de 40 anos…Será?

 * Ver no livro as imagens nº111 – A, B, C e D, na p. 271, e o texto correspondente, na p. 157, completado na nota 407.

No trabalho de Mark Gelernter pode ler-se por exemplo: "...in the Middle Ages art was considered interesting only in so far as it symbolized the Divine." Depois, o autor coloca-se na situação de quem na Idade Média, tinha que produzir Arte e objectos com esse cunho. Por isso pergunta quais as formas que lhes deviam ser dadas: "  ...if art  no longer captures realistic images of the sensory world, but instead should lead men's minds to contemplate an extrasensory divine world, upon what, exactly, should their visual images be based?" (op. cit., pp. 74 e 75).

 

A haver uma resposta para a pergunta acima, para já, é da nossa responsabilidade. Vamos buscá-la, em parte, à última obra de António Damásio; a outra parte vem dos nossos estudos, de vários autores. Defendemos que as Formas Iconográficas que estão na Arquitectura são: «Mapeamentos da Ideia de Deus». E, aproveita-se ainda para perguntar, têm notado o emprego desta forma? Concretamente a sua existência em jardins, no desenho dos lagos? Mas, desde já se lembra, que um dos exemplos mais bonitos que conhecemos - e muitos talvez estejam de acordo...? - é chamada fonte, e fica na «Varanda de S. Jerónimo», em Santa Marinha da Costa, Guimarães. Hoje Pousada, que foi projectada por Fernando Távora, no que constituiu uma profunda intervenção feita nesse Mosteiro, cerca de 1980-85. 


28
Out 10
publicado por primaluce, às 13:49link do post | comentar

A Mandorla, sinal visual por excelência, que ficou associada a uma ideia fundamental da Teologia Cristã, e que aparece nos portais românico-góticos; assim como esteve depois, na origem do Arco Quebrado, encontra-se - com grande frequência - associada a diferentes tipos de vãos. Na imagem seguinte, nos elementos de uma grade de ferro, na guarda de uma varanda, na Foz Velha, Porto.


27
Out 10
publicado por primaluce, às 10:26link do post | comentar

Estamos a repetir, agora de outro modo, o título de um post. Ontem acabámos a escrever sobre materiais de construção, dizendo que irão integrar a obra: "Aqueles que o arquitecto, com a sua formação pluridisciplinar, preconizou fossem usados: conforme aquilo que queria transmitir, e as boas regras da construção." 

Na expressão "aquilo que queria transmitir", claramente isso eram imagens alusivas a Deus, e poderia fazê-lo usando iconografia que já estava associada a essa "Ideia"; isto é, ao conteúdo da mensagem que queria transmitir. 

Até ao ano Mil, praticamente assiste-se ao formar e definir da Iconografia Cristã, embora esta tenha atingido, o ponto mais alto de toda uma evolução, no século XII, dentro da especificidade da «fé francesa». E só indo muito mais atrás (no tempo), se percebe que o Gótico que a França «construiu», em todos os sentidos - Ideia e Edificação - tinha uma longa história. Passando por relações, político-religiosas, entre vários povos, e também as desses povos com o Papado.

Ao contrário do que em geral fomos ensinados, todos os estilos têm muito menos a ver com estruturas, do que com Formas significantes que se queriam «imprimir» e usar nos edíficios; e, portanto, também nas suas estruturas... Mas estas, a haver uma ordem, vinham no fim. Pois havia uma primazia da Forma: enquanto contentor, ou, algo que continha dentro de si, um significado.

Como se pode ver (no leme e nos escudos), algumas formas, pelo seu significado, eram preferidas, e, enfaticamente usadas. Aqui a ênfase tinha  a ver com decoro, i. e., com uma boa adequação, pelo que se poderia dizer, em alternativa: usadas «decorativamente».

Imagem da conhecida Tapisserie de Bayeux (vinda da internet)

http://www.tapisserie-bayeux.fr/


26
Out 10
publicado por primaluce, às 10:35link do post | comentar

Como já defendemos, no trabalho dedicado a Monserrate, os elementos iconográficos constantes no título do post de hoje, pretenderam todos transmitir a mesma ideia. Embora depois, com o passar do tempo, cada um deles, possa ter adquirido significados mais específicos.

 

Estamos pois perante linguagens que foram muitíssimo polissémicas, e onde, por isso, eram possíveis diferentes sentidos e níveis de leitura. Se Umberto Eco deu conta desta noção em A Obra Aberta, mais recentemente escreveu A Vertigem das Listas, onde, de novo, aflora o tema da diversidade, da quantidade e dos Elencos: apresentando Listas (que poderiam ser infindas) de inúmeros exemplos que surgem como uma amostra, de cada espécie diferente. Isto é, mais do que a apresentação de todas as variedades, trata-se da ênfase da sua existência (em grandes quantidades). 

Num dos capítulos refere-se à Retórica da Enumeração, e como esta estimulou uma certa «rítmica da medida»*. O tema é um pouco abstracto - não deixando de lembrar uma certa «música das palavras» (ver em 14 de Outubro) - até mais abstracto, do que alguns outros que já tratámos, e ficaram no trabalho do mestrado; ou, os que estamos a incluir no trabalho de doutoramento.

Para já não se acrescenta mais nada, destacando apenas que, só alguém detentor de uma Cultura vastíssima - com letra grande - poderia empreender um trabalho como é este (A Vertigem das Listas). Por conhecer, e dominar, com um grande à vontade, a existência de inúmeros elencos. Assim consegue percorrê-los transversalmente, para mostrar o que têm de comum, ou de especifico, e diferente.

Como sabemos, as Enciclopédias mostram bem que tudo é listável; porém, o Saber não são listas..., nem a quantidade de elementos que constam nessa lista!

O Saber, como mostrou Hugo de S. Victor em Didascalicon, tem a ver com a inserção de cada um desses elementos, no seu lugar, próprio. O Saber e o Conhecimento, são vistos, desde tempos remotos, como equiparados a Edifícios, e como uma verdadeira Arquitectura. Daí a exigência de uma grande cultura, e de uma pluralidade de saberes, como foi explicado por Vitrúvio, que são necessários à formação do arquitecto.

 

Durante anos ensinámos Tecnologia de Materiais, disciplina onde muitas vezes se chegava, exactamente, à Lista e ao Mapa de Materiais, a empregar numa determinada construção. Esses materiais são transportados para as obras em camionetas, que fazem sucessivas viagens, descarregando o seu conteúdo. Mas, como se percebe, a edificação não é relacionável com o número de viagens que a transportadora fez; ou, com a montanha dos materiais descarregados!!! Trata-se, sim, da respectiva organização, e da sua colocação no edifício, de acordo com uma série de normas e de preceitos. Aqueles que o arquitecto, com a sua formação pluridisciplinar, preconizou fossem usados: conforme aquilo que queria transmitir, e as boas regras da construção.     


* Por oposição também se refere à "Enumeração Caótica". Ver em A Vertigem das Listas, Difel, Lisboa 2009, p. 321.       


24
Out 10
publicado por primaluce, às 00:12link do post | comentar

A propósito do "Entrelaçado" que ontem assinalámos, e sobre “Le Dieu lieur,…”, título que Mircea Eliade deu a um capítulo de Images et Symboles (obra inicial de 1952, renovada em 1980, Éditions Gallimard, op. cit., p. 130), vejam, e oiçam também, sobre as razões do seu optimismo. Em:

 

http://www.youtube.com/watch?v=2ofkZK1VLeA

 

 

Notas e reflexões, entre a semana que acaba e a que começa:

1. No Avant-propos de Images et Symboles, de Symbolisme et psychanalyse retirámos uma ideia com a qual estamos totalmente de acordo: “C’est donc l’Image comme telle, en tant que faisceau de significations, qui est vraie, et nom pas une seule de ses significations ou un seul de ses nombreux plans de référence.

Mas, há que o explicar: muitas vezes vamos estar a destacar, aqui, principalmente, aquilo que «descobrimos» ao fazer o trabalho sobre Monserrate. Porém, apesar dessa ênfase ir acontecer com frequência, agora e no futuro, também não deixamos de reconhecer a correcção daquilo que Mircea Eliade escreveu (o texto citado), a insistir na existência de um amplo feixe de significados, em simultâneo, e não apenas num só sentido. Por outro lado, há que admitir (sabêmo-lo), que alguns desses sentidos, ou planos de referência, uns são mais importantes, e predominantes, acima de outros. Tal como foi explicado por vários autores e estudiosos dos textos bíblicos - exegetas como M.-D. Chenu, H. De Lubac (também explicado por Umberto Eco). Assim, claramente, insistiremos nas nossas ideias: que, repete-se, não são de sentido único!

 

2. Tem sido referida uma certa dificuldade no entendimento de alguns textos aqui colocados. Tentamos expor e tornar claras, várias noções, que são muito complexas. Mas, sobretudo, elas são completamente novas. Aliás, as dificuldades que temos, em especial a incompreensão vinda daqueles que deveriam ser os principais colaboradores - e os maiores motivadores do empenho, que tem de ser colocado num trabalho de doutoramento, para chegar ao fim - as nossas dificuldades, entroncam, exactamente, nesses dois pontos: a complexidade do tema, e uma grande falta de cultura (geral). É que, independentemente, das crenças individuais, colectivamente a sociedade teve percas muito significativas, ao nível da cultura geral (e tradicional). Dito de outra maneira, pode-se afirmar que houve um crescimento, e uma evolução, mas, é sobretudo material. Evidentemente, está-se perante um «novo riquismo», onde o indivíduo, parece ter evoluído de um modo incompleto, e desiquilibrado, não cuidando da sua totalidade. Aparentemente, e em muitos casos (é uma opinião nossa), estamos perante pessoas cujas formações, embora sejam de nível superior, se mostram repletas de falhas: longe de se poderem considerar formações gerais, ou, sequer, completadas. 

Em consequência, muitos dos que hoje estão em lugares de responsabilidade, desconhecem, absolutamente, as bases culturais da área geográfica em que estão inseridos. As bases culturais que eles próprios têm que continuar a promover, e o Conhecimento que têm que estar a apoiar, colaborando na prossecução do desenvolvimento (por exemplo com instituições internacionais, ou, as que «cá dentro» dão apoios como bolsas de estudo), para que se ampliem esses Saberes: dos quais, contraditoriamente, eles mesmos, os responsáveis, pouco ou nada sabem!

Porque as sociedades - como mostram as Ciências Sociais e Humanas - não se movem por razões incompreensíveis, que não conhecem, e no entanto se contabilizam, ou delas «fazem estatísticas». As sociedades colectivamente, e os seus elementos, cada um por si, podem estudar-se. Já que se movem na sequência de outros movimentos, de ideias e de razões individuais, de produções que se hão-de tornar colectivas. Aliás, a sua principal característica - dada a imensidade de inter-relações existentes (e é isso que ocupa os estudiosos das Ciências Sociais e Humanas), é a análise, estudo e classificação, de vários movimentos, simultâneos, e por vezes difíceis de definir. E só depois, no fim de grandes trabalhos, estando perfeitamente caracterizados os fenómenos, é que os mesmos são contabilizados. Uma tarefa final, que, relativamente ao todo, é facílima de concretizar! Desde que tenha havido antes, de facto (e sublinhe-se, porque isto é essencial) a capacidade de diferenciar e de classificar, o que depois se vai quantificar.

Claro que os que pensam ao contrário, fazendo desse cálculo a essência de um estudo (!?), não podem compreender, minimamente, o valor da investigação em Ciências Humanas; ou, no nosso caso, o trabalho, cheio de surpresas, que decidimos empreender. Por isso a pergunta deixada ontem: Porquê? Como é possível falar-se em «Cultura Visual» - um conceito perfeitamente válido, embora muitos não o compreendam - se se ignora a história das imagens. E a sua relação, fortíssima e fundamental, com a cultura tradicional. No caso a europeia, e depois outras..., em que, globalmente, estamos inseridos. Imagens que eram edificadas, e assim concretizavam o essencial das «mensagens a fazer passar»!

 

3. Agradecemos ao colega Rui Cunha as informações, interessantíssimas, que nos tem dado, relativas a - As Medidas da Arquitectura. Havemos de continuar a conversar, pela complementaridade que se detecta entre os nossos trabalhos. Para já acho que estou a ganhar, prometo vou retribuir.

Agradecemos ao colega, Professor Doutor Carlos Duarte, ter referido a existência de Prima Luce (este blog), na sua Agenda Semanal que já vai na 90ª Edição. Parabéns pela perseverança!!!

Mas, pelo nosso lado, é para fazer frente às incompreensões que acima referimos, relativamente ao tema de trabalho que devíamos estar a desenvolver, com o devido apoio - são estes motivos, como ganhar espaço e lançar bases para a compreensão de... - que nos fizeram criar o blog.

Como ficou na Síntese Final do trabalho dedicado a Monserrate (ver no perfil), defendemos que a História da Arquitectura do Ocidente Europeu, é uma história de organigramas (ou ideogramas), gerados pela Teologia Cristã, em diferentes épocas. Conforme o enfoque que a Igreja - e com ela as principais nações, que a tinham como modelo, inclusive modelo dos seus imperadores, dos reis e dos nobres - foram sentindo, que era mais ou menos necessário (em cada época), ir fazendo. Para irem transmitindo a sua própria Cultura. 

 

Um tema inovador como este é, surgido a propósito de um edifício que tem tudo para o dar - caso do Palácio de Monserrate - não se abandona à sua sorte! Por isso, só se justifica a indiferença, face às muitas exposições e explicações que foram feitas e dadas (e à sinalização específica do trabalho feita pelo orientador) num contexto de grande desconhecimento...

Embora, com Mircea Eliade, possamos ser optimistas, no entanto não deixamos de ver ao que chegou a realidade cultural em que estamos imersos: a redução a um minímo, inimaginável! Sabemos que não vale a pena perseverar, ou, teimosamente insistir, quando o melhor é dar a volta...

Observar e desenhar, dá-nos conhecimento e vantagens: não perdemos o contacto com a realidade, a natureza, as orquídeas,

todas as flores hão-de abrir, e dar a ver a sua Beleza.


23
Out 10
publicado por primaluce, às 09:58link do post | comentar

Pistas para implementar a nossa tão desprezada Cultura Visual: que sentido pode ter um entrelaçamento, a ponto de obrigar a custos razoáveis na execução de um molde, e depois nas peças que «imprime»?

Que Cultura Visual é esta, que pouco ou nada se tem preocupado com a compreensão daquilo que se vê, nos cenários e ambientes que nos rodeiam?

As pistas estão todas no desenho.

Treinar o desenho, é treinar a visão (e também a mão).

Fotografar, fazer Arquivos de Imagens - mentais, e, sobretudo MATERIAIS - é ensinar a visão a ver.     


22
Out 10
publicado por primaluce, às 16:11link do post | comentar

Fica apenas o título...

 

...e a sugestão para aprender a ver bem, como quem olha para os mínimos detalhes de um mapa:
Vá comparando as imagens escolhidas (incluindo as de datas anteriores). O trabalho de selecção é nosso, a aprendizagem sua! Porque o saber continua a não ocupar lugar... 
Em cima, excerto grades de varanda, Foz Velha, Porto.
Hall Palácio de Monserrate - Sintra

21
Out 10
publicado por primaluce, às 11:20link do post | comentar

A experiência que vamos tendo - de algumas décadas no ensino do Design - tem permitido, não só a transmissão de conhecimentos, e um enriquecimento que é normal acontecer, naquilo que de facto é uma troca. Mas, temos tido também a hipótese de observar, de muito perto (entrando quase na intimidade da "black box" de cada um*), as escolhas mais subjectivas de cada aluno.

Vendo o desenvolvimento dos processos de observação, e de ensaio, das soluções que serão posteriormente escolhidas e mais trabalhadas.

As fotografias contêm exemplos de materiais para estudar propostas e soluções a um determinado problema, que foi colocado. São esboços e simulações, «desenhando» uma possível realidade a existir no futuro... 

"Maquette de Estudo", Palácio Valadares - sito no Largo do Carmo, Lisboa

 

Planta de Zonamentos, fase definição de Programa/Estudo Prévio
 

* "Black box" é a designação dada por Christopher Jones, à mente e aos seus processos de pensar/conceber/projectar. C. Jones escreveu Design Methods. Seeds of Human Futures. 


20
Out 10
publicado por primaluce, às 12:29link do post | comentar

Agora, mais do que nunca, parece-nos que é da maior utilidade, nem sempre delimitar os assuntos. É isso que nos permite percorrê-los tranversalmente, porque tudo esteve ligado (embora hoje não se veja).

Numa próxima vez vamos tentar evidenciar algumas semelhanças, que se detectam, entre padrões de tricot e as formas da arquitectura.

Não se «choquem» com este tema, é tão válido e tão sério, quanto muitos outros, e vão olhando - se quiserem, não se hão-de arrepender... - para os padrões dos Tapetes de Arraiolos

Aliás, é natural que haja quem saiba do assunto bem mais do que nós: por isso aceitamos lições, concretamente, sobre esses desenhos e padrões geométricos. É um tema que nos pode interessar.


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