Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jun 12
publicado por primaluce, às 15:00link do post | comentar

Hoje, mais do que nunca, a Europa sente-se à beira do precipício. Os governantes, ou principalmente os ex-governantes, como é Mário Soares e outros, desdobram-se em declarações e frases deitadas para o ar, a ver se ainda alguém as apanha. Se alguém minimamente «absorvente» as capta e as amplia, na tentativa de que tudo isto – as sociedades em que vivemos, com o que têm de bom, mas também tanta podridão (que se dispensava) – ainda seja reversível e recuperável...

Pela nossa parte, nos estudos em que nos envolvemos, nas actividades a que nos dedicámos, e no que temos feito crescer em relação à visão da necessidade de uma nova história da arte e da arquitectura (novas posturas que internacionalmente há muito, estão presentes). Pelo muito que adquirimos, lamentamos que o Estado* não funcione!

Que não promova a Justiça em vez da «Cultura do Encontrão» em que vivemos. Em que não há clareza em nada, tudo é informal, tornando facílimo que tudo se resolva ao encontrão. Ou, como em tempos alguém (ir/responsável) me disse: mexa-se, faça alguma coisa por si!»

Como quem diz, neste tom, e com esta toada subjacente: isto é a cultura do informal, do atropelo, do cada um que se amanhe! Não há lei...

O que de facto a realidade só tem confirmado, quando se assiste, com toda a evidência e com toda a nitidez, às maiores das ilegalidades, a que ninguém põe cobro.

E, pior ainda, que a maioria não percebe – porque desconhece a Lei, e francamente, também porque têm medo de tudo... – continuando a ser enganados!

Pela nossa parte, sabemo-lo, que a mediocridade de cada um de nós, nas diferentes áreas em que nos movemos, arrasa com qualquer economia. Ou, com um  crescimento económico, mesmo mínimo, que se pretenda que algum dia aconteça...

Para concluir: bem pode o Senhor Ministro da Economia querer pôr Portugal a crescer. Querer fazer das migalhas – como no caso dos pastéis de nata – oportunidades de negócio; que, aquilo que impede o crescimento, chama-se injustiça; chama-se inveja, chama-se, com todas as letras, do Ensino Superior Público ao privado, e vice-versa, “Cultura do Encontrão” .

Em Portugal é assim que cada um tem, ou não tem, a possibilidade de «se safar na vida»!

 

Que alguém aproveite o melhor da informação e cultura contemporânea para actualizar a visão do passado**, e eventualmente tentar corrigi-la, parece-nos, não é crime? É tentar que a Ciência avance. É tentar que o valor que a Ciência tem, e representa, nas sociedades actuais, não seja só um «trunfo inatingível»: que se refere e se apregoa, mas ao qual nunca se dá espaço para acontecer...

Crime é não haver Justiça. Crime é aceitar a «Cultura do Encontrão»!

É nunca haver responsáveis pelas malfeitorias e pela mediocridade que, quotidianamente, todos temos que engolir!

~~~~~~~~~~~~~~~~~

* Estado e instituições, como FCT, MEC, Secretarias de Estado do Ensino Superior, etc., etc...

**Os estilos foram uma linguagem equivalente às Sinalizações Visuais contemporâneas. A imagem superior é nossa; a inferior vem de Early Christian and Byzantine Art, de John Beckwith, Yale University Press, 1970, p. 44. 

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/


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