Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jun 12
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Muito cedo, ainda durante a aprendizagem, concretamente nos nossos estudos em arquitectura, e agora quando se ensina, tem-se a noção que há que transmitir aos alunos a ideia de que o bom-senso das suas propostas é essencial.

O que nos põe perante o problema (sem dúvida surpreendente!) de questionar o bom-senso (e se tem a ver com senso-comum?):

O que é? Onde começa e acaba? Quem o tem? Como se propaga, propagandeia ou ensina?

Nunca achámos resposta para estas perguntas, mas ele - o bom-senso - parece continuar firme, «como uma rocha»!

Abalado, talvez apenas por alguns mais criativos e inovadores, que não fazem do bom-senso (total, nem do medo) a sua norma de conduta.

Mas quem consegue justificar as suas faltas de bom-senso, total? Os actos que aparentam não ter um mínimo de lógica e de racionalidade; ou alguma verosimilhança com o normal, com o legal, e com o habitual instituído há séculos, como se justificam?

Pela nossa parte especular sobre o Bom-Senso - como muitas vezes tentámos fazer com os alunos, para ver se seria possível diferenciar a noção de CONFORTO e a de LUXO - pela nossa parte, repetimos, o Bom-Senso merece ser pensado! Não pelos tempos em que vivemos, mas enquanto professores que tentam ensinar que o futuro se constrói. 

E que nessa «edificação» não bastam as boas-normas da construção, muito específicas, como é por exemplo a solidez - garantindo que se têm todas as juntas bem fechadas e apertadas, para que a construção não caia.

Que nessa edificação o Bom-Senso «que inova» é talvez a única regra

Isto é, o senso que vale a pena: mesmo que todos desconheçam de onde vem essa regra, que não tem nada de material? Como se formula? Que receita tem? Pois não basta a média entre extremos para se conseguir bom-senso, e senso comum...?

Relativamente à imagem seguinte (que sem dúvida inovou) - uma parede do Palácio da Pena revestida a azulejos - sentimos todos o mesmo? Há uma base de «senso-comum» na apreciação que fazemos desta imagem? E terá havido no passado? Que sentido lhe deram?

Finalmente, na governação e nas empresas - como nos processos de edificação - pode haver um bom-senso e um senso-comum de ordem moral? 

http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=66943 

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Em http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/, ainda sobre "Carréaux d'Octagnes", um Ideograma da História da Arquitectura, ensina-se um pouco de estereotomia de pedras.


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