Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jul 12
publicado por primaluce, às 09:00link do post | comentar

Vem de muito longe, e impregnou a Cultura (cristã naturalmente, e europeia) da Idade Média. Por isso muitos elementos arquitectónicos ligados às entradas da Luz nas caixas que são os edifícios têm formas que traduziram Deus. Como temos dito estiveram ao «serviço do sagrado».

Mark Gelernter, arquitecto, urbanista e professor na Universidade de Denver, refere uma «estrutura divina», tendo por objectivo uma ideia que parece ser semelhante à nossa.

Tudo isto já está em Monserrate uma nova história, que, o editor Rogério Mendes de Moura, criador da Livros Horizonte em boa hora compreendeu e publicou. Como no mesmo ano (2008), que foi o último da sua vida, publicou vários outros trabalhos, estando entre os seus autores Nuno Portas, alguém com quem aprendemos imenso. 

Na nossa vida - Thanks God - tem havido fantásticos faróis, emissores de luzes brilhantíssimas, como é também o caso da frase de João Paulo II,  quando acabado de sair do conclave que o escolheu como papa, disse alto e bom som:

Não tenham medo!       

Por aqui continuamos a não ter e não tencionamos vir a ter*: sobretudo quando demos o nosso melhor, fazendo trabalhos que sabemos serem profundamente honestos. 

Aqui, não há portanto telhados de um qualquer vidro! E até quando estudámos uma imensa clarabóia (num edifício frente à AR) foi pensada para se poder estar em pé sobre ela - e assim ser limpa (a manutenção que não se deve esquecer).

Ou para resistir até a um ou outro choque, quer de brincadeiras de crianças, que na zona então ainda brincavam na Rua e Escadinhas da Arrochela; quer de eventuais acidentes, mais comuns. Assim tem vidros especiais, adequadamente dimensionados**

Desde 1986 que conhecemos uma fantástica colecção de calendários, repleta de imagens que hoje sabemos fazerem parte do conjunto de ideias e teorias que estamos a defender.

Razão pela qual em 2004 estava perfeitamente à vontade para responder (ou contrariar?) Regina Anacleto, no que perguntou sobre o sistema, em sua opinião muito criativo, adoptado por Francis Cook, para iluminar a Galeria de Monserrate. 

Aliás, quem for a Londres visitar o Soane Museum (ou ao Porto com os olhos bem abertos...) percebe que questionar esse «sistema imaginativo» é mostrar que não é observador, ou que pouco sabe da história da arquitectura:

Não sabe que o vidro e o ferro no século XIX contribuíram para uma viragem, que vinha há muito a ser ensaiada, em pequenas clarabóias e lanternins...   

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Nem de trojan horses, que sabemos de onde vêm e porquê: apesar de respeitosa e institucionalmente termos expressado o que devíamos, sem nos escondermos com medos ridículos, atrás de mecanismos lendários. Quem acha que tem razão, faça como nós, apresente-se e defenda as suas ideias!

**http://primaluce.blogs.sapo.pt/41513.html; http://www.panoramio.com/photo/22027995; http://primaluce.blogs.sapo.pt/40691.html;

E lembramo-nos bem da empresa vidreira, uma das melhores de Lisboa, com quem trabalhámos...

Finalmente, temas como este e outros, não nos hão-de faltar - em http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/ - quando se percebe que grandes acontecimentos como em Londres, a Abertura dos Jogos Olímpicos, ou como há uns anos a criação de um museu em Paris - Arts Premiers, são concebidos e «desenhados» de um modo perfeitamente ancorado na história dos povos, usando a sua sinalética, de maneira a tentar integá-los e uni-los, ao máximo.

Só a ignorância almeja a divisão

http://en.wikipedia.org/wiki/Mark_Gelernter

http://www.colorado.edu/insidecu/editions/2005/7-12/story1.html


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