Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
23
Ago 16
publicado por primaluce, às 00:20link do post | comentar

Desapercebido, não notado, não emergente, apenas (solidamente) imerso no que são «as nossas bases» embora não demos por elas.

 

Pelo que se pode perguntar o porquê desta nossa atitude: de querer dar visibilidade, ao que não é percebido, ou sequer notado?

A nossa resposta é simples, de "simplesmente prof."

Da mesma maneira que muitos referentes - (já) agora também as palavras, mas sobretudo as imagens que um dia fora significantes - esses muitos vocábulos das mensagens comuns, orais, mas também os das obras de arte, estão cada vez mais incompreendidos.

A geração abaixo da nossa, i. e., a dos filhos dos que foram chamados geração baby boom, à conta de um ensino de qualidade muito reduzida - e também das normas (férreas) do «politicamente correcto»* -, hoje eles pouco compreendem de alguns articulados que, inclusivamente, chegam a produzir.

Ou seja: podem até ser altamente palavrosos, podem até cumprir muitas normas discursivas, parecendo ainda que cada pequena frase está correctíssima, mas, no fim, falta lógica e coerência, não se produzindo nenhuma ideia ou sequer alguma afirmação.

Mas, ficam no ar - ainda as ouvimos - ficam a reverberar fragmentos de sons, palavras soltas, muitos tiques e excertozinhos palavrosos (que incluem o tal palavreado da moda**); porém, apenas mostram o quanto são vazios...

Quer vazios de sensibilidade, primeiro: quando deviam mostrar que são frases suas, a quererem reagir ao mundo, e a querer ter voz e participação activa, baseada na sua própria experiência, cultura e informação adquirida; quer depois: porque o que sentiram não corresponde à realidade, e então essas suas participações e contributos são apenas mais equívocos, que se deitam para cima de um mundo que, dá para ver, está «basto baralhado».

Enfim, quer nas mais simples conversas - e na Arte, que também é comunicação - a perca de sentido dos referentes não ajuda, em nada, à clareza.

Assim escolhemos re-apresentar uma obra que é um exemplo que nos EUA é relativamente claro (embora para muitos, mesmo aí, possa ser, com o tempo, crescentemente ambíguo!), e que, segundo cremos, por aqui, muito poucos o entenderão (?).

E no entanto, pensamos, é uma obra riquíssima, expressiva, sugestiva, também irónica..., até mordaz.

Com ela pretende-se dar visibilidade a valores (vocábulos, referentes e ideias - como a Ética e já escrevemos sobre isso) que, como está no título de hoje, estão cada vez mais ignorados.

american-gothic-1930.jpg!HalfHD.jpg

 Como podem verificar, os nossos leitores já terão encontrado esta imagem noutro post.

Por ser muito elucidativa de uma série de ingredientes (os vocábulos de um estilo) que ao longo dos tempos, por razões diferentes, têm sido deixados nas formas da arquitectura. Como, por uma vaga analogia, agora se usam os emoticons e emojis.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

* Na actualidade o chamado «politicamente correcto» obriga a tantos contorcionismos, e a tantos desvios para se conseguir contornar o que muitas vezes são realidades primeiras (por defeito enraizadas no mais profundo das mentes); que, por «esses efeitos», a percepção da realidade se torna muito mais difícil. Como chegar lá, como ensinar, se várias palavras ou conceitos se devem evitar, e não os usar? Como ensinar se não há tempo?

Re: Deixemo-los descobrir. Aos poucos, nem que seja aos 40 ou 50 anos... Até lá..., vão aprendendo.

Em resumo: Que não haja a ambição de fazer um ensino enciclopédico como se pretendia fazer a partir do século XVIII.

**Lembrem-se, de há dias na Festa do Pontal, do incompreensível, mas palavroso, discurso de um ex-PM

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18
Ago 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

A pensar em Dana Arnold e no que escrevemos há anos*, vejam onde fomos parar:

Vejam como as melhores Universidades promovem os seus professores em vez de os obrigarem a estar estacionados (tout court!)


Vejam abaixo aquilo que desde o principio era preciso para o nosso doutoramento conseguir ser feito; é que não sonhámos, ou nos passou pela cabeça algum capricho inverosímil, irrealizável. Apenas que se trata de um cenário para as melhores universidades e instituições de ensino superior. E não para os que falam, falam, falam…, mas que, quando é preciso agir e criar resultados concretos… chapéu!
Para esses «controladores-do-valor alheio» os grandes doutores têm que ser os próprios Reitores; os Arrivistas (ou os acabados de chegar como a expressão diz) e portanto cada um que chegue, se sirva e se amanhe!

Melhor dizendo: ainda que seja sem regras, é assim.

Dirão eles: Dá jeito que funcione exactamente em modo NEP**!?

No que se segue notem que Support quer dizer apoio; development significa desenvolvimento, evolução e não estacionamento; Protecting intellectual property é o conjunto de palavras que significa a protecção da riqueza de origem mental ou intelectual que o autor/investigador/professor ao serviço de uma instituição (ou de várias, patrocinadoras dos estudos de investigação) inventou ou produziu***:

 

"Support for postgraduate researchers

We can help you to develop your skills and build your profile as a researcher. Our Doctoral College offers training to enhance your research and transferable skills and can support you in a range of areas, from writing research papers and enhancing your presentation skills, to applying for funding to attend international conferences and research visits.”

E lendo mais em http://www.southampton.ac.uk/research/researcher-support.page ainda se encontra o que faz todo sentido serem outros apoios, verdadeiros e funcionais, na medida em que são para funcionar, e obter resultados concretos:

 

"Professional development
Our Professional Development Unit offers a range of learning and development opportunities from skills training to traditional learning courses. Our Institute of Learning Innovation and Development (ILIaD) also works hard in partnership with each faculty to offer a range of activities to expand your professional skills.
Protecting your intellectual property
We facilitate and support the patent protection process on all research innovations made at the University. Research and Innovation Services (RIS) will also help you to commercialise your research, write license agreements and start spin-out companies."

~~~~~~~~~~~~~~~~

*Ver em http://primaluce.blogs.sapo.pt/2011/08/ onde se escreveu em Agosto de 2011:
"Quanto à nossa tese, ou teses - já que é o culminar de tantas ideias deixadas por aí soltas e por completar - estamos como Dana Arnold: depois que Giorgio Vasari escreveu as Vite di artisti, estas foram seguidas, quase, incontestavelmente. Aparecendo a História da Arte, como um relato de «grandes homens» e «estilo». Numa visão teleológica, uma narrativa que vai «do homem das cavernas a Picasso». Esqueceram-se de olhar para as obras, e, concretamente dizemos nós, para as suas formas básicas: "tirem de lá certos enfeites, abram esses olhos" - é o que apetece dizer. Estamos perante formas iconoteológicas, que, crescentemente, se foram complexificando."
**Segundo sai de um CD avariado: para o qual NEP significa Normas em Execução Permanente (como na tropa e tivemos que aprender em 13.10.2014).

Ora como vem desde o post que deu origem a este escrito , as ideias não são nossas, mas quem as adoptar estará a dar-nos força: Ao que defendemos desde 2006 quando percebemos a estupidez que seria ter feito importantíssimas descobertas, e não as valorizar/explicar face aos nossos superiores, ou não as aprofundar...

***Por fim pode-se perguntar (muito prosaicamente): por que raio é que as sociedades actuais inventaram que se deve investigar? Pela nossa parte, em tentativa de resposta lembramos os campesinos, os que nunca saíram das suas aldeias, não viram mundo, não têm urbanidade. São de modos rudes, tão simples que até parece que ficaram incompletos, toscos e lá atrás no tempo; que não sabem nem sonham de um tempo das luzes. Ou que nunca largaram os campos e os animais que guardam nos pastos, não porque um movimento romântico os levou de novo ao mundo natural, mas porque nunca saíram do mesmo. Só por isto (e há tanto mais), será que não vale a pena evoluir? Ensinar, ajudar a promover os outros, sem paternalismos? Para que possam contactar o mundo natural a valorizar as pedras e os animais, e não apenas como uma parte dele, que do mesmo nunca se elevou...? Será que as ditas Luzes não permitiram a muitos elevarem-se acima das superstições, ou de crenças e práticas que frequentemente ainda escondem o melhor da medicina actual? A hipótese de ultrapassarem desígnios de escravidão em que nasceram? Tudo isto não é para aprofundar e divulgar? Ou a única investigação válida (se é que corresponde ao crescimento mental do individuo) é a que detecta e aproveita o subliminar da psicologia, para levar ao impulso e a práticas consumistas irreflectidas? A novas escravidões?


11
Ago 16
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

Se um dia...

 

Os designers tivessem a noção da importância da floresta para a indústria portuguesa de mobiliário.

Não de uma forma semi-artesanal, como sucedeu na nossa geração, mas com estudos aprofundados, de carácter científico - i.e., mesmo a sério:

Que cruzassem desde o ambiente natural, território, ecologia, paisagem..., até ao produto final, onde as diferentes madeiras e as suas características - incluindo aqui outros produtos florestais como a cortiça (que não é madeira...) - fizessem jus ao valor e à dimensão, também económica, que têm as nossas florestas*.

É assunto que durante anos ensinámos (o tal "semi-artesanal"), e que hoje, face ao actual vazio, não deixa de nos fazer sentir, e de nos dar, algum conforto...

Alguma (leve) sensação de ter dado contributos positivos, que um dia talvez possam ainda fazer brotar alguma ideia na cabeça de quem nos ouviu.

São assuntos que estão na ordem do dia;

Que tocam a quem não vê apenas pelo canudo do deficit, e consegue ter uma visão de 360º

Assuntos de que também já escrevemos; ou que, por exemplo, até em visita ao Palácio Amarelo de Portalegre já referimos e interligámos (como sempre fizemos nas aulas)

~~~~~~~~~~~~~~

*Apesar de também serem conhecidas opções incorrectas e distorcidas (ambientalmente) dessas mesmas florestas


09
Ago 16
publicado por primaluce, às 09:30link do post | comentar

Talvez só quando o (urgente) quotidiano nos mostra o que é o mais importante;

 

Talvez só nessas alturas se tenha a noção da importância de que a austeridade tem que ter sentido ou sentidos? Outros... Que podem ser lógicos, morais e económicos, porque serão úteis...

Não é precisa a austeridade como a que tem sido dada a conhecer, e a viver: qual amostragem (fútil) de uma autoridade com pouco sentido.

Mas, é preciso um ambiente de racionalidade e de inteligência, que encaminhe os esforços feitos e os passos dados (em nome dessa pretensa austeridade) para objectivos que sejam consensuais.

As alterações climáticas e a necessidade de uma sociedade planeada e organizada - sobretudo com incidência no território, nos interfaces rural-urbano, e nos próprios espaços urbanos; o referido planeamento é essencial, para a sustentabilidade do planeta...

...que (desde ontem!) passou a estar a consumir o que se consideram recursos do futuro

Temas de que já escrevemos


02
Ago 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... porque este é o tempo de recuperar, carregar baterias, e preparar para as próximas batalhas das guerras antigas.

 

As que, como é normal, cada etapa nova nos traz. E como de costume, esclarecer (= a tornar claro, e a iluminar), não deixando que o urgente quotidiano venha obnubilar o importante e o essencial. Discernir - do emaranhado que o quotidiano nos apresenta - as direcções há muito tomadas 

Assim "...é imperioso aprender a ver, no emaranhado dos dias, aquilo que são os sinais de sabedoria e de luz,…"


28
Jul 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

…foi o título do Expresso Curto de ontem (27 de Julho de 2016).

 

A curiosidade é que parece uma frase nossa, a junção de vocábulos do nosso léxico de há uns anos a esta parte. Mas João Vieira Pereira – Diretor Adjunto ainda admite que possa estar enganado: “Bom dia, … Louco? Estarei a exagerar? Deixo que decida por si. Vejamos:…”

Só que no nosso caso há muito tempo que estamos perto de mais (e a observar atentamente) da fonte e da fábrica de muita loucura. Por isso não vemos razões (alguém que demonstre que estamos enganados!) para considerar exagerada a apreciação que fazemos dos ambientes em que frequentemente temos que estar inseridos, ou até (pior) estar imersos…  

Há muito que sabemos, que, com o ensino que se está a fazer, tão e cada vez mais afastado  das realidades (reais) que é verdade, sim, são muito comezinhas, das nossas vidas. Que as passagens ao virtual - como é por exemplo o sem cerimónia com que muitos (se) transformam os corpos. Sim os seus próprios (os de humanos) que, frequentemente ficam repletos de tatuagens com imagens e marcas de um mundo irreal, em geral não contribuindo para uma sã manutenção dos pés na terra…

Ideologias de que se apropriam, integralmente, a ponto de se deixarem transportar para as vidas (intensas, admiráveis) dos seus heróis de novelas, telenovelas, ou das sagas de transformers.

Não teríamos nada contra, não fosse a dose demasiado intensa dessas «vivências de substituição»?  

Claro que toda a vida se sonhou, acordado ou a dormir; claro que se quiseram Utopias, ou, por exemplo Platão descreveu uma Politeia (República)…

Mas, na actualidade, sobretudo com as «desaprendizagens» do que se consideram informações básicas que vão das ciências da natureza às línguas - incluindo aqui o desconhecimento da semântica (para já não falar na grafia, ou menos ainda de alguma percepção, mesmo que vaga relativa à origem etimológica das palavras...); com tão poucas referências (conhecimentos/saberes), lógicas e normais, sólidas e sedimentadas, facilmente se compreende que as pessoas «se passem».    

Que cada um invente o seu próprio mundo, onde as «pontes» para comunicar com os outros são cada vez em menor número: reduzidíssimas:  A lembrar a Torre de Babel (de tempos bíblicos).

Enfim, há muito que o pensamos (bem com os pés na terra), embora só raramente tenhamos escrito sobre loucura (http://primaluce.blogs.sapo.pt/174797.html*), e sobre loucos (http://primaluce.blogs.sapo.pt/richard-perassi-e-o-seu-e-book-274091**).

Por último, e muito ao contrário de João Vieira Pereira (infelizmente) temos demasiadas razões para admitir que a situação ainda vai piorar, antes que alguém tenha a visão e a coragem de aprontar alguns diagnósticos sobre o que se está a passar...

~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Neste caso somos nós que admitimos que pareça agora (a todos) uma enorme «loucura» que a Igreja Românico-Gótica tenha sido vista como “uma alegoria da Arca de Noé”. Mas foi, e manda a Ciência que sejamos realistas e saibamos investigar, trazendo ao de cima que se encontrou muito no fundo. Pois é para isso que serve a Investigação das Universidades, que normalmente a deveriam divulgar, em prol do conhecimento e da saúde mental da sociedade...

**Neste outro caso, vemo-nos a nós cheios de sanidade e uma imensa paciência para aturar «um mundo de loucos», que são também (sobretudo) bastante desonestos. E o grave aqui, é que é necessário destrinçar a dose de desonestidade, de uma (só muito aparente) vontade de inovar. Aliás, tão aparente que, torna-se óbvio, que essa vontade de inovar é zero, enquanto a desonestidade andará a rondar os 99%...

E só faltaria esta...?


27
Jul 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Visualizar o Conhecimento II, porque já houve um outro,  anterior.

 

Porque não há como abrir portas, e agora lembrar que determinados temas já os percorremos (aqui ou em trabalhos já publicados), talvez de forma pioneira. Apesar de, por exemplo, existirem desde há muito tempo, as várias dúvidas e questões colocadas por Christopher Alexander (e também por exemplo por Rudolph Arnheim...) em várias das suas obras escritas. Dúvidas que um dia - dizemos nós... - as Neurociências poderão explicar de forma muito concreta. Se, às «ditas ciências»  lhes ocorrer trabalhar de forma interdisciplinar. Ou, quem sabe, se acontecer a alguém fazer como fizemos: notas em margens de livros e apontamentos, que um dia se revelam e mostram como ajudaram a pensar... 

Porque a Arte, e a Arquitectura muito concretamente, foi (e muitas vezes não parece ser hoje, pelo menos como era antes) uma linguagem muito específica.

Uma linguagem que também faz lembrar as colecções de informação detectadas (e já trabalhadas ou «semi-compiladas») por Manuel Lima. E num outro pólo, idem, também por Laurent Gervereau.

Por fim fica uma imagem que nada tem a ver com as lógicas que estão inerentes à redacção deste post.

Street Art

Assunto que pertence a outra categoria, embora tenha em comum, só isso, o seu autor, tal como os temas que temos abordado, estar na moda!


25
Jul 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... talvez apelativos porque, muito propositadamente, parece (?) nunca estão resolvidos.

 

Talvez que pensar seja uma maneira (mais) útil de passar o tempo? De apurar lógicas e raciocínios: de se saber melhor e ir aferindo aquilo que se anda a fazer?

Pois então entretenham-se, não é negócio, é mesmo a sua negação: é o Otium fecundum*:

http://primaluce.blogs.sapo.pt/172093.html

~~~~~~~~~~~~~~

*Que nunca, por nunca «certas pessoas muito telúricas» hão-de querer conhecer...

Ou, bem pelo contrário, estão a contribuir para que certa literatura dirigida aos que têm a mania de que há segredos e teorias da conspiração, continue a encher as livrarias, as gráficas, e as mentes que assim gostam de viver?

 


23
Jul 16
publicado por primaluce, às 00:59link do post | comentar

... quando é isso que imobilismo reaccionário quer!

 

Um texto de PRD, ao qual se chega por aqui, alude a uma Lisboa em que – para os turistas – se puseram em prática ideias que vinham de trás: de há muito faladas nas Escolas, para tornar a cidade mais confortável (caso dos elevadores da R. dos Fanqueiros para a R. da Madalena; para aproveitar recursos que se sabiam existir (uma vista soberba no cimo do Arco da R. Augusta); em suma para mostrar e valorizar toda a parte histórico-cultural de uma cidade de génese antiga, que o Terramoto de 1755 e a Reconstrução Pombalina, transformaram numa das cidades mais originais da Europa.

Foi precisa a Crise, foi precisa uma geração cada vez mais completamente desligada da anterior, para se conseguirem concretizar ideias que há muito vinham a ser debatidas pelos estudantes de arquitectura e urbanismo; ideias que finalmente passaram a bailar nas mentes dos decisores autárquicos como se tivesse sido apenas nessas «cabecinhas» que as muitas ideias surgiram… E por fim lá puseram em prática o que uma ou duas gerações sonharam**

Mas o 1º assunto deste post, combina-se já com outro. Com o que (ainda agora) alguns continuam a pensar fora da caixa. Os que lêem e estudam não por manuais e livros únicos, mas que recolhem informações nas fontes que lhes parecem as mais informadas e adequadas: i. e., os que sabem onde matar a sua sede de beber água fresca, em vez de irem às águas paradas (ou as “cheias de limos e tifos”) que a propaganda lhes quer impingir.

E a metáfora hidrológica vem a propósito do texto seguinte, extraído de um artigo dedicado ao Ensino Secundário, que se pode ler na Revista Escola nº 273, maio-junho 2016 (SPGL). E tal como aí, mas agora “à laia de questão”, pergunta-se quando será que um mestrado ou um doutoramento conseguem ter valor, no caso do aluno não ter estudado pelo manual escolar, ou pelo livro único que o seu orientador lhe indicou***? Ou, de outro modo:

Quando será que a Universidade reconhece que pela «cartilha» de orientadores impositivos, o conhecimento estaciona, e não avança?  
Depois, cruzando os dois temas pergunta-se: Quanto tempo será preciso para que uma investigação de sucesso e com resultados relevantes - mas também arrasadores para as faculdades, para as universidades e seus papagaios oficiais (os autores e defensores dos livros únicos…) - quando será que as gerações mais novas podem contactar e aprender aquilo que os mais velhos, por teimosia e estupidez, não lhes deram a conhecer? Para que, com essa sua atitude, levasse tempo, muito tempo - o máximo de tempo - a vislumbrar-se a validade, a lógica e a evidência das novas ideias, que são alternativas dessas suas (de águas paradas)?

Dessas suas ideias paupérrimas, nascidas (há seculos) em livros únicos, não contestados, não reflectidos, não postos em causa... 

à laia de pergunta-2.png

(ler excerto maior aqui)

*Incluindo, entre várias outras ideias, as de que nas instituições de Ensino Superior, os «supostos doutores», são todos (sem excepção) tão honestos como têm sido tão honestíssimos todos os agentes que viraram de pantanas a banca, a finança e a economia portuguesas...

**Mais ou menos emborrachado (e com losangos) como passou a ser o pavimento do que antigamente se chamou Terreiro do Paço   

***Cada vez que lembro de ter tido que ler, fechada numa minúscula cela do Covento de S. Francisco (da FBAUL) 48 pp sobre “narratividade visual”… Cada vez que me lembro de algumas das imensas banalidades que esse texto contém, então (ocorre mesmo), coro de vergonha por quem as escreveu! Então pergunto-me, mas o dito alguma vez foi ao cinema? Será que alguma vez lhe ocorreu, que a narratividade visual está todos os dias à nossa frente? Pelo menos à frente de quem sabe ver? Que essa narratividade visual é um dado a priori, incontestado e básico, numa qualquer escola de design?


22
Jul 16
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

... nos remete para as informações (ou equipamento mental) que, previamente, temos adquirido:

http://www.platform-blog.com/london-floors/?n=14-16


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