Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Fev 13
publicado por primaluce, às 00:10link do post | comentar
Para Arquitectos:

o Palácio da Pena, a História da Arquitectura e os raciocínios que a têm «produzido»

 

Algumas novidades bibliográficas estão a usar a expressão - "Faith-based styles". O que nos fez procurar atentamente em Regina Anacleto a importância que teria dado a essa "faith-based architecture", como Ideia-base daquilo de que tanto escreveu (embora sem se aperceber disso).

E por essa razão, para já encontrámos muito pouco. Mas reapareceu-nos uma outra questão, que em parte demonstra a sua incompreensão da Arquitectura: pelo menos da maneira como era feita e ainda se faz hoje!

Neste caso diríamos da arquitectura antiga «em transição para a actualidade». I. e., abarcando mudanças operadas e já tornadas correntes ainda no século XVIII*, que são muito semelhantes aos processos de Projecto e de Obra, contemporâneos.

No texto seguinte** a autora confunde o trabalho do Arquitecto com o trabalho do Engenheiro, sem discernir as respectivas especificidades: pois ao Arquitecto cabiam os Ornamentos (desde há vários séculos), como muito bem é explicado pelo texto - que a própria cita de Eschwege***; e ao Engenheiro cabia a Construção.

Que é como quem diz, era o Engenheiro que tinha que garantir a Estabilidade dos Edifícios construídos (cujo Projecto Geral seria de um Arquitecto). 

A seguir sublinhámos a explicação de Eschwege e depois a interpretação (que consideramos pouco esclarecida) da autora:

(clic para ampliar)

O Barão de Eschwege como Engenheiro de Minas era competente para a tarefa. É verdade que aqui a «mina» não era enterrada e escura, no interior da terra, mas tendo algumas características semelhantes (material rochoso a cortar e a estabilizar), algo que está à vista de todos. Um trabalho que podemos admirar, até neste aspecto muito concreto:

O conjunto antigo - o Convento Jerónimo da Pena, fundado por D. Manuel I - tinha sido assente sobre penhascos e píncaros rochosos, cuja Estabilidade se poderia alterar facilmente: caso as novas cargas (a construir) não fossem devidamente consideradas e depois convenientemente suportadas. Para nós a ideia da necessidade de tratar «com pinças» a construção antiga, e o local, é muito clara.

 

In a time of globalization an advice: read good books and create an open mind: common places of Portuguese mentality, or our perceptions and accepted ideas (we would like to believe they are definitely acquired) perhaps are they too tiny, growingly!?

When we live surrounded by barriers inside prisons, we have an enormous difficulty to identify the new thinking materials that are already born… 

~~~~~~~~~~~~~~

*Repare-se que este tipo de questão já o aflorámos no nosso estudo de Monserrate, a propósito de uma obra de Soufflot, em que trabalhou com Jean-Rodolph Perronet (m.1794): o fundador de uma das mais reputadas escolas de engenharia - Ponts et Chaussées, em Paris. Ver op. cit., p. 113

**Tese de Doutoramento: Arquitectura Neomedieval Portuguesa,  Maria Regina Anacleto, FCGulbenkiam-JNICT, Lisboa 1997, vol. 1, pp. 72-73. 

*** Os referidos Ornamentos então ainda teriam sentido, deduzimos (pelo o que é explicado por alguns autores, dizendo que Adolf Loos em 1908 não o compreendeu). Depois, a abordagem que fazemos ao papel de Eschwege como Projectista de Estruturas, é a nossa visão.   

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