Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
09
Jun 12
publicado por primaluce, às 10:45link do post | comentar

Há dias em que há muitos acontecimentos, que, como os de hoje nos apetece comentar.

Porquê?

RE: Porque foram sonhadíssimos

Isto é, e por isso o título, se houve tema que tivesse sido trabalhado nas Escolas Superiores e depois Faculdades de Arquitectura, pela nossa parte, sabemos que foi, inúmeras vezes, a ideia de transformar o Terreiro de Paço em grande Sala de Visitas, para todos. Na verdadeira acepção da palavra, e não apenas para os escritórios dos Ministérios,  Direcções Gerais, etc... 

Espaço de vida, de divertimento, de risos, e não de tristezas, ou das burocracias emperradoras!

Quem é moderno? Quem sonha e espalha a ideia e a ajuda a crescer? Ou aqueles mais novos, que são contemporâneos e executores dessa realização, num tempo em que os mais velhos já se cansaram de sonhar e de dar ideias...? Num tempo em que já não acreditam nos que dirigem, nos executivos, e muito menos ainda, nos políticos - decisores da Pólis?

Alguém sabe porque eles se designam Edil e Edis?

Os Moderninhos e os Moderníssimos portugueses, hoje arrogantes, também hão-de amaciar...

Também hão-de perceber que mesmo que se esforcem e «metam as mãos na massa», este é um país adiado, sempre, no mínimo 30 anos! Sejamos realistas, não é azedume, não é o «Velho do Restelo», é a «mediocridade do burgo» que mais tarde ou mais cedo, atinge todos.

Algo que se resume em poucas palavras: a desconfiança mútua, e a descrença no trabalho conjunto.

Muitos acham-se, pessoalmente, os melhores, e portanto julgam que hão-de vingar, eles próprios, sozinhos e sem trabalho de equipa, colegial. Ora esta situação da transformação do Terreiro do Paço, apenas mostra que a ideia teve que fazer caminho, teve que abrir mentes e conseguir adeptos (antes resistentes). Só se realizando quando todos compreenderam, aderiram e finalmente perceberam que não interessava adiar mais.  

Chega a lembrar factos políticos - como a queda do muro de Berlim, ou em Portugal a madrugada do 25 de Abril - que só acontecem quando as vanguardas conseguiram fazer chegar as suas ideias a todos. Fazendo dessas ideias factos incontornáveis e inadiáveis.

Nesta terrinha gasta-se muito tempo em guerrinhas ridículas, próprias da escala «míni» em que tudo decorre.

Não há esperança: grandeza de alma ou generosidade.

É tudo miniatura!

 
Menos a reconstrução, base onde a cidade ainda hoje vive, e concentra uma boa parte do comércio.

Há 40-36 anos, lemos estudámos, alguém ensinou (?), sobre a sismicidade de Lisboa, e a visão esclarecida que levou à reconstrução.

Epílogos?

 

Como muitos sonhámos, riscámos propostas, tivemos e arriscámos ideias.

A história é um continuu, ininterrupto, e a cidade o seu retrato em etapas temporais, materializado e marcado nas obras.

Com algumas excepções, sempre conheci Lisboa velha e degradada. Só instantaneamente, a recordo limpa e pintada, voltando depois sempre ao mesmo. Serão as areias e os barros dentro das paredes, das taipas e alvenarias, que mal chove borram a pintura?

E assim fica picturesque? O que chegou a ser uma qualidade importante das imagens e cenários arquitectónicos; hoje quase repulsa...?

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As imagens são do Guia Urbanístico e Arquitectónico de Lisboa, AAVV, AAP, Lisboa 1987. 

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