Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
07
Jan 14
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Alguém se apercebeu da importância deste autor no nosso trabalho dedicado a Monserrate?

 

Como sendo nossa a cronologia, e o fio condutor, da maioria (ou da totalidade) das ideias, e como depois as informações de James S. Curl se tornaram preciosas no nosso trabalho, face ao enquadramento que lhes demos.

Começando logo pela definição da mandorla/mandala** que encontrámos no Dicionário de que é autor (http://www.jamesstevenscurl.com/book_dictionary-of-architecture.php), a qual é acompanhada por uma imagem cujo rigor geométrico não deixa lugar a qualquer dúvida: abrindo inúmeras portas para quem souber ler as imagens (ver «os bonecos» ou entender as ilustrações, como tantas vezes se diz).

O único problema - que não é nada pequeno e advêm da definição dada por J. S. Curl, que é principalmente visual (e não explicada por palavras, uma-a-uma e passo-a-passo...) - é a ausência de conhecimentos de geometria por parte dos Historiadores da Arte***.  

A Arte que, como é habitual e a que nos estamos a referir, não é sonora ou acústica - a Música; nem é Literatura. São as Artes Visuais, e nessas Artes Visuais - mesmo que em geral isto seja muito pouco sabido - há regras! Há um equivalente à Gramática, que entra na Literatura. Em suma, as regras para a elaboração/construção das imagens, encontram-se condensadas na Geometria. 

E é no âmbito desta disciplina, e conjunto de conhecimentos, que também se compreende (torna-se totalmente lógico, óbvio e por isso até se adivinha), em grande parte, a origem da polissemia e a criação de imagens com significados sinónimos.

 

Concretizando: Porque é que se passa da Mandorla para o emprego do Losango, mais do que proliferante nas obras do que tem sido designado Renascimento? Porque houve alterações tão importantes na Iconografia se a Teologia, praticamente não mudou? Ou também, e concomitantemente, a questão (que consideramos genial) colocada pelo nosso orientador: Como e porquê, a não aceitação por S. Tomás de Aquino, das ideias (e «alegorias-muito-platónicas») de Hugo de S. Victor?

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*http://www.jamesstevenscurl.com/

**http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=20335

***Que os inibe, quase totalmente, de poderem compreender em profundidade, aquilo em que se supõem especialistas. O que dificulta, enormemente, a vida de qualquer orientando (bom conhecedor da sua própria área de formação), e nos conduz a uma outra pergunta: onde está a capacidade para entender Saberes e Conhecimentos complexos? Onde está a apregoada transversalidade de alguém que atingiu o que deve ser um dos pontos mais altos da sua carreira: o acumular de competências e o atingir dos graus académicos mais elevados? Como é possível Professores Doutores serem tão desconhecedores das matérias e dados que lhes estão imediatamente ao lado? Nos Conhecimentos considerados «os parentes mais próximos»? 

Mas não há respostas, sendo absolutamente incompreensível a prevalência de situações como esta. Tanto mais que a explosão do número de estudos de mestrado e de doutoramento, tende a permitir o crescimento deste tipo de situações, e os paradoxos que originam... 

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