Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Out 12
publicado por primaluce, às 14:30link do post | comentar

... um post há muito escrito e prometido, aqui está ele:

 

Sem sermos especialistas, e para isso existem melhores professores com quem se deve aprender - por exemplo hoje referimos o Professor Luís Aires-Barros**; na nossa situação, de quem atravessa vários temas (que são transversais a diferentes áreas do conhecimento), e de quem durante anos ensinou MATERIAIS para a Construção e transformação de Espaços e Ambientes, agora concretamente sobre Pedras Naturais e Artificiais : vamos referir alguns desses materiais, composição aparência, e até sobre a perfeição das imitações.

Algumas das mais bonitas Rochas empregues nos nossos monumentos são Aglomerados Naturais (nem sempre mármores como são frequentemente designadas), como o Pudim da Arrábida, as Brechas de Mafra, de Negrais, Pêro Pinheiro, etc.

Rochas que estão por exemplo no Convento de Mafra, em altares, repletos de embutidos: com cores cinza, amarelo, rosa, diferentes vermelhos!

Mas, dada a escassez e o preço consequentemente elevado das Rochas Naturais, também se inventaram Rochas Artificiais: dão pelo nome de Agregados Artificiais Pétreos.

Para já ficam duas amostras: uma é um agregado natural: ainda vivo, de areia que ainda se desfaz, por não estar totalmente solidificado: notem-se os oríficios e a malha entre eles (tudo é verdadeiro, e produzido na natureza). E a outra amostra - é quase um Pudim, ou o tipo de agregados onde se encontram pedaços redondos. Mas esta amostra é artificial. Tem andado no mar a rolar, é, para quem sabe e nota as diferenças, um pedaço de cimento e brita. Duro, resistente e completamente artificial***. Aliás também foi para isso que foram inventados os Agregados Artificiais: são materiais quase totalmente controláveis, porque os seus componentes, um a um foram testados e escolhidos.

~~~~~~~~~~~~~~

* Ver em http://primaluce.blogs.sapo.pt/2012/10/02/ e http://paginas.fe.up.pt/~jcouti/agregpart1.pdf

**Autor de As Rochas dos Monumentos Portugueses, Tipologias e Patologias, IPPAR, Lisboa Abril 2001.  

http://www.igespar.pt/pt/shop/asset/986/

***Neste caso até se percebe que a amostra está suja (como é o sujeito a quem nos referimos nesta alegoria). Porém tal não nos deve admirar, pois ao nível de transformação e recuperação de lixos, os produtos finais também são diferentes tipos de «Agregados». Como se mostra no esquema seguinte:

http://www.ambilei.pt/docs/fluxograma_producao_ambilei.pdf

Finalmente, a síntese pluritemática:

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/vindo-de-primaluce-43991

http://cathedral.lnec.pt/publicacoes/c15.pdf

 


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